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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

[Filme] Cisne Negro (Black Swan)

Por Danielle M


Não sei se vocês gostam de balé, eu gosto, fiz inclusive durante anos numa escolinha, aquela coisa de menininha. Para  aspirar viver de balé é preciso dedicação e disciplina fora do normal. A verdade é que este é um mundinho bem cruel e masoquista! Parte dele é retratado no filme.

 Natalie Portman sempre me "chama" ao cinema.  E eu fui. Ao contrário de algumas críticas que fuzilaram a  fragilidade de Miss Portman, acredito que desta vez essa característica intrínseca da atriz é mais do que necessária.  Nina é tão frágil, mas tão frágil, que sabemos que ela irá partir em mil pedaços. O interessante é acompanhar como isto irá acontecer. E disso trata-se Black Swan. Nina perdendo a lucidez, com a consciência disso - paradoxal, sei bem - e, porque não?-  até com certo prazer.  Terror psicológico simples.

Filme adulto, sem ganchos e reviravoltas mirabolantes. Tudo se desenha na nossa frente sem grandes surpresas, mas o impacto, aquela sensação desagradável persiste o tempo todo e perdura após o término do filme. E ele pertence única e exclusivamente a Portman.  Denso , mas acessível. E acho que tem que ser muito intelectualzinho de quinta criticar Black Swan por causa disso.

Ainda tem o plus de ver Winona Ryder como a ex primeira bailarina,  assumindo uma decadência que confunde-se com a própria carreira da atriz.
Quanto a Mila Kunis, bom, a gente realmente acredita que a moça possa roubar o papel e a sanidade de Nina.

Ser louco é ser livre, minha gente? Pode até ser um conceito caro aos Sartrianos, mas na verdade ser louco é padecer em praça pública, taí Nina que não me deixa mentir!

Comparando aos outros concorrentes, acho Black Swan infinitamente melhor do que o superestimado The Social Network. Se é para ganhar filme careta no Oscar, que o rei gago faça as honras, Colin Firth vale!



Foto: Reprodução.

domingo, 8 de agosto de 2010

[Filme] Inception

Por Danielle M



Como Nolan curte semiótica. Inegável no legado de suas obras esse gosto pela semiótica de Peirce. Três níveis de entendimento, interpretação e compreensão de mundo. O signo, o significante e o significado. Grosso modo viu gente.Que não vou fazer tratado de semiologia por aqui.  Já aviso também que isso aqui nem é crítica de filme, muito mais uma observação.

Mas vamos parar por aqui, pois trata-se de um filme com algumas camadas de interpretação, inclusive a mais óbvia.

Confesso que agora já vejo Leonardo DiCaprio com bons olhos, ele finalmente cresceu para mim. Não mais um pirralho com eterno ar de tédio. Tinha uma preguiça e implicância persistente com ele. Foi-se.



Não acho necessário falar da trama, quem já viu, conhece. Quem não viu, vou atrapalhar e interferir no entendimento, o seu próprio. Mas não é um filme para mentes preguiçosas.A música interpretada por Edith Piaf é o ponto de partida e alusão clara ao final do filme, que, na minha interpretação, não deixa margem para dúvidas. A escolha do elenco, e destaco Marilon Cotillard, como uma vilã (?) trágica e complexa, é excelente. Aliás, Marilon foi Edith Piaf num filme francês. Ganhou o Oscar por ele.Nada aleatório.

 Marilon Cotillard como Madame Piaf, em plena ação - Non, Je Ne Regrette Rien -


Assim como Matrix nos anos 90 - e a comparação, num primeiro momento é pertinente - Inception trabalha com bifurcações e senso de realidade. Voltando a semiótica peirciana, o real são camadas de entendimento, não uma verdade única e universal. Aí podemos embarcar no filme, comprar a idéia e torcer para a equipe de Cobb. Golpistas que parecem super heróis. E até alguns nomes tem referência, como a da arquiteta, Ariadne, uma figura mítica do Labirinto de Minotauro, uma tecelã de sonhos.Ama incondicionalmente Teseu, que não compartilha do mesmo.

O labirinto do Minotauro, caminho "tecido" por Ariadne

Taí um filme que vale a pena ser visto duas vezes. Reparando na aliança e nas roupas das crianças, bem como outros detalhes que...deixa pra lá, devem ser coisas da minha cabeça!

Deixo vocês com a música de Edith Piaf, original e tradução, para que as possíveis dúvidas se dissipem, ou não.

 Não, não nada de nada

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado!

Com minhas lembranças
Acendi o fogo
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!


Varridos os amores
E todos os seus "tremolos"
Varridos para sempre
Recomeço do zero.


Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

Non, Je Ne Regrette Rien
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu`on M`a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M`est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
C`est Paye, Balaye, Oublie, Je Me Fous Du Passe

Avec Mes Souvenirs J`ai Allume Le Feu
Mes Shagrins, Mes Plaisirs,
Je N`ai Plus Besoin D`eux
Balaye Les Amours Avec Leurs Tremolos
Balaye Pour Toujours
Je Reparas A Zero

Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu`on M`a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M`est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Car Ma Vie, Car Me Joies
Aujourd`hui Ca Commence Avec Toi

* Fotos: Reprodução Google Images

Twitter: /dannamagno

domingo, 20 de junho de 2010

[Filme] Free Polanski - Viva la Argentina

Por Danielle M


Saí do cinema. Acabei de ver O Escritor Fantasma ( The Ghost Writer). Se é para Polanski realizar este tipo de filme porque está "preso", sofrendo psicologicamente, olha, digo de coração, liberte o homem! Nem um elenco de primeira como este salva do tédio e de ser tão previsível.
Esperava mais, críticos incensaram tanto...
 

Free Polanski, free

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Como foi um final de semana de cinema, aproveitei e pude, finalmente, ver o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, O Segredo dos seus olhos. Sei lá se o Brasil é melhor no futebol que a Argentina, gosto de pensar que sim, mas no cinema...tem pra ninguém na América latina. Impressionante como este filme é tocante, aliás, acho especialmente fascinante como não consigo me conectar com a "alma portenha" em nenhum nível, já estive por lá e realmente não entendo o povo, o país, aquela tristeza persistente. Mas olha, o cinema argentino consegue fazer isso. Por um momento - a duração da película - me sinto profundamente ligada àquelas pessoas, histórias e o país.


I Do




Quero casar com o Ricardo Darín!! Fantástico! E o restante do elenco é de encher os olhos. Chorei horrores. Ri. Fiquei passada. Quer saber? Os argentinos, pelo menos no cinema, são muito, mas muito superiores ao cinema nacional. Luz, som, direção, atuação, fotografia. 10 a 0 no placar, senhor juíz.

**foto: Reprodução


segunda-feira, 31 de maio de 2010

[Filme] Sex and The City 2 - Team Aidan


Não gostei do primeiro filme, sai decepcionada, como se Sex não tivesse mesmo vocação para o cinema. Nasceu e morreria como uma série de tv.
A expectativa para esta sequencia era baixa, mas não perderia por nada! Ninguém no mundo feminino e gay pode ignorar Carrie Bradshaw.

Talvez seja isso, a expectativa, me diverti bastante com Sex desta vez. Filme leve, engraçado, bem no espírito da série. A solução em mostrar as meninas na opulência luxuosa foi criativa e, principalmente, funcionou que é uma beleza. Mas não tem pra mais ninguém, nem para Carrie, o filme pertence a Samantha Jones. Kim Catrall justifica pedir mais dinheiro pela participação, ela vale cada centavo e é a única referência coerente ao nome SEX do quarteto.

Desta vez os rapazes foram coadjuvantes ainda mais do que no primeiro. Foi bom. Big, Steve, Harry e o gatão Smith Jarod apareceram apenas o necessário e...next!

Ahh, e tem ele, Aidan! Numa pequena participação, mas quem é team Aidan (eu, eu, eu!)adorou, matou saudade e refez aquela velha pergunta: Qual é o seu problema, Carrie?



Desta vez, os produtores acertaram e cheio. Despretensioso, engraçado e luxuoso. Sex ahazzzzou!

**Fotos: Reprodução

Danielle M

sábado, 9 de janeiro de 2010

Filme - Sherlock Holmes

Não uso casacos e tenho horror a armas de fogo



Por Danielle M


Se tem um cara que eu acho chato é o Guy Ritchie - aka - ex marido da Madonna. Ele é um exagerado. Cheio de maneirismos irritantes, seus filmes têm diálogos demais, porradas demais, efeitos demais, enfim, over! Acho que para vê-lo você tem que ter muita testosterona. Não é o meu caso :) E sem contar que acho seus filmes beeem misóginos.

Fui desconfiada assistir Sherlock Holmes, mas pensei, ah, tem o Jude Law e, principalmente, tem o Robert Downey Jr. Ainda bem que fui. Exatamente por estes dois, e pelo elenco de apoio maravilhoso, saí do cinema com aquela sensação boa de não perder tempo, de rir horrores, comer pipoca e me divertir muito.

Guy Ritchie amadureceu. Percebeu que uma hora tinha que crescer e que porrada e canos fumegantes, cansam. Um momento ou outro a gente percebe o estilo dele, aí é que está, o cara curou os maneirismos e construiu um estilo MESMO em Holmes. Aquela metralhadora giratória de porrada, ação e verborragia, encontrou uma razão de existir, um contexto e, ora vejam só, um equilíbrio.

Trio com porrada, humor e sem canos fumegantes!

Robert Downey Jr faz um Holmes que pouco tem a ver com os dos livros e com as outras versões cinematográficas, pelo menos fisicamente falando, se não fosse pelo seu delicioso método dedutivo, poderia ser qualquer outro personagem :) Mas olha, isso não é defeito, achei uma boa sacada do diretor e do escritor. Modernizou Holmes, rejuvenesceu e garantiu uma franquia. Evidente que terá sequencia, não apenas pelo final com o enigmático Professor Moriaty, mas também pela grana toda que o filme está faturando, né minha gente? Mas tem como errar com Jude Law e Robert Downey Jr? Tem não! E ele também não foi o primeiro a fazer um detetive mais doidinho. O cinema brasileiro fez antes, com "O Xangô de Baker Street".

Produto nacional :) Holmes é nosso, aha, uhu!


Sherlock Holmes fuma cachimbo, não usa aquele casacão - eheheh, ele fica mais sem camisa do que tudo - e bate bem e muito. Charmoso, cheio de piadinhas, meio loser, nada engomadinho e tímido, mas com aquele mesmo método super racional de descobrir tudo. Jude Law é Watson, não há referência ao "caro", ele continua inteligente e, pasmem, rápido, nada daquele cara molenga meio gordinho, além de um vício por lutas (olha o estilo Ritchiano aí ó :P ). A perfeita conexão entre os dois, um é complemento do outro, continua lá.
O filme por incrível que pareça não é misógino! Mais uma evolução do diretor. Êêê, a mocinha é bacana, Rachel McAdams é ardilosa, dá porrada (olha o estilo aí de novo :P ) e não precisa ser salva a cada momento. A trama é ótima, sobrenatural num primeiro momento, para depois colocar tudo em perspectiva racional.

Filme de Guy Ritchie, nem tudo é perfeito. Ele deve ter sofrido por fazer um Holmes que não gosta de armas de fogo. Mas foi divertido! JURO!

Fotos: Reprodução

/@danna

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

[Filme] Atividade Paranormal

Por Danielle M


Taí um filme badalado. Ficou semanas no TT do Twitter. Vi vários trailers, alguns com reação da platéia, sempre em pânico. Enfim, considerado um dos mais assustadores.

Olha, nem era pra tanto. Sou uma grande fã do terror, mesmo. Sempre gosto dos filmes do gênero. Acho que eles valem o total divertimento, até porque são absolutamente despretensiosos. Não têm uma carcaça intelectual ou coisa parecida, bom, até a chegada de o AntiCristo :P

Mas acho que jogaram confete demais em Atividade Paranormal. Eu gostei sim e muito. Levei sustos até. Dei gritinhos, pulei da cadeira, agarrei o braço do meu namorado, todo aquele ritual de filme de terror. Mas não é nem de longe um dos filmes mais assustadores. Só pra vocês terem idéia, fui ao banheiro sozinha de madrugada sem maiores tormentos :P

Os efeitos são basicamente sonoros. E achei isso incrível, até porque quem nunca acordou no meio da noite com ruídos? Aliás, essa premissa do filme é interessante. Partir do princípio que a maioria dos fenômenos paranormais são "criados" com a nossa piração com barulhos, vultos, sombras inexplicáveis, essas histórias que muitos de nós temos para contar. O roteiro tem todo o mérito, porque os atores, mesmo amadores e amigos do diretor, conseguem segurar bem as cenas. Até pela noção de documentário. Ver cenas como "reais" é de arrepiar mesmo. A idéia é simples e poderosa. Não é o que estamos vendo, mas o que está por vir. O intangível.

Ao pesquisar sobre o filme, além do baixo orçamento, visível em cada frame, sem demérito algum, diga-se. Soube que Mr. Spielberg gostou, resolveu apadrinhar e com isso facilitar a distribuição nos cinemas, mas antes pediu algumas mudanças, como pequenas alterações na edição de imagens, alterando a ordem dos acontecimentos e, o principal, a mudança do final. O que assistimos no cinema não é o original. Coloco mais abaixo a versão do diretor. São finais que mudam a perspectiva do filme.

No original do diretor, o paranormal fica em segundo plano, assim a resolução passa a ter um caráter de surto da personagem Katie, uma assassina que têm delírios. Ok, tem uma pequena alusão quando podemos ver uma luz que acende e logo após se apaga no fim do corredor, antes da entrada da polícia. Há creditos, como um filme normal. Acredito que seria mais plausível e considero bacana, apesar de ser enooooorme.



Já no final spielberguiano, o paranormal é o grande foco, Katie realmente tinha uma conexão com o tal demônio, podendo, inclusive, a audiência especular sobre quando isso aconteceu de fato, ou seja, a mocinha já poderia estar possuída há muitos anos atrás, sendo a responsável, por obra do demo, pelo incêndio em sua casa. Na derradeira cena, após jogar o corpo de Micah - e aí é baita susto em geral no cinema - ela transfigura-se na câmera, numa fração de segundos vira a menina possuída e pesquisada na internet por Micah e na fração seguinte, o demônio propriamente dito. Neste final, não há créditos, apenas uma lacônica informação de que o paradeiro de Katie jamais fora encontrado, deixando margem, ai meu sais, para uma sequencia já ventilada pelo povo nos Twitters da vida. Final Spielberg abaixo:



Esperamos que não! Blair 2 taí pra provar que sequencias de filmes de terror não dão certo, salvo A Morte do Demônio e Hellraiser, cuja continuações foram melhores que os antecessores.

Conselho? Se for esperando o supra sumo do terror, melhor não ir. Mas se quiser diversão e alguns sustos, aí é garantia.


/@danna_

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

[Filme] This is It


Por Danielle M



Filme apenas, e somente, para os fãs de Michael. Não vá achando que verá um documentário sobre o homem real. Não, não tem isso.

Aliás, este documentário deveria ter o nome de uma música de Michael, "Man On The Mirror". Lá está ele, o rei do pop em toda sua pomposa e teatral performance.

Michael jamais deixa se mostrar como é de verdade. Mas é bem legal ver este homem frágil, gentil, educado e firme. Porque vou te contar, Michael mandando o povo "tocar igual o disco", hahah, quase mete medo.

Michael é perfeccionista, apesar do seu estado de letargia, não é de forma alguma o farrapo humano que venderam sobre seus últimos dias. Em algumas cenas podemos ver que ele não dança como antes e por isso mesmo todo o seu cast, sobretudo os dançarinos, ganham um destaque maior do que realmente merecem. Mas no fim, fica mesmo a aura de mito. Do grande artista e de uma absoluta clareza e sinceridade para com sua música e fãs, nos momentos finais, com todo o pessoal do show, ele diz: Estamos aqui para dar o melhor de nós. O que os fãs querem é escapismo, um mundo mágico.

Não poderia estar mais certo.


@danna_

terça-feira, 2 de junho de 2009

[EXTRA] Sundance 09 - Adam


(post sem acentuacao, sorry!)

Post atrasado? Quase nada. Mas soh hoje notei que nunca comentei sobre o meu filme favorito do Sundance esse ano: Adam! Esse filme alias foi comprado durante o festival pela Fox Searchlight e vai sair nas telas de cinema americanas esse verao.

Para ser sincera jah fazem alguns meses que vi esse filme, entao os meus comentarios nao serao os melhores jah que a lembranca do filme nao estah tao fresca na minha cabeca. Mas como eu gostei muito do filme, queria deixar minha opiniao e sugestao por aqui para que voces possam conferir quando estreiar no Brasil.

Adam eh interpretado por Hugh Dancy (o Luke no Confessions of a Shopaholic) e ele comeca o filme enterrando seu pai. Os dois moravam juntos, e quando vemos Adam voltando para casa comecamos a ver que tem algo estranho com ele, mas ainda nao sabemos exatamente o que.

Logo apos o pai de Adam morrer, Beth, a personagem interpretada por Rose Byrne se muda para o mesmo predio dele, e os dois comecam uma amizade complicada. Acontece que Adam tem Asperger, uma especia de Autismo, e segundo a wikipedia que consultei para poder explicar melhor, o Asperger diferencia-se "do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. (...) Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados."

Logo no comeco de sua amizade, Beth convida Adam para sair com um grupo de amigos e ele aceita. Mas na hora que ela bate na porta atras dele, ele se acovarda e nao vai. Mas com o sentimento de culpa, monta um "planetario" na casa dele, e quando Beth chega da festa, ele a arrasta para a sua casa e ela realmente fica impressionada, e um interessada no Adam.

Mas o filme continua e cheio de situacoes embaracosas onde o Adam, por ter dificuldade em entender as pessoas, se mete. Ele explica para a Beth sobre o Asperger, e mais adiante no filme eles comecam um relacionamento - ainda mais complciado que a amizade que eles possuiam. Mesmo assim, as coisas vao bem. Ateh Adam perder seu emprego (que ele conseguiu via seu pai) e comecar a se desesperar por nao saber o que fazer para conseguir outro. Entrevistas nao sao o seu forte. Mas a Beth o ajuda por esse processo dificil, enquanto ela mesma passa por uma barra: seu pai (o Peter Gallagher do OC) estah sendo processado e pode acabar indo para a cadeia (nao me lembro o porque... ). E tudo isso somado acaba fazendo que os dois briguem e se separem.

A essa altura o filme jah estah quase no fim, e Adam consegue um emprego, na California (a historia se passa em Nova Iorque se nao me emgano... Costa Leste for sure). Mas ele nao quer ir sem a Beth, e vai atras dela na casa dos pais e pede para ela ir com ele. O pai dela estah lah e os tres brigam, mas Beth decide ir com o Adam (eh uma cena emocionante e eu nao fiz jus a ela). Ela volta com ele para o apartamento, mas mesmo assim as coisas nao estao 100% entre eles. No ultimo minuto, ela decide nao ir com ele. :(

O filme termina anos depois, com Beth recebendo um pacote pelo correio, um livro escrito por Adam, onde ele conta sobre as aventuras de uns animais (eu esqueci qual!!) que vivem no Central Park (uma historia que ele e Beth discutem no comeco do filme).

E um filme fofo, pelo qual eu nao tinha grande expectativas, mas sai do cinema satisfeita de o ter visto. Fiquem de olho e depois me escrevam nos comentarios as suas opinioes a respeito!

Mais info sobre Aspeger: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Asperger
Site do filme: http://www.foxsearchlight.com/adam/ (a foto do post veio de lah)
Assistam o trailer!

Anita

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

[FILME] Slumdog Millionaire


4 Globos de Ouro depois resolvi ir assistir Slumdog Millionaire.

- Best Director - Motion Picture: Danny Boyle
- Best Motion Picture - Drama
- Best Original Score - Motion Picture
- Best Screenplay - Motion Picture: Simon Beaufoy


Not too shabby...

Okay, minto. Danny Boyle, diretor desse filme, eh meu diretor favorito desde... Cova rasa. Que foi provavelmente um dos primeiros filmes dele lancado no Brasil. Mas ele eh mais conhecido por Trainspotting (outra obra prima se me permitem dizer) e A Praia com o ator Leonardo DiCaprio (e justamente por a escolha desse ator, a praia nao foi um dos seus melhores momentos no cinema).

Entao eh claro que o fato de que Slumdog Millionaire ganhou quatro Golden Globes nao fez a menor diferenca na minha decisao de ir assistir esse filme. Sendo um filme do Boyle, eu jah sabia que ia gostar.

Slumdog (para mim) foi um misto de Bollywood e Fernando Meirelles. Algumas cenas tinham um ritmo parecido com o cidade de deus - e ao mesmo tempo um ritmo bem Danny Boyle para quem conhece seu estilo. Mas sim, a comparacao com cidade de deus na minha cabeca foi inevitavel. As favelas (slums) da India, a historia que conta a vida de um garoto nessa situacao miseravel.

[OFF topic: Outro filme que vi semana passada, "The Five Obstructions" de Lars Von Trier (nao vou entrar em muitos detalhes), mas em um momento do filme que eh meio documentario, Lars fala para outro diretor que ele deve filmar no lugar mais miseravel do planeta, e o diretor escolhe a India.]

ENFIM. A historia? Jamal Malik participa da versao Hindu do Show do Milhao mas eh acusado de roubar para ganhar. Quando interrogado pela policia, ele conta sua historia, e como atraves dela ele soube responder todas as perguntas no show.

No fim, vemos que Jamal nem se importava com o premio em dinheiro. A unica razao para ele ter ido participar no programa, era para poder encontrar Latika, seu amor desde a infancia, pois ele sabia que ela estaria assistindo.

Slumdog Millionaire eh definitivamente um bom filme. Assistam no cinema, para poder apreciar a bela fotografia do filme, e as cores maravilhosas da India. Quem sabe agora o resto do mundo darah mais atencao ao Danny Boyle.

(PS. se gostarem de Slumdog, filmes que recomendo do diretor:
- Cova Rasa
- Traisnpotting
- Por uma vida menos Ordinaria
- A Praia
- Exterminio)

ps2. Essa sexta comeca o Sundade Film Festival aqui em Salt Lake City. Estou com ingresso para 4 filmes. Entao nesse mes voces verao mais de mim por aqui comentando sobre o Festival e os filmes que vou assistir!

Anita

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

High School Musical 3


Mais de um ano apos meu post sobre o Segundo filme da franquia High School Musical, eu volto para comentar o terceiro. (Ah sim, eu sei, ando desaparecida... mas o mestrado me tomou todo o tempo que eu usava para assistir televisao e filme.)

O terceiro filme da serie eh o primeiro feito diretamente para o cinema. Isso se deve ao tremendo sucesso que os dois primeiros fizeram no canal a cabo da Disney e em vendas de DVD. High School Musical 3 eh maior, melhor, mais elaborado, proporcoes elevadas a terceira potencia.. Ou mais.


HSM3 foi filmado aqui mesmo em Salt Lake City, Utah, a alguns blocos de onde estudo, assim como os dois primeiros filmes (o segundo foi filmado na maior parte em St George, sul do estado), apesar de na ficcao a escola estar localizada em Albuquerque, Novo Mexico. Existe um pouquinho de orgulho entao, de saber que esse filme foi todo filmado por aqui - e em saber que eu estava por perto enquanto isso acontecia! Apesar de nao ter realmente ido atras de ver as filmagens ou dos atores no hotel, soh vendo de relance algum deles e a equipe quando dirigia na frente da East High, ou passando de trem na frente do hotel...


Enfim. Recomendo o terceiro filme da serie, mesmo para aqueles que nao viram os dois primeiros. E claro, recomendo esse filme principalmente para o publico femnino, pois suspeito que os homens - a nao ser que gostem de danca ou musicais - ficaram profundamente de saco cheio com esse filme. Mas eu e minhas duas amigas que fomos ver no cinema saimos aos suspiros. E nao, nao foi por causa do Zac Efron (Troy), o protagonista da serie. Mas sim porque o filme tem a historia mais envolvente dos 3 filmes, e nos deixou desejando uma vida como num high school musical.


Eh final de ano, final de high school, e a formatura, o baile (prom) e o ultimo musical da escola estao rapidamente se aproximando, e sao os ultimos momentos que a turma tem para fazer algo juntos, o musical. Mas como sempre, nada corre da maneira esperada, especialmente para Troy que nao sabe exatamente o que quer fazer da vida. Jogar Basquete na U of A como todos (amigos e seu pai) esperam, ou fazer teatro, uma paixao que recentemente descobriu que tinha. Sim, jah ouvimos essa historia antes, mas isso nao tira o charme do que eh - e todos nos provavelmente sentimos isso um dia - de estar num ponto na sua vida que voce nao sabe para onde ir. Principalmente quando comparado com o resto dos colegas, tao certos de onde eles irao assim que o colegial acabar, Troy eh pela primeira vez na serie totalmente carismatico.

Alem da decisao sobre a escola, Troy tambem tem que enfrentar outro problema: Gabriella (Vanessa Hudgens), a sua namorada, passou em Stanford na California, e estah de mudanca marcada muito antes da formatura acontecer. E a historia dos dois eh tambem, pela primeira vez nos 3 filmes, uma que emociona. Feito sob medida para a tela grande, o filme tambem foi mais serio.

" It's one in a million, the chances of feeling the way we do"

Apos varios numeros de danca, cantoria, drama e Sharpay (Ashley Tisdale) querendo roubar a cena de Gabriella - e mais uma vez ela quase consegue - a turma chega ao climax triplo do final: Baile/Prom, Musical e Formatura. O Baile decepcionantemente nao foi parar na telona. Soh a versao para o musical deles. Acontece que Gabriella que estah em Stanford para um early-start na faculdade, decide que nao eh capaz de dizer adeus de novo e de novo e resolve nao ir. Heart Breaking, mas eh a realidade de relacionamentos comecados no colegial, ao se formarem cada um vai para o seu lado, nada mais natural que isso aconteca com Troy e Gabriella tambem.

Dancing in the rain.

Certo? Nao. Em uma das cenas mais queridas do filme, Troy dirige ateh a California para buscar Gabriella para o baile - claro que eh uma viagem longa, entao eles nao tem realmente tempo de voltar para a festa, mas Troy chega de tux e corsage pronto para passar a noite do baile com sua namorada. E tambem aproveitar para levar ela para estrelar o musical, jah que ele nao consegue realmente se concentrar ou lembrar a danca quando estah atuando com Sharpay. Que alias, a minutos de entrar no palco ainda nao sabe que o Troy nao vai cantar com ela. No lugar dele, estah Jimmy "The Rocketman", um calouro do qual a Sharpay nao vai nada com a cara. Para estragar ainda mais a festa de Sharpay, outra caloura chamada Tiara, quer roubar sua cena. Essa eh a deixa para apresentar alguns dos personagens para o High School Musical 4. Sim, novo elenco (mas parece que Sharpay voltaria para uma participacao especial), e apesar de nao terem o mesmo brilho dos originais, tem seu carisma.

Getting ready for High School Musical 4 - Jimmy "The Rocketman" and Tiara

O Grand finale do musical acontece com Troy e Gabriella chegando para seu dueto, e o final da peca com Troy dizendo que escolheu ir para a Berkeley na California, onde ele poderia jogar basquete e estudar teatro e estar perto da Gabriella. Seu amigo Chad (Corbin Bleu) eh que nao fica muito feliz em saber que nao vai poder ir para a faculdade com Troy. Mas claro que eles se entendem, e temos finalmente a cena da formatura, onde eles dancam, cantam e atiram chapeus para o ar. The End (for now).


No meu post sobre o segundo filme eu comentei sobre o figurino do filme, algo que me chamou atencao pela melhora de um filme para o outro. E do segundo para o terceiro entao? Fiquei babando mais ainda, principalmente pelas botas cor de rosa de bico fino que Sharpay usa na sua primeira cena na tela grande. Desde Cinderela que a Disney nao tem sapatos tao maravilhosos em cena. O figurino das cenas de danca tambem foram espetaculares, e Troy e Gabriella continuaram com seus looks de "girl/boy next door" que nos fazem querer morde-los. Detalhe para a selecao de saias e vestidos curtos escolhidos para Gabriella, mostrando um fantastico par de pernas, que me serviram como mais um incentivo para eu levar a academia a serio. Detalhe bacana do filme, o personagem interpretado por Corbin Bleu teve todo o seu guarda-roupa composto de pecas ecologicamente-corretas. Mais sobre o figurino: http://ashleytisdale.fangap.com/Default.aspx?tabid=6265&EntryID=7679

Want it!

fotos: http://www.hsmusicalweb.org/






Anita Boeira
from Salt Lake City

sábado, 26 de julho de 2008

[Filme] Arquivo X - Eu quero acreditar

Vai em forma de desabafo, mais do qualquer coisa. Este blog cobriu, desde os rumores até as filmagens. Fizemos um especial sobre a importância de Arquivo X. Enfim, depositamos expectativas e, queríamos acreditar...


Eu quis acreditar. Mais uma vez dei uma chance aquele senhor chamado Chris Carter. Mesmo depois dele ter sacaneado a série de todas as formas possíveis, de tentar continuar sem Mulder, de fazer as execráveis 8a e 9a temporadas.

Eu quis acreditar que Fight The Future era uma incursão equivocada de XF nos cinemas, que não tinha muito mérito, mas que pelo menos, era uma tentativa.

Eu quis acreditar que a decisão de fazer um filme para fãs iria mudar toda essa imagem.

Pois é, eu acreditei. E baseado nesta crença, fé, lembranças da minha adolescência, eu fui ao cinema ver velhos conhecidos.



Não deu. Não senti nenhuma conexão com o filme, não me emocionei, existiu apenas lampejos de emoção quando vi Skinner, um breve sorriso quando vi Chris Carter sentadinho num banco, fazendo uma aparição a la Hithcock. Mas não tenho como defender um filme ruim até a medula...óssea ( me desculpem o trocadilho infame).


Saí do cinema com a convicção de que, pasmen, Fight The Future (o começo do fim de XF) era melhor. E que nem como episódio este filme serviu. Não é uma pálida sombra do que foi Arquivo X. Nos fazer rever aqueles episódios-referência foi uma forma de ver como Chris Carter perdeu a mão. E este é um caminho sem volta.

Bom, eu acreditei. Mas não me convenci.

A trama é pífia, a escalação do elenco é questionável, Amanda Peet e Xzibit estão lá para que? E a trama paralela é absurdamente desnecessária.

De repente, o problema está comigo. Todos envelhecemos, todos. Não consigo mais ver XF do mesmo modo..

**Fiquem até o final dos créditos, Chris Carter faz uma brincadeirinha. Mulder e Scully vão para a ilha de Lost :)

Danielle M

sábado, 7 de junho de 2008

[Filme] Sex And The City

O meu episódio favorito de Sex, está na season première da 2a temporada, "Take Me Out To the Ball Game". Quando Carrie, após o término com Big, tenta seguir adiante. E diz uma de minhas falas favoritas : "Quando se termina um relacionamento, alguns lugares, cheiros e até mesmo algumas horas do dia passam a ser proibidas".

Carrie nunca esteve tão linda, tão frágil e tão profunda neste episódio.



Acabo de voltar do cinema onde assisti um filme que espero a pelo menos 4 anos. Talvez este seja o problema. Ninguém permanece do mesmo jeito após este tempo.

Eu me diverti, emocionei em algumas cenas, fiquei enternecida, dei pequenos gritinhos histéricos, quase bati palmas, mas algo se perdeu. Sex não é a mesma coisa, o cinema, a duração do filme, tudo isso transformou Sex numa sucessão de clichês. Numa loja gigante onde grifes desfilam. Antes, a cada Manolo Blahnik que aparecesse, Prada, Dolce & Gabbana, tinha uma situação, um momento de compartilhamento com o público: Não posso ter este sapato ou vestido, apenas o desejo, mas entendo o que Carrie fala. O mote eram as relações. E não a vil matéria.

Todo o anti-feminismo, o narcisismo e o super consumismo em que a série foi acusada ao longo dos anos estão lá. E no fim, isto que fica do filme. Os personagens masculinos são coadjuvantes de luxo. Nem mesmo Big, cujo ator, Chris Noth, que tem a sua participação nos créditos da mesma forma que aparecia na série, "And Chris Noth", nos fazendo ficar tontas a espera de mais um episódio entre Carrie e Big, conseguiu aparecer.

Claro que vou comprar o dvd e, provavelmente, vou rever o filme no cinema. Mas algumas coisas ficam melhores em 30 minutos a cada semana, ou no meu pack com 6 temporadas. Sex nasceu para ser série, pq nem como livro funcionou tão bem...


Danielle M

quinta-feira, 3 de abril de 2008

[Filme] O Orfanato

Não lembra o Jason? :P (Reprodução)

Guillermo Del Toro gosta bem de um orfanato. E os espanhóis gostam bem de um drama. Apesar da citação a Del Toro, ele não dirige este filme, está na produção, talvez seja esse o problema. E olha que alardeiam logo nos créditos iniciais: "Gillermo Del Toro presenta". Para nos dar confiança de chegar até o final sem fugir :)

Terror espanhol é bom. Quem viu "A Espinha do Diabo" sabe como seguram bem. No entanto, o mesmo não acontece com esta produção. Todos os elementos de filmes de terror estão, excessivamente, nele. As portas rangendo, o piso do chão estalando, as luzes falhando e, tchanaaaa, as famosas criancinhas diabólicas. Sim, porque filme de terror "dos bons", tem que ter criança, meu povo.

Pois é, seguiram a cartilha direitinho, claro que há sustos, mas o suspense criado não vale tanto. Aliás, chega a irritar. O filme é bom, vale a entrada do cinema? Não! Esperar em dvd é melhor. Ou, quem sabe, numa sala grande, com volume no máximo, o efeito possa ser ampliado? Não funcionou para mim.

Mas enfim, nem tudo está perdido, a atriz que faz Laura, Belén Rueda, está maravilhosa e contida, num papel que poderia render o também clássico over acting. A cena e agora vem um spoiler dos grandes do filme, não continue a leitura se não quiser saber, em que ela descobre o cadáver do filho e a sua culpa na morte do garoto é arrebatadora.

Há também as presenças simpáticas de Geraldine Chaplin no papel de, tchanannnn, médium, numa seqüencia que, não vou dizer totalmente chupada, copiada, quase igual, mas fortemente inspirada em Poltergeist. E também do Seu Barriga( Edgard Vivar) , de Chaves, sim, sim, Seu Barriga está lá antes da cirurgia de redução de estômago que se submeteu ano passado.

(Reprodução) Sinto uma vibração aqui. E vocês ja viram isso em outro lugar

Mas não desanimo ninguém. Vá ver o filme, principalmente se não for fã do gênero, porque pelo menos assim, você poderá sair surpreendido. O filme foi incensado pela mídia, muito bem recebido em Cannes (o nome de Del Toro nos créditos deve ter algum efeito, não é possível...), chamado de terror elegante, envolvimento psicológico e outras balelas. Ahh, não mesmo. Filme chato, pretensioso, grandiloqüente, repetitivo, medroso e covarde.

Ok, não serei tão dura. Nós, fãs do terror, gostamos da cautelosa segurança dos clichês, afinal, gênero e suas características é isso. Mas esse filme me fez perder a paciência. Ahh, acrescento outro defeito : longo demais. Não tem história para tanto. Mas podemos sair do cinema/dvd/download brincando. Que tal propor aos amigos quantos filmes foram "citados", ou, como uma amiga me disse, "descaradamente copiados e chamam isso de homenagem?". Respondi à ela, "não querida, chamam isso de filme elegante :P ". E aí? Que tal? vale a brincadeira da "citação".

Sinopse:(reprodução) Laura passou os anos mais felizes de sua infância num orfanato à beira do mar, onde recebeu cuidados dos funcionários e dos outros órfãos que amava como irmãos. Trinta anos depois, ela retorna com seu marido, Carlos, e Simon, o filho de sete anos, com o sonho de restaurar e reabrir o orfanato há muito abandonado como abrigo para crianças inválidas. O novo lar e seus mistérios despertam a imaginação de Simon e o menino cria uma teia de histórias fantásticas e jogos pouco inocentes. São brincadeiras perturbadoras que começam a incomodar Laura, que adentra o estranho universo do garoto e com isso resgata memórias incômodas e há muito esquecidas de sua própria infância. Conforme se aproxima o dia da inauguração, a tensão se instala na família. Carlos permanece cético, pois acredita que Simon esteja inventando tudo isso só para chamar a atenção. Mas Laura aos poucos se convence de que algo terrível vagueia pela velha casa, algo que espera emergir e infligir danos extremos à sua família.




El Orfanato
Espanha, 2007 - 100 min
Suspense

Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Sergio Sánchez
Elenco: Belén Rueda, Roger Príncep, Fernando Cayo, Mabel Rivera, Geraldine Chaplin e Edgar Vivan.

Danielle Mística

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

[FILME] Sangue Negro

"There Will Be Blood". Um filme de Paul Thomas Anderson baseado no livro "Oil!" de Upton Sinclair.
Fotografia de Robert Elswit; editado por Dylan Tichenor; trilha sonora por Jonny Greenwood; produzido por P.T. Anderson, JoAnne Sellar e Daniel Lupi. Duração: 2 horas e 38 minutos.

Com Daniel Day-Lewis (Daniel Plainview), Paul Dano (Paul Sunday/Eli Sunday), Kevin J. O’Connor (Henry), Ciaran Hinds (Fletcher) e Dillon Freasier (H. W.).

Em sua quinta obra como diretor, Paul Thomas Anderson vem novamente provar seu domínio da linguagem do cinema numa obra-prima, centrada em um figura que beira o horror. Acompanhamos a história de Daniel Plainview, um dos primeiros barões do petróleo, no início do século passado. Sem muito o que contar sobre seu passado, somos introduzidos ao personagem numa cena muda de quase 15 minutos, em que Daniel busca solitário por preciosidades em uma mina. Após sofrer uma queda e quebrar a perna, ele é obrigado a voltar arrastando-se por vários quilômetros. Sua primeira precaução, antes mesmo de visitar um médico, é certificar-se que a pedra encontrada era valiosa. E quando é confirmado que seu esforço valeu a pena, Daniel ainda consegue abrir um sorriso triunfal. Isso já parece o suficiente para caracterizar o isolamento de Plainview, mas o que vimos a partir daí é a dura jornada de quase 3 décadas de um homem tentando sobrepujar o mundo onde só enxerga o pior.

Alguns anos depois, já no início da exploração do petróleo, Plainview acompanha a morte durante a dura tarefa de um de seus companheiros, que acaba deixando um filho órfão. Adotando o bebê como seu, Plainview "batiza" o menino usando do próprio óleo, o que não deixa de significar o modo como tratará esse filho dali para frente. Além de usá-lo como forma de ganhar confiança nos lugares onde pretende explorar (dizendo ser "homem de família"), Plainview considera H.W. como seu sócio, como se os negócios/petróleo os unissem.

Através da indicação de um garoto, Daniel Plainview chega à cidade de Little Boston e promete trazer a riqueza subterrânea para a árida e pobre vida de sua população. Ali é onde os primeiros conflitos começam a acontecer, hora com as grandes empresas questionando e menosprezando seus esforços, hora com seu adversário na cidade, o carismático pastor Eli Sunday, seguido de perto por vários devotos. Ambos parecem a todo momento pregar para a população, em um interessante embate entre enriquecer ou obter a salvação espiritual. Seu orgulho e crença fazem com que um tente vencer ao outro, mesmo que uma união dos dois talvez fosse o plano perfeito. Um tenso relacionamento que permeia a sociedade americana desde sua fundação.
Pela sua importância como combustível, o petróleo é o que move nosso mundo e, através de seu desprezo pela humanidade, também move Daniel Plainview. Assim como no descontrole de sua extração, a personalidade de Plainview também está prestes a entrar em erupção a qualquer momento, causando destruição e deixando vítimas. Ele é apenas uma pequena amostra do que as grandes empresas e até os governos são capazes quando também tem o "sangue negro" correndo em suas veias. É isso que dá um caráter crítico e universal ao filme, alcançando além de seu realismo, um espetáculo cinematográfico.
"Sangue Negro" é um filme que atinge o ritmo certo, com elegantes passagens de tempo e sempre com cenas relevantes e de profundo significado. Feito para brilhar no papel principal, Daniel Day-Lewis tem sua melhor atuação da carreira ao conferir a segurança de Plainview, mas sempre deixando o espectador instigado com sua inesperada próxima ação. Já Paul Dano é subestimado em mais um de seus papéis, encarnando de forma convincente todos os sermões do jovem pastor Eli Sunday.
Depois do órgão harmônico de "Punch-Drunk Love", Anderson consegue atingir uma complexidade ainda maior ao explorar os sons naturais e acidentais do mundo, ao lado da tensa trilha sonora composta por Jonny Greenwood (guitarrista do "Radiohead"). Às vezes com arranjos dissonantes, às vezes até descompassados, o som garante um desconforto ainda maior do espectador e não parece à toa que um dos personagens fique surdo no meio da projeção.

Em seu ato final, já estabelecido como grande barão do petróleo, reencontramos Daniel Plainview perto da época da recessão americana, renegando seu filho por querer trabalhar sozinho. Eli Sunday também faz sua última visita, desesperado com sua situação financeira, a ponto de ir contra seus próprios princípios. Porém, se já não fosse o bastante humilhá-lo, Plainview precisa fazê-lo vítima no ápice de sua crueldade.
E depois de extrair essa última gota o filme termina, esgotado junto de Daniel Plainview, que diz: "I'm finished". Uma pena que pela "barreira" entre as línguas a legenda em português não consiga transmitir toda a profundidade dessa frase. Mas filme bom é assim: escrever centenas de palavras e constatar que elas falham em ir além da superficialidade. Talvez ficar em silêncio e acenar com um sorriso triunfal já fosse o suficiente.



e.fuzii

domingo, 10 de fevereiro de 2008

[Filme] Medo da Verdade (Gone Baby Gone)

Olá, pessoal. Há muito tempo que não escrevo para o blog, inclusive fiquei devendo comentários dos dois últimos episódios de Heroes. Como isso faz parte de um passado distante, vou pedir desculpas e seguir adiante. Prometo que quando a série retornar, vou manter a periodicidade. O tempo está curto para escrever sobre minhas paixões, mas deixa eu postar aqui meus comentários sobre o filme do Ben Affleck, "Gone Baby Gone", que em breve estreará nos cinemas (com bastante atraso, aliás).


Esse texto foi escrito para meu novo blog, uma tentativa de registrar meus pensamentos sobre alguns filmes e séries que ando vendo. Infelizmente, escrevo menos do que gostaria (praticamente nada ainda), mas um dia chego lá. Aliás, se tiverem um tempinho e quiserem dar um feedback, o link é este.


Vou tentar postar aqui e lá e, quem sabe, render discussões interessantes. Segue o texto, editado apenas para inserir fotos:





“Medo da Verdade” é a adaptação para o cinema do livro “Gone Baby Gone”, do escritor Dennis Lehane, considerado um dos grandes autores de romances policiais da atualidade. Lehane já foi adaptado antes, com o seu “Sobre Meninos e Lobos”, por Clint Eastwood e resultou num filmaço. Como fã dos livros do cara, lamentei quando soube desta nova adaptação por dois motivos:


“Gone Baby Gone” é o quarto romance de uma série de cinco aventuras dos detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, principais personagens criados por Lehane, e que são envolvidos nestes livros em tramas densas, onde a violência e a sordidez estão sempre presentes e que afetam fisica e psicologicamente a vida dos dois. São histórias que podem ser lidas e entendidas individualmente, mas em ordem cronológica são bem mais interessantes, pois o leitor compreende melhor o comportamento dos personagens (protagonistas e secundários) e o fardo que carregam. São cinco livros que dariam grandes filmes policias. Com o lançamento do quarto livro nos cinemas, infelizmente torna-se bem improvável que os outros sejam adaptados, ao menos da forma como deveriam, ou seja, com uma continuidade entre as obras, mesmo elenco, etc.


O segundo motivo de lamentação era saber que “Gone Baby Gone” estava sendo adaptado por Ben Affleck, um desses galãs canastrões que surgem de vez em quando, que nunca fez nada de muito expressivo como ator (embora goste dele nos filmes do Kevin Smith, “Procura-se Amy” e “Dogma” – dizem que ele está ótimo em “Hollywoodland”) e, apesar de já ter levado um Oscar de roteirista por “Gênio Indomável”, nada fazia crer que tinha talento por trás das câmeras. Estrear justamente na adaptação de um livro que gostei tanto me causava tristeza imensa.


Quanto ao primeiro motivo, realmente estava certo. Com a escolha de Casey Affleck para o papel de Patrick Kenzie, o personagem do filme lembra muito pouco o protagonista dos livros, que não só é mais velho, mas também já traz em si as marcas dos traumas sofridos com as três grandes investigações anteriores, narradas em “Um Drink Antes da Guerra”, “Apelo às Trevas” e “Sagrado” (a última aventura é narrada em “Dança da Chuva”). Só este detalhe já acaba com qualquer possibilidade de se criar uma saga cinematográfica da dupla Kenzie-Gennaro, a não ser que refilmem “Gone Baby Gone”, algo muito improvável.



Affleck e Monaghan: novos demais para os papéis.

Para os fãs da obra de Lehane, há outras alterações imperdoáveis, como a pouca atenção dada a Angie Gennaro, que virou figurante de luxo no filme; e a caracterização de Bubba, bem distante do que conhecemos no livro. Um dos personagens mais queridos, Bubba é o amigo psicopata de Patrick e Angie, grandalhão e ameaçador, que só tem carinho pela dupla de investigadores e mais ninguém. No filme, Bubba não só aparece pouco (algo até aceitável para essa adaptação), mas é encarnado por um ator gordo, com cara de moleque e nada assustador. São detalhes que deixam os fãs indignados (eu, pelo menos), mas que pouco importam para a análise da obra em si, que é o que deve ser feito por um cinéfilo.


Então vamos ao outro motivo de receio por essa obra. Primeiro, é bom dar uma sinopse do filme: é a história do desaparecimento de uma menina de quatro anos, que causa comoção nacional, por não haver a mínima pista do que realmente aconteceu. Dias já se passaram e mesmo com toda a polícia local investigando, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro são contratados por parentes da criança, na esperança que eles descubram algo, já que são moradores da vizinhança e teriam maior facilidade em fazer contato com pessoas que poderiam estar envolvidas no caso (a mãe da menina é usuária de drogas e anda com gente barra pesada). É na investigação, junto a uma dupla de policiais, que o casal descobrirá que o caso é bem mais complexo e perigoso do que se esperava.


Contra todas as expectativas, o trabalho de Ben Affleck foi bem recebido pela crítica. Affleck, inclusive, apareceu na lista feita pelo The New York Times dos 10 novos cineastas a se observar (o brasileiro Bruno Padilha foi outro a estar na lista). Na verdade, minha impressão é que o filme foi elogiado mais por ter um roteiro de interesse, boas interpretações (Casey Affleck, irmão mais novo de Ben, está bem e Amy Ryan, como a mãe da criança desaparecida ganhou quase todos os prêmios da crítica) e uma direção contida de Affleck. O ator filma bonitinho, certinho e só. O roteiro acerta nas coisas que deixa de lado no livro, acrescenta uma narração em off no início bastante apropriada, além de uma conversa do protagonista com o personagem de Morgan Freeman já próximo do fim do filme que bem poderia ter estragado tudo, mas que no final das contas deu certo.


Amy Ryan, favorita ao Oscar de Atriz Coadjuvante.

Para mim, o problema da direção de Affleck é não saber dar conta de toda tensão criada por alguns dos momentos-chave do filme: as seqüências em que os personagens encontram um corpo em decomposição; o suposto resgate com a troca pelo dinheiro; a invasão à casa de um casal de drogados; e o assalto no restaurante. Embora o diretor não tenha abusado de cortes rápidos (uma praga que assola boa parte dos filmes atuais), ficou a impressão de uma correria para que coubesse tudo em 120 minutos de filme. Um corte ridículo, quando Angie está no topo do precipício olhando para o lago e imediatamente ela já está mais afastada pegando impulso para pular, é um bom exemplo da falta de experiência de Affleck, que deveria ter investido mais tempo nestas seqüências para efeitos mais dramáticos.


Este ato de Angie acaba se tornando um tanto apressado e patético e não tem a força que o livro expressa tão bem. Isso porque, além de tudo, a personagem é deixada de lado e suas preocupações e sentimentos são expressos apenas em diálogos breves, como seu medo de aceitar o caso por não querer saber o que realmente aconteceu com a menina (o tal “medo da verdade” do título nacional). Um acontecimento importante, deixado de fora do filme, é a sua reação depois da visita do casal a um bar barra pesada, em busca de informações, e um dos homens ameaça estuprá-la (no livro, ela chora e demonstra horror pela violência arbitrária e sem sentido que tem presenciado). Não só situa melhor o papel da personagem, em especial no final do filme, como também ressoa o principal tema da obra.


Essa falta de ressonância dos personagens, e também da encenação de muitas das seqüências acaba por diminuir o filme como um todo, que só resulta em discussão interessante por conta do que já estava lá no livro de Lehane: o belo final, com decisões éticas e morais difíceis por parte do protagonista e que realmente emociona. Mas como cinema, não vemos muito disso nas imagens, nos enquadramentos, no aprofundamento de personagens. É só comparar o filme de Affleck com o de Eastwood. As histórias de Lehane trazem personagens ambíguos, com marcas de um passado doloroso, a violência que contamina e perpassa pela sociedade e a perda da inocência (pedofilia é algo caro ao autor). O clima sombrio de “Sobre Meninos e Lobos”, o filme, é expressão perfeita do que o escritor quis com seu livro (e tema de interesse do cineasta Eastwood). Eu não vejo em “Medo da Verdade” nada em suas imagens que causem forte impressão, coisa que deveria pelo material que o diretor tinha em mãos. A fotografia e a trilha sonora são vitais nesse sentido, mas o que o diretor fornece é apenas aquela coisa certinha, competente tecnicamente, mas artisticamente falha miseravelmente.


Estréia de Ben Affleck na direção: competente, mas sem brilho.

O trabalho de Affleck é louvável. Só acho que não deveria ter começado com obra tão densa. Ainda mais com um livro que é o quarto de uma série de cinco ótimos livros policiais. Por que não começou pelo primeiro, hein?






Hélio.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

[Filme] 4 meses, 3 semanas e 2 dias


Um soco no estômago. Ver esse filme causa um profundo desconforto, uma sensação desagradável. Não é fácil, se você é mulher então, será mais difícil ainda, nuances que somente quem tem o poder de gerar filhos pode compreender.

Trata-se de um filme romeno desprovido de qualquer artifício e artificialismo. Não há trilha sonora durante, não há enquadramentos elaborados, pouca luz, câmera seca e nervosa. Incomodo em cada cena, duro, direto, cruel.

A gravidez indesejada e o aborto são abordados pela perspectiva do sofrimento. Do peso de decisões difíceis, de se viver num país burocrático, moralista, corrupto e que poderia ser em qualquer lugar do mundo...Mas é a Romênia comunista de 1987, sob a ditadura de Nicolae Ceauşescu, que dois anos depois, acabaria. E esse país a beira de uma mudança, em frangalhos e decadente, que se passa a história.

Reprodução

Não somos poupados de nada. Desde a crueza da cena do aborto em si, com a minuciosa descrição/ação do procedimento, ao feto enrolado na toalha ensagüentada. O submundo do aborto e do papel da mulher são mostrados sem sutilezas. Assim como a hierarquia de uma sociedade que deveria ser, em tese, sem classes. A opressão está em todos os níveis.

4 meses...ganhou a Palma de Ouro em Cannes no ano passado e concorreu ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.

É para ver esperando uma porrada. Saí do cinema perturbada, mas convicta de ter visto um filme excepcional.

Danielle Mística









Ficha Técnica:

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
4 Luni, 3 Saptamini Si 2 Zile
Romênia, 2007 - 113 min
Drama

Direção e roteiro:
Cristian Mungiu

Elenco: Anamaria Marinca, Laura Vasiliu, Vlad Ivanov, Alexandru Potocean, Ion Sapdaru

Resumo: Otilia (Anamaria Marinca) e Gabita (Laura Vasiliu) dividem um quarto num dormitório estudantil, nos últimos dias do comunismo, no ano de 1987. Elas estudam em uma universidade de uma pequena cidade na Romênia. Gabita está grávida e o aborto é ilegal no país, mas Otilia irá ajudar a amiga, alugando um quarto num hotel barato e chamando um certo Sr. Bebe (Vlad Ivanov) para resolver o problema. Porém, ao saber que Gabita está com a gravidez mais adiantada do que imaginava, Sr. Bebe aumenta as exigências para o serviço. Ele cobra um preço que as duas não estão preparadas para pagar.
(Retirado de Interfilmes)