quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

[House] 3x13 "Needle in a Haystack"

House está em uma missão para conseguir de volta sua vaga para deficientes, cedida à nova pesquisadora do hospital, Julie Whitner. O paciente da semana é um garoto de dezesseis anos chamado Stevie, membro de uma família de ciganos que rejeitam tratamentos médicos modernos.



Depois de um episódio filosófico sem nenhum grande mistério médico, a série volta a sua dinâmica clássica. O episódio foi na média, nada muito empolgante, mas também não foi ruim. A equipe se limitou a cuidar do caso, não tendo nenhum papel relevante nas cenas "extra-caso". Dos membros da equipe, o que recebeu mais destaque foi Foreman. As cenas "extra-caso" se resumiram a House e sua cadeira de rodas, na missão de obter sua vaga de volta.


A nova vaga de House está mais longe da entrada do hospital do que a anterior, então House decide ir a procura de quem ocupa agora a sua antiga vaga, J. Whitner, MD. House encontra a Dr. Whitner no laboratório e descobre que ela usa uma cadeira de rodas. House argumenta dizendo que o único esforço que ela precisa fazer é controlar um Joystick, afinal a cadeira é motorizada, mas ele não consegue convencê-la a ceder a vaga. House então vai falar com Cuddy e uma aposta é feita: se House ficar uma semana usando a cadeira de rodas, ganha a vaga de volta. Gostei bastante da idéia de ter um episódio com House em uma cadeira de rodas. Garantiu cenas muito divertidas que foram, com certeza, o ponto alto do episódio.

Whitner voltará a aparecer em algum episódio ou sumirá como a enfermeira namorada do Foreman?

Nesse episódio vemos Cameron e Chase entrando em uma casa procurando por algo que pudesse ajudar a descobrir o que havia de errado com Stevie, algo que não acontecia há um bom tempo na série, ao menos que eu me lembre. E tudo isso para descobrirem que não era a casa certa.

Casa errada, hora errada.

A relação de Stevie com a família poderia ter sido melhor trabalhada. A presença deles não gerou nenhum grande conflito, foram apenas coadjuvantes, inclusive a recusa deles permitir que um tratamento experimental fosse aplicado em Stevie não trouxe nada muito interessante, nem uma discussão com House (que estava ocupado com a sua missão), que é o que geralmente acontece nesses casos.


Foreman simpatiza com Stevie nesse episódio, pois vê no garoto alguém como ele. Alguém inteligente e que estuda por conta própria. Foreman inclusive acredita que o garoto tem futuro na medicina e oferece um estágio pago para ele no laboratório do hospital, mas o garoto não aceita a oferta: Foreman, Cameron e Chase são todos solitários, ele quer ter uma família.

Algo que achei curioso foi a solução do caso. Nada de doenças genéticas raras. O estado de Stevie foi causado por um palito de dente (!?). Stevie deve tê-lo engolido acidentalmente e movimentos bruscos podem tê-lo levado a atravessar a parede do cólon e chegado ao pulmão e dali ter ido para o fígado, rins e por fim ao baço. Solução bem criativa para o mistério.


Quanto a aposta, House perdeu. Ficou em pé por pouco tempo durante a operação de Stevie. Porém House sabia que Cuddy não lhe daria a vaga mesmo que ele vencesse a aposta e como bom manipulador fez Cuddy se sentir culpada e com isso conseguiu sua vaga de volta.

Música do episódio: In the Waiting Line da dupla Zero 7, faixa do álbum Simple Things.

Allan

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