quinta-feira, 1 de janeiro de 1970

[O Prisioneiro] Episódios 2 até 5

Uma coisa que não comentei antes, mas que precisa ser dita é que os episódios da série não foram exibidos na ordem correta quando da exibição da série na TV inglesa. Isso traz alguns problemas, como episódios mais avançados onde N°6 faz perguntas básicas sobre a vila. A ordem correta dos episódios não é conhecida, então restou aos fãs da série procurar indícios que permitissem saber qual seria essa ordem. Essa questão ainda é algo que rende muito debate, mas a ordem em que eu comento os episódios será a ordem do box set da série. A ordem é a seguinte:

1. Arrival
2. Free for All
3. Dance of the Dead
4. Checkmate
5. The Chimes of Big Ben
6. A. B. and C. *
7. The General *
8. The Schizoid Man
9. Many Happy Returns
10. It's Your Funeral
11. A Change of Mind
12. Hammer Into Anvil
13. Do Not Forsake Me, Oh My Darling
14. Living in Harmony
15. The Girl Who Was Death
16. Once Upon a Time
17. Fall

* É praticamente um consenso que The General vem antes de A. B. and C., então recomendo assistir esses dois episódios na ordem inversa a listada acima.

Alguns fãs dividem a série em fases, de acordo com a familiaridade de N°6 com a vila e as táticas usadas pelo N°2 para fazê-lo falar. Não comentarei a série episódio por episódio, mas sim fase por fase. As fases são as seguintes:

1ª fase: episódios 2 ao 5.
2ª fase: episódios 6 ao 9.
3ª fase: episódios 10 ao 15.
4ª fase: episódios 16 e 17.

De agora em diante temos uma mudança na abertura da série: ela é um pouco mais longa e traz um diálogo entre N°6 e N°2. O diálogo é o seguinte:

"Where am I?"
"In the Village."

"What do you want?"
"Information."

"Whose side are you on?"
"That would be telling.... We want information. Information! INFORMATION!"

"You won't get it."
"By hook or by crook, we will."

"Who are you?"
"The new Number 2."

"Who is Number 1?"
"You are Number 6."

"I am not a number — I am a free man!"

Durante esse diálogo conhecemos o N°2 de cada episódio.

Dito isso, vamos aos comentários!

Episódio 2 (Free for All): Episódio confuso, como muitos dos que virão. Ele não é confuso por ter um roteiro mal escrito, mas sim porque essa é a intenção. Nós vemos o que está acontecendo mais ou menos do mesmo modo que N°6, apenas com algumas poucas informações a mais, então ficamos quase tão perdidos quanto ele.

É época de eleições na vila e N°2 tem uma proposta para N°6: ele concorrer ao cargo de N°2, pois assim ele teria acesso ao N°1. Um pouco relutante N°6 aceita e a campanha tem início. Para cuidar de sua candidatura N°6 tem uma ajudante que não fala inglês a sua disposição.


Pode-se perguntar se as autoridades da vila não se preocupam com uma possível eleição de N°6, pois ele pode usar os poderes do cargo para promover uma fuga, como ele promete, "Liberdade para todos". Logo temos a respota: eles estão no controle de tudo. Como? Eles drogam N°6 para fazê-lo se comportar como um candidato padrão. Nesse ponto eu estava pensando que a eleição se tratava somente de um grande teatro para mostrar a população que a vila é democrática, mas me enganei. N°6 foi eleito.

Com N°6 eleito, me pergunto qual é o próximo passo da vila? O que farão para pará-lo? É aqui que vem a grande surpresa: N°6 não está realmente no controle, tudo não passou de um teatro para enganá-lo e o novo N°2 é nada mais nada menos que sua assistante, agora falando inglês.

The New Number 2

Episódio 3 (Dance of the Dead): Episódio mais confuso que o anterior, muitas alegorias. Um tema recorrente nesse episódio é a morte. N°6 encontra um corpo na praia, com ele um rádio, e sobe até um lugar alto e tenta ouvir algo. O que ele ouve porém não faz muito sentido.
Mais adiante N°6 encontra um antigo colega que mais tarde é "quebrado" pela vila. Ele parece ter sofrido dano cerebral severo, afinal não é mais capaz de falar, andar sem ajuda, ou mesmo realizar raciocínios complexos. Um aviso para N°6 do que acontecerá com ele se continuar a resistir.

O tema morte volta quando N°6 é convidado para um baile a fantasia. Durante o baile temos um julgamento, N°6 acusado de um crime grave: portar um rádio. A sentença: morte.

O tribunal que julgará N°6.

Uma multidão persegue N°6 para executar a sentença, ele consegue fugir dela, mas é encontrado pela N°2. Tudo não passou de um grande teatro, ninguém tenta executar a sentença em episódios futuros. O motivo do teatro é revelado pelo diálogo entre N°6 e a N°2 no final do episódio: N°6 já está morto, morto para o mundo exterior, e trancado em uma grande caixa (a vila). O que resta é se render, caso contrário momentos difíceis virão.

Episódio 4 (Checkmate): O episódio gira em torno de um grande plano de fuga. Agora que N°6 está há um bom tempo na vila, ele aprendeu algumas coisas e começa a por em prática. Sua ingenuidade se foi e agora ele sabe que nem todos estão do mesmo lado. Há prisioneiros e há guardas entre os moradores, desenvolver um método para identificar quem é quem é o objetivo.

No início do episódio N°6 participa de um jogo de xadrez onde as peças são pessoas, dois personagens fundamentais do episódio são introduzidos nesse jogo, então os chamarei pelo nome da peça que representavam.


O companheiro de fuga de N°6 nesse episódio é a Torre, um inventor preso na vila, juntos buscam a ajuda de outros prisioneiros para uma tentativa de fuga.

As táticas de vila começam a ficar um pouco mais elaboradas. Como tentativa de levar N°6 a desistir de fugir fazem uma lavagem cerebral em uma amiga dele, a "Rainha", fazendo ela se apaixonar por ele. Essa foi a parte fraca do episódio, na minha opinião. A "Rainha" perseguindo seu amor, N°6, não trouxe nada de interessante, somente cenas chatas, nenhum diálogo memorável, mas ao menos serviu para a continuidade do enredo.

O plano de fuga de N°6 e da "Torre" é o seguinte: A torre constrói um rádio para contatar algum barco que esteja nas proximidades da vila, N°6 cuida dos guardas no farol e junto com os demais parte para prender N°2. Nem tudo dá certo: N°6 cuida dos guardas do farol, mas a "Torre" não está na praia para contatar o barco. N°6 então faz o trabalho da "Torre", contata o barco e segue até ele. Chegando lá a surpresa: o barco é da vila (nessa hora vem a mente o season finale de um certo seriado que se inspira muito em O Prisioneiro). Por fim, soubemos que houve um pequeno mau entendido: A "torre" acreditava que N°6 era um dos guardas e contou o plano a N°2 , pois acreditava que o guarda estava armando contra ele. Xeque-mate.

Já vi isso antes...

Episódio 5 (The Chimes of Big Ben): Um dos meus episódios preferidos da série, com a presença do melhor N°2. Esse N°2 é tão irônico quanto o N°6, o que traz ótimos diálogos, alguns dos melhores da série. O plano de N°2 é muito ambicioso e consegue ser levado até o fim, o que traz uma grande reviravolta, daquelas que nos deixam de queixo caído. A segunda maior tentativa de fuga da série.

Uma nova prisioneira é trazida à vila, Nadia ou N°8. A reação dela e o que ela passa é muito parecido com o que aconteceu com N°6 no primeiro episódio, o que cria uma certa simpatia por ela nele. Após ela ser capturada em uma tentativa de fuga, N°6 aceita entrar no concurso de arte que está acontecendo na vila se em troca a vila parar de torturá-la.

A obra de N°6 (uma obra abstrata) é a vencedora do concurso. Ele usa o dinheiro do prêmio para comprar outra obra, um tapete (detalhe interessante: todas as obras, com exceção da de N°6, são representações do N°2).

N°6 e sua obra, intitulada "A Fuga".

Aqui entra o plano de fuga: usando a obra de N°6 como um barco e o tapete como uma vela, ele e N°8 escapam da vila, que seria na Lituânia, próximo à Polônia, encontram um contato de N°8 e partem dentro de uma caixa endereçada aos antigos empregadores de N°6 em Londres.

"Primeiro, uma pergunta: Por que se demitiu?"

Quando chega em Londres, N°6 tem uma grande surpresa. Ele não está onde pensava.


Allan

Data da postagem: 25/03/07

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