quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

[House] 4x12 "Don't Ever Change"

Boa parte do que vimos no episódio gira em torno do termo mudança, como já sugere o título. O episódio nos mostra a visão de House em relação a mudança, e como ele reage frente as mudanças pelas quais Wilson, Amber e a paciente da semana, Roz Viner, passaram.


O namoro de Wilson e Amber volta a ser discutido nesse episódio, dessa vez tomando um papel mais central. A preocupação de House em relação ao seu amigo é visível, porém os motivos são questionáveis. Cuddy acredita que House se preocupa em perder o amigo, ele, por outro lado, dá a entender que a preocupação é com a personalidade de Amber. Na minha opinião, a real preocupação é um misto do que Cuddy disse e House leva a entender. Como o próprio House percebeu, Wilson está namorando uma versão feminina dele. E isso é um grande ponto a favor de um namoro duradouro. Além disso, House sabe muito bem que o quão difícil pode ser lidar com uma pessoa como ele. Essa visão é reforçada pelo que vimos no final do episódio: House aceitando os namoro de ambos. O porque disso, fica claro quando vemos a conversa entre ele e Amber na parte final do episódio, onde ele percebe que ela mudou. Uma das preocupações dele terminou aqui. A outra, acabou quando Cuddy mostrou a ele que apesar de tudo, Wilson não o deixará. É interessante como House tenta fazer os outros acreditarem que tudo o que ele faz tem apenas o propósito de irritar, principalmente pelo modo como ele age, mas um olhar um pouco mais aprofundado mostra a verdade: ele se preocupa com as pessoas.


Voltando ao tema do episódio, Amber, como já dito antes, mudou. Aqui vemos a primeira exceção a "regra" de House. A segunda é a própria paciente do episódio, Roz. House passa boa parte do tempo acreditando que a radical mudança na vida dela, de sexo drogas e rock n' roll para uma vida religiosa, foi por causa de uma doença. O próprio House parece desacreditar de sua regra ao final do episódio, já que aceita o namoro de Wilson, como já comentei e também descarta a mudança radical como um sintoma. O doutor se deu conta de que nem sempre está certo.

O mistério médico não foi o forte em "Don't Ever Change". Houveram momentos curiosos e uma pequena tensão no final do episódio, mas a minha atenção estava voltada em boa parte para a cruzada de House contra o namoro de Wilson, e as peculiaridades da tradição judaica, o que acabou não sendo o problema, já que o caso não era o foco do episódio.


Da equipe antiga, foi Chase quem deu as caras nesse episódio, apesar de por pouco tempo. Entendo que fica difícil tratar de muitos personagens em um episódio devido a estrutura da série, mas não seria nada mal um episódio onde Chase e Cameron tivessem uma presença maior do que algumas poucas cenas. Foreman, por outro lado, tem tido uma boa participação, e está muito bem como uma versão jovem de House, a cada episódio ele se torna mais parecido. Vide a boa análise da Treze que ele fez nesse episódio.

Quanto a nova equipe, vê-la em ação, só aumentou meu desgosto em relação a ela. Quando mais eles interagem com House, mais tenho a impressão de que pouco mudou. Cada um tem suas peculiaridades, Treze é misteriosa (e bissexual, como descobrimos nesse episódio. Aposto que House vai adorar saber disso.) e Kutner é um nerd, mas a relação deles com House é praticamente a mesma da equipe anterior. A mudança acaba sendo sem sentido, já que as peculiaridades de cada um mal são tratadas no episódio. Espero que os roteiristas ou tragam a antiga equipe de volta, ou tratem de diferenciar mais claramente as duas equipes nos episódios futuros. Prefiro os originais a eventuais cópias.

Allan

Um comentário:

Rubens disse...

House SABE que Treze é homossexual, ele até faz piadinha disso no final, na pergunta se ela tem algum problema com o exame que ele a manda fazer na paciente judia.

[ ] Rubens