quarta-feira, 11 de abril de 2007

[House] 3x18 "Airborne"

House e Cuddy estão voltando de avião de uma palestra em Cingapura, quando um passageiro começa a passar mal. O passageiro é Coreano e não fala inglês. Não há outros passageiros que falam coreano, então não há como se comunicar com ele e saber o que há de errado. Cabe a Cuddy e House, os únicos médicos no vôo, resolver esse mistério. Enquanto isso, Cameron, Chase, Foreman e Wilson tentam descobrir o que há de errado com Fran, uma senhora de meia idade que chega ao hospital depois de um desmaio.

Novamente o episódio ficou dividido em dois casos, mas ao contrário de Half-Wit, a divisão funcionou muito bem. As cenas com House e Cuddy no avião foram o óbvio destaque e trouxeram os melhores momentos, enquanto o caso de Fran foi simples e não fugiu do esquema que a maioria dos casos segue. A diferença em relação ao que aconteceu em Half-Wit é que dessa vez nenhum caso foi deixado de lado. A divisão entre os dois casos foi executada com tamanha habilidade que o episódio pareceu ter 80 minutos, 40minutos para cada caso, afinal ambos os casos tiveram resoluções satisfatórias e foram bem explicados. Um detalhe que gostei foram os momentos que alternavam cenas do hospital com cenas do avião, onde House e a equipe realizavam o mesmo procedimento.


Os roteiristas foram hábeis e conseguiram dividir o nosso interesse entre as cenas no avião e no hospital. Como o caso de Fran não era tão interessante quanto a situação no avião, os roteiristas usaram as relações os personagens para conquistar nossa atenção. Fizeram Fran ter um comportamento incomum (como convidar uma bela protistuta para uma "visita" a sua casa e ter passado uma estadia em Caracas, com drogas, sexo e rock 'n roll) e, claro, Chase e Cameron novamente se "divertindo" enquanto deveriam fazer uma busca na casa de Fran.

Com House fora do hospital, Wilson comandou a equipe, o que foi algo que me agradou. Wilson estava aparecendo pouco nos últimos episódios e é sempre bom vê-lo mais, afinal ele é um ótimo personagem. A solução final do caso foi inteligente, envenenamento por gás usado para detetização. O que me surpreendeu foi Chase resolvendo o mistério, já que nunca espero muito dele. Depois desse episódio, até entendo porque alguns acham que Chase será o mais parecido com House no futuro.

Para aqueles que como eu já estavam se cansando dessa relação entre Chase e Cameron, podem comemorar, ela acabou. E pelo que parece Cuddy errou, quem se machucou foi o Chase. O jeito é assistir aos próximos episódios e ver qual será a reação da Cameron. O que ainda me desperta curiosidade são os motivos da Cameron para ter uma relação só de sexo com o Chase. Tenho dúvidas se ela fez isso para despertar ciúmes em House ou se sente mesmo algo pelo Chase. Essa história de necessidades e diversão não me convence.


Agora é a vez de falar sobre a outra metade do episódio, House, Cuddy e vôo saindo de Cingapura. Tensão e humor andaram juntos nas cenas do vôo. House alistando pessoas entre os passageiros para fazer os papéis da equipe e escrevendo na tela de filmes como se fosse o famoso quadro branco foram os destaques na parte de humor. A tensão surgiu quando Cuddy também começou a apresentar os mesmos sintomas que o Coreano (enjôo, manchas na pele e dores abdominais, sintomas que indicam meningite bacteriana), sendo o terceiro passageiro com os sintomas. Nessa hora comecei a ficar preocupado (acho que não fui o único), afinal seriam 6 horas até o avião poder pousar e passageiros morreriam nesse meio tempo (óbvio que Cuddy e House não estariam entre eles).


Qual não é minha surpresa quando House descobre que Peng não sofre de meningite e os passageiros com os mesmos sintomas estavam sofrendo de histeria em massa, apenas acreditavam estar contaminados e por causa disso acabavam apresentando os mesmos sintomas, isso ficou bem visível quando House inventou que tremor da mão esquerda era um sintoma. Porém, ainda resta solucionar o mistério envolvendo a doença de Peng . No fim tudo o que ele tinha era síndrome de descompressão, nome dado a uma série de sintomas que pessoas apresentam quando expostas a uma rápida mudança de pressão externa.

No final do episódio Wilson liga para Robin, a prostituta que fez uma "visita" a Fran (será que a série voltará a explorar a solidão de Wilson em breve?) e Cuddy fica com inveja do sucesso que House fez com a aeromoça.


Allan

3 comentários:

Comentarista Leonardo disse...

Bom comentário, Allan!
Mas diz ae, vc é do time que torce para que House fique com Cuddy, ou dos que torcem para que House fique com Cameron?

- Sobre a Cameron: acho que ela não queria é compromisso, mas ainda sente coisas pelo Chase. Se fosse só sexo, haveria outras pessoas com quem ela poderia ter ficado. Como Foreman disse em um outro episódio, Cameron nunca sentirá falta de uma "boa vida social" :P

Gisele disse...

Adorei o comentário!
Achei esse um dos melhores episódios da temporada. Acho que Cameron e Chase já estavam praticamente namorando, ele só cometeu a besteira de falar isso. Se tivesse deixado rolar, eles ficariam juntos por muito tempo. Torço por House com Cuddy (que bela olhada ele deu pro traseiro dela no avião) e Cameron com Chase, apesar de já saber que ele é quem ia quebrar a cara.
PS- Vou colocar o link do "Comentários" no meu blog,tá?
Abraço

Comentarista Allan disse...

Eu acho que o House combina mais com a Cuddy, os dois tem muita "química", mas não gostaria de vê-los juntos antes do final da série. Essa história de quem vai ficar com o Dr. traz alguns bons momentos para a série, então tenho minhas dúvidas se seria algo bom para a série e/ou para o personagem House ficar com uma das duas tão cedo.

É, talvez a Cameron sinta mesmo algo pelo Chase, afinal ele já tiveram um momento juntos na segunda temporada, só não lembro em qual episódio.