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sábado, 2 de outubro de 2010

[Dexter] 5.01 My Bad

Por Danielle M




"Fui eu". Minha culpa, máxima culpa. O que ele temia aconteceu. Assim começa Dexter 5a temporada. E ao que tudo indica, sua última. O que é preciso fazer para que esta temporada seja diferente? Um elemento novo, não necessariamente surpreendente, mas com efeito de nos prender e deixar sobressaltados. Afinal, o que mais poderia acontecer a ele?

Tudo começa caótico. Dexter num estado zumbi transtornado. Aquela perguntinha maldita que ele, e nós também, fizemos,  "porque não matei Trinity quando tive a chance?". Pois é. A pobre e inocente Rita e a sua relação foram enterrados. Lamento muito, mesmo com suas chatices, adorava ver a dinâmica entre eles. Mas essa história acabou. Foi bacana ver o começo de namoro. Porém...



Porém eu esperava que a série fosse para um outro rumo, e neste episódio deu bons passos para ele, Dex como um cara solitário de fato e fugindo. Mas não durou muito, até porque Laguerta e Angel sabem do álibi, afinal, Dex foi padrinho de casamento deles. Esse novo Dex que mata sem o menor planejamento, desordenado, visceral, e com muito sangue, ahhh, ele prometia...

Mas aí,  após matar o cara sem a menor cerimônia e nas palavras de Harry ainda como consciência persistente,  "primeiro ato humano que você fez após a morte de Rita", já percebi que as coisas não mudariam assim.  Mas tenho esperanças, Julia Stiles entrará para o cast. Quem sabe não precisamos mais ouvir/ver Harry, "Você precisa voltar". Ah não,  volte para o limbo e deixe Dex ser livre para ser o que é.



Cenas legais :

- Astor segurou bem a cena com Dex.
- Masouka, o sem noção, dizendo que sempre imaginou Rita nua, mas não daquele jeito.
- Detetive insignificante  Quin transando com Debra e ela dispensando depois. ehehe
- Dexter com orelha de Mickey contando a Astor e família que Rita morreu.
-Dex suspeito



**fotos:reprodução google images

/dannamagno

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

[Dexter] 4.12 The Getaway - Season Finale


***


Por Danielle M



Eu não esperava ser surpreendida nesta season. Mas não por baixa expectativa, apenas porque Dexter não é Lost, não é uma série que se prende a viradas mirabolantes, suspense indecifrável ou gancho persistente. Começa e termina com seus conflitos sem maiores delongas. O que é mais caro são os personagens, suas motivações, seus diálogos internos, suas verborragias, enfim, o mote são as pessoas, como elas reagem frente aos fatos que se apresentam. E por isso a considero absolutamente humana, imprevisível e coerente. Imprevisível porque quase nunca sei como eles reagirão. Os acontecimentos, os crimes, ficam para segundo plano. Sempre.

Essa temporada não foi unânime. Muitos consideraram inferior. Olha, sempre vejo Dexter com a certeza de presenciar algo em constante evolução. Ora, nenhuma season é semelhante a outra. Seja no defecho, no desenvolvimento e, principalmente, nas ações - e reações, de Dex.


Posso ser você ***


Mas esta season, ahh, esta season levou Dexter ao mais alto patamar de série dramática.
O fim de Arthur foi previsto tranquilamente por mim e por vários. Jogou a toalha mesmo. Mas quando a gente acha que acabou, que já foi coisa suficiente, vem aquele desfecho que me me fez ficar bamba. JURO! Fiquei trêmula. Não acreditava que Rita, e com ela o conceito de família para Dex, terminasse daquele jeito. Mesmo que a cena final seja um pouco óbvia e em demasia didática, ver Harrison na mesma posição que o pai, banhado - ungido - no sangue, mostra claramente que as projeções de Dex, que dez minutos antes eu sonhara ter acabado, não tem como cessar. Ser o que é. Tem peso maior? Há anos associo Dex aos preceitos existencialistas. Não poderia ser melhor, quando ele decide ser diferente, lá vem a vida, ou quiçá, a essência, empurrando de volta ao seu mundo.

Dez minutos antes do derradeiro acontecimento, Dex no mais maravilhoso monólogo interior até então, discursava sobre sua importância para Debra, Rita, e as crianças. Falava também, pela primeira vez na série, sobre a vontade de mudar. Ser diferente. Não permitir mais acesso ao "passageiro negro". Ele não queria mais se adaptar, mas se transformar, de fato. Já achava que só isso era mote suficiente para a próxima season.

Mas não! A série ganhou outro rumo. E na quinta e última temporada, não sei o que esperar de Dexter, a não ser, é claro, continuar a melhor série dramática da atualidade. Aliás, teve sua melhor audiência na noite de domingo passado. Showtime nunca conheceu tantos números!

A brilhante cena inicial, confrontando os dois inimigos tão parecidos, que já sentiram como podem ser vulneráveis, foi de arrepiar. Trinity pronunciando Dexter Morgan. Se tivesse falado "passageiro negro", rá, eu surtava. Mas aí termina a similaridade entre os dois. Arthur só compreende quem é seu algoz no final, apesar de tê-lo causado um dano irreparável. Como se, pela última vez, Trinity emergisse em Arthur para mostrar ao seu aprendiz o que os demônios internos podem fazer. Fica a pergunta. Vingança pura e simples? Mas seguindo o mesmo ritual? Ou Trinity/Arthur tinha algo a mais para ensinar a Dex? Não sei. Família é mais que pessoal, para Arthur era missão divina, mesmo que a gente tenha o senso comum de saber que todo maluco psicopata tem em sua megalomania a certeza que fala por Deus. Mas enfim, o título do completo de Dexter em português, o livro, também aborda isso: "A mão esquerda de Deus". "Cada um faz seu próprio destino", mas Dex não conseguiu apagar mesmo o que era e o que fez. Talvez se tivesse deixado esse caso pra lá.

Saída pelo caixão, Freud explica ***

A família de Arthur saiu humilhada, eles sabiam que o marido e pai era um monstro, mas não conheciam a extensão do que ele era capaz. Agora serão sempre a família do monstro. Escancarado. Essa era uma das piores projeções para Dex.

Mas a idéia de conhecer intimamente um monstro e isso torna-se público, não é nada se comparada ao que Arthur fez a Dex.

E ele perdeu muito nesta temporada. Perdeu Debra, na forçosa cena de contar o que sabia, por mais que eu entenda que era o contexto necessário, achei apressada. Taí uma revelação que merecia um episódio inteiro. E claro, perdeu Rita. Se começasse a mudança naquele exato momento em que Debra conversa com ele. Tudo poderia ser diferente.No score dos serial killers, Trinity venceu.

Bom, foi isso. O melhor desfecho de Dexter desde a primeira temporada. Feliz Natal e um ótimo 2010! Estarei por aqui ano que vem! Mal posso esperar. MESMO!




Cenas pra gente não esquecer:

-
Senhoras e senhores, Jeniffer Carpenter merece a indicação ao Emmy por este ano. A desbocada Debra foi responsável por grandes momentos nesta temporada. A moça segurou muito bem! A sua cena final com o irmão, mesmo que apressada, foi absolutamente maravilhosa: "você foi a única constante boa da minha vida".
-
John Lithgow foi um escolha inspirada. Ele conseguiu colocar nuances impressionante para seu Arthur. Pavoroso e gentil. Bela criação de um serial killer. Aliás, considero o melhor de Dexter até então.
- LaGuerta e Angel conseguiram salvar um romance que poderia ser tedioso para nós. Mas o bom humor e química da dupla espantou isso.
-Masouka teve bons momentos, um dos grandes coadjuvantes da série.
-A opção por modificar como Harry aparece, não mais em Flashbacks, agora como a consciência do filho, foi arriscada e parecia que não iria deslanchar. Mas no final, mostrou-se acertada e deu frescor ao código Harry.
-Dex perder a cabeça em tantos níveis.
-O desfecho mais incrível de todas as seasons.



*** Fotos: Reprodução

/danna_

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dexter - Maratona pré season finale 4.8-9-10 e 11


Por Danielle M



Atrasada como estava com Dexter, escrever episódio por episódio soaria até bobo. Afinal, pra quem acompanha por aqui, se já viram os outros , as minhas deduções seriam ridículas. Preferi fazer assim, até porque as revelações foram a conta gotas. O que gostei foi da psiquê da relação entre Dex e Arthur. Nem tão iguais, mas com motivações semelhantes e rituais complexos. As diferenças primordiais, acredito, um é reservado e tranquilo, o outro falastrão e boa praça. E daí? Daí que estimado professor e bom pai, ao contrário de Dex, não levantou suspeitas em sua vida até então.

A espreita de se mostrar quem realmente é, Arthur nos assusta em muitos momentos. Perde a razão, nas palavras de Dex, um "colapso de sua máscara", ou, "rachaduras de uma família feliz". Uma hora desaba. Trinity não consegue por algum tempo viver com o que fez, mesmo argumentando sobre como se livrar do remorso, a tentativa de suícidio foi uma libertação ou um apaziguamento de tudo ? Kyle salvá-lo era a resposta divina de recompensas de sua lógica de fazer o bem para receber de volta? Não há veredito melhor numa mente assim, tão doente: Inocente!

Inocência? Nos leva a Debra, espertíssima, conseguiu entrar no caso e derrubar a tese simples e nada mirabolante de que Trinity atirou nela e Lundy. Preferiram a explicação novelesca. Fazer o que? Aceito este deslize com ressalvas. Fiquei surpresa, mas não grata. Deu uma importância a essa repórter além de suas tetas.

Família, esta prisão. Arthur e sua gente , submetidos a essa representação sagrada. Quase voluntária. Que toda família têm seus problemas e segredos, todos sabemos. Fico mais aliviada, no final das contas, Trinity é uma aberração. Para mim era mais freak quando representava aquele papel de super pai. Minha intuição de que gente pacífica demais me assusta está intacta. Com as coisas na sua devida ordem de caos. Monstro agindo como monstro e sem culpa cristã, mas usando o santo nome D´ Ele em vão. Também agradeço Cody, por existir Dexter.

I Do! **

Harry retorna como a consciência persistente. Melhor. Dex não precisa de mais mentores. E de ser um herói? Harry lembra bem, seu filho sempre teve um sentimento maior por crianças. O episódio piloto começa assim. Mas foi estranho ver Dex tão envolvido num salvamento. Todas as pessoas que , direta, ou indiretamente, salvou, não teve essa aproximação heróica. Foi a projeção pura e simples. Ele pensou em Cody, em Astor, em sua família. E não é isso que Trinity também faz?

O casamento entre LaGuerta e Angel foi engraçado de tão básico, essa trama paralela ameaçou me aborrecer, mas foi bem desenvolvida! Romance e humor na medida certa.

E no derradeiro episódio antes da season finale, destaco dois momentos incríveis. Debra absoluta na falta de controle ao lidar com Christine. Nada, nem mesmo redenção. Não adianta, não é? Não dá para mudar o que já foi feito. E é claro, o encontro entre Dex e Arthur, sem disfarces, Dex já ficou vulnerável outras vezes, mas nessa, nós sabemos o quanto pode custar. O arco Trinity durou bem e como Lundy errou feio, nem tríade se tratava.O Agente precisava mesmo se aposentar.
Brilha muito em Dexter **

O que esperar da season finale? Nada de grandes surpresas, mas o embate de dois bons assassinos. Acredito que Trinity, por vontade própria, vá jogar a toalha. Mas olha, estou pra dizer, nessa temporada quem brilhou, além de Trinity, claro, foi Debra Morgan!



Cenas legais e sitcom da(s) semana(s) em Dexter:

- Dex segurando a identidade no casamento de Laguerta e Angel.
-Dex tentando decifrar a expressão de Rita após meter a mão no vizinho. Ah, emoções humanas!
-Cody agradecendo no Dia de Ação de Graças por Dexter. também agradeço, Cody.
-Debra segurando como pode na frente de Christine. Mas destruída com Dexter: Não me trouxe nada!"
- Masouka todo feliz da vida em ser convidado para depois perceber a porcaria de feriado que foi.
-Trinity olhando espantando, junto à sua família, pela reação inesperada de Kyle. Gente maluca ruleia.
- Filha de Arthur sabida nas coisas da vida, han? Segurando a rosa, muito "Beleza Americana".
- Harry: "Blood tech, husband, father, serial killer and now, Kyle Butler extortionist? Which one are you?" Dex: "All of them."
-O Alison, nosso comentarista, destacou uma coisa que eu fiquei cismada , mas não consegui saber quem era. |Aque deja vu básico. O "Trinity" Stan Beaudry é o Alvar Hanso de Lost. Rá!














**fotos: reprodução

/@danna

domingo, 15 de novembro de 2009

[Dexter] 4.07 Slack Tide

Dois homens e um segredo...sujo**

Por Danielle M

Slack Tide, ou também conhecido como " O dia em que o Código Harry sofreu seu pior revés" . Durante quatro temporadas ele foi exaustivamente dissecado, já sabemos linha por linha as normas deste código. Conhecemos suas limitações, imposições e também que a cada momento em que Dex distanciava-se dele, alguma coisa muito errada acontecia. Mas lá estavam todos os elementos, como sempre. Harry guiando não como um flashback imutável do passado, mas uma onisciente consciência do agora. Dex seguiu o código, procurou pistas, teve todo o cuidado...mas a distração, ou melhor, a hierarquização dos seus desejos causou problemas. Tudo parecia irrefutável, mas o calhorda fotográfo Farrow era inocente! E com este gancho temos a promessa de uma reviravolta daquelas!

Mas antes, vamos a uma historinha. Era uma vez, dois serial killers que foram para a floresta sombria cortar árvores, levaram um machado e uma motosserra, pareciam maus, muito maus. Mas ao retornar de sua missão, o tio mais velho atropelhou um veado. Ficou estarrecido, não sabia como agir, perplexo e sem ação, ele observava compadecido o sofrimento do pobre animal. Mas um pacto sinistro começou. Ele assentiu e o tio Dex, tão mau quanto, matou sem dó o bichano, acabando o sofrimento das duas bestas.

Mal posso esperar para usar o caixão **


Interessante como uma sequencia que começou com uma observação jocosa de Dex, contando uma quase piada, transformou-se em um conto de fadas daqueles da Idade Média, sem concessões de lobo mau e bruxinhas. É o mal por ele mesmo, nada de metáforas e nem alegorias. Arthur está diferente. Um homem que mata inocentes, mas incapaz de cessar o sofrimento de um bicho, mas bem antes disso, ele já mostrava sinais de que algo estava errado. Impaciente, competitivo e irritado. Cadê aquele senhor gentil e disposto a ajudar? Dexter já conseguiu arrancar este homem da paz em que estava imerso? Afinal, construir um caixão com madeira rústica, diretamente tirada da floresta, com zelo e dedicação, pode-se dizer duas coisas: ou é para o próprio Trinity, já pressentindo o seu fim. Ou é para Dex, disfarce - ou desconforto - descoberto.



Como já havia cantando a pedra no episódio anterior, Dex acredita que tem ainda algo a aprender com Arthur, principalmente em relação a vida dupla familiar. Ele admira essa capacidade de conciliar de forma hamoniosa essa duplicidade. Por um momento até se esqueceu de Harry, talvez seja isso a causa de sua desatenção e pressa. Tonight is the night. Mas poderia esperar. Ser pai participativo, que conta histórias de terror (hahahah) no acampamento, colocar filho para dormir e sair para matar, hmm, não tinha como tudo dar certo. Parecia lista de supermercado. Mesmo seguindo os conselhos e repetindo as palavras sábias de Trinity, algo tinha que se perder. A única presença onisciente em sua vida, caro Dex, só pode ser Harry.

Neste episódio, o que a gente começava a temer já está desenhado. A relação entre Dex e Trinity vai precisar de uma definição. Debra está perigosamente perto. Dex matou um inocente, não será fácil lidar com isso daqui pra frente e, é claro, o inquisidor espectro de Doakes agora na forma de Quinn. Isso não ficaria de lado, desde o começo da temporada estávamos esperando este confronto. Faltam poucos episódios para o fim. Agora não há mais tempo a perder e a história central, Trinity, ganhará toda a atenção. Medo do que vem por aí. Dex sucumbirá de vez ao seu passageiro negro?

Olha, este ser ou não ser é o que espero há anos!

Cenas sitcom da semana em Dexter :P

-Dex: Manhãs com Trinity podem ser assassinas.
- Dex lançando a moda de como criar celebs instântaneas: "Nossa, aquele é o Quinn."
- Angel para LaGuerta: Pare de olhar minha bunda. Todos estão notando!
- Dex, com Angel e Qinn: A: Vamos achar outras partes do corpo. Dex: A cabeça seria uma boa.
-Dex para a família: Hey, vamos voltar, dead body!
-Dex arranjando ocupações para as crianças: Hmm, o que eu fazia quando tinha 12 anos? Ok, next.
- Dex ao ver as fotos de Farrow: Até eu fiquei perturbado com isso.
-Dex e a história de acampamento do outro papai: Isso não faz o menor sentido.
-Deb: Jesus de bicicleta!
-Deb e Dex, sobre Harry: Deb: Descobri quem papai comia. Dex(mentalmente): Minha mãe. Deb: Amanhã vou tomar café com ela. Dex(mentalmente): Ok, não é a minha mãe. Agora estou confuso.
-Dex e Harry na floresta: Harry: Passou a vida toda matando pessoas inocentes e agora não consegue matar um bambi?

**Fotos: Reprodução

/@Danna_

sábado, 7 de novembro de 2009

[Dexter] 4.06 - If I Had a Hammer

Brega, mas normal **

Por Danielle M



Estranhamente, alguns amigos meus gostaram mais deste episódio do que o anterior. Acho estranho sim porque este foi bom, aliás, excelente, mas nem se compara ao nível de emoções [/clichê] do outro.

Mas vamos aos fatos. Este foi o típico episódio de transição, toda uma cena montada, a gente sente no ar a preparação para a treta que virá. Debra caçando Trinity, LaGuerta e Angel se arranjando como podem, Quinn e a vaca da jornalista à espreita, e por fim, ele, Trinity/ Arthur, absurdamente banal e incrível. Dex tem mesmo o que admirar e aprender. Talvez por isso, a procura de um novo mentor, Harry não tenha aparecido.

Começar na igreja já deu a dimensão do quão normal Trinity pode ser. Cantando, sorrindo, com a família e construindo casas aos necessitados. Bom demais para ser verdade. Partindo disso, Dex já acha que ser pai, diácono e marido é camuflagem. Bem, as coisas não são tão simples assim. Por isso acho que Dex é uma série que não possui saídas mirabolantes, mas o caminho até elas, ahh, aí é diferente e complexo. Série que se preocupa com diálogos, com pausas, com o drama todo, meu povo!

O que foi aquela cena de Dex segurando o vaso mortuário da irmã de Trinity? Isso que eu chamo despertar monstro. Foi uma ótima opção já terminar com os casos do assassino, isso coloca o homem sob a perspectiva de Dexter, do que ele precisa encontrar para acabar de vez com o serial killer. Tudo na "calma", já que crimes por agora não precisarão ser evitados.

Limpeza de consciência **

Como eu disse, nada mirabolante, as pistas foram dadas e muitos de nós já sabíamos que a motivação de Arthur estava ligada a acontecimentos trágicos de sua família. Apesar de não ser surpreendente, achei que o que interessava estava ali, como ele escondia suas coisas, seu ritual e sua obsessão. Quer dizer, o homem mata no país todo e armazena as provas bem debaixo de suas obras de caridade. Isso sem falar na prova que ele planta, DNA familiar. Gente, quer mais desespero para ser encontrado, ou legado, como Angel opinou, maior que este?

Gastando minha sociologia não tão de botequim, todo ritual é sagrado. E por sagrado entenda-se mesmo como algo próximo ao divino. O ritual que dá o sentido desta aproximação com o divino. A tal conexão. Trinity/Arthur é um homem comum, com sua família comum, tentando fazer o bem. Isso o faz se sentir normal, adaptado, sei lá, humano. Mas para que o seu drama pessoal ainda tenha voz, para que ele possa lidar com isso, mata. Repete os crimes naquele ciclo infindável. Ou ele quer parar, ou simplesmente deixa as cinzas da irmã para dar sentido a sua vingança. Por isso em cada cena de crime, repetia "não é minha culpa, você sabe". A vingança não era sua. Mas em nome de sua família. Assim, o assassinato da irmã desencadeou o suícidio da pacata mãe dona de casa. O alcoolismo do pai e sua morte bem sangrenta também foi consequencia desta família fragmentada pela tragédia. Arthur não afoga as mágoas na bebida, muito menos considerou o suícidio, tampouco virou policial. Ele criou seu alter ego; Trinity. Ahh sagrada tríade!

Despertando o monstro **

Dexter ao se aproximar de Trinity precisa entender Arthur [mode clichê OFF], fica perplexo ao perceber que ele sente uma afeição genuína por sua família e nas palavras do próprio "minha família me salvou". Dex acaba recebendo assim, de graça, um conselho inusitado de Arthur. Ficar próximo dos seus. Mergulhar com os dois pés.

Na terapia, Dex tenta fazer isso. Ele não tem mais escolha, precisa ficar com Rita e as crianças, mas também esconder seu outro lado. Isso rende boas cenas ao longo do episódio. Como enxugar os pratos e tentar selecionar mentalmente que assuntos conversar com Rita!

Terapia não é ótimo? **

No final, Dex consegue tudo...por enquanto. Seu espaço, literalmente, guardado numa casa no quintal. Infantil, mas resolveu e com tranca e tudo! Para alguns isso é felicidade!

Cenas sitcoms da semana em Dexter :P

- Dex presenteando todos: - Pensei que a gente sempre fica sem pão. Rita: Sempre ficamos sem leite, você comprou uma vaca também?
- Dex e Debra: - Alguém pegou as pesquisas de Lundy. Dex "mentalmente": Eu! E só existe uma pessoa que poderia fazer isso - Eu?
- Dex, Rita e a terapeuta: T: Acho que Dexter precisa de um espaço para ele mesmo, como pessoa. Dex: -Sim, é isso também, mas eu realmente preciso de um espaço para minhas coisas.
- Dex e Rita: -As pessoas fazem isso? Dizem o que pensam? Em voz alta?
-Camisa de Harrison: My Dad is geek.
- Dex na casa de Arthur: -Brega, mas normal!
- Dex para Arthur: Arthur: Você precisa ter suas próprias ferramentas. Dex "mentalmente": -Obrigado por me dar a sua arma do crime.

** Fotos: Reprodução.

/@danna_

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

[Dexter] 4.05 - Dirty Harry

Make my day **

Por Danielle M


Bem vindos ao melhor episódio de Dexter em quatro temporadas. Aterrador, violentíssimo, emblemático e muito bem interpretado por TODO elenco.

Quando a gente acha que entende, que sabe, que tem as respostas. Ah, lá vai a série mostrar que não é nada disso. Uma virada sensacional, comparável apenas a Ice Truck Killer na 1a temporada. Não apenas pelos minutos finais, mas todo o episódio nos conduziu para algo realmente dramático. Não houve um segundo de paz, nem mesmo nas deliciosas intervenções de Masouka. Foi tenso. Batimentos cardíacos elevados. E se não bastasse tudo isso, ainda foi o primeiro episódio de Dexter que me fez chorar.

Sinceramente, série alguma me levou a este nível de sensações. Olha, nem a minha amada Arquivo X. Foi uma experiência extraordinária que não sei, realmente, como organizar meus pensamentos. Vai desorganizado, caótico, furioso, embevecido e ultraadjetivado!

Os fatos são esses, como diria o narrador da finada e também muito amada Pushing Daisies. Debra não morreu, como metade da torcida do Flamengo já imaginava. Ela não era e nunca foi o alvo. O Agente Lundy morreu por chegar tão perto dos tortuosos planos non stop há 30 anos de Trinity, alma atormentada e cruel...ah, nem tão cruel. Nem tão frio... Como nos é caro rotular. Mas o que fazer? Para ele servir como vítima de Dexter, ele precisa ser cruel, ele precisa ser frio, ele precisa ser impiedoso, ele precisa que a nossa boa culpa cristã permita que mereça morrer. Mas não! Trinity é um homem atormentado. Mas é também a pior dualidade possível. Ele é o próprio Dexter, porque assim como o nosso expert em sangue, ele faz sangrar e tem uma família.

Just like me **


Como pude deixar passar isso? Juro a vocês, os elementos estavam todos lá, na fala de Lundy, aquele discurso clichê de lobo solitário. Claro que não. Desde o começo Dexter e Trinity são tão parecidos. Mas enfim, vejamos as motivações. Quem sabe elas nos absolva e possamos novamente pedir a pena de morte de Trinity?

Culpe o papai dirty **

Ainda surpresa com Trinity, que por sinal, teve um episódio muito bem estruturado e desenvolvido para que John Lithgow pudesse brilhar em todos os instantes, mostrar cada nuance, cada expressão milimetricamente marcada e carregada de significado. Hoje nós conhecemos muito mais dele. Fiquei perplexa com esta última morte. De todas, até pelo próprio ator, não sei explicar, foi de uma crueza absurda! Sem medo do clichê, mergulho nele toda feliz. Vi a porra da alma do cara. Me desculpem o momento Debra, mas não cabe outra coisa a não ser um palavrão muito bem colocado.

Cafeína me torna outra pessoa **

Debra! Tem todo o meu respeito. Sabe o que é nenhuma fala sem contexto? Nenhum sentimento que não tenha passado para nós? Gente, eu senti a angústia e o desespero dela, "estou...quebrada". Aliás, foi essa mocinha boca suja que me fez chorar quando estava no estacionamento em busca de sua própria absolvição. E todos os momentos que passou com Dex? As mãos unidas, os olhares, a cumplicidade entre irmãos. "Sem Debra eu estarei perdido" e "minha irmã não merece sentir essa dor". Para um cara como Dex, que pouca vezes entende os sentimentos, ele não precisou tentar racionalizar nada. Apenas sentiu. Verdadeiro e nada artificial.

Não me faça chorar assim, Deb **

Deixar Trinity? Ainda não! As suas melhor cenas do episódio, para mim, foram duas. Quando ele fala com a garçonete num quase descontrole e mostra do que poderia ser capaz, para num segundo seguinte suavizar a expressão e dizer polidamente: "obrigado, você é um doce, querida! A outra é quando conversa com o vigia, tranquilamente, como uma pessoa normal, para entrar no elevador e ter justamente aquela mudança espantosa de expressão. Novamente, mais uma pista de sua dualidade. Ah, o ritual. Dexter, como bem disse o Dirty Harry - ri muito com essa alusão direta ao nome do famoso detetive durão de Clint Eastwood - conhece a importância da execução bem feita de um ritual. Aliás, disso consiste o prazer, ou dever, de matar. O nome do episódio, acredito eu, também indica o que os dois papais - Dex e Trinity - podem ser.

Quanto a Lundy, não há como discordar de Dex. Era um grande adversário e merecia mais do que morrer num estacionamento. Mesmo que estivesse tão errado em sua avaliação. Mas para Dexter entrar de vez nesta história era preciso que o obstinado agente morresse. Dexter sempre trabalhou sozinho.

Sobre LaGuerta e Angel, hmmm, era de se esperar. E Masouka? Olha, essa semana não acho que tiveram momentos genuínos de sitcom, mas ele dizer "carma, que significado da porra" , foi sensacional! Rá! Sobre Rita? passo. Acho tudo que ela falou legítimo, mas não cabe agora. Mas destaco aquela observação "monólogo interior" de Dex quanto a ter segredos : "Exceto as luvas, seringas, serras escondidas na gaveta secreta..."

A Deb sempre soube! - Ela sabe, Masouka!**

Como estou completamente perturbada com este episódio. Não sei se teremos justiça poética, tal qual Dex falava. Um serial killer matar outro. Mas se Dex já matou o próprio irmão, um cara tão parecido não deveria ser impedimento. Mas vamos ver como esta fase de sua vida vai fazê-lo mudar, ou manter, esta ideia.

No mais, quero que Dex siga o bordão de Clint "Harry" : "Camon punk, go ahead, make my day".

** Fotos: Reprodução

/@danna_

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[Dexter] 4.04 - Dex Takes a Holiday

Não quero perdê-los**


Por Danielle M


O que dizer de um episódio espetacular? Nada menos que isso. Dexter em toda sua forma. Letal, frio, controlador, cool e metódico. Dex em estado puro, minha gente!

E para chegar neste momento de clareza e de retorno aos bons velhos tempos da 1a temporada, tudo que ele precisava era de um descanso longe da família.

Não sei por onde começar, tudo foi relevante , até Angel e LaGuerta, responsáveis pelas hilárias cenas sitcom da semana. O detetive marrento Quinn também teve sua cena bacaninha. Salvou todo mundo! Continuo enxergando - e destacando - o clima 1a temporada desta season.

No começo do episódio, Dex completa frases com suas deliciosas observações em pensamento. Coisa que fazia muito nas temporadas anteriores (sobretudo 1a e 2a) e ajudava a gente a entender o quanto ele procurava a conexão com as pessoas e compreender situações do dia a dia. Um dos melhores exemplos é a impagável cena da caneca pintada pelas crianças e a cara de Dex não sabendo muito bem o que fazer com ela.

Também volto a bater na tecla da evolução do personagem, antes um cara solitário, ensaiando uma aproximação artificial com as pessoas. Agora ele é um pai de família que luta para manter-se próximo e presente para Rita, as crianças e Debra. E ainda com este lado camarada, LaGuerta e Angel pegam o pai do ano para conselheiro amoroso. Rá! Angel sempre gostou de Dex, seu "sócio" e adorava conversar com ele , para seu desespero. Olha como as coisas são, antes o máximo de conexão que Dexter conseguia era uma caixa de donuts para o povo da delegacia.

Takes a Holiday traz um dos casos mais interessantes de toda a série até então. A própria escolha de Dex é intrigante - sempre preferiu párias da sociedade, gente que matava muito, com requintes de crueldade - Mas Zoey é diferente, "um monstro" com distintivo, alguém que deveria proteger e acaba matando sua família, incluindo sua filhinha. Seria Zoey o seu espelho às avessas? Como a policial é cruel, mata por um motivo egoísta ("não conseguia respirar") a gente retorna aquela sensação estranha, bizarra e muito agradável de torcer para que Dex dê logo um jeito na moça.

Essa justificativa de Zoey, de querer ser livre é algo que não aceito. Se tem uma coisa que assassinos não tem é liberdade. São presos a métodos, motivos, rituais e a um constante sentimento de inadequação. E isso é ser livre? Dexter procura entender suas vítimas, mas em relação à policial foi de uma complexidade e com detalhes engenhosos. A discussão entre eles sobre o tipo de pai e pessoa que ele é rendeu uma cena maravilhosa. Quando Dex percebe quem é agora e o que sua família representa, replica à Zoey num tom emocionado e de arrepiar : "Não quero perdê-los". Este é o novo Dexter, este é o tipo de pai que ele é - assassino, com um código, o código Harry - este sempre foi o seu diferencial.

Que tipo de pai você é? Do tipo que não mata a família **


Ainda sobre a suposta liberdade de matar, introduzo aqui o grande Trinity, mais uma nuance de sua personalidade é revelada. O solitário assassino é um homem atormentado e preso aos seus rituais, a sua memória, a sua história que, ao que parece, é trágica. Todo confronto com suas vítimas ele fala sobre culpa. Invariavelmente é culpa deles. Porque ele precisa que se estabeleça isso? Este é um homem que precisa matar. Não vejo prisão maior.

O encontro entre Trinity e Lundy era até previsível, mas segurei o ar. Foi assustador. Além de uma aula sobre serial killers. O encontro entre dois homens que se respeitam e entendem a importância deste momento, uma clara alusão que caça e caçador podem mudar de posição e também do matador que deseja ser pego, ser descoberto de alguma forma.

This is my way**

Mas Lundy não o pega e este episódio termina com um gancho inacreditável ; a morte do agente aposentado. Apesar de Debra também ser atingida, ela não era o alvo, acredito que sobreviverá. Isto antecipa muita coisa, é óbvio que Dexter entra definitivamente na procura por Trinity. Cabe a Dex procurar o que há por trás dos delírios e tormentos deste assassino.

Agora é com você, Dexter!

Cenas sitcom da semana em Dexter :)

-Angel e Dex, numa conversa íntima - 1-> Angel :Canecas pintadas? Dexter: É uma metáfora. Angel: Metáfora do que? 2-> Angel: Te manterei informado, sócio.
-Dex e LaGuerta: LG: Você está ficando bom nesta coisa de relacionamentos.
-A cara de satisfação pessoal de Trinity ao ver a foto de Lundy no jornal.
-Rita e Dex sobre a caneca pintada quebrada: As crianças vão ficar felizes em lhe fazer uma nova. E Dex sorri.
- Dex com Zoey, em sua casa, quando ela pega um brinquedo: A primeira cosia que farei é cortar aquela mão.
- Dex e Zoey no derradeiro momento: O que você tem com estupro? Ninguém aqui vai estuprá-la

**Fotos: Reprodução.


/@danna_

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

[Dexter] 4.03 - Blinded By The Light

Subúrbio, aqui vou eu!**


Por Danielle M


Tudo começou com Sexta Feira 13, Jason matando geral no subúrbio e à partir daí, as coisas nunca mais foram as mesmas no lugar das casas sem muros.

As séries adoram explorar esse mundinho seguro e com a vizinhança gente boa. Arquivo X já deu expediente em muitos episódios com essa temática, e sempre de forma bizarra.

Em Dexter não poderia ser diferente. Nada mais assustador que o subúrbio e seus moradores. Considero este episódio o melhor até agora. Remeteu a vários momentos da primeira temporada, começando pela analogia bem a cara de Dexter, comparando churrasco com a era glacial. Além das conversas "homem das cavernas" com os seus novos "amigos". Acho de uma crueldade ver Dex cortando morangos e tentando se misturar com o pessoal. A cara dele ao ver a brincadeira com Cody, empurrado para a piscina, foi hilária. Assim como tentar se entender com Astor versão teen mulherzinha. Este código de humanidade é difícil de engolir. Nem mesmo os normais conseguem fazer parte sem entender ou sacrificar metade do que é, de fato. Imagina um serial killer. Teses e teses de Antropologia dissecaram o fazer parte de uma tribo (aka sociedade). E este episódio tratou justamente disso. Códigos sociais, até mesmo o do nosso bom amigo Trinity, que tem a sua lógica para matar e emular a morte, me perturbou a sua fala para a boa vítima: "Você sabe que não sou o culpado aqui?".

Trinity Killer em estado bruto e tenso. **


Esse assassino me intriga horrores, achava que entendia o modus operandis e nada. John Lithgow, volto a repetir, maravilhoso e não é para iniciantes. Quem são suas vítimas? Porque ele as escolhe? O que aconteceu há 30 anos atrás para ele ainda continuar matando com o mesmo ritual? Quem é a mulher da foto? Aquelas cinzas são da mulher da foto? Poderia ser sua mãe? Porque ele expõe seus corpos assim, tão na cara?

Se Lundy está obcecado e perdido, porque a gente não estaria? Rá! Aliás, reforço aqui a minha imensa admiração pelo agente aposentado Lundy, já que mataram o Doakes, nada melhor do que retornar com um personagem tão bacana e cheio de nuances como esse, porque, olha, vou ser bem sincera, esse policial Quinn - já considero um progresso decorar o nome deste cara - é um porre, não serve MESMO para ser nêmesis de Dexter. Dá-lhe Lundy para aplacar Debra e seu namorado folgado e colocar Dexter no bom caminho do mal. É, nenhuma morte nas mãos dele neste episódio. Precismos nos preocupar?


Gravidade e Ray Ban style **


Claro que o gancho do episódio deixa coisas para a gente pensar. Dex ao poupar sua vítima baderneira do bairro, deixa a pista que pode entender o mecanismo de escolha das vítimas de Trinity. Assim como segurar a sua onda. Manter-se frio e controlado não basta. É preciso mais. E claro, Rita pegando no flagra na hora que arrebenta os holofotes é material para se explicar. A única coisa que realmente anda me incomodando, e neste ficou mais latente é essa coisa do fantasma de Harry ficar aparecendo toda hora. Ok, já entendemos que ele é a própria consciência de Dex, mas está me cansando, viu. Para isso, prefiro o recurso da primeira temporada, e também utilizado no começo do episódio, Dexter num monólogo envolto em analogias. Nada mais instigante e eloquente. Não quero nada mastigado não, senhores produtores.


Cenas sitcom da semana em Dexter :)

- Angel e LaGuerta, [a]trapalhadas do amor, deveria ser o plot :P
-Masouka de conselheiro amoroso com Debra. So F. Funny.
- Dex preparando tequilas Jose Cuervo. Arriba!
- Conversa homem das cavernas com os vizinhos camaradas. Ah, a sociedade de posses.
-Dex pegando carona com Rita, Masouka e Debra, só músicas bizarras. É muito pra ele, minha gente. Bananarama não!!!!
- Astor teen mulherzinha deixando Dex ser burro e ele achando legal. Cute!
-Masouka e a frase do episódio: "Causa da morte?" - "Gravidade". Hahahahah
- Aquela conversa de lobo solitário entre Dex e Lundy foi de doer, hein. hahahaha. Faltava só uma seta em neon anunciando: Pista aqui sobre Trinity e como ele age!


class="gl_align_center"/@danna

**Fotos: Reprodução Google Images.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

[Dexter] 4.02 - Remains To Be Seen


Por Danielle M


Pai de família. Serial Killer. Policial. E ainda tem gente (aka amigos meus) que acha que Dexter tornou-se uma sitcom. Vamos com calma, muita calma. Taí uma série que evoluiu e, pra não ficar no contra, pode se dar ao luxo de ter genuínos momentos de comédia pastelão americana.

E esse american way of life, tão brilhante, esperançoso, jeca, rotineiro e ordinário, trata-se de Dexter. Este é o mundo em que ele vive e interage. Sorry folks, mas esse é um show para apreciação imediata. Dexter não faz concessões. E a cada ano volta diferente. Como toda série deveria retornar...

Nesta nova temporada, o sonho de ter tudo chegou. Mas o que é tudo? Para Dex, sempre foi o controle. Sobre sua vida paralela, seu emprego, Rita, as crianças, o código. Mas como ele pode controlar uma vida de pai? Por essa ele não esperava. O sono foi o vencedor no gancho do episódio anterior. E neste, nós o seguimos não na busca pelo controle, mas de algo muito mais concreto. O corpo desmembrado de Benito Gomez, a "vítima" da vez. Desorganizado e apressado, Dex cometeu erros e, o pior, nem se lembra do que exatamente. Em alguns momentos, notei semelhança com o filme "Amnésia".

Mas lá estava ele, Harry, agora numa versão embassada. Até Harry evoluiu. Não é apenas o pai protetor, cujo segredo do filho é zelado pelo precioso código. Não é o cara que cita este mesmo código a cada meio segundo. Agora Harry é a própria consciência de Dex falando. E ela poderia ser clara e límpida?

No rolar dos fatos, somos levados a um episódio incrivelmente sombrio, como há muito não se via. O cenário começa a se construir. John Lithgow, fantástico em cada cena como o serial killer Trinity, cumprindo o seu ritual pré crime. Nas mãos dele, até um passeio com cachorrinho causa calafrios. Essa iminência do que vai acontecer é o que mais me atrai. Adoro como mostram o Modus Operandis, como deixam a gente se aproximar do assassino. A sequencia em que ele escolhe sua próxima vítima, tão banal, tomando um café, lendo jornal, mostra como o ritual é mais do que uma necessidade, é simplesmente sobrevivência diária. Aquilo que deve ser feito, rotina. Uia, eu me amarro nesta visão. Mesmo com a insistência em falar de monstros, Dexter sempre foi uma série que trata os assassinos como pessoas, não comuns, mesmo que sejam na aparência, mas pessoas "capazes de"... isso é o que faz a diferença.



Até o Agente Lundy estava especialmente amargo. Gostei da dinâmica entre ele e Debra. Foi constrangedor na medida certa. Quero logo que Lundy junte-se a Dex na procura por Trinity.

Outro destaque é ele, Masouka, chamado pelo primeiro nome por Dex de Vince. Intimidade! Ele observando o abrir e fechar da cortina de LaGuerta foi ótimo. Aquela cara de safadão não entendendo nada, mas louco pra sacanear.



Mas há partes chatas. Olha, não engulo a "amizade" entre Debra e LaGuerta, mesmo com sutilezas como " meu cabelo fica melhor assim?". Não dá essas duas falando em relacionamentos. Também não dá ver Rita toda linda, loira, bronzeada e arrumada passeando com Harrison.

No mais, Dexter caminha para o deja vu de ter um inimigo. Que nem de longe tem o charme e a eloquencia, além da presença intimidadora - quantos adjetivos! - de Doakes. Ainda lamento sua saída.

Dexter retorna grandioso e promissor. John Lithgow, minha gente. Assassino bom é isso aí.


** Fotos - Reprodução


/@danna_

domingo, 23 de agosto de 2009

[Dexter] 4.01 - Living The Dream




Não me canso de ouvir repetidas vezes a frase que abre toda temporada "Tonight is The night". Mas as coisas já não as mesmas para Dexter, agora ele é um homem de família, pai de três crianças, sendo que uma delas é seu filho natural, loiro, lindinho, bochechudo e chorão, tal qual todo bebê. E claro que todos nós, a esta altura, já nos perguntamos se a genética de Serial Killer está no caçulinha. Rá! E essa forçosa entrada para o lado mais humano de Dexter vai render cenas hilárias e com alta dose de filosofia de vida. A começar pelo título do episódio. Que sonho é este? Pesadelo constante de se manter acordado.

Dexter agora não tem roupa limpa, sapato inteiro, não dorme, está desorganizado e relapso. Conseguiu perder um caso no tribunal e já tem um policial que quer fazer a linha Doakes (R I P) no seu pé.

Na temporada passada, Dex teve um aprendiz que guiou através do tão caro código Harry. Mas " as desenfreadas cópias de si mesmo" precisavam ter um fim. E mais um foi para a galeria de sangue do seu apartamento.

"Que tipo de pai serei", enquanto ele se pergunta, temos um outro serial killer brilhantemente apresentado - e representado - por John Lithgow, mesmo que tenhamos que ver sua bunda branca toda temporada, este é um ator daqueles. E não tenho dúvida, um assasino nos moldes do saudoso Ice Truck Killer. Agora sim um desafio para Dex e nós. O seu modus operandis foi intrigante, bem como o tal ciclo que o Agente Lundy (êêê, ele voltou) falou. Trinta anos sem nunca ser pego! UAU! Tem como Dex se sentir melhor? O Trinity Killer será um mote delicioso nesta season!

As histórias paralelas não me pareceram muito interessantes. Tirando Lundy, que acho sempre revelador, porque diabos tenho que ouvir LaGuerta e Debra falando sobre relacionamentos? Nem quero. E muito menos ver Angel com sua chefe. Passo! Mas Masouka continua um arraso! Hahahaha. Drinks e prostitutas, rock´n roll all night, and party every day.

Imerso na sua bagunça e caos, Dexter torna-se apressado até no seu ritual de maior prazer: matar. E ele assassina Benito Gomes de forma tão desorganizada e suja, que só poderia terminar mal. O gancho do episódio é promissor. Dexter envolvido num acidente. Polícia para quem precisa. Quero ver sua lábia para escapar desta, nem raciocínio rápido ele terá. Pois é Dex, na ânsia de se ajustar como ser humano, até que se adaptou bem. Mas ser pai - e assassino - em tempo integral, aí é outra história.

Cenas legais:

- Dex falando o alfabeto ao contrário para o policial "alfabeto".
- Contando o segredo para o Harrison enquanto dá a mamadeira.
- O Trinity Killer e sua obsessão com a água. Quente!
- As crianças cresceram tanto. Astor está lindinha e fará tudo por um maldito Ipod.

-> Dexter acabado, maltrapilho e a Rita toda loira, linda e bronzeada? NOT!


Danielle M

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fast News - Dexter falando em português...de Portugal :P

A Fox lançou uma promo onde Dexter e Debra, Michael C Hall e Jennifer Carpenter , respectivamente, tentam a todo custo dizer poucas palavras em português. Levaram uma surra. Acho que a Debra se saiu melhor.

Uma gracinha!



Dica da Kelli, da comunidade Dexter, via Twitter.

Danielle M

domingo, 26 de outubro de 2008

[Dexter] 3.01 Our Father

Fotos: Reprodução Showtime

Estranho começar ver Dexter sem Doakes. O Sargento falastrão e musculoso era ponto alto da série. Apesar do desfecho dramático e sensacional, acho que foi uma grande perda. E o personagem novo, que nem me lembro do nome, não me convenceu ainda. Outro interesse amoroso para Debra? Give me a break.

Já começamos com a questão filosófica desta season: O legado do Código Harry e o "ideal" de perfeição. Acho incrível logo na abertura ver Dexter divagar sobre o que é a vida: rotina e controle.

A rotina, por mais que nos irrite e estresse, ela realmente nos dá conforto. Para alguém tão metódico como Dex, nada como a rotina de sempre. E isso inclui a fogosa Rita, que desde os minutos iniciais já sinalizava para nós, no seu "cio", que estava grávida. Opss, quebra de rotina.


Não é incrível a construção/descontrução deste episódio? Os tradicionais Donuts e as personalidades previsíveis de quem os consomem. Rita e as crianças, o trabalho, Debra...e a
segurança e rotina de Dex sendo quebrada fio a fio. Deb cortou o cabelo, Angel é sargento. Dex matando sem nada saber sobre o morto.

Rotina quebrada, código quebrado, vida nova? Um novo "Dexterzinho" estar por vir?

Veremos o que esta season nos aguarda. Apesar de, pela primeira vez em dois anos, não estar clara em todos os seus aspectos neste primeiro episódio. Para temer? Ou uma simples quebra de rotina?

Cenas legais:

-Dex e o dentista. Pq eles sempre insistem em conversar com a gente, mesmos abendo que estaremos de boca aberta?

-Rosquinhas e a galera, não existe rotina mais tranquila em Dexter.

-Rita o o "cio". UIA!

-A garotinha ruiva na escola: - You got a Gun?


3.2 Finding Freebo





P.S->
Dexter foi renovada até a 5a temporada! \0/ Isto significa que os livros realmente não serão mais usados.


Danielle M

domingo, 21 de setembro de 2008

[Dexter] [Supernatural] O que vem por aí...


Eu sei, eu sei. Estamos atrasados. Não é pouco caso não. Vida corrida e tempo de menos.

Supernatural e Dexter (vazado) retornaram! Já os vi e gostei muito.

Os comentários virão em breve e, por em breve, significa até terça feira no mais tardar.


Obrigada pela paciência e por nos acompanhar.


**Fotos: Reprodução

Danielle M

domingo, 9 de março de 2008

[Fast News] Dexter também vira Game - Lost e a audiência perdida

Pois é, não basta apenas a TV, é preciso ser multimídia. Assim como Lost, a série Dexter também fará expediente no mundo dos games. O canal de TV a cabo Showtime e a empresa Marc Ecko Entertainment fecharam um acordo e lançarão o produto. Ainda não há uma data certa para o lançamento, nem roteiro, personagens que participarão, enfim, apenas a idéia, por enquanto.

De acordo com Ecko: "Nossos designers, roteiristas e artistas darão ao mundo moralmente complexo de 'Dexter' o tipo de interatividade que os jogadores amarão".

Reprodução - Vocês poderão me jogar!

Sim, moralmente complexo, no entanto, querem apostar quanto que os "puritanos" contra violência em jogos vão entrar em ação? E também vale questionar, qual será a faixa etária para o jogo? Porque Dexter, a série, é para maiores de 16 anos. Hohohoho.

E aí? Quem mais quer ser Dexter no jogo? \0/

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Pois é, culparam o American Idol, culparam o TiVo, culparam o dia, culparam a hora. Culparam até, pasmen, a audiência. O dia foi mudado, a hora, a fuga dos programas top americanos, enfim, mudanças foram feitas. Mas parece que a estratégia de Damon Lindelof, Carlton Cuse e da ABC não surtiu efeito, aliás, piorou tudo. De acordo com a medição de audiência da Nielsen, Lost perdeu 20% de sua audiência. E agora? A culpa é de quem?


Reprodução - Audiência por água abaixo?

Em minha opinião, a estratégia de não exibir parte dos episódios ano passado contribuiu para este clima. Ninguém imaginava uma greve de roteiristas, mas ela aconteceu. Com isso, Lost ficou ameaçada, serão exibidos 13, dos 16 episódios prometidos, e a "não interrupção" também foi alterada, haverá uma pausa, pequena bem verdade, entre os episódios.

Torcer para que o cliffhanger antes da pausa e também para a próxima exibição do ano que vem seja interessante.

(os dados desta notícia foram pesquisados no TV Guide e E!)


Danielle Mística