sexta-feira, 3 de outubro de 2008

[House] 5x03 "Adverse Events"

Adverse Events foi um episódio regular, novamente com uma ótima interação House-Lucas, mas que foi prejudicado pelo caso, que não empolgou, e pelo espaço dado a Taub e seus problemas de família.



Se há algo que ficou evidente desde o final da terceira temporada, é que os novos ducklings estão longe de serem tão interessantes e complexos quanto os antigos. Eles até parecem cópias dos antigos (Thirteen e seu moralismo lembra Cameron, o puxa-saquismo de Kutner lembra Chase...). O motivo que leva os roteiristas a manter os três em vez de trazer de volta Chase e Cameron ainda é um mistério. Dito isso, não é supresa que focar nos problemas pessoais de Taub não traria resultados. Descobrir que a esposa dele mantinha uma conta bancária secreta não despertou minha curiosidade nem um pouco, tanto que quando o motivo da existência de tal conta foi revelado, não podia me importar menos. Quanto ao dilema de Taub, sobre contar ou não a sua esposa sobre seu caso, ele com certeza teria muito mais impacto se o personagem em questão fosse outro. Enquanto Thirteen é irritante, Taub é uma nulidade. Não consegue despertar reação nenhuma. Ele não consegue transmitir dor, preocupação, culpa, nada. É como se ele fosse incapaz de sentir coisa alguma.


O caso dessa semana tinha uma premissa interessante, porém não passou disso. O andamento foi o de sempre, a equipe testando vários tratamentos até o caso ser solucionado. O que acabou prejudicando o caso foi a insistência em criar paralelos entre a situação do pintor e a de Taub, em vez de focar na medicina e trazer algumas surpresas. A solução não foi impactante e Taub ter sido quem a sugeriu foi uma má idéia. Faltou emoção na corrida dele contra o relógio para provar que o coquetel de remédios era o que causava os sintomas.


Wilson não deu as caras nesse episódio, mas, para compensar, Lucas estava presente e dando em cima da Cuddy. :o Arrisco dizer que ele é a melhor adição a série desde a segunda temporada. Suas tentativas de conquistar Cuddy foram hilárias, já estava na hora de House ter alguma concorrência. Falando em House, é curioso como Lucas se parece com ele. Uma versão mais alegre e menos agressiva, um House sem toda dor e sofrimento.

Na próxima semana: Enquanto viaja para o funeral de seu pai, House precisa ajudar a equipe, via celular, com um diagnóstico diferencial numa jovem chinesa que desmaia enquanto procura pelos seus pais biológicos (mais alguém lembrou do episódio do FBI da temporada passada?).



Allan

2 comentários:

Hélio disse...

Ainda nao consegui me envolver com esta temporada. O problema é a enfase em coisas nao interessantes. Nao so nos novos personagens, pois eu tambem nao me interessaria em tramas envolvendo Cameron e Chase, mas toda essa historia do Wilson é muito chata.

Entendo a necessidade que os roteiristas devem ter de explorar varias possibilidades para que as pessoas nao achem que a série fica na mesmice. Mas é a melhor mesmice que ha na televisao, e por mim ficaria apenas com o essencial: os casos complexos, a lógica e ética de House e, claro, o cinismo e sarcasmo sobrando para todo mundo.

Allan disse...

Pois é, Hélio, a ênfase em coisas não interessantes é mesmo um grande problema. Anteriormente, eu até imaginava que mudanças seriam necessárias para manter a série interessante após muitas temporadas, mas hoje penso como você: os casos complexos, a lógica e ética de House, cinismo e sarcasmo são os elementos essenciais e seria melhor que a série se focasse muito mais neles.