domingo, 19 de abril de 2009

[IN TREATMENT] Oliver, Walter e Gina: Week One and Two

Oliver


A bagunça completa que são as relações familiares é o que me atrai neste caso. Oliver não é o único que precisa de tratamento. Luke e Bess estão muito certos do que querem para o filho, mas são incapazes de conciliar seus desejos com o do outro e muito menos com os do garato, afinal nem têm idéia do que o garoto realmente precisa. Como bem exemplificou o início do episódio, o ex-casal vive em mundos a parte, cegos para qualquer coisa que não suas necessidades. O relato do garoto sobre seus problemas na escola e sobre o que aconteceu na festa causaram descoforto, a vontade é de que Paul desista dos seus métodos de terapia e "acorde" os pais para o que está acontecendo de uma vez, sem demora.

Algo curioso são as semelhanças entre este caso e um da temporada passada. Ao fim da primeira sessão de Oliver, lembrei de Jake e Amy. O modo como os pais do garoto se comportam tem semelhanças com o casal em crise da temporada anterior, inclusive a preocupação de Oliver com o peso lembra a Jake e Amy, que discutiram sobre a qualidade da alimentação de seu filho em um episódio passado.

Walter


Walter também tem semelhanças com um personagem da temporada anterior, Alex. Ambos são controladores, tentam ditar os caminhos que a conversa vai seguir e definir o que é importante ou não. Mas as semelhanças param por aí, os problemas de Walter são outros.

A primeira sessão de Walter foi interessante, mas serviu mais como uma introdução do personagem, com um gancho para a descoberta do verdadeiro problema ao final (o ataque de pânico). A segunda sessão é onde a coisa realmente fica interessante. Paul segue as pistas deixadas inconscientemente por Walter e chega a aparente raiz do problema, a causa dos seus ataques de pânico: o trauma causado pela morte do irmão.

Walter parece ignorar a causa de seus maiores problemas e tratá-las como se não fossem algo importante. E fazendo isso conseguiu chegar até aqui. A pergunta que fica é se ele aceitará mudar o modo como encara as experiências traumáticas do passado a fim de se livrar dos problemas que o afligem, ou, já que sua vida não está tão longe do fim, preferirá manter tudo como está e seguir adiante. Até agora, o caso de Walter foi um dos menos interessantes, mas as revelações desta segunda semana trazem toda uma gama de possibilidades que, se bem exploradas, poderão nos trazer grandes momentos mais a frente, com o aprofundamento nas histórias traumáticas do passado.

Gina


Ao que parece as sessões com Gina serão diferentes esta temporada. Em vez de sessões em que Paul fala na maior parte do tempo sobre seus pacientes, o que temos são sessões em que ele é realmente um paciente, falando sobre sua vida, dúvidas e traumas. Gina novamente mostra sua habilidade em controlar Paul, em parte resultado de uma longa convivência, o levando até lugares que ele precisa visitar, com isso trazendo a tona o que precisa ser lembrado a fim de curar feridas do passado.



Allan

Um comentário:

e.fuzii disse...

Oliver: sei que o garoto briga com grandes, mas a atuação dele é a que mais tenho gostado até aqui. Seu jeito frustrado e a entonação da voz são perfeitos para retratar esse garoto inseguro e introspectivo. Obviamente os três individualmente precisariam de terapia, mas juntos é um caso ainda mais explosivo. Estou curioso para saber como vão lidar com tanta coisa em apenas 7 semanas, e espero que não usem atalhos para conseguir concluir a história.
Não acredito que você não citou a tartaruga, Allan! Impressionante, passei dias pensando em vários paralelos e como isso se relacionava com o tema de Oliver. O casco, a lentidão, a discussão vai longe...
Ah, e de fato, essa é a continuação da história de Jake e Amy na série original, mas com a troca de cidade e de atores, fizeram uma nova adaptação. Confesso que isso às vezes me incomoda...

Walter: não esperava que Paul conseguisse atingir um estágio tão avançado nesse caso em apenas duas semanas, principalmente com Walter sempre desmerecendo as análises de Paul. E Gabriel Byrne faz caras impagáveis nesses momentos. HAHA!
Acho que a proximidade das idades (e algumas outras semelhanças) também deixam esse dia bem interessante.

Gina: minha maior decepção até agora. Já tinha achado bizarro esse encontro de Paul com Tammy na primeira semana, e agora que isso virou tema principal da sua terapia, só tenho a dizer que foi um baita golpe sacana dos roteiristas. Também preferia quando ele se dedicava mais a analisar os seus pacientes, ao invés de se mostrar tão miserável diante de Gina.