domingo, 14 de junho de 2009

[IN TREATMENT] Week 7

A sétima e última semana da segunda temporada de In Treatment foi uma semana de altos e baixos. Com cada um dos pacientes tendo a sua última sessão, a série tenta, e na maioria dos casos consegue, criar uma sensação de completude, fechamento, ao final de cada episódio. Nenhum dos pacientes está curado, mas a sensação ao final da semana é que não há mais a necessidade de acompanhar estas histórias: todas chegaram a um ponto em que, apesar de ainda haver progressos a serem feitos, não há mais nada de interessante do ponto de vista narrativo para ser contado.

Mia

Esta sessão foi uma grande decepção. O início com a conversa sobre o pai de Mia seguiu a direção trilhada pelas sessões anteriores, mas assim que Mia muda de assunto e inicia as provocações o episódio perde o rumo e não se recupera. As provocações soaram artificiais e não encaixaram nem um pouco bem na sessão, enquanto as conclusões de Paul não passavam do óbvio e, como se isso não fosse ruim o bastante, a influência do pai de Mia na vida da filha é exagerada e passa a ser até o motivo da escolha do trabalho da filha. Supor que um pai teve uma grande influência em boa parte das decisões da filha é crível, porém extender esta influência a praticamente todas as grandes decisões abala a credibilidade da hipótese.

April

Esta sessão também decepcionou, desta vez por não apresentar um encerramento. A impressão que fica é que tudo apenas andou em círculos, não houve nenhuma evolução. Os problemas de April com a família continuam e ela ainda se recusa a enfrentá-los e, para piorar a situação, ela parece não saber que rumo dar a sua vida com a notícia de que o tratamento está fazendo efeito. Mas, por mais decepcionante que seja, tenho que admitir que este foi um final adequado. Muitas das sessões de April pareceram se mover em círculos e nenhum grande progresso foi feito até aqui. Esta última sessão não foi nada mais que uma afirmação do padrão.

Com um desfecho como este, seria natural que sentisse que Paul falhou com April. Porém, não é o que aconteceu. A chance de progressos já não mais existia depois que Paul levou April até a quimioterapia. Como ela própria disse, ela não pode mais ser a paciente do cara que salvou sua vida. Isto já se mostrava nas duas últimas sessões, porém foi preciso chegar até aqui para se dar conta.

Oliver

O encerramento da história de Oliver foi tão satisfatório que não consigo pensar em um final melhor. Não houve um final feliz, uma mudança nos planos, ou solução dos maiores problemas que atormentam a família, mas o fim do episódio traz a esperança de uma vida melhor para Oliver com Luke e Bess em paz um com o outro e a promessa de Paul de manter contato com o garoto.

Walter

Assim como a história de Oliver, não consigo pensar em um final melhor para Walter. A recente crise que levou a sua demissão e a morte do irmão voltam a tona e é interessante ver como Walter fala sobre esses assuntos e traz informações novas, desta vez sem resistir. Os momentos finais, desde quando Paul repete sua conclusão da sessão passada sobre os dois Walters até o "quando começamos" foram alguns dos momentos mais agradáveis desta semana e o que mais se aproximou de um final feliz.

Gina

Esta sessão teve um ar de despedida. Apesar de o futuro da série não estar definido, a interação entre Paul e Gina durante este episódio teve um ar de preparação para a despedida de ao menos um deles da série e de um fim para as sessões entre ambos.



Allan

Um comentário:

e.fuzii disse...

Achei essa semana de conclusão muito boa, o que elevou um pouco a sensação da temporada como um todo.

Discordo em relação a April, acho que apesar dessas voltas durante a terapia, só o fato dela ter desculpado Paul e aceitado seu tratamento já considero como um encerramento. O interessante mesmo é que assim como essa relação ultrapassava os limites do psicólogo, acabou terminando da mesma maneira. Paul tem uma certa realização pessoal, mas sabe que suas decisões eram fora de protocolo. E não dá pra não se emocionar com a carta na manga chamada Sophie.

Já a sessão da Gina foi mais uma vez tensa. Apesar de Paul evitar um confronto como da semana passada, o adeus foi bastante amargo. Gina toda arrumada passou a impressão que esperava pelo próprio Paul, já que ela havia oferecido sair com ele na semana passada. Depois de procurar uma razão para toda essa rejeição, Gina parece dar-se por satisfeita quando fica sabendo do encontro entre Paul e a atleta. Pode ser coisa da minha cabeça, mas Gina naquele momento ficou com cara de "ah, por isso você não precisa mais de mim"... como se fosse um filho abandonando sua casa.

Não sei se esse amor iria além desse laço materno, mas tenho sérias dúvidas de que a primeira separação dos dois, ainda quando ela era sua supervisora, tenha acontecido pelos mesmos motivos. Quem sabe teremos um aprofundamento disso numa próxima temporada.