quinta-feira, 4 de junho de 2009

[IN TREATMENT] Week Six

Mia

Esta foi uma sessão de “transição”, partindo dos temas tratados anteriormente, o desejo de engravidar, a busca por um parceiro, para o maior problema de Mia, a relação com seu pai. Ao inicio nos é revelado que Mia não está mais grávida, um aborto espontâneo, segundo ela, mais adiante, porém, a verdade nos é dita: Mia nunca esteve grávida. A gravidez não existir não me agradou muito. Com este desfecho, me parece que a suposta gravidez não teve nenhum grande propósito a não ser causar choque, afinal não houve nenhum progresso que Paul não poderia ter obtido por outro meio. No máximo a falsa gravidez evidenciou a dor de Mia.

O restante foi sobre a relação de Mia com seus pais e, mais uma vez, tivemos um paralelo com Paul. As memórias de Mia de sua infância, a exemplo das do psicólogo, não correspondem aos fatos. Assistir Paul levando a advogada a confrontar suas memórias de infância e a explicando como editamos nossas memórias e passamos a acreditar na versão alterada, uma lição aprendida com Gina, foi um dos melhores momentos dessa sessão.

April

O comportamento de April no início da sessão nos deixa imaginando o que aconteceu entre ela e Paul nesta semana. A explicação vem naturalmente, sem exposição desnecessária: Paul contou a mãe da garota que ela estava com câncer. Com isso, Paul fez o necessário para reparar os danos que a sua quebra de protocolo causou, voltando a ter uma relação terapeuta paciente com April, ao mesmo tempo que fez algo que há muito se mostrava necessário, inteirar a mãe da saúde da filha.

No mais, a conversa sobre a infância de April que se seguiu trouxe algumas informações essenciais para entender o relacionamento com sua mãe . O tema desta sessão foi, também, um interessante paralelo com a sessão de Mia, que também teve a relação com a mãe como tema.

Oliver

Ao fim desta sessão, senti que não houve progresso na relação de Luke e Bess com Oliver. Ambos continuam tão cegos quanto às necessidades do filho quanto estavam no início. As conversas que Bess e Luke tiveram a sós com Paul não tiveram o resultado esperado e só agravaram a situação. Ambos estão, agora, mais preocupados com sua liberdade, de modo que o bem estar do filho, mesmo levando em conta as dificuldades que Oliver está passando com a separação e seus problemas na escola, é relegado a segundo plano.

Apesar de eu ser resistente a quebras de protocolo por parte de Paul, dessa vez não condeno sua atitude. A reação pode ter sido exagerada devido a ligação que Paul criou com Oliver, mas cegueira dos pais em relação à situação do filho e tal que é praticamente impossível não reagir energicamente a uma decisão unilateral como essa.

O final do episódio, com Oliver e Paul conversando no parque, principalmente o momento em que o garoto pergunta a Paul se pode morar com ele, foi tocante. Ao que tudo indica, Oliver não terá um final feliz.

Walter

Esta semana acompanhamos a luta de Walter para manter suas defesas e resistir as investidas de Paul ao mesmo tempo que tenta manter sua sanidade frente as conseqüências da crise pela qual foi responsabilizado. Ele está esgotado, sem forças para enfrentar mais uma batalha, o que nos leva ao melhor momento desta semana: Walter deixando transparecer toda a dor que enfrenta quando se dá conta que é impossível seguir no caminho que trilhou para si após a morte de seu irmão. O Walter “Superhomem”, aquele que toma para si a responsabilidade das crises em que está envolvido e carrega o fardo sozinho, mesmo que nao seja ele o único responsável pela situação, desistiu de lutar. Agora é a hora do velho Walter, aquele que se escondeu após a morte do irmão, dar um passo a frente e tomar conta da situação. Acho uma pena que tenhamos somente mais uma sessão com Walter. Gostaria de ao menos mais duas para acompanharmos as mudanças e suas conseqüências.

Gina

O encontro com Gina teria sido perfeito não fosse a explosão dela na metade do episódio. A atuação não foi convincente, assim como o momento em que a explosão ocorreu não pareceu adequado e, como resultado, tivemos uma cena nem um pouco convincente que quebrou o clima e o ritmo que a sessão vinha construindo. Fora isso, este episódio foi exatamente o que a série precisava: uma conversa entre Gina e Paul sobre os pacientes e o rumo de seus tratamentos.

Uma decisão sobre a oferta do pai de Alex ficou, convenientemente, para a semana que vem. Ainda não acredito que Paul aceitará entregar a carta, mas com só uma semana para dar um desfecho a ação, não duvido que os roteiristas sigam por esse caminho. Porém, espero, sinceramente, que não façam isso. Aceitar entregar a carta seria uma decisão idiota sem nenhum tipo de garantia e nem as previsões do advogodo pessimista do Paul justificariam tal atitude.



Allan

Um comentário:

e.fuzii disse...

Nessa penúltima semana, tudo pareceu o caos. Concordo com você sobre não ter muito propósito essa não-gravidez, e digo mais: todas a "trama" da Mia foi a campeão em reviravoltas inúteis.

Já April continua sendo a paciente mais triste de se acompanhar. Talvez por estar fragilizada pelo câncer, ou simplesmente por resistir tanto que tudo parece não sair da estaca zero.

Também acho difícil condenar Paul pela sua proximidade com Oliver, até pela ingenuidade que o garoto reage a toda essa situação. Pra mim nunca fez tanto sentido dizer que o filho é resultado direto da ação dos pais.

O final da semana foi brilhante, e os três atores já deveriam buscar seus Emmy's. Walter desarmado e quebrando-se à frente de Paul. E Gina finalmente explodindo e atropelando Paul, depois de aguentar por duas temporadas todas as suas reclamações e alfinetadas. Simplesmente, brilhante.