quarta-feira, 24 de outubro de 2007

[Prison Break] 3x05 "Interference"

Finalmente, depois de quatro episódios onde a história não andou, tivemos algum progresso. O prazo está acabando e Scofield não pode mais perder tempo, então os preparativos para a fuga começam.


Apesar dos preparativos finalmente terem começado para valer e o prazo final estar chegando, pouco aconteceu. A rotina dos guardas já é conhecida, ao menos nas partes necessárias, e Michael já decidiu o horário da fuga (durante o dia! Gostei disso, promete bastante ação, vejamos se a promessa será cumprida) e o local, inclusive construiu um dispositivo para o ajudar a distrair um dos guardas (lembranças dos bons tempos da primeira temporada). O problema é que Scofield conseguiu chamar a atenção de um dos guardas com o binóculo que estava usando para observá-lo, o que levou a toda uma seqüência desnecessária de invasão da área dos presos pelos guardas e revistas, que só serviu para ocupar tempo do episódio.


Mahone, Bellick, T-Bag e Sucre continuam não tendo uma grande importância na série. A impressão que fica é que os roteiristas não tinham nenhum grande plano para os quatro, e só os mantiveram na série para ter ligações com as temporadas anteriores e manter alguns fãs. Os quatro já se mostraram capazes de muito mais, não vejo porque eles não tem um maior papel no plano de fuga, seja conseguindo uma vaga no grupo por meio de chantagem, como já aconteceu antes, ou sendo de alguma ajuda para Michael.


T-Bag não faz nada além de planejar contra Lechero, o que não desperta em nada meu interesse pois Lechero está longe de ser um personagem carismático ou interessante, Bellick continua vagando pela prisão em condições deploráveis, Mahone não faz nada além de sofrer de abstinência (tudo bem, ele descobriu que um guarda larga copos no pátio de tempos em tempos) e Sucre voltou a fazer nada de útil, tendo como papel no momento levar pacotes enviados por Augusto, que pelo que parece, está conspirando contra Lechero, como ele já desconfiava. Me pergunto porque não fazer Sucre ajudar Michael, investigando a rotina da prisão ou, se for mesmo necessário usá-lo para mostrar a traição de Augusto, por que não fazê-lo olhar os pacotes para ver se há algo que possa ser útil para ajudar na fuga?


Uma novidade foi a entrada de um novo prisioneiro em Sona, Andrew Tyge, mais um estrangeiro (o que há com essa predileção do governo Panamenho em mandar todo preso estrangeiro para Sona?). Ele diz conhecer Whistler, que se chamaria McFadden, e teria se encontrado com ele em Nice (uma cidade francesa) em 1997, e teria alguma relação com um embaixador. Eis um bom mistério, já que sabemos pouco sobre Whistler e sua ligação com a companhia, ligação que parece ser bem maior do que dito por ele, isso se ele se chama mesmo Whistler.



Do lado de fora da prisão, Lincoln e Sophia também começaram os preparativos para a fuga. Não goste de ver os dois juntos nesse episódio, por um motivo: os roteiristas estão claramente preparando um romance entre dois. Isso ficou claro quando Lincoln ficou olhando Sophia com uma cara de idiota. Não custava nada pensar em um jeito melhor para mostrar que ele está interessado nela, não? Tudo bem que o péssimo ator que interpreta Lincoln não ajuda, mas não deve ser algo muito difícil pensar em uma cena menos ridícula. Além disso, não vejo nenhum motivo para um novo romance nesse momento, ainda mais que esse romance não será tão interessante quanto o de Michael e Sara, sem dúvida nenhuma. Desse jeito, o romance acabará servindo apenas para deixar o progresso da trama principal mais lento, sem acrescentar nada.


No geral, um episódio lento, mas com mais acontecimentos do que os anteriores. Conhecendo a série, podemos esperar muito mais episódios como esse, já que Prison Break não é conhecida por solucionar as suas tramas rapidamente.

A série terá uma breve pausa e volta dia 5 de novembro. Até lá!

Allan

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