sexta-feira, 22 de maio de 2009

[IN TREATMENT] Week Five

Mia

A gravidez de Mia, resultado de suas aventuras relatadas na sessão anterior, é o assunto principal desta sessão. A revelação abre a possibilidade de revisitar o passado, especificamente a decisão que Mia tomou vinte anos atrás, assim como nos mostra como Mia reage agora que conseguiu aquilo que tanto desejava, um filho.

Algo que chama atenção é o modo como Mia espera a aprovação de Paul, como se ele fosse sua consciência, e quando ele não reage como ela esperava, muda seu comportamento e em vez de ânimo e felicidade passa a mostrar preocupação, como que se desistisse de fingir que não sente medo algum quanto ao seu futuro e não se preocupa com as conseqüências de ser uma mãe solteira.

Com seus medos e preocupações vindo a tona, Mia conta a Paul sua fantasia sobre o casamento de ambos. Os motivos que levaram a criação da fantasia são óbvios e Paul sabe conduzir muito bem a situação para levar Mia a se dar conta de seus temores e, de certo modo, reviver a situação em que esteve há 20 anos. Desta vez, porém, o desfecho é outro.

April

Com urgente a necessidade de tratamento fora do caminho, esta foi a melhor sessão de April. Inclusive a atriz, que não me agradou muito nas sessões anteriores, estava ótima. Ela e Paul mostraram, nesta sessão, uma química que não havia antes e, também, ambos os atores acertaram o tom exato que cada momento da conversa necessitava para brilhar.

No mais, as conseqüências de quebrar o protocolo para ajudar April logo aparecem para assombrar Paul. A garota o vê como a pessoa que a ajudará durante o tratamento, quem estará sempre disposto a ajudá-la quando ela precisar. E April espera que Paul seja essa figura mesmo tendo uma amiga próxima, Leah, que poderia muito bem fazer esse papel. Além disso, a família de April ainda não sabe de sua doença. O problema mais urgente, o tratamento, pode estar resolvido, mas os problemas mais profundos ainda precisam ser resolvidos.

Oliver

Ao exemplo da semana anterior, esta sessão não foi focada em Oliver. Luke é quem conversa com Paul e expõe o seu lado da história, contando suas dificuldades na criação de Oliver e mostra que ele está consciente de que o modo como trata seu filho não é o ideal e procura, apesar de não conseguir, fazer o melhor para Oliver.

A conversa sobre a criação de Oliver leva Luke a relembrar eventos de sua infância e revelar um grande medo: falhar na criação de Oliver e magoar seu filho do mesmo modo que seu pai o magoou no passado, um temor também compartilhado por Paul. A relação de Luke com seu pai é muito semelhante a de Paul, o que mostra uma tentativa de mostrar as dificuldades e problemas que Paul passa com o seu divórcio através de seus pacientes.

Walter

O comportamento de Walter lembrava, em vários momentos, o comportamento de Alex na temporada passada, muitas vezes criando um paralelo entre os dois e desta vez não foi diferente. O episódio remeteu ao suicídio de Alex, mas como Walter não foi bem sucedido em sua tentativa, a sensação é de que esta sessão foi uma segunda chance a Paul, uma chance de salvar Walter, de evitar que ele tenha o mesmo destino de Alex. O relato de Walter sobre como ele planejou sua morte foi tocante e um dos melhores momentos da semana, mas a cena mais interessante foi aquela ao final do episódio, em que Natalie conta a Paul sobre os problemas de sua mãe com álcool e pílulas.

Gina

Como eu já disse antes, eu prefiro que Paul falasse sobre os pacientes nas sessões com Gina e este foi o episódio em que mais senti falta da conversa sobre os pacientes. Houve acontecimentos importantes nesta semana que mereciam ser discutidos com Gina e, em vez disso, tivemos mais uma sessão sobre o pai de Paul, assunto que para mim já cansou.

Apesar de eu não ter gostado da sessão, este episódio teve dois ótimos momentos que nada tiveram a ver com ela: Paul conversando com Kate e errando na interpretação do comportamento dela no funeral de seu pai e o encontro do terapeuta com o pai de Alex que apresentou uma proposta para retirar a ação. Não acredito que Paul vá aceitar a proposta, ao menos eu não aceitaria. Por mais que ele se culpe pelo que aconteceu com Alex, a culpa não foi dele. Além disso, assinar a carta seria uma decisão arriscada, a única garantia de que ela não será mostrada a ninguém é a palavra do pai de Alex, e caso ele decida usar a carta como prova da culpa de Paul, isso seria o fim da carreira de Paul.



Allan

2 comentários:

e.fuzii disse...

Achei o encontro de Paul com Kate muito bizarro. Ainda que fosse direto em mostrar como Paul está fragilizado, foi um erro de principiante achar que tudo poderia voltar como era. Ora, ele perdeu o pai, que reação esperava da ex-mulher?

O resto da semana foi cheio de irregularidades. Vários pacientes já tem me irritado, talvez sejam os ares do Brooklyn.

lamiss ibrahim disse...


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