quarta-feira, 29 de abril de 2009

[IN TREATMENT] Week Three

Mia

Me surpreendo a cada semana com as sessões de Mia. Como os dois já se conhecem, não há aquela fase em que o paciente se adapta a terapia e aos poucos revela seus segredos. Paul já conhece muitos dos segredos de Mia, é apenas uma questão de tempo até que eles sejam revelados a nós também. A revelação da atração de Mia por Paul, que não foi uma surpresa, afinal já havíamos recebido dicas disto antes, abriu caminho para os melhores momentos do episódio.

Mia falando sobre Laura e o que acredita ter acontecida entre ela e Paul foi ao mesmo tempo estranho e agradável. Paul se mostrou no controle da situação, guiando Mia e usando seu ciúme de Laura para trazer as fantasias e preocupações da advogada a tona. Emoção, algo que sinto falta nas sessões de April, tem de sobra aqui.

April

April criou uma grande expectativa com sua primeira sessão, mas a sua segunda sessão decepcionou e esta não foi diferente. Duas más escolhas são as grandes culpadas. A primeira delas, é a de ter um paciente com câncer, o que elevou demais as expectativas. Assim que April revelou a doença, esperava que seguissem discussões sobre a aceitação de sua condição, da possível morte, do sofrimento do que estava por vi e, claro, também tivéssemos discussões sobre o passado da paciente onde encontraríamos o motivo para várias de suas ações no presente. Porém, não é isso que está acontecendo. Até agora, as sessões tem se focado em pessoas importantes na vida de April, um grande erro, já que a história do personagem é a menos interessante de todos os pacientes. Se a intenção fosse a de focar no passado de April em vez de sua doença, me pergunto porque a personagem ter logo câncer? Não seria uma melhor escolha alguma outra condição?

A outra má escolha é a atriz, que apesar da boa performance na primeira sessão, não conseguiu convencer nas sessões seguintes, principalmente por não conseguir transmitir muita emoção, o que acabou deixando cenas criadas com intenção de causar impacto, como a destruição da maquete, sem força.

Oliver

Os episódios de Oliver tem se mostrado muito regulares: suas sessões sempre correspondem a promessa, nunca superam nem ficam abaixo das expectativas. Nesta semana, não tivemos nenhuma grande mudança temática, os erros de Bess e Luke na criação de Oliver e suas conseqüências continuando como o tema.

Ao contrário dos outros pacientes, o atrativo das sessões de Oliver é exatamente o tema, o divórcio e como as atitudes do casal frente a separação podem afetar o filho. Além disso, com tantos pacientes em que grande parte de seus medos e problemas tem sua causa nas relações com os pais durante a infância, o caso do garoto age como um interessante paralelo.

No mais, outra coisa que gostei nesta sessão foi o desejo de Oliver em ser filho de Paul. Anteriormente já havia sido comentado na série como o paciente fantasia sobre o analista, às vezes projetando nele características que considera ideais. E isso fica bem evidente aqui. Paul não é um ótimo pai, como já sabemos, mas ele ouve Oliver e o ajuda com seus problemas, coisa que seus pais, mais preocupados em fazer o que consideram melhor para o filho sem consultá-lo, são incapazes de fazer.

Walter

Os primeiros minutos do episódio podem levar a crer que a crise na empresa será o tema desta sessão, mas esta crise é apenas uma distração para Walter: o que o preocupa é o bem estar de sua filha. A atitude que Walter toma frente a sua preocupação com a filha é surpreendente: rumar à África na tentativa de traze-la de volta. A impressão que tenho é que esta atitude não passa de uma tentativa desesperada de escapar do stress e esquecer seu maior problema, a crise na empresa. Walter tem a esperança, provavelmente inconsciente, de que cessada sua preocupação com a filha, sua vida voltará ao normal. O stress terá acabado, a crise na empresa estará resolvida, sua vida terá voltado ao normal. Mas fugir dos problemas não é nenhuma solução e o que Walter consegue com esta atitude é agravar sua situação na empresa e a ter a antipatia de sua filha.

A reação da filha pode ter surpreendido Walter, mas pelo que conhecemos dele até o momento, é uma reação compreensível. A filha agora é uma adulta, não uma criança que precisa de cuidados constantes. A preocupação é normal, mas ir até a África para trazer uma filha adulta de volta não é um comportamento justificável.

Gina

Nesta semana a sessão com Gina seguiu se aprofundando no passado de Paul e trouxe a tona mais lembranças do seu passado, muitas ainda relacionadas a sua mãe. Algo que gostei foi a discussão sobre memórias e como o que lembramos pode não ser o que realmente aconteceu. Nesta sessão também tivemos algumas revelações sobre o pai de Paul, revelações essas que se não mudam a visão que tínhamos do pai de Paul, ao menos nos permite entender alguns dos motivos que o levaram a deixar a esposa por uma paciente.

Tenho gostado das revelações sobre o passado de Paul, mas se pudesse escolher, preferiria que suas sessões com Gina fossem no mesmo formato da temporada anterior. Sinto falta das opiniões de um segunda terapauta sobre os casos e das discussões sobre o tratamento dos pacientes e como isto afeta Paul.



Allan

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