Por Danielle M
Se tem um cara que eu acho chato é o Guy Ritchie - aka - ex marido da Madonna. Ele é um exagerado. Cheio de maneirismos irritantes, seus filmes têm diálogos demais, porradas demais, efeitos demais, enfim, over! Acho que para vê-lo você tem que ter muita testosterona. Não é o meu caso :) E sem contar que acho seus filmes beeem misóginos.
Fui desconfiada assistir Sherlock Holmes, mas pensei, ah, tem o Jude Law e, principalmente, tem o Robert Downey Jr. Ainda bem que fui. Exatamente por estes dois, e pelo elenco de apoio maravilhoso, saí do cinema com aquela sensação boa de não perder tempo, de rir horrores, comer pipoca e me divertir muito.
Guy Ritchie amadureceu. Percebeu que uma hora tinha que crescer e que porrada e canos fumegantes, cansam. Um momento ou outro a gente percebe o estilo dele, aí é que está, o cara curou os maneirismos e construiu um estilo MESMO em Holmes. Aquela metralhadora giratória de porrada, ação e verborragia, encontrou uma razão de existir, um contexto e, ora vejam só, um equilíbrio.
Robert Downey Jr faz um Holmes que pouco tem a ver com os dos livros e com as outras versões cinematográficas, pelo menos fisicamente falando, se não fosse pelo seu delicioso método dedutivo, poderia ser qualquer outro personagem :) Mas olha, isso não é defeito, achei uma boa sacada do diretor e do escritor. Modernizou Holmes, rejuvenesceu e garantiu uma franquia. Evidente que terá sequencia, não apenas pelo final com o enigmático Professor Moriaty, mas também pela grana toda que o filme está faturando, né minha gente? Mas tem como errar com Jude Law e Robert Downey Jr? Tem não! E ele também não foi o primeiro a fazer um detetive mais doidinho. O cinema brasileiro fez antes, com "O Xangô de Baker Street".
Sherlock Holmes fuma cachimbo, não usa aquele casacão - eheheh, ele fica mais sem camisa do que tudo - e bate bem e muito. Charmoso, cheio de piadinhas, meio loser, nada engomadinho e tímido, mas com aquele mesmo método super racional de descobrir tudo. Jude Law é Watson, não há referência ao "caro", ele continua inteligente e, pasmem, rápido, nada daquele cara molenga meio gordinho, além de um vício por lutas (olha o estilo Ritchiano aí ó :P ). A perfeita conexão entre os dois, um é complemento do outro, continua lá.
O filme por incrível que pareça não é misógino! Mais uma evolução do diretor. Êêê, a mocinha é bacana, Rachel McAdams é ardilosa, dá porrada (olha o estilo aí de novo :P ) e não precisa ser salva a cada momento. A trama é ótima, sobrenatural num primeiro momento, para depois colocar tudo em perspectiva racional.
Filme de Guy Ritchie, nem tudo é perfeito. Ele deve ter sofrido por fazer um Holmes que não gosta de armas de fogo. Mas foi divertido! JURO!
Fotos: Reprodução
/@danna
Filme de Guy Ritchie, nem tudo é perfeito. Ele deve ter sofrido por fazer um Holmes que não gosta de armas de fogo. Mas foi divertido! JURO!
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