domingo, 17 de dezembro de 2006

[FILME] Das Leben der Anderen (The Lives of Others)

Com todo falatório sobre esse filme, resolvi assistí-lo e vou postar aqui minhas opiniões. Como o filme ainda não foi lançado no Brasil, vou contar apenas alguns detalhes iniciais no meu comentário, a fim de apenas despertar a curiosidade sobre o filmes em eventuais leitor e assim evitando estragar as surpresas que esse grande filme nos proporciona.




Gênero: Drama/Thriller
Duração: 137 min.
Ano de Lançamento: 2006
Origem: Alemanha
Língua: Alemão
Direção: Florian Henckel von Donnersmarck
Roteiro: Florian Henckel von Donnersmarck
Produção: Quirin Berg, Max Wiedemann
Estúdio: ARTE, Bayerischer Rundfunk, Buena Vista International, Creado Film, Wiedemann & Berg Filmproduktion
Elenco

Martina Gedeck .... Christa-Maria Sieland
Ulrich Mühe .... Hauptmann Gerd Wiesler "HGW XX/7"
Sebastian Koch .... Georg Dreyman
Ulrich Tukur .... Oberstleutnant Anton Grubitz
Thomas Thieme .... Minister Bruno Hempf
Thomas Arnold .... Nowack
Hans-Uwe Bauer .... Paul Hauser
Ludwig Blochberger.... Benedikt Lehmann
Matthias Brenner .... Karl Wallner
Werner Daehn .... Stasi Einsatzleiter
Marie Gruber .... Frau Meineke
Charly Hübner .... Udo
Volkmar Kleinert .... Albert Jerska
Herbert Knaup .... Gregor Hessenstein


O filme se passa em 1984, na Alemanha Oriental. Ele se centra principalmente em Gerd Wiesler, um agente da Ministerium für Staatssicherheit (ministério para segurança do estado, uma espécie de polícia secreta e serviço de inteligência da Alemanha Oriental), também conhecida como Stasi, e sua relação com Georg Dreyman, escritor que está sob suspeita de ser um traidor do regime.

Wiesler não é alguém que somente segue ordens. Ele tem opinião e acredita que o socialismo é o melhor para o seu país. Ele ensina técnicas de interrogatório na universidade da Stasi e é aplaudido por estudantes pelas suas habilidades em fazer um suspeito confessar.
Anton Grubitz, superior e amigo de Wiesler, o leva até o teatro, a fim de assistir uma peça de Georg Dreyman, um dos poucos escritores talentosos do país que é fiel ao regime. Após passar boa parte da peça observando Dreyman, Wiesler cria suspeitas em relação a ele e se torna encarregado de vigiá-lo, através das escutas que são plantadas no apartamento de Dreyman.

Aos poucos, conforme vigia e relata tudo o que acontece no apartamento, onde moram Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland, Wiesler adentra e se encanta com a vida do casal, provavelmente encontrando ali tudo o que ele não possui em sua própria vida. Conforme mais conhece da vida do casal, Wiesler deixa de ser apenas um observador para começar a agir nas sombras, seja levando Dreyman a descobrir que sua namorada se encontra secretamente com outro homem, ou aconselhando Christa, se identificando apenas como um fã de seu trabalho.

Após o suicídio de Albert Jerska, diretor amigo de Dreyman, que estava na lista negra do governo, a situação muda. Os verdadeiros sentimentos de Dreyman em relação ao governo afloram e ele conclui que tem que tomar uma atitude. Neste momento temos Wiesler vivendo um dilema: entrega o escritor ao governo e destrói a vida dessa pessoa que admira, ou ignora o que está acontecendo e trai sua pátria.

Após assistir o filme digo que ele merece os prêmios e indicações que vem recebendo. Na minha opinião, conseguiu superar Volver e O Labirinto do Fauno, dois ótimos filmes não americanos que também estão sendo muito elogiados. Ulrich Mühe consegue transmitir muito bem a transformação que Wiesler sofre conforme vigia o casal, em uma interpretação cativante. O filme também consegue passar uma boa idéia do que deveria ser viver na Alemanha Oriental, um clima de paranóia e medo, você poderia estar sendo vigiado ou ser chamado a depor a qualquer momento, algo bem diferente do que vimos em filmes como "Adeus, Lenin!", por exemplo.

Allan

2 comentários:

Comentarista Ribas disse...

Taí!
Agora quero assistir!
Gosto dessa temática

Comentarista Ribas disse...

Assisti e digo que...


Gostei da dica...


É um filme estranho, lento quaaaaaaase cansativo, mas que prende... Sei lá como....

Gostei