segunda-feira, 11 de maio de 2009

[IN TREATMENT] Week Four

Mia

Esta foi uma semana de grandes progressos para os pacientes e com Mia não foi diferente. Seu comportamento esta semana não foi diferente do usual: ela continua provocando Paul, como se estivesse pedindo por atenção, desta vez invadindo o espaço pessoal do psicólogo, para desgosto dele. O desconforto de Paul é evidente. Não fosse isso suficiente, Mia, ainda na cozinha, conta a Paul que dormiu com dois estranhos no fim de semana: um jovem guitarrista e um policial de meia idade. No início do relato, ela tenta passar a idéia de que este comportamento a satisfez, de que ela não vê problemas em sua atitude, como que querendo que Paul a repreenda e a diga que seu comportamento foi errado. Como Paul não o faz, Mia, conforme continua seu relato, deixa transparecer cada vez mais como realmente se sente em relação ao que fez como tentativa de obter uma reação. Paul sabe a hora certa de interceder e o faz, obtendo o motivo de tal comportamento: Bennett.

O maior progresso no caso, porém, acontece mais adiante, quando Mia fala sobre sua relação com seu pai e declara que ele é melhor do que qualquer homem que ela já namorou. Com esta afirmativa, fica claro que a culpa dos fracassos dos relacionamentos de Mia é de sua proximidade excessiva com o pai.

April

Os episódios anteriores de April não me agradaram, mas este ao contrário, foi ótimo. Os problemas de April com sua mãe e irmão vieram a tona novamente, desta vez de modo intenso. O estado da garota segue piorando e, além disso, seu irmão, Daniel, tentou suicídio e está em Nova Iorque para se encontrar com Mr. Heath, que o tratou no passado. Daniel não comparece ao encontro e April age como se fosse a própria mãe, tentando por a situação sob controle e esquecendo completamente de seus problemas. Esta situação mostra claramente as grandes dificuldades que a garota passa devido a sua família e seu irmão, e também traz a tona seu grande medo de ter que tomar conta de Daniel até o fim de sua vida. Paul evitava, até agora, a forçar April a se tratar, afinal esse não é o papel de um psicólogo, mas não há tempo para esperar a garota tomar a decisão por conta própria. Paul perde a paciência e toma conta da situação, fazendo o que é necessário: colocar April em seu lugar, o de filha, não o de responsável por cuidar de toda a família e levá-la até o hospital para, finalmente, começar o tratamento.

Oliver

Este episódio foi interessante por quebrar o padrão dos episódios anteriores e ter sua maior parte dedicada a Bess, que fala sobre seu passado com Luke e suas dúvidas e medos agora que está solteira novamente. Chama a atenção como Bess insiste em partir em férias e que tudo está bem com Oliver, assim como interpreta tudo que Paul diz como uma crítica a sua decisão de viajar. Isso mostra que nem ela acredita que tudo está bem e que viajar neste momento é uma boa idéia. Assim que Bess parte, Paul fala com Oliver que traz a tona a verdade sobre suas mudanças de compotamento e confirma o que já era praticamente óbvio: nada mudou. Com o precedente aberto por esse episódio, seria interessante que Luke também tivesse um momento a sós com Paul, para nos mostrar seu lado da história, seus medos e dúvidas e, é claro, quebrar a o padrão repetitivo das sessões de Oliver.

Walter

Esta foi a sessão de Walter que mais gostei até o momento. Com Walter despedido, a sessão flui melhor, sem tantas interrupções ou pressa. A conversa começa girando em torno do escândalo em que Walter esteve envolvido para em seguida revelar como ele chegou ao cargo que ocupava para, por fim, traçar um paralelo entre a reação de Walter a morte do filho de Donaldson e a morte de seu irmão. Paul sabe quais momentos passados Walter precisa revisitar, porém a resistência de Walter impede que isso aconteça. Apesar de fragilizado com tudo o que aconteceu, Walter não diminuiu sua resistência. Resta esperar para ver se a resistência diminuirá com o desenrolar da situação, ou se Paul precisará encontrar um meio alternativo de quebrar a resistência.

Gina

Este episódio foi uma tentativa de frustrada de quebrar o padrão das sessões. Os diferentes saltos temporais, com Paul primeiro depondo, seguido por um encontro com Tammy, a sessão com Gina e uma visita ao pai deixaram o episódio sem foco e diminuiram o potencial impacto de vários momentos. O encontro com Tammy funcionaria melhor se mostrado em outro momento ou se o episódio não tivesse tantos saltos. A sessão com Gina foi o melhor do episódio e poderia muito bem ter se beneficiado com mais tempo. Apesar de ter falado um pouco sobre seus pacientes, Paul e sua vida ainda são o foco destas sessões. Ficamos sabendo como ele se sente com o divórcio, nos é contado sobre sua solidão e suas necessidades para voltar a um assunto tão discutido nas sessões anteriores, a relação de Paul com seu pai. Enquanto que para alguns a cena final pode ter agradao, a mim só causou indiferença. A situação não foi convincente e pareceu mais uma tentativa de causar comoção nos espectadores do que uma conversa e pedido de desculpas sincero.



Allan

2 comentários:

e.fuzii disse...

Essa semana foi realmente uma bagunça. Tantas foram as invasões e quebras de protocolo, que me deixaram bastante irritado.

De todos, o que mais gostei foi Oliver, mais uma vez. O personagem é uma graça e tem uma das cenas mais belas até aqui: quando ele está entrando na cozinha de Paul, com a câmera em suas costas, e parece deslumbrado como se entrasse num parque de diversões.
Por outro lado, o roteirista de suas sessões é o mais fraco de longe. Paul parece um idiota repetindo coisas como: "sei como você se sente", "posso imaginar como você se sentiu" e etc. O silêncio diz muito mais do que qualquer bobagem.

lamiss ibrahim disse...


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