quarta-feira, 7 de novembro de 2007

[House] 4x06 "Whatever It Takes"

No comentário do episódio 97 Seconds, eu disse que seria uma boa idéia ter um episódio onde Foreman liderasse sua própria equipe. É mais ou menos o que acontece aqui: Foreman é o encarregado de comandar a equipe enquanto House parte para tratar um agente da CIA.

As coisas não se saem nada bem para Foreman no comando da equipe. Os candidatos não aceitam sua autoridade e não o obedecem, principalmente depois que ele erra alguns diagnósticos e ignora as sugestões de alguns deles, que chegaram a pedir ajuda a Cameron. É interessante de ver que, mesmo Foreman se portando como um "House light", ele não consegue passar a mesma certeza que seu mestre. Apesar de tudo, ele ainda tem que aprender. Algo interessante de citar é como Foreman se mostra feliz ocupando o posto de House, isso fica evidente principalmente se compararmos com a tristeza que ele mostrava no episódio anterior. Ele gosta mesmo do trabalho. E ao que parece, ele não é o único: Cameron admitiu que sente saudades do trabalho com House, de fazer de tudo para cumprir seu dever como médico. Fica a impressão de que tudo se encaminha para em breve termos a antiga equipe de volta.


A solução do caso é surpreendente. Brennan, o candidato que já praticou medicina em vários locais do terceiro mundo, sugere poliomelite como diagnóstico, que é prontamente descartado por Foreman, já que a paciente é vacinada e não há registros de casos nos EUA há 20 anos. Brennan realizou alguns testes que deram positivo para pólio. A paciente foi tratada com um tratamento experimental e se curou. Nada disso foi surpreendente. O que foi surpreendente é que Brennan forjou o diagnóstico. Ele envenenou a paciente para causar sintomas semelhantes a da pólio e a tratou com um tratamento experimental que ele conhecia. Tudo isso para incentivar pesquisas para curar a pólio no terceiro mundo. Objetivo nobre, mas nesse caso os fins não justificam os meios. Brennan acaba despedido. Algo que eu esperava que acontecesse em breve, já que a única coisa que Brennan fazia era relacionar o que ele via no Princenton Plainsboro com o que ele viu no terceiro mundo. Ponto para os roteiristas da série, que mais uma vez se mostram competentes e trazem um desfecho inesperado.


Já falei de Foreman e os candidatos, agora é vez de falar de House. O caso em que ele trabalho na CIA foi bem mais interessante do que o caso no Plainsboro, mas mesmo assim não foi algo fantástico. Todo o humor ficou concentrado a essa parte com House, que estava afiadíssimo em suas piadas, e praticamente levou nas costas todo esse arco do episódio. O médico que trabalhava junto com House não fez nada além de discordar dele, o que é o mínimo que se esperava, já que House sem acerto e erro não é House e o mistério do caso não foi interessante o suficiente para prender a atenção. A maior contribuição de todo esse arco ao episódio foi introduzir um novo personagem, Dra. Terzi, que trabalhava na CIA, mas aceitou a proposta de House para trabalhar com ele (proposta feita com várias segundas intenções).


fazendo um balanço, Whatever It Takes foi apenas um bom episódio, com um número parecido de erros e acertos e que desenvolveu elementos que já vinham sendo trabalhados e preparou terreno para alguns novos.

No próximo episódio: House e a equipe tratam um adolescente com uma deformação facial.

Allan

Um comentário:

augusto lamarck desser disse...

será que a médica gostosa vai estar no próximo episódio? afinal de contas House a convidou - não importa as intenções escusas dele.

parabéns pelo trabalho de vocês.