quinta-feira, 10 de maio de 2007

[House] 3x22 "Resignation"

Addie, uma estudante de 19 anos, é levada ao Princeton Plainsboro após tossir sangue durante uma aula de Karate. Antes de tratar a paciente, Foreman informa o resto da equipe que está se demitindo, mas não revela o motivo. Enquanto isso, House se interessa por uma jovem e atraente nutricionista chamada Honey.

O episódio dessa semana foi razoável. Acertou no humor, com ótimos momentos House-Wilson, mas não empolgou na parte médica, nem nos momentos centrados em Foreman e seu pedido de demissão. Não que essas partes tenham sido ruins, apenas não passaram de razoáveis, ainda mais comparadas com o ótimo episódio da semana passada.

O tema romance voltou nesse episódio, mesmo que timidamente. Nada de Cuddy ou Cameron, quem se envolve com o doutor dessa vez é Honey, que estava decepcionada com seu namorado que a enganou fingindo ser vegetariano. House vê nisso uma ótima oportunidade para convidar a nutricionista para um encontro, e ela aceita. De início ela pensa que o encontro seria para tratar sobre uma oferta de emprego, mas as intenções de House são outras. Parece que Cuddy e Cameron terão concorrência.


Falando em Cameron, o que significou aquela cena com ela entrando na casa de House a noite? Era óbvio que nada de especial aconteceria entre os dois naquele momento e que quem estava entrando na casa era alguém do hospital. Para que a cena então?

O caso não teve nada de surpreendente, só foi interessante no final. Quando disseram que a paciente não teria mais chances de sobreviver eu imaginava que haveria uma reviravolta e, breve. Pacientes não morrem com freqüência na série, não seria agora que teríamos mais uma morte. A solução final foi inesperada, uma tentativa de suicídio não passava pela minha mente como uma explicação.


Depressão foi uma doença recorrente nesse episódio. Não só Addie apresentava a doença como House e Wilson também. Wilson com depressão foi a desculpa para o momento mais engraçado do episódio. House resolveu acrescentar algumas drogas ao café de Wilson para descobrir se ele estava tomando antidepressivos. Porém, as drogas deixaram o Wilson hiperativo, como ele mesmo diz "on-speed". A cena tinha tudo para não passar de algo clichê, mas a atuação de Robert Sean Leonard foi impecável e seguiram-se vários momentos hilários. Wilson nem precisou se vingar de House, já que ele estava fazendo algo semelhante com ele: acrescentando antidepressivos no café do doutor. Bem que o comportamento de House estava um pouco estranho nesse episódio.

Desculpe, tenho que sair para matar alguém.

As conseqüências do erro de Foreman continuam a estar entre os principais assuntos do episódio. O seu pedido de demissão despertou a atenção de Chase, já que Foreman não quis revelar o motivo e House muito menos. Foi divertido ver Chase tentando encontrar a solução para esse mistério. Além disso, o desejo de Foreman de não ser como House foi tratado novamente, nos último quarto do episódio principalmente. Os lados bom e ruim de ser House foram mostrados claramente nesses minutos, quando vemos como House pode ser insensível frente a morte de alguém, já que a preocupação dele não é o paciente, mas sim realizar o diagnóstico correto, resolver o mistério. A frieza dele frente a paciente é espantosa. Mas é exatamente essa frieza e a procura do diagnóstico correto que fazem dele um grande médico. Foreman já falou sobre isso no episódio passado: para ser um médico como House, é preciso ser um ser humano como House. Mas quem faz a melhor declaração é Cuddy: a coisas piores para se transformar. Acredito que todos nós, fãs do doutor, concordamos com isso.


Música do episódio: Otis Rush - Whole Lotta Lovin'

Allan

Nenhum comentário: