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terça-feira, 30 de novembro de 2010

[Fringe] 3x05 6955 kHz

por Alison do Vale


Não via nada de mais nesse episódio no princípio. A questão da misteriosa frequência de rádio que transmitia uma sequência numérica em vários idiomas parecia ser apenas mais uma "ação terrorista" do outro lado. Mas não: o que esses números escondiam era grandioso. Quem acompanhava "LOST" deve ter ficado com a pulga atrás da orelha com a história de números misteriosos transmitidos via rádio, não?
O trabalho de Astrid ao decifrar o código numérico foi fabuloso. Eu, inclusive, aproveito pra dizer que gosto muito quando aproveitam melhor a moça. É um personagem que merece mais espaço e foi de modo bastante inteligente que ela desvendou o que estava por trás dessa transmissão.

A primeira questão levantada foi como aquela transmissão foi capaz de apagar a memória daquelas pessoas. Só que mais importante do que o "como" foi o "porquê". Ficou claro que havia algo naqueles números que alguém estava querendo esconder. Algo que aquelas pessoas estavam prestes a descobrir.

Ajudados pelo dono do sebo, que era um dos aficcionados pelas chamadas "Estações Numéricas", conseguem uma edição rara de um livro denominado "As Primeiras Pessoas" que conta uma história aparentemente absurda mas ao mesmo tempo fascinante de uma civilização anterior aos dinossauros dotadas de uma tecnologia avançadíssima. Foi aí que a história me pegou. Sempre fui interassado em civilizações antigas como as pré-colombianas, a egípcia, etc mas também as histórias envolvendo Atlântida e seu suposto desenvolvimento tecnológico alcançado através do domínio dos cristais que apesar de tê-los avançado tecnologicamente teria sido o responsável também pela sua extinção. Soou então mais forte ainda a referência quando em determinado ponto do livro o autor descreve a grande descoberta desse povo antigo: uma máquina poderosíssima a que chamaram de "O Vácuo". Essa máquina seria capaz de criar e destruir.

Enquanto os agentes avançavam cada vez mais na investigação e se aproximavam do criminoso responsável pelas transmissões Bolivia ia ficando aflita e apreensiva. O envolvimento dela era óbvio e estava se desenhando como parte de sua missão. O homem por trás da frequência de rádio era um metamorfo a serviço de Walternativo. Só que, ao contrário do que pensava o FBI, a intenção na transmissão não era apenas apagar a memória de algumas pessoas mas principalmente atrair a atenção de Peter e os outros para esses números que, como descobriu a agente Farnsworth, eram coordenadas - pontos espalhados por todo o globo de locais aparentemente comuns. Mas foi um ponto em particular que chamou a atenção: o lugar onde encontraram as primeiras partes da máquina do holocausto; a máquina que tanto atormenta Peter e que ele deveria terminar. Peças enterradas há milhões de anos de uma máquina capaz de destruir um dos dois universos.

Começa um novo momento em Fringe. O arco final parece estar se formando. Com Olivia do outro lado já sabendo quem é e as peças do aparelho bizarro de Walternativo já podendo ser encontradas a definição dessa guerra está cada vez mais próxima.
Apesar disso ainda há esperança. Seja pelas palavras de Nina Sharp tentando levantar o otimismo de Walter enquanto fumavam um "baseadinho" na universidade ou mesmo nas citações do livro de Seamus Wiles onde afirma que O Vácuo era uma máquina de destruição mas também de criação.
Peter demonstra que não vai desistir de encontrar uma solução pra preservar a vida não só dos inocentes desse lado mas também do outro universo e entender como funciona o dispositivo pré-histórico é primordial nesse momento. É ainda possível perceber uma fagulha de questionamento nas ações da falsa Olivia. Esse contato com o lado de cá e com o próprio Bishop pode estar fazendo com que ela perceba que escolher um lado pra lutar talvez não seja a melhor opção até por que se até mesmo os metamorfos são passíveis de sentimentos, o que dirá uma humana que não podemos esquecer está cumprindo ordens e acredita ser tudo por um bem maior.

Um último detalhe bastante curioso é o nome do autor do livro: Seamus Wiles é um anagrama para Samuel Weiss, o mesmo nome daquele cidadão esquisito, dono do boliche, que ajudou Olivia a superar o trauma-pós-travessia-entre-universos e que até hoje não sabemos como ele tinha tanto conhecimento sobre o outro lado e todas as outras coisas.

Será que ele vai voltar a aparecer? É bem provável que ouçamos novamente falar dele e quem sabe não seja a ajuda que faltava pra trazer a Dunham pro lado de cá.


Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro


domingo, 28 de novembro de 2010

[Fringe] 3x06 Amber 31422

por Alison do Vale

Já há algum tempo que conhecemos o Âmbar, aquele casulo alaranjado criado pelo Walternativo para conter as anomalias geradas pela visita de Walter ao Universo Paralelo. O que não podíamos imaginar é que as pessoas presas na substância denominada Amber 31422 não estavam mortas e sim em estado de animação suspensa. O caso da semana gira exatamente em torno dessa descoberta onde um irmão tenta salvar o outro que está em estado latente preso dentro da resina. Fato interessante é que os irmãos são gêmeos num paralelo muito feliz entre a situação de Olivia e Bolivia em que percebemos que o julgamento apenas pelos aspectos físicos podem ser absolutamente falhos.

Se não tivemos a ação frenética que vem sendo comum nessa temporada pudemos nos deparar com uma discussão ética fantástica. Na temporada passada já discutíamos a respeito das ações de Walternativo. Até que ponto um homem pode ir por causa de um filho? O sequestro de Peter gerou diversos resultados catastróficos no lado de lá mas também mexeu no modo como o agora Secretário de Defesa vê as coisas. Ambos Walters agiram de forma [quase] irracional quando a questão envolvia a vida de seu filho. Seja o nosso Dr. Bishop quando criou um modo de atravessar pro outro lado e dar a cura pra Peter ou o Walternativo invadindo o nosso mundo pra recuperá-lo. Fringe tenta mostrar que ainda não podemos definir quem é certo ou errado nessa história. Fica a sensação de que todos são, na verdade, vítimas. Isso pode ser provado pelas palavras do próprio Walternativo quando ele diz que "a natureza não reconhece bem ou mal. Apenas reconhece equilíbrio e desequilíbrio".

Nessa busca pelo "equilíbrio" Dunham tem papel fundamental nas mãos do Secretário. Através de um método que nos remeteu aos primeiros experimentos, ainda na primeira temporada, com Olivia submersa no tanque com água e os psicotrópicos. Claro que dessa vez o tanque é bem mais sofisticado e o resultado é atingido com sucesso. Sim, a agente é capaz de atravessar entre os universos em segurança e o responsável por isso é a substância colocada em seu cérebro ainda na infância: o Cortexiphan. Mas o que talvez não esperava Walternativo é que esses testes fossem servir de referência e prova definitiva para que Olivia restaurasse sua mente e finalmente lembrasse quem ela é de verdade. Ajudada também pela projeção de Peter criada pela sua mente ela recupera sua identidade e agora terá que viver esse personagem enquanto procura um modo de voltar pra casa.

O caso da semana fez com que o episódio se tornasse um pouco mais morno diminuindo assim o ritmo da história. Mas nem assim foi um capítulo ruim. Nessa temporada a tônica vem sendo uma coerência na escolha dos casos de modo a fazerem um link funcional entre a mitologia da série e a história do episódio.

Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

[Fringe] 3x04 Do Shapeshifters Dream of Electric Sheep?

por Alison do Vale

Blade Runner, dirigido por Ridley Scott, foi um tremendo sucesso e é até hoje uma das mais belas obras de ficção científica de todos os tempos. Mas a adaptação do livro de Philip K. Dick, ao qual faz referência o nome do episódio, quis mostrar muito mais do que uma megalópole de visual arrojado, escura e chuvosa. Também foi muito além da "Babel" apresentada com sua variedade de etnias e culturas.
Essa atmosfera criada é apenas o pano-de-fundo para uma discussão muito mais profunda: o que é que nos faz humanos?

No quarto capítulo desta terceira temporada de Fringe os shapeshifters são o foco. Quem não se surpreendeu com o tamanho da influência adquirida por essas criaturas? Chegaram aos mais altos postos do governo e sabe-se-lá mais quantos estão agindo sob a tutela de Walternativo. Nós já conhecíamos sua força sobre-humana e como são comprometidos com sua missão, sendo assim verdadeiras máquinas de morte. No entanto, além de sangrarem mercúrio e poderem mudar de corpo descobrimos uma nova característica: a exemplo dos replicantes de Blade Runner, eles podem sentir. Afeto, carinho, tristeza... sensações tão comuns à nós humanos agora expostas através do shapeshifter com família; e nas palavras dele "até mesmo os monstros podem ser incrivelmente doces, puros e capazes de amar".
O que vemos é que esses vilões podem ser também vítimas. Vítimas de um ser cruel e mais desumano que eles: o Walternativo.

Impressionante também o fato de que, não bastassem todas as características físicas que tornam esses seres super-soldados, eles são também verdadeiros bancos de dados.
Enquanto busca, com a ajuda de Astrid, descobrir onde ficam armazenadas as informações coletadas, Walter nos garante as já tradicionais risadas e continua impagável. Já havia sido hilário anteriormente dando uma "aula" aos cientistas da sua recém-adquirida empresa sem as calças. E como previsto é no seu novo laboratório que como uma criança ávida por saber ele relembra da obsessão de William Bell por dinossauros e assim desvenda o local do corpo que abriga o "disco rígido" da criatura.

Entram então em ação Newton e Bolívia na intenção de boicotar os planos do FBI e de Walter.
Numa sequência de ação alucinante com direito a enfrentamento entre Walter e o metamorfo, os bandidos conseguem recuperar o disco e após uma perseguição Newton é encurralado, capturado e posteriormente se suicida na prisão pra preservar as informações que ele mesmo continha. Os dados do senador Van Horn são pegos pela Dunham Falsa que consegue chegar antes dos outros ao carro de Newton e assim manter o seu disfarce vivo por mais tempo.
Disfarce esse que já começa a gerar especulação, principalmente por parte de Peter que se mostra bastante desconfiado da grande mudança de comportamento de Olivia. Só que enquanto a loira conseguir levá-lo pra cama parece que ele vai esquecer a "investigação". =P [mas sinceramente isso não me convence muito não. Ou ele está fingindo acreditar nela pra ir mais à fundo ou é incoerente, porque duvido que um cara tão esperto e inteligente como ele, que inclusive no início do episódio fazia uma análise tão consistente das pessoas no restaurante não consiga suspeitar de nada].

Mais uma vez temos escancarada a vantagem que o Outro Universo tem sobre o lado de cá. Há quanto tempo os metamorfos se infiltram? Os documentos encontrados no gabinete do ex-senador dão a entender que não é pouco.
Talvez a questão que levantei no comentário do episódio anterior ganhe força agora e "membros' do outro lado possam sim trocar de lado, já que esses shapeshifters tem capacidade de questionar suas ordens e quem sabe combatê-las.

O episódio foi ótimo. O que nos deixa ainda mais ansiosos pelo próximo.
Mas episódio inédito só dia 5 de novembro.

Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

[Fringe] 3x03 The Plateau

por Alison do Vale

Quais são as consequências de uma simples decisão? Que eventos podem ser gerados a partir de um ato qualquer? Poderia o bater de asas de uma borboleta aqui no Brasil causar um furacão na Austrália, ou uma caneta esfereográfica ser o gatilho para uma catástrofe?
A "Teoria do Caos" e sua capacidade de nos afastar do determinismo nos fascina e abre um leque de possibilidades infinitas e torna tudo mais espetacular.
E foi nesse cenário que o episódio dessa semana começou; numa das melhores cenas de abertura da série desde sua estreia, se resumiu o momento atual da série e também de Olivia Dunham.

Através dos olhos fixos do rapaz perturbado pelas drogas experimentais pudemos notar as diversas situações acontecendo; seus dedos se movimentando rapidamente como se calculassem no ar nos mostravam que existiam milhares e milhares de variáveis e seguindo seus passos trôpegos vimos finalmente que o vilão dessa semana podia "criar" o caos desencadeando uma série de fatos exatamente porque conseguia prever através de suas contas qual seria o próximo passo de sua vítima.
Não é difícil, ao vermos esse capítulo, nos lembrarmos de uma conversa entre o Doutor Walter e Olivia quando ele a explica o princípio da existência do Outro Universo; aquele em que uma outra versão de nós, a partir de uma decisão diferente da que tomamos desse lado foi moldada e por isso age de outro modo. Obviamente que todas essas mínimas mudanças de cada indivíduo somadas vão criar um mundo completamente único e diferente. Logo, alguém que possa ler essas decisões todas antes que a própria pessoa as tome, pode não só prever suas reações como induzi-la a agir de determinada forma.

Tínhamos então um caso da semana fantástico, o que já seria ótimo. Não bastasse isso, houve uma grata surpresa: dessa vez ficou mais fácil analisar essa Divisão Fringe e deu pra perceber claramente que há um dinamismo muito maior nesse trio formado por Olivia, Charlie e Lincoln. E é interessante fazer até um comparativo com o nosso lado em que há sim um talento nato em cada membro do time e muita competência pra solucionar os casos. Já entre esses três o que se vê é uma sintonia bem maior onde as ideias dos personagens se complementam fazendo que o departamento do outro Universo pareça bem mais coeso e forte. [Sem falar que, apesar de gostar muito da "nossa" Olivia, a versão ruivinha-mais-pra-cima-e-sorridente da agente me agrada demais =P].

Em meio as investigações dos acidentes misteriosos que depois se mostraram não ser mero acaso, Olivia começa a ter algum tipo de alucinação. Uma espécie de esquizofrenia-quase-lúcida se isso existisse. Mas se tratando de Fringe, tudo é possível não é mesmo? Essas visões lhe trazem imagens de Walter e de Peter que começam a lhe dar um choque de realidade e quem sabe não seja assim que ela irá retomar sua consciência. O "patamar" que dá nome ao episódio e que supostamente é o ponto-sem-volta a que a mente da agente Dunham deve chegar para assumir de vez a personalidade de Altívia pode estar ruindo. O que um beijo apaixonado não faz hein? hehe. Há ainda a desconfiança de Charlie quanto a verdadeira identidade de sua companheira.
Será que ele irá mais a fundo tentando desvendar essa verdade? Poderia algum membro do Universo Paralelo se "converter" ao nosso lado se por acaso descobrisse o que fez o Walternativo?
E Olivia? Confiará ela em Broyles para lhe revelar essas visões? E ele será capaz de tirar a vida da agente caso seja necessário?

Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
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sábado, 2 de outubro de 2010

[Fringe] 3x02 The Box

por Alison do Vale

Fringe retornou realmente arrebatadora. Me atrevo a dizer que foi como ter uma segunda season premiere, já que com a alternância na exibição dos universos [créditos iniciais em azul, e não em vermelho dessa vez] pudemos ver de modo mais abrangente como ficou o nosso lado após os acontecimentos da temporada passada.

E de cara já noto uma diferença muito positiva no andamento do episódio; Sou daqueles que se incomodavam um pouco quando o capítulo focava apenas num caso específico e deixava a história principal de lado. Aparentemente encontraram uma solução fantástica pra essa situação: tranformar o caso da semana em "peça" fundamental à mitologia. E começaram fazendo isso literalmente.

A misteriosa caixa que dá título ao segundo episódio, além de causar um transe que levava suas vítimas à morte por causa de ondas ultrassônicas era, mais do que apenas um dispositivo assassino, parte integrante da Máquina do Juízo Final - o aparelho assustador criado pelo Walternativo que depende de uma interface humana [no caso seu próprio filho, Peter] para causar a destruição de universos. O nosso, a propósito...

Sobre essa máquina vale ressaltar dois pontos interessantes. O primeiro, e mais óbvio, é o trauma e confusão pela qual o jovem Bishop está passando depois de saber sua "função" no funcionamento do mecanismo mas o mais importante é notar o quão bem planejado está o esquema do Secretário de Defesa. Quando o objeto integrante do implemento de destruição parecia ser apenas mais uma engenhoca somos surpreendidos com a real intenção de chamar a atenção do FBI pra fazer com que a peça chegasse até as mãos de Peter.

Para que haja êxito na realização dos intentos de Walternativo ele escolheu uma dupla realmente preocupante. Altívia - a Olívia do outro universo - e Newton que por estar há muito tempo deste lado, tem vasto conhecimento do nosso mundo e recursos para alcançarem seus objetivos.

Vemos que o disfarce da Olívia alternativa não é tão simples. Apesar da aparência idêntica fisicamente, as mudanças no seu comportamento e temperamento são bastante evidentes. Claro que mais pra nós que sabemos da verdade, mas sinceramente não acredito que ela conseguirá manter esse segredo por muito tempo, até mesmo porque suas atitudes com relação aos casos cedo ou tarde irão revelar sua falta de empenho na resolução dos mesmos. Por enquanto a sua missão prossegue e ela deve iniciar agora um trabalho com o Dr. Bishop.

Doctor Walter Bishop... este merece sempre uma atenção especial. Seja desenvolvendo um modo de criar leite achocolatado a partir da pobre vaca Gene ou degustando um pouco de cérebro [o.O] de sua gravata, trata de garantir boas risadas. Mas todos sabemos que muito mais do que isso seu papel é vital nessa "guerra", iniciada por ele mesmo no final das contas. Agora, além de toda informação, inteligência e conhecimento que Walter já possuía, a herança deixada por William Bell a ele, as ações de toda a Massive Dynamics, vai colocar o lado de cá de volta ao páreo e minimizar aquela vantagem adquirida pelo Universo Paralelo a qual me referi no comentário do episódio anterior. Isso por que não sabemos ainda o que foi que William deixou para Nina. Tenho certeza que ela adorou o "Sino" da Toscana, mas duvido que ele não tenha deixado algo mais que poderá ser útil nessa batalha futuramente.

Mais intrigante do que saber que a caixa era uma peça da arma de aniquilação de Walternativo é, como bem questionou Broyles, entender por que diabos há partes da máquina deste lado? Seria um meio de fazer com que Walter construísse uma nova versão da arma? Ou de algum modo, reunidas as partes restantes e no contato com Peter elas possam enfim ativar a geringonça a partir do nosso mundo sem que ele soubesse?

Como não será nada fácil combater esses inimigos que parecem estar sempre um passo à frente, seguir o conselho de William Bell e "cruzar a linha" será crucial para que este lado saia vitorioso e desfaça de vez o plano do Lado Alternativo.


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PS.: "Silencioso, mas FATAL." [Bishop, Walter]


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[Alison do Vale]
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sábado, 25 de setembro de 2010

[Fringe] 03x01 Olivia

por Alison do Vale


Como já era de se esperar, a terceira temporada de Fringe veio com tudo mostrando a repercussão da "troca de Olivias". Começou pra lá de empolgante e com muita velocidade. Não à toa o ambiente principal do capítulo é um Táxi em constante movimento.
Também agora temos uma personificação mais evidente do grande vilão da série: o "Walternate", como diz Peter. É dele que provém a ideia de que há uma guerra iminente e quem antes parecia apenas um homem desesperado por ter seu filho sequestrado de volta, a exemplo do final da temporada passada, se mostra extremamente consciente de seus atos e com aspirações ardilosas [como aprender como Olivia e os outros conseguiram se transportar para o "outro lado"].

O episódio todo [exceto a cena final] se passou no Universo Alternativo. Inclusive, a julgar pelas cores diferentes na abertura da série [vermelho] acredito que devemos ter uma alternância entre os universos exibidos em cada episódio.

Vemos a agente encarcerada pelo Secretário de Defesa. Mas a prisão em si é o menor dos problemas.
Dunham além de sozinha nesse universo desconhecido é submetida a uma série de injeções com a intenção nada mais, nada menos do que transferir as memórias da Olivia Alternativa para a prisioneira.

É nesse ponto que a história fica eletrizante com a fuga espetacular de Olivia que tenta, em vão, encontrar um caminho de volta pra casa enfrentando os agentes do lado inimigo enquanto luta contra a própria mente e a falsas memórias pululando em seu cérebro. Durante a perseguição somos também brindados, claro, com mais um vislumbre muito bacana da Terra Paralela. Os dirigíveis já característicos, bicicletas com design peculiar e alguns detalhes como um anúncio oferecendo "Vôos diários para a Lua" ilustram esse novo mundo e vão demonstrando as diferenças entre os 2 universos. Entre essas diferenças vale destacar a ausência da Massive Dynamics, reduzindo ainda mais as chances de Dunham retornar.

Quando o plano do Walternate parece ter falhado em convencer a agente do FBI de que ela não era de outro universo o acaso entra em ação e o inesperado acontece: a adrenalina liberada por ocasião da fuga, somada ao cenário criado [a tatuagem em sua nunca, por exemplo], bem como o encontro emocionante entre Olivia e sua mãe [morta na outra realidade] foram determinantes pra que as drogas se tornassem eficazes.

Parece que já desde o início o Lado Alternativo exibe alguma vantagem nessa "guerra", principalmente porque há novamente um infiltrado desse lado e dessa vez não é apenas um transmorfo mas Altivia; uma Olivia que em [quase] tudo se assemelha com a verdadeira. É cedo ainda, é verdade, mas até então ela não despertou nenhuma desconfiança entre o grupo e tendo a verdadeira Olivia fora-de-combate por enquanto Peter e os outros estão absolutamente vulneráveis.

E assim o que nos resta é confiar em Olivia, assim como aconteceu com o taxista, que mais do que nunca terá que encontrar forças pra combater um adversário que agora ela se esqueceu que tem.

Com um ótimo início de temporada focado bastante na mitologia da série, torço pra que os "freaks da semana" percam espaço e a história que é realmente importante e fascinante continuem dando o tom e conduzindo Fringe.

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[Alison do Vale]
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

[Fringe] 02x06 Earthling

por Alison do Vale

Então, depois da pausa, Fringe retorna meio que em marcha lenta. Antes que digam "mas como assim???? o episódio foi demaaaaaais" já aviso que não é uma crítica e mais uma análise do que creio ser a proposta atual do seriado.
Não foi um episódio ruim, okey, mas não graças à história que nada trouxe de relevante pra trama principal, e tão pouco pelo caso-pano-de-fundo. O responsável por manter a atenção do expectador lá em cima foi Lance Reddick: o formidável ator por trás de Philip Broyles.
Pela primeira vez o personagem foi o centro das atenções e foi bom poder se aprofundar um pouco na vida pessoal do agente. Impecável atuação, desde a interação com o garotinho no restaurante [hahaha] até o desfecho com a bala salvadora no crânio do cosmonauta russo. Só que o motivo da obsessão de Broyles pelo caso do Homem-Sombra, não era nada convincente e acabou por me desencantar um pouco. Mas tá bom! Agora temos certeza que ele está realmente empenhado em salvar vidas, porque é bem verdade que o cidadão é tão misterioso que por vezes as suas intenções eram dúbias.

Nota: gostei muito dos efeitos especiais do episódio e das intervenções sempre arrebatadoras de Doctor Bishop. Destaque para as tentativas de resolução da fórmula principalmente usando o brinquedo para construção da maquete. Em compensação Ana Torv esteve meio apagada e Olivia pouco trabalhou dessa vez. Não sei se é o "coque" no cabelo mas ela tá meio estranha ultimamente... [=P]

No final das contas não acredito que seja esse o mote de Earthling. O que ficou pra mim é a vontade de J. J. Abrams de estabelecer definitivamente Fringe como um marco da ficção científica e nessa missão ambiciosa não se farta de preencher seus capítulos de simbolismos, clichês e referências conhecidas.

Escolher Leonard Nimoy para ser William Bell não foi aleatório, bem como exibir o World Trade Center intacto na outra dimensão. Fringe vai aos poucos criando uma estrutura sólida baseada em imagens fortes e de grande apelo para com o público.

Dito isso fica evidente que a escolha do nome do episódio remete aos clássicos do romance ficcional de Robert Heinlein como Red Planet [onde o termo earthling foi usado pela primeira vez] e também Stranger in a Strange Land. A história do homem desbravando novos mundos e o que isso implicaria aqui na Terra. Inclusive é um tema bastante recorrente, explorado por exemplo em HQs do Homem-Aranha em que astronautas voltando do espaço trazem consigo um simbionte parasita.
E por que todas essas alusões não são ruins? Primeiro porque são bem dosadas e inteligentes. Segundo porque são pertinentes pra criar um painel onde o inimaginável não tem limites! Ele atravessa outros mundos, interdimensionais ou não.

Pra completar a globalização da Ciência de Borda, a inclusão de um experimento russo [Russian Fringe Science, como disse Peter] reforça a necessidade atual de descentralização da ficção estadounidense. Não só faz menção à velha disputa tecnológica entre EUA e Rússia desde a Guerra Fria como também demonstra que a conspiração é muito maior e mais extensa abrangendo outras agências governamentais tanto norte-americanos como de outros países. Recentemente o filme Distrito 9 fez uma abordagem diferente também usando Johanesburgo [na África do Sul] como cenário de uma invasão alienígena.

O que venho gostando é do "tato" nos roteiros de Fringe. Se não avançam na história, pelo menos entretém, e muito. Diverte e "perturba" em igual proporção. Ponto pra eles.

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[Alison do Vale]
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

[Fringe] 02x05 Dream Logic

por Alison do Vale

Uma coisa que me chateia em Fringe é uma certa inconsistência. Como já acontecera na temporada de estreia, o ritmo novamente é quebrado de forma muito brusca. Na temporada passada ao menos podíamos justificar com os hiatos que interrompiam a sequência. Dessa vez não há desculpa: o episódio foi mesmo fraco.

Serviu mais como homenagem póstuma ao agente Francis do que qualquer outra coisa.
Olivia se sente absolutamente resignada e inclusive seu coque torto denota seu abatimento. Também pesa o fato de ter sido ela a dar cabo da vida do amigo. Tá, não era ele... mas visualmente era, o que torna a coisa ainda mais confusa pra loira. É inegável que a proximidade entre os 2 era grande, fazendo com que eu pensasse que eles viveriam até, quem sabe, um affair ou algo que valha, já que Peter parecia mais interessado na irmã da agente.
Diante de todo esse turbilhão de novas situações em sua vida vale mais uma sessãozinha terápica com o Yoda do Boliche, Sam Weiss. Vale dizer que achei bem esdrúxula a forma de dizer a Dunham que ela irá ficar bem com o lance dos cartões de gente vestida de vermelho.

Acontece que tudo se torna mais desinteressante quando o grande enredo fica de lado. Antes a intenção por trás das investigações dos casos bizarros era mostrar a possível ligação entre os casos e uma conspiração maior encabeçada pela Massive Dynamics. O que acontece agora é uma confusão entre quem está do lado de quem. Aí as histórias isoladas como a do cientista viciado em sonhos acrescenta pouco ou nada pra trama principal. Que há casos que se encaixam no Padrão mas que não pertencem a nenhuma Organização do Mal nós já sabemos - vimos isso com o pai do menino-escorpião. É hora de se aprofundar na história que realmente importa. Tem uma guerra vindo aí, oras.

Pra não dizer que foi absolutamente dispensável, a cena final reascendeu as esperanças mostrando uma situação que abriu meus olhos para algo que não tinha me atinado ainda: assim como há 2 Williams Bell, há também 2 Walters. E quando digo que isso passou despercebido por mim, digo que não tinha me tocado que o Walter da outra dimensão perdeu seu filho já que ele agora está na nossa dimensão. O pesadelo de Peter pareceu ser exatamente o momento do "sequestro". Seria absurdo pensar que o Eu-paralelo do Dr. Bishop poderia tentar alguma manobra pra reaver o filho perdido tal qual sua versão desse lado?

Apesar de me incomodar bastante, não me preocupa o fato de não ter gostado desse capítulo. Tenho fé no futuro que a série tomará, pois mesmo com esse episódio sendo ruim, a estrutura de Fringe é sustentada pelos vários episódios acima da média e é por eles que me baseio e espero que sejam eles a povoar os comentários aqui.

No final das contas we're gonna be fine.

Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

[Fringe] 02x04 Momentum Deferred

por Alison do Vale

Sabe quando começamos a assistir um episódio e logo no "Previously on..." já ficamos alvoroçados, é certeza de que teremos um capítulo bom não é? Nesse caso a certeza era ainda maior pois ver Leonard Nimoy na tela é garantia de sucesso. Se o homem já é um mito por ter encarnado durante tanto tempo Spock na saga Star Trek, os aficcionados por ficção [bela aliteração =P] não poderiam estar mais contentes tendo Nimoy interpretando William Bell. Pois sim, foi com grande alegria que pudemos ver o desfecho da tão esperada conversa entre Bell e Dunham. Depois de tanto lero-lero com Sam Weiss o que ajudou mesmo foi o Suco de Platelmintos que reacendeu suas memórias e nos brindou com uma das melhores e mais reveladores cenas da série. A conversa por si só já era mesmo o máximo, com várias respostas e tal... aí a roupagem que deram pro diálogo foi fabuloso! As tomadas de câmera e cortes, os sons ambientes somados à voz mimetizantes de William e a fotografia/cores. Demais. Foi tão nauseante quanto a própria viagem de Olivia.

Que uma guerra se aproxima nós já estamos cansados de saber, mas a fusão catastrófica entre os mundos é uma [desagradável] novidade. A chamada "Grande Tempestade" parece cada vez mais inevitável já que "O Cabeça" [hehe] do outro lado foi encontrado em criogenia e tem a missão de abrir o portal que unirá os dois universos. Por falar em portal, foi muito interessante descobrir que Olivia vinha sendo realmente preparada por Bishop e Bell pra se tornar um soldado e acabou se convertendo na mais forte dentre todos os "treinados" pela dupla; por isso cabe a ela a responsabilidade - ainda não aceita - de proteger o portal. Logicamente o outro lado tratou de formar seu próprio exército: os shapeshifters, ou metamorfos, como queiram.

Outro ponto importante tange a questão da aceitação das responsabilidades. Mesmo a contragosto, Olivia foi escolhida pra salvar o futuro do universo. Não é pouca coisa e tem um peso enorme, claro; daí a importância da participação de Rebecca Kibner, que mais do que um possível affair de Walter veio pra mostrar o ponto de vista de quem abraçou a habilidade adquirida sendo cobaia de Walter como um dom. Ter isso em mente será fundamental para que Dunham assuma essa posição o quanto antes já que o pessoal do outro universo tem suas metas bem definidas.

Pra encerrar tivemos a despedida definitiva de Charlie Metamorfo Francis. Com um ar bem Terminator o personagem de Kirk Acevedo encerra sua participação depois de enfrentar as balas da agente Dunham... [cheguei até a pensar que ele fosse se regenerar com aquele mercúrio todo correndo pelas veias... ainda bem que não].

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Alguns Pê-Ésses:
• A agente Jessup, que parecia estar ingressando na turma rapidamente sumiu hein? Será que se arrependeram de colocá-la na história ou estavam só esperando Charlie sair de vez?
• Fiquei na expectativa de que a Rebecca soltaria sem querer que Peter era do outro mundo! @.@
• Ri muito do Walter pedindo dinheiro ao Peter pra sair com a ex-paciente;
• Até agora não sei qual é a da Nina Sharp: ela está do lado de quem afinal? Aliás, essa pergunta me leva a outra: se William Bell está do outro lado mas aparentemente defende o seu "lado original", haveria no outro mundo um William original de lá?


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[Alison do Vale]
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

[Fringe] 02x03 Fracture

por Alison do Vale


Essa segunda temporada de Fringe está de tirar o fôlego pois mesmo os capítulos que parecem ser aleatórios para a mitologia acabam se transformando em peças fundamentais para a trama total.
Não que Fracture tenha sido impecável e nem o caso da vez a ser solucionado era tão interessante, mas mesmo assim foi esse o caso que nos levou ao final extasiante do episódio.

Olivia continua seu treinamento jedi com Sam Weiss [a referência apareceu outra vez no episódio, juntamente com uma alusão ao coelho - que agora está cada vez mais vinculado à série devido ao animal que guia Alice ao mundo mágico em Alice no País das Maravilhas, tendo seu relativo em Fringe com William Bell] e suas memórias da viagem à outra dimensão estão cada vez mais claras, mas com elas vem tonturas, dores de cabeça lancinantes dentre outras mazelas.

O que parecia ser um atentado terrorista com uma explosão no metrô mostrou ser na verdade uma arma biológica implantada em cobaias militares. A investigação levou Olivia e Peter até o Iraque - ironicamente onde os dois se conheceram - e foi então que, além de mostrar que Peter realmente é influente no país, descobriram a ligação de um tal Coronel Raymond Gordon com os incidentes.


Importante ressaltar que novamente a discussão ética "se os fins justificam os meios" está em evidência. Não é a primeira vez que ouvimos alguém dizer que determinada ação foi preventiva, em prol de um Bem Maior. No caso do coronel não foi diferente e os modernos-homens-bomba instruídos por ele visavam impedir uma entrega que, segundo Raymond, era de suma importância e iria "destruir a todos" [apesar de sequer imaginar o que havia dentro]. Mas o que Gordon não viu foi a cena final que nós pudemos vislumbrar.

Surpreendente é pouco. O vidro de pimenta sendo esvaziado sobre o sanduíche quase me tirou a atenção do que havia na maleta. Lá estava ele, O Observador, misterioso como sempre verificando o conteúdo da mala: fotos de Walter Bishop!
Pra aumentar a apreensão, durante o interrogatório, o coronel revela a Broyles seus motivos para utilização das bombas alegando que estaríamos sendo ameaçados de destruição por "eles". Pois é, seriam Observadores... se o careca sozinho já é medonho, o que dirá um grupo maior.

"...eles estão aqui, coletando dados, fazendo observações [...]" afirmou.
Esse discurso me remeteu rapidamente a Taken [seriado muito bom de Steven Spielberg onde a temática aborda invasões alienígenas, seus experimentos na Terra e a dúvida sobre seus propósitos].
Não, não estou dizendo que sejam extraterrestres, de modo algum. Mas acho a comparação válida no sentido de que o desconhecido se torna mais pavoroso pois se mesmo a divisão Fringe sabe nada ou quase nada sobre esse adversário e ele já está estudando e coletando informações do lado de cá só faz pensar que a vantagem, pelo menos por enquanto está do lado deles.


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[Alison do Vale]
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

[Fringe] 2×02 Night of Desirable Objects

por Alison do Vale

O segundo episódio da temporada não foi tão bom quanto a premiere. Não que não esperássemos; é que estamos tão mergulhados na mitologia que "fugir dela" trazendo o freak da semana é quase decepcionante mas nem por isso Night of Desirable Objects deixa de agradar.
Fato é que, como sugere o nome do episódio, em meio a tantos eventos bizarros o momento é de desejar algo diferente. A alusão à isca de pesca apenas vem ilustrar o que os membros da divisão Fringe vem fazendo há tempos: lançado ao "mar de aberrações" suas varas na esperança de encontrar uma solução, um motivo, algo que realmente explique todo esse emaranhado.

O monstro da vez era um garoto que sequer devia ter nascido pois sua mãe havia sido acometida por Lúpus. Então o paralelo, mesmo que distante entre a paternidade-quase-insana de Walter com o pai do menino-escorpião que fez o que pode pra salvar a vida de seu filho é bastante válida.

É evidente também nesse capítulo que o envolvimento com o Padrão as vezes fica em segundo plano. O que se vê é que as possibilidades tecnológicas e científicas são inúmeras e o que predomina é a ignorância do restante da população e uma conspiração que visa encobrir essa verdade. Até mesmo cientistas anônimos e sem pretensões terroristas fazendo experimentos loucos mas [em suas mentes doentias] em prol de algo positivo.

Olivia agora precisa resolver os casos num House Style. É... de bengala e tudo. Mas o que ela perdeu em mobilidade devido ao acidente ganhou em percepção. Por algum motivo ainda desconhecido, aparentemente sua viagem interdimensional proporcionou a ela uma espécie de superaudição ou hipersensibilidade fazendo com que o simples roçar-de-pernas de uma mosca cause um forte zunido em seus ouvidos. Se ela pode aprimorar esse novo talento nós não sabemos. É aí que entra Sam Weiss que indicado por Nina Sharp começa uma relação Mestre/Padawan com a agente Dunham, no melhor estilo Star Wars. Ele conhece bem os sintomas causados por esse deslocamento pro 'outro mundo' e como também ajudou a vice-presidente da Massive Dynamic me faz acreditar que tanto ele quanto Sharp também tiveram experiências semelhantes a de Olivia.

Essa nova habilidade ajudou Dunham a solucionar o caso; não sem a ajuda de Peter que está cada vez mais engajado e participativo. Seu personagem além de ganhar importância nessa temporada ganhou também maturidade, tanto na resolução dos mistérios quanto no relacionamento com seu pai. Como espero que uma das grandes revelações, já nessa temporada, seja relacionada ao passado do Bishop filho, essa ligação mais estreita entre os dois é essencial para selar a paz no futuro.

Enquanto isso o Bad Charlie está definitivamente infiltrado e sua nova missão agora implica em tentar tirar toda e qualquer informação de que Olivia se lembre e mesmo desajeitado com o corpo novo o metamorfo continua enganando bem a agente.

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Agora os Pê-Ésses:
• além de muito emocionante, a cena em que Walter declara à Olivia que não saberia o que fazer caso ela morresse de fato, nos deixa uma pergunta importante: esse pesar todo é somente sentimento de culpa por se sentir causador de tudo isso pelo qual Dunham está passando ou ainda há mais coisas escondidas no cérebro genial do velho cientista? Eu aposto forte na segunda opção. Não nos esqueçamos de um dos momentos no final da temporada passada em que o Observador "vem buscá-lo" vai saber por que.
• por falar em Observador, quando saberemos mais sobre o careca? Dizem que ele aparece em todo episódio... nesse eu procurei mas não encontrei em lugar nenhum. =S
• e quem estaria por trás das mensagens da máquina de escrever? Quem [ou o que] passa as informações continua sendo um mistério.

Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

[Fringe] 2x01 A New Day in the Old Town

O retorno de Fringe foi, em uma palavra, intenso!
Com a trama já bem desenvolvida depois da última temporada, é visível que sobrou mais espaço pra dar vazão a outras situações. Como o Padrão já está "escancarado" o que se nota agora é a necessidade de se aprofundar na história e em como cada um está envolvido nela religando passado e presente.

Logo de cara, a possibilidade de Peter Bishop ser o Peter de uma realidade alternativa, lançada na temporada passada, é uma história que devemos ver com mais detalhes. Walter não consegue esconder [pelo menos não de nós] que esse mistério está vivo em sua mente.

Olívia, depois da insólita conversa com William Bell naquele universo paralelo e seu ressurgimento espantoso tem zilhões de questionamentos em sua mente. Teria ela uma missão a cumprir? Ou quem sabe uma mensagem a ser passada? Obviamente que acordar de um coma dando conselhos em grego [Einai kalytero anthropo apo ton patera toy] a Peter não costuma ser nada normal.

Pois o "seja um homem melhor do que seu pai" pronunciado pela agente Dunham mexeu não só com o jovem Bishop mas com todos os espectadores. A sensação de que Bell estaria tentando se comunicar com o "nosso" mundo parece bastante evidente. Apesar disso há uma corrida contrária que visa impedir qualquer ação a que Olivia esteja destinada.

Aos poucos vamos sendo apresentados aos que talvez sejam os verdadeiros vilões. À medida em que os casos vão sendo resolvidos os nós nem sempre são desatados, mas se tornam "pontos" que ligam uma grande rede; rede essa que vai além da nossa realidade e nos leva a conhecer uma espécie de soldado metamorfo com tecnologia avançadíssima e uma meta bem clara: eliminar Olivia. Vale destacar o modo peculiar como as informações são transmitidas ao assassino.

E como a loira estava num pós-trauma em escala interdimensional [=S] coube a inclusão de uma nova personagem - a agente júnior Amy Jessup [Meghan Markle]. A moça é bastante obstinada e já garantiu seu lugarzinho no Clube da Bizarrice roubando conseguindo informação restrita sobre o que a trupe de Philip Broyles faz. E a entrada dela, além de bem aceita pelo grupo, servirá para revirar o baú de mistérios não resolvidos com ânimo novo.

Aí um gancho interessante: o ator Kirk Acevedo ganhou um upgrade em seu personagem. Acontece que o perseguidor de Dunham assume o corpo do agente Francis e deve ficar infiltrado trazendo um forte conflito nessa temporada. Outro motivo pra adesão de Jessup pois ela deverá ser a nova responsável pelo elo de ligação entre a Fringe Division e o FBI.

Também sobrou espaço pra outra coisa nessa nova temporada: romance...
Rachel, na iminência do desligamento dos aparelhos da irmã, acaba revelando a Peter o interesse de Olivia por ele - não que ele já não soubesse. E entre atentados contra suas vidas e flores ao pé da cama o casal tende a se aproximar nos próximos capítulos.
Mas não foi só. Um surpreendente beijo entre Broyles e Nina Sharp ilustra o motivo pelo qual os dois são aliados em suas decisões.

Pra quebrar um pouco o impacto, como de costume, ainda deu tempo do bolo-de-aniversário-do-Peter que Walter fez questão de fazer. O que mostra que aos poucos pai e filho estão deixando o passado pra trás e se dando uma nova chance.




[Alison do Vale]
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

[Fringe] - Impressões da 1ª e expectativas para a 2ª temporada

Fringe foi lançada nos EUA no dia 9 de setembro de 2008 mas antes mesmo desta data, o episódio "vazou" e os cerca de 45.000 downloads em menos de uma semana registrados pelo site Mininova e os 12 milhões de dólares investidos na produção do mesmo já atraíam fortemente as atenções.
A série também contava com a assinatura de J.J. Abrams na criação. O nome do responsável pela criação de Alias e LOST obviamente colaborou para arrebatar mais e mais curiosos.
Não podemos deixar de falar da polêmica em torno das semelhanças com a consagradíssima Arquivo X. Semelhanças que inclusive foram assumidas pelo próprio diretor que admitiu ter se inspirado não só em Arquivo X mas também em Twiligth Zone e histórias de Michael Crichton [famoso por suas obras ficcionais como Jurassic Park] para desenvolver o roteiro. Tudo isso acabou dando ao novo seriado mais publicidade ainda pra sua estreia e afirmo: Fringe não decepcionou!

Quanto às críticas que dizem que Fringe é cópia disso ou daquilo eu não concordo. Mas mesmo que concordasse não vejo onde isso é prejudicial. Mais do que uma referência à Arquivo X, Fringe faz uma reverência, uma quase-homenagem. J.J. bebeu da mesma fonte que Chris Carter [criador da série dos anos 90] e assim temos uma temática parecida e que parte dum princípio comum mas que acaba desenhando outro rumo.

O nome Fringe provém do termo fringe science ou ciência de borda - ciência essa que se refere a todos tipos de manifestação anormal que a ciência natural não consegue explicar. Coisas que a ficção científica exibe em filmes e livros e que a pseudo-ciência tenta mesmo sem demonstrações práticas provar que existem. Teletransporte, leitura mental e manipulação genética são apenas alguns dos exemplos de situações que Olivia Dunham, uma jovem e talentosa agente, procura solucionar nessa nova divisão do FBI a que foi recrutada.
Interpretada pela australiana Ana Torv a personagem investiga os casos sob a supervisão do excelente Lance Reddick [Mathew Abbadon de LOST] como Phillip Broyles.

Para ajudar em suas buscas a agente Dunham monta uma equipe de caráter duvidoso mas extremamente capaz.

Walter Bishop foi cientista do governo dos EUA durante os anos 70. Sendo responsável por uma série de experiências nada comuns envolvendo ciência de borda e após ter se envolvido num incidente no seu antigo laboratório em Harvard foi internado num hospital psiquiátrico onde ficou por 16 anos até ser tirado de lá pelo seu filho Peter [Joshua Jackson, de Dawson's Creek] - com quem não mantinha boas relações - a pedido de Olivia D. O filho de Walter também é considerado gênio. Com um QI acima da média, apesar de um temperamento um tanto conturbado é o único capaz de interpretar e traduzir os pensamentos e ideias de seu pai.


E não há somente o predomínio do mistério mas também um coerente uso do humor que torna cada episódio absolutamente envolvente.
A teoria da conspiração fica quase escancarada quando se percebe que os casos não são isolados e a intrincada rede de acontecimentos bizarros aos poucos vai transformando o planeta num verdadeiro "laboratório gigante" e cada evento se mostra uma pequena parte de um padrão absolutamente chocante.

A primeira temporada de Fringe dificilmente vai desapontar quem ainda não viu e quem teve a felicidade de assistir com certeza está ansioso pelo início da nova temporada que começa no dia 17 de setembro.

[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro