domingo, 28 de junho de 2009

Extra - Para ver Michael Jackson

Não há uma alma do planeta, que tenha Tv ou internet, que não saiba que Michael morreu. Muito menos da sua importância para a cultura pop.

A sua morte leva um pouco da minha infância, quando meu irmão e eu dançávamos Bad na sala da nossa casa. Quando a gente colocava meia branca para fazer aquele maldito moonwalker.

Para (re)ver Michael é fácil, o youtube tem todos os seus clipes. Revolucionários muita vezes. Não me canso de ver Beat It, Bad, Thriller e Billie Jean.

Mas Michael também está fora da área da música e clipes.

Lembro de ter visto na Globo a história da sua família, The Jacksons: An American Dream (1992) , traduzido como Os Jacksons (hehe), onde ele e os irmãos viviam ensaiando e levando surra do papis. Minha mãe chorava com estas cenas e comentava: "Tadinho, por isso ele é esquisito assim". É isso aí, Freud em cápsulas até para donas de casa. Ahh, também tem a sua paixão (e um fora daqueles) por Diana Ross, sua musa mentora.



Outra série, homônima, mas com os próprios irmãos, passou nos anos de 76 e 77. Estavam lá o povo todo: Jackie, Michael, Tito, Marlon, Randy, La Toya, Rebbie, Janet e Jermaine. De acordo com o Wikipedia, a CBS pretende relançá-la em DVD.

Há também um filme doido do começo ao fim, o SBT já exibiu milhares de vezes e, claro, na sexta feira ele deu mais um repeteco. Trata-se de Moonwalker (1988). Olha, é bizarro, adjetivo que sempre vai acompanhar o Michael, vamos combinar. Conta com a presença de Sean Lennon e um monte de personagens de desenho animado.Também tem Joe Pesci, a coisa toda é estranha, com clipes e extra terrestres, mas vejam porque tem a sequência mais filha da p*** em termos (hahahah) de dança, falem o que quiser, mas eu fico impressionada com Smooth Criminal, caramba, não há efeito na coreografia, que fique claro, é Michael em estado puro fazendo o que sabe.






Uma das partes mais engraçadas é a criançada recriando o clipe Bad.


Tem uma informação recentemente dada pelo Ligado em Série, o desenho animado Jackson 5ive, exibido na mesma CBS, com ficção e também notícias sobre a banda. Bem colorido e "maluquete".

Fotos: Reprodução.

O cantor também atuou em The Wiz (1978) com Diana Ross, ele era o espantalho. Sim, recriação de O Mágico de Oz, só com elenco negro. Passou diversas vezes na Sessão da Tarde.



Bom, é isso. Michael é fenômeno de mass media, com ele vai o fim de uma era. Excêntrico, porém era realmente o "rei do pop", numa época que junto com Madonna, ídolos pops tinham mais "sustância" e conteúdo que os de agora. Antes fazer sucesso não era apenas jogada de marketing.

RIP!

Danielle M

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fast News - Dexter falando em português...de Portugal :P

A Fox lançou uma promo onde Dexter e Debra, Michael C Hall e Jennifer Carpenter , respectivamente, tentam a todo custo dizer poucas palavras em português. Levaram uma surra. Acho que a Debra se saiu melhor.

Uma gracinha!



Dica da Kelli, da comunidade Dexter, via Twitter.

Danielle M

domingo, 21 de junho de 2009

[Skins] Terceira Temporada

Nesse período de férias da temporada regular, nada melhor do que colocar em dia aquelas séries que ficaram pelo caminho. Por isso, teremos alguns textos especiais no decorrer desses meses falando de algumas séries que não foram assunto por aqui. Como esse ano desisti de várias delas, algumas acabei voltando e pretendo analisar a temporada como um todo, destacando principalmente seu desenvolvimento durante o ano. A primeira delas será Skins, que mantendo apenas Effy e sua família (com exceção de Tony, claro) estreou cercada de dúvidas em relação ao elenco, mas que no decorrer dos episódios mostrou muito mais falhas na sua estrutura. Mas vamos devagar para situar essa história.
Pra quem nunca viu a série, deveria aproveitar e ver as duas primeiras temporadas, que de forma muito honesta consegue falar da adolescência de igual para igual, apresentando os fatos e lidando com eles, num processo de auto-conhecimento junto dos personagens. Não cabem lições de moral em Skins, o que o personagem deveria ou não fazer, até porque os pais são reflexos dos próprios adolescentes, perdidos ao lidar com seus filhos. Nesse caminho, a série sempre utilizou-se das mais absurdas situações cômicas para mostrar esse descobrimento de um novo mundo, mas que quando situava as personagens, mostrava um aspecto dramático todo especial, verdadeiro e fácil de se conectar. O principal apelo era que você reconhecia grande parte de suas aflições naqueles personagens, torcia por eles como se fossem seus próprios amigos. É por isso que Tony, Sid, Cassie, Jal, Chris e toda a turma deixaram saudades. Certo, menos o Anwar.

Mas esses adolescentes cresceram e a solução (nada original, por sinal) foi reformular o elenco, e fazer novas apostas. Quando fiquei sabendo que a série "regrediria", a primeira coisa que me perguntei era se valeria a pena seguir toda uma nova jornada, ou seja, redescobrir a adolescência através dos mesmos "olhos" dessa produção. Por outro lado, ter os dois principais roteiristas ainda envolvidos era o único alívio e motivação para encarar esses novos personagens. Para agradar esses antigos espectadores, quem foi elevada à condição de protagonista foi Effy, aquela que na minha opinião era a única consciente em meio aos adolescentes das temporadas anteriores. E esse talvez tenha sido o mais grave erro.
A nova turma só viria a se conhecer no primeiro episódio, no começo do ano letivo. Além de forçarem a forma como eles viraram amigos do dia para a noite -- principalmente com todos se reunindo no aniversário de Cook já no episódio seguinte --, à primeira vista muitos deles tinham semelhanças até com os veteranos. Mas numa série que se presta a ter no máximo dez episódios por ano, esse é um problema à medida que fica difícil de considerar isso além de uma simples cópia. Mesmo Freddie, JJ e Cook, que juntos se auto-denominam "os três mosqueteiros" não tinham nada além dessa amizade fraternal para oferecer. Talvez o ideal fosse que a turma já se conhecesse e tivessem aqueles esqueletos escondidos no armário, para explorar no decorrer dos episódios. Assim, com tantos personagens para serem apresentados, a história demorou pra ser desenvolvida e ir além de piadas que envolvessem fratulência ou vômito. Como protagonista da temporada, Effy era o centro das atenções desde o primeiro encontro com esses três garotos, e logo despertou a paixão de Freddie e Cook, o bonzinho que declara seu amor e o bad boy que só quer saber de confusão respectivamente. Mas o maior problema foi arrastar todo esse triângulo do primeiro ao último episódio, como se fosse o tema principal da temporada, naquela velha história de cair num cliché. Pior do que isso é ver a própria Effy sendo transformada numa versão de poucas palavras de Blair Waldorf de Gossip Girl, tanto nos temas como na repressão de seus sentimentos, nos jogos para disputar seu amor e a certeza de que todos lhe amam. Acho triste pra uma série que virou referência até para a própria GG -- ou alguém esqueceu dos cartazes escandolosos para promover a segunda temporada? -- ser reduzida a tão pouco. Acho triste que uma personagem tome atitudes tão rasas quando antes servia de consciência dentro da própria série e teve até sua primeira fala na forma de um enigma. Só faltava mesmo que ela fosse traída por sua melhor amiga, o que inevitavelmente acabou acontecendo.
Talvez o que sirva de alívio é que o elenco continue sendo um dos destaques, adicionando uma certa dose de complexidade e permitindo ainda simpatizar com grande parte dos problemas vividos por esses adolescentes. Um dos destaques pra mim foi o desempenho de Cook ao longo dos últimos episódios, principalmente no encontro com seu pai. Ele mostrava tanto descontrole, que aquela determinação parecia nem condizer com sua personalidade, mas Jack O'Connell conseguia mostrar com poucos gestos a sua insegurança interior e driblar todos os obstáculos clichés de sua história. Já as gêmeas Katie e Emily eram as personagens que pareciam mais promissoras, mas acabaram decepcionando: seja pela caricatura que transformou-se Katie ou mesmo o romance lésbico envolvendo Emily e Naomi que nunca saia do lugar. É uma pena ver que o desfecho da temporada acabou sendo tão frustrante, concluindo grande parte das tramas e não deixando nada para ser resolvido mais pra frente. Como se fosse uma lição de moral em que todos fizeram as escolhas certas, exatamente o contrário do que um dia já foi Skins. Uma pena para uma produção que continua notável, sempre em locações externas interessantes, e com uma trilha sonora ainda imbatível. Afinal, em que outro programa você ouviria Gang Gang Dance, Lacrosse, Bon Iver e Joy Division numa mesma hora?

Ao que tudo indica, apesar da péssima recepção do público e a queda da audiência, Skins deve voltar no começo de 2010. Mas não esperem por um texto desses no ano que vem, porque nem mesmo minha curiosidade por séries adolescentes me fará perder tempo e destruir o pouco que ainda me resta das lembranças de Effy.

e.fuzii

quinta-feira, 11 de junho de 2009

[Terminator: The Sarah Connor Chronicles] S01E02 Gnothi Seauton

Por Rafael S



Recomeçar a vida do zero não é fácil. Ainda mais quando você fica oito anos fora. Sarah, John e a recém-chegada Cameron tem agora essa difícil tarefa. Dados como mortos após os incidentes no banco, eles tem que conseguir novas identidades, dinheiro e proteção para viver. Esse segundo episódio de Terminator: The Sarah Connor Chronicles trata justamente desse choque do recomeço, e o quanto uma pessoa perde sua identidade ao fugir por tanto tempo. Gnothi Seauton, traduzido do grego, significa "Conhece-te a ti mesmo". A vida de Sarah nunca mais foi a mesma após receber a visita do T-800 e de Kyle Reese em 1984, e desde então vive fugindo e se escondendo para proteger seu filho. Mas até que ponto uma pessoa pode mudar tanto e continuar fiel a quem realmente é?

Ao descobrir que as máquinas já estão em 2007, Sarah enterra suas esperanças de uma ter uma vida tranquila, e retoma sua paranóia constante para fugir dos robôs. Para arranjar documentos falsos, ela recorre aos serviços de Enrique Salceda. Fãs dos filmes o reconhecerão imediatamente do segundo filme. Mais uma prova que Josh Friedman (que também roteirizou esse episódio) fincou suas bases sobre a mitologia dos dois primeiros filmes.

Quando Cameron revela que há células da resistência em 2007, a série começa a explorar um conceito até então não visto nos filmes: e se houvessem membros da resistência no passado trabalhando para mudar o futuro, e não apenas combatendo exterminadores? Uma premissa bastante interessante, principalmente pelo misterioso soldado que começa a espreitar Sarah, John e Cameron. Quem será ele?



Qual o impacto de, em um momento estar em 1999, e no seguinte em 2007? Para nós, que vivemos esse período dia a dia, se olharmos para o passado e nos lembrarmos de como as coisas eram, as mudanças podem parecer não muito grandes, mas esse salto brusco no tempo mexeu com os personagens. Em algumas poucas cenas, Friedman conseguiu reproduzir bem esse desajuste inicial da família com essa nova realidade. Cansado de ficar escondido em casa, John logo dá um jeito de escapar quando Sarah está ausente e decide ir a um shopping center. Como todo jovem deslumbrado, ele fica babando em uma loja de eletrônicos, com tecnologias que
pareciam tão distantes para ele 8 anos atrás. Pobre garoto, até se impressionou com o Windows Vista. Em seguida, vai visitar a casa de Charley Dixon (Dean Winters, da polêmica série Oz), ex-namorado de sua mãe, e provavelmente o mais próximo de um pai que ele já teve. Desorientado ao ver que Charley seguiu com sua vida nesse tempo e se casou com outra mulher (interpretada pela Sonya Walger, a Penelope Widmore de Lost), John foge dele, por mais que Charley tentasse uma aproximação, mostrando que não havia esquecido nem dele nem de Sarah durante todos esses anos.

Infelizmente para Sarah, esse deslumbramento com o novo mundo durou pouco, sendo substituído rapidamente pelo medo. Medo ao descobrir que está em um mundo sob a sombra do terrorismo, mostrado na ótima (e bem sacada) cena onde ela fica estarrecida ao ver pela primeira vez as imagens dos ataques do 11 de setembro, e sua narração posterior falando que, se tivesse presenciado esse fato naquela época, pensaria que era o começo do julgamento final.

Mas o golpe mais duro que ela recebe sem dúvida foi dado por Cameron, quando esta lhe fala que, do futuro de onde veio, Sarah morreria de câncer. Receber uma notícia dessa faz até uma mulher guerreira como Sarah estremecer. Em uma interpretação potente da Lena Headey, ela tenta ao máximo não demonstrar esse abalo sofrido para as pessoas ao seu redor, e guardar para si toda a dor que está sentindo.

Esse episódio também marca a primeira aparição de uma das personagens mais estranhas da série, Chola, a latina que não fala uma palavra. Uma personagem com importância quase nula, mas que voltará a aparecer em alguns episódios, sempre com seu comportamento misterioso. Começa também a jornada de Cromartie para achar novamente John Connor. O robô, que teve a cabeça transportada no tempo, consegue achar e reassumir o controle de seu corpo, abandonado nos destroços do banco do episódio passado.

Com muitas referência ao Mágico de Oz (o apelido dado a Cameron de "Homem de Lata" e o sobrenome falso Baum usado por John e Sarah em suas novas identidades), Gnothi Seauton complementa muito bem o primeiro episódio, resolvendo pendências que poderiam ser encaradas como furos de roteiro, e norteando as várias tramas da série que virão a seguir. Sarah, repleta de dúvidas e medos, começa sozinha sua batalha contra um possível câncer que poderá aparecer. Connor, Reese, Baum. Não importa sob qual sobrenome, sua essência nunca será perdida: a de uma grande guerreira. Gnothi Seauton.



Rafael S
http://twitter.com/rafaelsaraiva

quinta-feira, 4 de junho de 2009

FAST NEWS - Morre David Carradine

Foto: Reprodução People Magazine


O ator David Carradine, da famosa série Kung Fu e de filmes como Kill Bill, foi encontrado morto num quarto de hotel. A produção de seu novo filme que o encontrou.

Ele tinha 72 anos, casou-se cinco vezes. Ele é irmão de outro famoso ator, Keith Carradine, o agente Lundy de Dexter.

Danielle M

terça-feira, 2 de junho de 2009

[EXTRA] Sundance 09 - Adam


(post sem acentuacao, sorry!)

Post atrasado? Quase nada. Mas soh hoje notei que nunca comentei sobre o meu filme favorito do Sundance esse ano: Adam! Esse filme alias foi comprado durante o festival pela Fox Searchlight e vai sair nas telas de cinema americanas esse verao.

Para ser sincera jah fazem alguns meses que vi esse filme, entao os meus comentarios nao serao os melhores jah que a lembranca do filme nao estah tao fresca na minha cabeca. Mas como eu gostei muito do filme, queria deixar minha opiniao e sugestao por aqui para que voces possam conferir quando estreiar no Brasil.

Adam eh interpretado por Hugh Dancy (o Luke no Confessions of a Shopaholic) e ele comeca o filme enterrando seu pai. Os dois moravam juntos, e quando vemos Adam voltando para casa comecamos a ver que tem algo estranho com ele, mas ainda nao sabemos exatamente o que.

Logo apos o pai de Adam morrer, Beth, a personagem interpretada por Rose Byrne se muda para o mesmo predio dele, e os dois comecam uma amizade complicada. Acontece que Adam tem Asperger, uma especia de Autismo, e segundo a wikipedia que consultei para poder explicar melhor, o Asperger diferencia-se "do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. (...) Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados."

Logo no comeco de sua amizade, Beth convida Adam para sair com um grupo de amigos e ele aceita. Mas na hora que ela bate na porta atras dele, ele se acovarda e nao vai. Mas com o sentimento de culpa, monta um "planetario" na casa dele, e quando Beth chega da festa, ele a arrasta para a sua casa e ela realmente fica impressionada, e um interessada no Adam.

Mas o filme continua e cheio de situacoes embaracosas onde o Adam, por ter dificuldade em entender as pessoas, se mete. Ele explica para a Beth sobre o Asperger, e mais adiante no filme eles comecam um relacionamento - ainda mais complciado que a amizade que eles possuiam. Mesmo assim, as coisas vao bem. Ateh Adam perder seu emprego (que ele conseguiu via seu pai) e comecar a se desesperar por nao saber o que fazer para conseguir outro. Entrevistas nao sao o seu forte. Mas a Beth o ajuda por esse processo dificil, enquanto ela mesma passa por uma barra: seu pai (o Peter Gallagher do OC) estah sendo processado e pode acabar indo para a cadeia (nao me lembro o porque... ). E tudo isso somado acaba fazendo que os dois briguem e se separem.

A essa altura o filme jah estah quase no fim, e Adam consegue um emprego, na California (a historia se passa em Nova Iorque se nao me emgano... Costa Leste for sure). Mas ele nao quer ir sem a Beth, e vai atras dela na casa dos pais e pede para ela ir com ele. O pai dela estah lah e os tres brigam, mas Beth decide ir com o Adam (eh uma cena emocionante e eu nao fiz jus a ela). Ela volta com ele para o apartamento, mas mesmo assim as coisas nao estao 100% entre eles. No ultimo minuto, ela decide nao ir com ele. :(

O filme termina anos depois, com Beth recebendo um pacote pelo correio, um livro escrito por Adam, onde ele conta sobre as aventuras de uns animais (eu esqueci qual!!) que vivem no Central Park (uma historia que ele e Beth discutem no comeco do filme).

E um filme fofo, pelo qual eu nao tinha grande expectativas, mas sai do cinema satisfeita de o ter visto. Fiquem de olho e depois me escrevam nos comentarios as suas opinioes a respeito!

Mais info sobre Aspeger: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Asperger
Site do filme: http://www.foxsearchlight.com/adam/ (a foto do post veio de lah)
Assistam o trailer!

Anita

domingo, 31 de maio de 2009

Supernatural - 4.22 Lucifer Rising (Season Finale)



Esta foi a temporada mística de Supernatural. E também marcou a despedida do grande Kim Manners, diretor de muitos episódios da série e também de Arquivo X (especialmente os episódios sobrenaturais :P ). Ele morreu em janeiro deste ano, perdeu a luta contra o câncer

Bom, os produtores diziam que anjos não seriam mote para SN, esta é uma série sobre demônios. Mas pensaram melhor e optaram pelo lógico. Não há problema algum em colocar alguns anjinhos por lá, afinal, onde há demônios, tem que ter anjos. E todo o arco Castiel, o anjo-gato, foi construído. Uma boa história interpretada por um ator muito legal, Misha Collins, presente em séries como Cold Case e CSI.

Voltando a Castiel, a "mitologia cristã" de SN foi bacana. Um contraponto interessante e resgatando a série de um possível desgaste ao repetido tema demons de sempre. Sam e Dean estão mais uma vez na encruzilhada. Dean retornou do inferno e tem trabalho a fazer, porque ninguém volta de lá para nada, não é mesmo? E Sam é parte deste trabalho, agora que resolveu chupar sangue e usar seus poderes para sabe se lá o que (ehehe, agora sabemos), salvar é a desculpa, mas...isso poderia não acabar bem. Se eles não tem mais o pai, tem Bob. O protetor sábio que os tira das confusões.

Agora que os meninos sabem a verdade sobre a sua família, que sua mãe era uma caçadora, filha de uma dinastia de caçadores, e seu pai apenas entrou no assunto por amor. Reviravolta das boas, assim como ver o meu velho conhecido Direto Assistente Skinner, de Arquivo X, como o avô dos meninos.

Mas vamos a season. Após conhecermos a história do homem que agora Castiel habita e perceber que não existe caminho de volta, e que anjos e demônios tem objetivos bem semelhantes. Confesso que para mim esta foi uma das season finales mais mornas de SN, talvez por conta dos episódios anteriores, num tom mais frenético e crescente. Ela tem muito mérito, mas temo se esta mitologia possa afundar a série. Uma escolha arriscada.

Os 65 selos foram abertos e Lilith é o 66, a sua morte trará Lúcifer de volta a Terra, iniciando a batalha entre Anjos e Demônios. Apenas Sam poderá matá-la. O ciclo das duas últimas temporadas se fecha. Sam faz o que deveria fazer, esta forte, implacável , caiu na conversa da Ruby e acabou por matar Lilith.

E agora? Um irmão trilhou e concluiu sua missão, talvez a gente possa compreender melhor a reserva de papai Winchester em relação à Sam. Cabe agora ao outro irmão, o da constante culpa cristã, Dean, que , assim como eu, também não aguenta mais essa lenga lenga de irmão mais velho com preocupação familiares, para matar Lúcifer. Sim! Dean é o soldado mais valoroso dos Anjos. Mesmo que, como foi claramente mostrado neste episódio, eles sequer sabiam o inferno que estavam se metendo.



A estrada até agora? Mitologia dos infernos esta :P Mas temos a garantia de que Castiel, com todos seus questionamentos e olhinhos azuis, estará na next season. Uhu! Castiel, Lúcifer, Sam, Dean, Ruby morta, padres blasfemando o Pai Nosso. E esta foi a seson finale de Supernatural.

Setembro tem mais. Amém!




Danielle M

**Fotos : Reprodução

Cenas e falas legais:

- Arcanjo: "Você é o nosso Russel Crowell, Dean".
- Dean para Castiel: "Não me venha com esta porcaria de destino". Vi os produtores de Lost se remexendo :P
- Dean ao saber sobre os 65 selos quebrados: "Hmm, placar interessante".
- Existe coisa mais clichê do que aquela sala verde que Dean estava? Tinha até arpa, hahaha
- Padre: Pai nosso, blá blá blá.

sábado, 30 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x25-26 "To hell... and back"




O episódio termina com um cliffhanger bem bacana para a próxima temporada. Bem bacana! Envolve aquele que foi um dos unsubs mais interessantes dessa season, Foyet (um onívoro, de quem podemos esperar tudo) e Hotch (aquele que parece ser a figura mais inabalável da equipe). O que foi aquele tiro, realmente não dá para dizer. Tudo é mera especulação. E também nem me importo tanto. O que importa é que o gancho me parece promissor por envolver duas figuras que respeito muito, numa situação de muito suspense e de uma carga emocional imensa.

As palavras de Hotch para fechar o episódio foram muito boas e destaco, em especial, a indagação que ele faz sobre os membros da equipe e “por quantas vezes eles ainda conseguirão ‘olhar para dentro do abismo’? quantas vezes até que eles não mais consigam recuperar os pedaços de si que o trabalho retira?”.


Isso é uma verdade muito dura, que exige respeito e reflexão e que, inevitavelmente, nos remete ao episódio piloto (1x01) e à citação final de Gideon (When you look long into an abyss, the abyss looks into you. – Nietzsche). Como resistir, indefinidamente, ao olhar do abismo para dentro de si??

Enfim, acho que temos motivos para crer que a quinta temporada tenha um bom começo, mas, como ele será, não me importa agora. Por hora, me basta essa ansiedade positiva, essa fé que ficou e que levarei até o 5x01, e que se sobrepõe esse fraquíssimo season finale. Fraquíssimo!

Mas, como é inevitável, falemos dele..

O episódio serviu para nos dar a certeza que a série optou por passar a fazer "pseudo-homenagens" ao que já se criou antes. Depois dos que eu já citei nos últimos episódios (“Melhor é impossível”, “Arquivo X”, ...) agora é a vez de “Hannibal”. Pois é, a audácia não tem limites.


O unsub da semana é uma figura grotesca, tetraplégico, que cria porcos e os alimenta com o corpo das vítimas. As bocarras ferozes e repulsivas em ‘close’ para imaginarmos o estrago que elas causarão, até o reconhecimento da voz para ativar telefone, computador, tudo já estava lá em 2001, no filme “Hannibal”. Até mesmo os nomes foram escolhidos para causar.... para causar não sei o que. Em mim, irritação. O fato é que a vítima de Lecter que queria vingança era Mason Verger e aqui temos Mason Turner!! Eu não consigo entender o que se quer. Mais uma vez, vergonha alheia de quem escreveu isso tudo!


Mason Verger...




... e seus porcos.



Mason Turner...



... e seus porcos.

O episódio copiou até a própria série. Fiquei me lembrando do detetive com TOC (Legacy - 2x22) que era ridicularizado por achar que pessoas de rua era vítimas de um serial killer e ninguém acreditava (“essas pessoas desaparecem mesmo, não criam raízes, bla bla bla...”). Acho que até as frases eram as mesmas!

(Eu poderia até falar dos sapatos - agora já falei! - que mais me lembraram as cenas do desperdício com as doações para as vítimas da enchente de Santa Catarina, que vimos na imprensa essa semana...)

A equipe esteve bem, dentro do que o roteiro permitia. Rossi muito bom na tortura psicológica ao unsub. Morgan, aquele que em 27.08.08 (!) eu apelidei de Rambo porque lá no 2x22 (!!) já tomava a direção de veículos em movimento, foi muito duro com a detetive que não investigou os casos. Não tem a cara dele. Garcia, às lágrimas diante do conteúdo do laptop do unsub, ótima e coerente com a personagem. JJ, well... é a JJ. Prentiss eficiente nas buscas, Reid eficiente na análise do segundo unsub. Hotch liderando como sempre. Sempre mantendo o foco da equipe.

Mas isso não basta. A série está em dívida com o público. E acho que essa pausa será providencial, ou para que eles se reposicionem, ou para que eu recarregue meus estoques de paciência e tolerância.

Vamos com fé.
Até a próxima temporada!
Célia.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

[Glee] O Piloto que todos estão comentando

Numa manobra arriscada, a Fox decidiu estrear uma de suas promessas para a próxima temporada logo após a final do American Idol, ou aquele programa visto por milhões de americanos. Enfim, levando em consideração o tema, parece não haver lugar melhor. Por outro lado, cheguei a dizer que assistir esse piloto é uma daquelas no-win situation em que ou você simplesmente detesta pelo resto de sua vida ou tem de esperar longos meses pelo resto da história. Mas pode ter certeza que as campanhas pra promover a série serão maciças daqui até lá. A recepção para mim foi surpreendente, a mídia realmente abraçou a série de uma forma que não se via desde Pushing Daisies e apesar de também ter adorado, posso entender perfeitamente quem achou insuportável. Outros comentários entuásticos podem ser lidos no Blog NaTV e no teleséries.

Depois de ter o excelente piloto de Pretty/Handsome rejeitado no ano passado, Ryan Murphy decidiu voltar às origens e dedicar-se a um trabalho que lembra sua cultuada série Popular -- releve por mais contraditória que essa frase possa parecer --, no final dos anos 90. Para quem não sabe e esteve longe de todo esse buzz, Glee passa-se em um colégio e trata do ressurgimento do antigo clube de coral, comandado por um professor que se destacou num clube como esse em sua adolescência. Obviamente, durante a seleção surgem apenas os alunos mais "estranhos" e impopulares do colégio, o que claramente já estabelece semelhanças com Freaks and Geeks. Sabe-se lá quanto tempo somos reféns de séries dramáticas que envolvem um clima "sombrio", mas depois de Pushing Daisies -- que tinha uma boa premissa, mas me enjoou com o tempo -- essa é a série que traz o sorriso de volta a nossos rostos. O grande trunfo é que seus personagens não são caricatos como num musical Disney e apesar dessa embalagem "simplesmente feliz", o conteúdo e os temas abordados são muito interessantes. Temos a competição clássica entre escolas pelo título de coral, uma disputa acirrada contra "organizações" mais populares dentro da escola (que envolve até os professores), como o futebol americano e as cheerleaders, mas claro, sem esquecer, da luta de todos os dias dessas personagens em serem reconhecidas dentro do colégio. Nas próprias palavras de Finn, que transita muito bem entre o clube de canto e o futebol, todos ali são potenciais perdedores. E apesar de atingir o clímax no apoteótico ensaio final, Glee se distancia de um musical comum exatamente porque as tramas não evoluem até chegar em números, mas são introduzidas de forma natural durante os ensaios, audições e competições.

Talvez tenha até ficado admirado demais com o piloto pela primeira vez, mas depois de reassistí-lo posso garantir que as possibilidades da série são enormes e nenhum dos atores destoa nesse extenso elenco. Meu maior medo é exatamente destruírem essa premissa tão boa, caírem no cliché de criar aquelas rivalidades que estamos cansados de ver em séries adolescentes e claro, aquele casal principal que nunca sabe se vai ou volta. Apesar de Ryan Murphy não ser alguém que transpareça inteira confiança num investimento futuro, ainda acredito que ele sabe muito bem o trunfo que tem nas mãos, até pela coragem de colocar isso no ar. Só resta esperar por esses longos meses até setembro, cantando Don't Stop Believing, um daqueles fenômenos musicais inexplicáveis que vem embalando a América desde o final de Sopranos.

e.fuzii

terça-feira, 26 de maio de 2009

[Terminator: The Sarah Connor Chronicles] S01E01 Pilot

Por Rafael S



Quando surgiu a primeira notícia sobre uma série de televisão baseada na franquia O Exterminador do Futuro, muitos torceram o nariz. O estranhamento foi ainda maior quando foi anunciado o título da série. As crônicas de Sarah Connor? Mas Sarah Connor não havia sido dada como morta em O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas? O fato é que o criador Josh Friedman havia feito uma escolha arriscada: pelas decisões de roteiro impostas pelo terceiro filme (que trouxe além da morte de Sarah, o fatídico dia do Julgamento Final), ele educadamente resolveu desconsiderá-lo e fazer da série uma sequência direta do segundo filme.

Nesse ponto cabe fazer algumas considerações: à primeira vista, essa era uma decisão ilógica. Quebrar uma franquia de tanto sucesso em duas cronologias diferentes poderia despertar a ira dos fãs e causar confusão na cabeça dos espectadores casuais, que estranhariam o fato de Sarah estar vida, a não existência da Kate Brewster, etc. Mas desconsiderar o terceiro filme foi a opção mais coerente com a proposta do Friedman. Sem entrar nos méritos da qualidade de A Rebelião das Máquinas (mas só para registrar, gosto bastante), ambientar a história em um futuro apocalíptico, com uma trama cheia de soldados e grandes batalhas épicas tem mais a cara de um blockbuster do que de uma série (e está aí O Exterminador do Futuro 4: A Salvação para comprovar isso, seguindo esta linha grandiosa). Friedman queria um show mais intimista, acreditando no potencial da Sarah como a personagem altamente complexa que é.

Então, desconsiderado o terceiro filme, estamos em 1999, dois anos* após os explosivos (literalmente) eventos que resultaram na destruição da Cyberdyne, do T-1000 e do T-800. Ainda foragida do sanatório e procurada pela acusação de matar Miles Dyson, Sarah vive fugindo junto com seu filho John (Thomas Dekker), tentando estabelecer algo próximo de uma vida normal enquanto mudam frequentemente de cidade em cidade e se escondendo sob o sobrenome Reese (em homenagem ao Derek Reese, pai de John). Mas a chegada de dois exterminadores, um para assassinar John (Cromartie) e outro para protegê-lo (Cameron), traz todo aquele inferno mais uma vez de volta a suas vidas. E para piorar, eles ainda tem que lidar com a investigação do agente do FBI James Ellison (Richard T.Jones), ainda interessado em desvendar os incidentes de dois anos antes.

Seguindo fielmente a personalidade da Sarah Connor dos filmes, Lena Headey (mais conhecida por seu papel em 300) traz uma carga dramática fortíssima ao papel. Sarah foi uma mulher obrigada a amadurecer (e endurecer) à força. Quando era apenas mais uma jovem despreocupada com a vida, ela recebeu a notícia de que seria mãe daquele que no futuro seria o líder da resistência humana contra as máquinas, e abraçou esse destino desde quando estava com John em sua barriga. Desde então, ela carrega o fardo de ser a responsável pelo futuro de humanidade, não só apenas como uma protetora, mas acima de tudo como uma mãe. Atormentada pelo constante medo da chegada de mais robôs do futuro, ela está disposta a fazer tudo pelo filho, suprimindo qualquer necessidade individual em prol dele. E logo nesse piloto ela dá uma amostra a que ponto pode chegar, ao tentar dar um tiro na própria cabeça para que Cromartie não a use como isca para encontrar John.

A maior novidade desse piloto fica por conta de Cameron, a exterminadora interpretada pela Summer Glau (da excelente série Firefly). De um modelo ainda não identificado, ela parece ser mais avançada que o clássico modelo T-800, apresentando um comportamento mais próximo do humano, sendo capaz até de se passar como uma colega de sala de John para se aproximar dele. Mas na hora de defendê-lo ela parte para a briga do velho modo bruto típico dos exterminadores, em cenas de ação muito bem feitas, principalmente para uma série. Atropelamentos, explosões de veículos, paredes destruídas são algumas das peripécias só nesse episódio.




Mas depois de tanta ação, o piloto ainda reservou uma reviravolta em seu final. Pela primeira vez, vemos uma viagem no tempo para o futuro. Para escapar da implacável perseguição de Cromartie, Cameron localiza as partes de uma máquina do tempo previamente construída no passado por um membro da resistência e viaja para o futuro com mãe e filho, especificamente para o ano de 2007. Oito anos pulados, oito anos não vividos, e agora todos eles tem que se adaptar a esse mundo diferente, onde são dados como mortos, e construir uma nova vida do zero. Mas o que não esperavam é que a cabeça de Cromartie viesse junto...

O piloto respeita e está repleto de referências aos dois primeiros filmes da franquia - a família do Miles Dyson, a clássica frase "Come with me if you wanna live", Sarah e seu passado como garçonete, o pessoal aparecendo nu depois da viagem no tempo - prova que o Friedman realmente escreveu o roteiro com conhecimento de causa. Na época de lançamento houve bastante polêmica entre os fãs, pois quando a cabeça de Cromartie é transportada no tempo, ela está puro metal, o que contradiz uma das leis de viagens no tempo na série (só viajam tecidos orgânicos), mas o próprio Friedman explicou posteriormente que isso aconteceu pois ficaria muito forte para a censura do programa mostrar uma cabeça queimando, mas que subentende-se que a pele de Cromartie ainda estava se desintegrando quando entrou no vórtex temporal.

No final das contas, um ótimo capítulo para começar a série. E como um belo toque final, nada mais justo que Sarah encerrar o episódio com um monólogo. Um pequeno relato de como ela encara toda essa responsabilidade que carrega nas costas e os desafios que vem pela frente. O momento que temos para conhecer um pouco mais dessa brava mulher, e o início das suas novas crônicas.


* Infelizmente essa é a única parte que não bate com os eventos dos outros filmes. O segundo filme se passa em 1995, e não em 1997, como a série considera.




Rafael S

http://twitter.com/rafaelsaraiva

domingo, 24 de maio de 2009

[Fast News] Cannes e Lars Von Trier


Não quero ver o novo do Almodovar, nem o de Tarantino. Meu negócio é com Lars Von Trier e o seu vaiado e incompreendido "O Anticristo".

Um filme de terror que fala mal de mulher - foi acusado de misógino - e da natureza, merece ser visto. E ainda tem a Charlotte Gainsbourg vencendo a Palma de Ouro. Já tô lá.



Danielle M

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fast News - O que fica e o que sai da programação das emissoras americanas

Todo ano, o tradicional "fica" e "sai" dos programas americanos. Alguns foram salvos pela repescagem de outras emissoras ( é o caso de Medium, que agora pertence a CBS), outros a gente já sabia que estavam com os dias contados. E há também as surpresas, juro a vocês que não sabia que Without a Trace estava mal das pernas.

Vamos a lista das canceladas, de boa, as renovadas são mais públicas e notórias. Agora é hora de chorar para alguns e rir muito para outros.


ABC: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies ( espaço para meu choro dramático :((( ], Samantha Who? , Surviving Suburbia.

CBS: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.

FOX: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.

NBC:Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (agora na CBS), My Name is Earl , My Own Worst Enemy.

CW: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged , Reaper.

Danielle M

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eram os Deuses Astronautas? - Lost Season Finale

Eu postei as mesmas considerações no blog parceiro Teorias Lost, apenas uma discussão e uma outra visão da Season Finale. A propósito, vi em alguns fóruns internacionais que não houve unanimidade nesta season, muitos ficaram decepcionados, assim como Fuzii. Apesar da mídia internacional ter achado , hmm, exótico, basicamente.

Eu gostei :) Parei de levar Lost a "sério". Vamos lá.


Os americanos "malucos" já falam em alienígenas.

Eu até entendo eles pensarem assim, há algumas correntes de pensamento ( de gente "doida", deixo claro :P ) que acreditam que tudo aquilo que os Incas e Astecas construíram foram com a contribuição/intervenção dos aliens.Os gregos e egípcios e suas fabulosas construções, como as Pirâmides e estátuas, também teriam a mãozinha amiga de uma inteligência extra terrestre. Isso foi até parcialmente retratado no livro : "Eram os Deuses Astronautas?", escrito pelo suíço Erich von Däniken em 1968. Numa das lendas que o livro relata, há esta em particular: “Orjina” que seria uma mulher com quatro dedos, que veio das estrelas em uma espaçonave dourada, “deu à luz a setenta filhos e regressou às estrelas”.



Se Lost for para este lado, vai ser MUITO ARQUIVO X e vou rir horrores. Na verdade ficarei decepcionada, e muito, Arquivo X foi uma série que criou, desde o primeiro episódio, uma mitologia sob esta base. Lost, não. Será que " a verdade está lá fora"? O tema não me desagrada, afinal, sou fã de Arquivo X. Mas eu realmente acho que eles não deram uma base mínima para a teoria dos aliens. Concordo que Lost foi escrita sob uma miscelânea de teorias possíveis, mas ficava, basicamente, entre a Ciência e a Fé.




Agora começarem a vender esta idéia, sei lá. É aquela coisa , Lost é feita para e com a cultura americana, por mais que eles coloquem um cast com etnias distintas, trabalhem também com folclore e culturas diferentes, são americanos. E para eles, a questão de UFOs é mais plausível do que a místico - religiosa. O "boom" religioso dos americanos foi na década de 70, com Exorcista e por aí vai, mas não é o que se prega em Lost. Isso soaria pra mim como uma trapaça, querem tanto nos surpreender que vão partir de outra direção.



Há outras questões fora do espaço sideral para analisar :P Até porque eu prefiro a versão mística sobrenatural de Jacob e "aquele que não tem nome". Acho melhor acreditar que eles são entidades brincando no Éden, nirvana, paraíso ou qualquer outro nome que esta representação de um lugar bacana, onde se pode alcançar a essência espiritual, possa ter.

Vá saber a razão do encontro de Jacob com a sua lista, como alguns aqui já disseram, foi ele quem trouxe cada uma daquelas pessoas ali, do Black Rock ao 815, proposital o acidente :P

Brincadeira, eu acho que Jacob saiu da ilha em momentos distintos após a queda do 815, assim como Alpert diz a Jack que saiu por 3 vezes da ilha e não notou nada de especial em Locke, sendo que foi instruído para isto. Bom, mas de qualquer forma, Locke foi escolhido para ser líder por Jacob. Até pq Alpert não me parece ser do tipo que questiona ordens. Ou se não foi escolhido pelo próprio, será que o nome sequer foi citado a Jacob por Alpert? Se foi isso então, a manipulação "daquele que não tem nome" foi perfeita .

Quanto ao povo do 815, acho que Jacob estava na sua missão "acredito no progresso" da humanidade, por isso as visitinhas. Mas vale lembrar que Jacob visitou Hurley depois que ele saiu da ilha, convencendo-o, inclusive, a retornar. Acredito, e muitos de vocês também, que Jacob sabia que sua morte estava planejada. Quem sabe ele tem o dom da onisciência?

Quanto a estátua, o povo dos fóruns internacionais já acredita em outra representação e não apenas Anúbis, seria a fusão de vários deuses, cada parte do seu corpo representaria estes, dentre eles o Deus egípcio Sobek, que cria o caos, mas também tem senso de justiça. O que acho beeeem Jacob.




Não podemos esquecer que muito mal foi feito em nome dele na gestão Ben Linus. E ele só fez o que fez, seguindo ordens de Jacob. Nas próprias palavras de Ben Linus "Eu sempre fiz tudo aquilo que você me pediu. Jamais questionei suas ordens, suas listas".
Ilana é realmente uma icógnita. Parece que ela já conhecia Jacob de longa data, provavelmente já viveu na ilha. Os seus ferimentos parecem estilhaços de bomba e o hospital possuía parcos recursos, dá para perceber a pobreza do lugar, me parece improvisado, como num campo de batalha, aliás, semelhante ao que os Outros levaram Ben Linus garoto no seu posterior encontro com Widmore.

Ahh, e eu tb sou do grupo que acredita que Richard Alpert , o Ricardus :P Veio no Black Rock naquela bela cena inicial do episódio.

E não acredito ainda no maniqueísmo "Bem versus Mal", do "aquele que não tem nome" e Jacob. Para mim, eles podem ser ambos "deuses gregos" brincando com os seres humanos. Ambos com senso de justiça, castigo e crueldade. Enfim, entidades. Algo realmente sobrenatural, até porque aquela cena inicial é tão reveladora, mostra inclusive que eles estão ali há muito tempo.

Ficou mais claro (e isto não significa certeza), que Locke foi manipulado também desde o começo por "aquele que não tem nome". Cada ação que o fazia "especial" pode agora ser relativa. Locke poderia mesmo ser um perdedor. Mas eu já acho que andar já seria um grande feito e permaneceria naquela ilha numa boa. Não podemos esquecer também que Widmore e Abaddon foram atrás de Locke quando ele saiu da ilha. Chegando, inclusive, a cuidar do ferimento a bala. Será que Widmore sabia mais do que supomos? Porque ele, Abaddon, o esperava. Também já sabemos que ele o procurou quando Locke estava em sua recuperação na cadeira de rodas. Ah, e sim, Abaddon também apareceu para Hurley. Talvez a conexão entre Widmore e "aquele que não tem nome" tenha algum fundamento.




Caso "aquele que não tem nome" controle realmente o Lostzilla, devemos nos lembrar que esta manifestação funciona como um juiz e carrasco. Mas com a oportunidade de dar aqueles que o encontra ver o que fizeram, lembram de Mr Eko? Está certo que ele também apareceu em outras oportunidades e nada fez. É o caso de Locke e Juliet. Nada, não. Ele "escaneava" as pessoas, aquela bela luz brilhante.



Jacob tem seus seguidores. Já "aquele que não tem nome" tem, em minha opinião, o controle dos elementos da natureza da ilha. E, quiçá, os mortos. Porque não acho que, a esta altura do campeonato, ainda podemos pensar no monstro da fumaça(Lostzilla) como algo tecnológico.

O que estamos assistindo é uma batalha maior. Maior até do que a gente pensava. E se realmente tudo não passe de um "eterno retorno" ? Assim os Losties estariam condenados a repetir este ato até que, finalmente, não fosse mais necessário ou chegasse ao objetivo final que, não faço a menor idéia de qual seja. Zerar tudo não acredito. Até porque isto acabaria com a história de Ilana e seu povo e também com próprio ato de matar Jacob e todas as implicações posteriores. E acho que ela e o "aquele que não tem nome", ainda tem muito o que mostrar.

O "They´re Coming" também é uma grande questão. Eles quem, cara pálida? Ilana e sua trupe? Juliet retornando do limbo? Ou os Losties em plena forma?




Danielle M

sábado, 16 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x24 "Amplification"




Episódio mediano, bacaninha, mas longe de ser inédito. Explico.

Um unsub que tem acesso a uma arma biológica, de destruição em massa, e passa a atingir inocentes. Seus primeiros ataques são apenas um ensaio, testes que antecedem o verdadeiro ataque, e que a BAU tem a missão de impedir (well, até Benson e Stabler já estiveram nessa, mas...) .

Nessa tarefa, contam com o apoio de grande estrutura do Departamento de Defesa. A sede do BAU fica repleta de militares uniformizados e, juntos, chegam a um professor que já fez parte do Departamento de Defesa, e que se encaixa no perfil. É numa visita a seu laboratório que nosso Reid é infectado pela cepa de antraz que Prof Nichols havia criado, com uma virulência nunca antes vista.

Mas o professor estava morto lá, há dias. O verdadeiro unsub era alguém com problemas de rejeição (rejeitado por namorada, ao emprego que tanto queria lá no Departamento de Defesa) e que se aproximou do professor para se valer dos conhecimentos técnicos dele.

A partir daí, com a ajuda da Big Brother Garcia, logo chegam a ele, e o prendem com a ajuda do General que intervém, fazendo o jogo sugerido por Hotch para que o unsub acreditasse que seu trabalho seria reconhecido.





O unsub sendo preso.

O próprio Reid descobre a cura, no inalador do professor. Assim, salva não só a si próprio como também às vítimas anteriores que ainda não haviam morrido. Mas, antes da descoberta e durante a agonia de estar diante da morte, pede à Garcia que grave uma mensagem para sua mãe. Comovente, o que nem é mais novidade. Ele fala que todos os dias da sua vida são vividos com orgulho de ser filho dela (O que mais uma mãe sonharia um dia ouvir?). E transfere a nós o seu nó na garganta.


Reid sempre me comove.


Para quem já disse ou já leu tantas vezes que ‘não é possível!, nada é capaz de fazer Hotch sorrir!!', o episódio mostrou que não é bem assim. Filho faz milagres com a gente. Ele sorri durante todo o telefonema (depois da Haley passar o telefone ao Jack!) e mostra um lindo sorriso na foto em seu escritório, ao lado do menino.




Olha lá o sorriso largo!


Ao longo do episódio, questiona-se, em vários momentos, a regra do sigilo absoluto para não causar pânico na população. JJ fica dividida entre seu dever profissional e seu instinto de proteção materno. Prentiss tem dramas de consciência, ao mentir para uma mãe que quer saber se seus filhos estão em risco, mas já se diz acostumada a isso. Rossi diz que quem tem um trabalho como o deles guarda inúmeros segredos, e que saber dos segredos só faria a população se sentir mais vulnerável ainda.

Aqui não dá mais para ficar quieta e fingir que está tudo certo com o roteiro. A cópia deslavada de cenas do filme ‘Melhor é impossível’, no 4x22, já foram constrangedoramente medíocres (eu sei, já disse isso). Mas agora foi demais! Pretensiosos ao extremo, ousam sugerir um clima de Arquivo X, que só passa relativamente impune porque grande parte do público é muito jovem e não teve a chance de viver as maravilhas da série.


O fato é que, além das insinuações de que o governo guarda segredos da população, detém armas químicas e biológicas lá em Fort Detrick que ninguém nem desconfia (para não falar nos experimentos com humanos!), que o exército está por trás de tudo etc, eles também copiaram cenas!
Mais uma vez, vimos a cópia exata e descarada de uma cena antológica ser introduzida na série. Não consegui uma imagem muito boa, mas asseguro que a cena toda é idêntica (e, com as diferenças de tecnologia de cada época, ela apareceu mais de uma vez no Arquivo X!): entram no tal ‘depósito’ no Pentágono/Departamento de Defesa para guardar um item; lemos o nome e vemos que aquilo será guardado a sete chaves; aí a câmera abre e vemos que o lugar é enorme e que, como aquele item, há milhares de outros mantidos em segredo.
Humildade, por favor, roteiristas!





Criminal Minds, em 2009.




Arquivo X, em 1993.

(Vou procurar algum trecho no youtube que mostre bem a cena e posto aqui depois.)


Semana que vem, teremos o finale e aí as coisas com certeza esquentarão. Finale é (quase!) sempre finale e parece que haverá a volta de um unsub bem bacana (quem leu spoilers já sabe qual!). Vamos com fé.
Célia Kfouri.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

[LOST] 5x16-17 The Incident

Antes de mais nada, ainda que seja avesso a comparar temporadas, não posso deixar de indicar semelhanças entre esse final e vários que já acompanhamos ao longo da série. No ano passado, lembro que a noção de que tudo não passaria de um simples fechar de pontas na história era mais do que evidente, mas a forma como tudo aquilo foi articulado, abrindo imensas possibilidades com os flashforwards dos Oceanic Six, deixou o episódio bastante interessante. Nesse caso, minha baixa espectativa já dizia que nada poderia me surpreender, mas no momento que tudo terminou naquele fade to white e com o título da série invertido, juro que não sabia se deveria rir ou chorar. Além do episódio ter seguido praticamente dentro do esperado -- o grupo liderado por Jack indo até as últimas consequências para detonar a bomba, e Locke cumprindo sua promessa de matar Jacob -- agora sobra muito pouca coisa para esperar da próxima temporada. Era como naquele final da abertura da escotilha, que poderia sair tanto um dinossauro de dentro quanto estar vazia. Claro, analisando por esse lado e lembrando que Desmond foi introduzido nesse contexto, confio plenamente que os roteiristas vão dar uma saída satisfatória para tudo isso, mas não custava nada ter aquele aperitivo "We have to go back", certo? Embora ainda acredite que nada deva mudar, e que todos aqueles que tentaram impedir o Incidente voltarão a sua linha normal do tempo, as possibilidades são tamanhas que chego a acreditar que a produção está esperando aprovações de orçamento e de elenco para tomar suas decisões. Pois é, tempos de crise...

Pra sempre, Juliet Burke. Podemos ficar meses aqui discutindo se esse foi o derradeiro último episódio de Juliet, mas ainda acredito que não. Por mais que me provem que aquela despedida e seu sacrifício seriam dignos, Juliet merece mais do que isso. Primeiro porque Elizabeth Mitchell é a melhor atriz no elenco com sobras, basta acompanhar as reações dela e Lilly enquanto a bomba caía para perceber. Segundo porque seu verdadeiro objetivo, o de reencontrar sua irmã, ainda não foi cumprido. Imaginava até que ela saísse da Ilha em 77 e esperasse por trinta anos para aproveitar esse momento único. Sua morte agora seria uma das opções mais infelizes de toda a série, ainda mais levando em consideração os motivos para isso acontecer. Ou a falta de motivos. Era tão idiota que uma pessoa racional como ela tomasse essa decisão de seguir Jack, abrindo mão de James por uma simples troca de olhares, que inseriram um flashback completamente desnecessário (por não ter Jacob e estar fora do formato do episódio) para justificar seu ato. Mais decepcionante ainda é ver o desiludido Sawyer também desistir, achando que esquecer tudo fosse a melhor solução para seus problemas. Se ainda acredito na volta de Juliet? Claro, e já que ela estava tão perto da fonte do magnetismo, que seja nos moldes de Desmond pós-implosão da escotilha.
Entre os outros personagens, nenhum dos motivos foram muito convincentes também. Kate mudou da água para o vinho na simples menção de Aaron, Miles atenta-se para o óbvio mas não tenta impedir mesmo assim e Hurley simplesmente dirige olhando para a estrada. E posso estar exigindo verossimilhança demais da série, mas não acredito que nenhum deles tenha considerado os habitantes da Dharma, que conviveram durante esses longos três anos. Ainda que eles estivessem ameaçados, nenhum deles faz o papel de mal nessa história, como se fossem agentes da Fulcrum ou qualquer organização criminosa que se preze. São afinal, simples cientistas desenvolvendo seu trabalho, e aposto que metade deles sejam muito mais bacanas que Jack ou Kate. E falando no casal sem sal, posso até acreditar que Jack teria muitas outras razões para desistir de tudo que passou na Ilha durante essas cinco temporadas, mas resumir tudo isso em seu amor por Kate foi uma das coisas mais patéticas que já acompanhei na televisão. Ele merecia tomar aquela surra de James até o final da série e honestamente, se esse triângulo for mesmo o status quo da série, ainda não sei porque perco tanto tempo assim com esses personagens. Certo, talvez por momentos como a volta de Rose e Bernard curtindo sua aposentadoria da série, na maior conversa de botas batidas (pra quem odeia losermanos, ignore o link e essa passagem).
O que mais me irritou nesse episódio é que pela primeira vez preferi a parte de mitologia de Lost. Afinal, a introdução de Jacob naquele início, só esperando a chegada de novos habitantes (no Black Rock?) ao lado de seu antagonista (Esau?), foi uma das cenas mais emblemáticas de toda a série. Essa noção de que tudo continua acontecendo indefinidamente e sempre trazendo algum tipo de progresso, é bem interessante e rege grande parte de nossas próprias vidas. Por outro lado, ainda acredito que por tudo o que cerca o mito de Jacob, existiam histórias de maior impacto para serem contadas nesses flashbacks, ainda que acredito na sexta temporada dando conta disso. Até porque, inserir um "novo" personagem na história pregressa dos sobreviventes é algo tão comum para Lost que apesar de terem sido em passagens marcantes, trazendo desastres, palavras de conforto ou direcionando esses personagens, tudo foi simples demais na minha opinião. Em todo caso, pra todos que já acreditavam que Locke estava estranho demais nessa sua ressurreição, nada mais incrível do que colocá-lo como esse antagonista de Jacob, que passou por todo tipo de provação para chegar naquele momento e usar a vingança de Ben como forma de matá-lo. Não sei até que ponto esse "Esau" já influenciava a vida dos personagens, mas não deixa de ser curioso pensar que tudo o que Ben sofreu na vida possa ter sido por sua culpa, até mesmo a morte de Alex. Nesse caso, Widmore talvez agisse sob seu comando do lado de fora, considerando até sua impossibilidade de voltar à Ilha. Mas o mais importante de tudo isso é que apesar de existir mais uma vez aquela noção de dualidade, os lados de bom e mau não ficam claros. Até porque Ben, como comandado de Jacob, utilizou-se dessa morte de Nadia pra fazer de Sayid um de seus capangas. Também ainda não faço ideia de que lado fica Ilana e seu grupo nessa disputa, ainda que ela estivesse respondendo ao pedido de ajuda de Jacob.

Por tudo isso, apesar de estabelecer um caminho fascinante com a morte de Jacob, esse final de temporada foi uma frustração imensa por não dar importância alguma aos personagens que fizeram essa história. A viagem no tempo teve sim seus momentos brilhantes, principalmente ao lado de James e Juliet, mas terminou com a jornada mais desgastante de todas e ainda com grandes chances de servir pra nada. Ou alguém ainda acredita que eles impediram o tal incidente? E que assim, o grande desenvolvimento para toda a mitologia da série, a morte de Jacob e ascensão daquele que se apresentava como Locke, poderia ser apagado nesse simples clarão? Ainda abatido pelo destino incerto de Juliet, me despeço dessa temporada de comentários agradecendo a atenção de todos e esperando a opinião de vocês. Quem sabe ainda teremos aquela rodada final de conclusões ou no mais, estarei de volta com certeza para acompanhar a terceira temporada de Mad Men em agosto. Grande abraço a todos!

Obs.: Nenhuma foto dos outros personagens, porque eles simplesmente não merecem. :P

e.fuzii

terça-feira, 12 de maio de 2009

[Dollhouse] 1x12 Omega

Depois de acompanhar essas doze semanas da série, posso garantir que pouca coisa fará falta caso Dollhouse for mesmo cancelada. Nem mesmo todo o talento envolvido na sua produção conseguiram salvar essa premissa confusa, que parecia ir se desenvolvendo semana a semana, sem ter uma base já estabelecida. A impressão era que a cada novo caso mostrando as operações da Dollhouse e sempre levantando uma certa polêmica, a história se enrolava mais e mais. Afinal, até o ponto em que essa rede secreta está espalhada por todo o globo tudo bem, mas além disso, quando boatos corriam por todo o canto, uma rede imensa de clientes usavam de seus serviços e várias pessoas estavam envolvidas na sua manutenção, ficava difícil acreditar que não atraísse suspeitas. Ainda mais quando os actives pareciam sair de controle muito facilmente.

Apesar disso, esse episódio final foi muito bom, principalmente dependendo do talento de Alan Tudyk mais uma vez, que na confusão de personalidades impressas em Alpha mostrava uma dinâmica formidável -- algo que ainda falta em Dushku. Desde a semana passada, já desconfiava que Saunders poderia ser uma active aprisionada com essa personalidade de médica, mas a revelação em meio a uma missão ao lado de Alpha foi bastante surpreendente. Numa cena tensa e muito bem dirigida, mostrando um dos clientes sendo torturado por Alpha, minha última suspeita era que Whiskey fosse esse último vértice do triângulo e dançasse daquele jeito na escuridão.
Mas a melhor parte do episódio veio exatamente do confronto entre Echo e Alpha, com cada um tendo uma visão diferente do certo a ser feito antes de desistir da sua verdadeira personalidade. A discussão ainda consegue abranger todo tipo de crença, sendo permitido dizer que era a "personalidade raiz" que deixava esses resquícios ou a própria "alma" do active. Pra dizer a verdade, preferia que Alpha tivesse sido corrompido durante sua estadia na Dollhouse, e que não fosse apenas sua mente doentia que o fizesse agir dessa forma, já que pareceu uma solução simples demais para desculpar novamente as barbaridades da empresa. Porém, acho que o grande deslize foi no momento de amarrar e concluir toda essa história. Além de um apanhado de cenas ridículas durante a perseguição na usina de energia, fazendo com que Paul Ballard salvasse a "Caroline original" enquanto caía (!?!), a decisão de Paul em continuar trabalhando para a Dollhouse em troca da liberdade de November é completamente absurda. Por mais que ele quisesse destruir a organização de dentro para fora, talvez depois de saber sobre as outras filiais espalhadas pelo mundo, não dá para entender o que fez ele mudar de idéia depois de uma temporada inteira seguindo o rastro de Echo. Parece até ter sido a forma mais confortável para estabelecer uma possível segunda temporada e manter a protagonista ainda como active.

No final, tivemos ainda uma bela montagem com "Everybody's Gonna Learn Sometime" ao fundo -- que aliás, tem uma versão belíssima também no novo disco do The Field --, música na voz de Beck e encontrada na trilha sonora de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança. O tema é bastante semelhante e acho bacana, principalmente se for o último episódio mesmo, fazer essa homenagem a uma obra melhor sucedida. Apesar de todas as irregularidades, Dollhouse foi uma boa diversão ao longo desses meses e espero que mesmo no caso de seu cancelamento ainda poder ver todo esse pessoal junto novamente em outras produções.

e.fuzii

domingo, 10 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x23 "Roadkill"






O episódio da semana nos traz mais uma provocação; mais um unsub para confundir nossos sentimentos em relação a ele e as suas motivações, exatamente na linha que já vínhamos comentando. E eu me pergunto por que.

O unsub da semana é um cara marcado pela tragédia: causou o acidente que matou a mulher que amava, além de deixá-lo paraplégico. Sim, um unsub cadeirante que, pela sua própria limitação e pelo significado que o carro tinha na sua culpa, escolhe-o como arma. Ele atropela e mata pessoas que dirijam carros semelhantes ao que ele dirigia e no mesmo percurso, na tentativa de ‘matar’ a própria imagem assassina que tem de si mesmo.

Enfim, trata-se de um episódio centrado na culpa.
Culpa daquele que imagina ter causado um acidente em circunstâncias semelhantes, e tem terríveis dramas de consciência, apesar de nada ter realmente acontecido.
Culpa do unsub que não suporta a idéia de ter sido ele mesmo o causador da morte da mulher e, assim, fantasiou que outro teria sido o causador, passando a matar quem se encaixasse na situação.

JJ põe fim à culpa daquele que imaginava ter causado o acidente.

O unsub preparando-se para mais um crime.

Também na breve trama paralela, a culpa marcou presença. Kevin reluta em dizer à Penélope que cogita aceitar um emprego no exterior. Como não recear a culpa de tamanha frustração para ela? Já Garcia não tem o menor pudor de hackear o processo de seleção do qual Kevin está participando, para ‘melar’ tudo e fazer com que ele fique. Ainda que pela via inversa, a questão permanece a ser a culpa, só que, agora, ausência dela.

Kevin e Garcia, tão parecidos, tão diferentes...

Mas, como eu disse no começo, ‘eu me pergunto por que’. Pois ou os roteiristas sofrem com alguma espécie de culpa (vai saber!), e ela acaba transparecendo na criação desse tipo de unsub pseudo-comovente (que já me cansaram! Eu quero ver Criminal Minds de verdade!) ou, se não sofrem, deveriam!! Deveriam por não andarem conseguindo criar perfis de verdadeiros, desviados, amorais, essencialmente maus, instigantes como Frank, Fisher King, Natural Born Killer, LDSK, os irmãos caçadores de Open Season, etc.

O episódio até que foi ok, só não se parece com a série que assistia. Vamos ver onde isso tudo vai dar, vamos ver como será a season 5.

Melhor diálogo do episódio:
Kevin: ‘You decent?’
Garcia: ‘Never!’
(adoro!)

Até a semana que vem.
Célia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

[LOST] 5x15 Follow the Leader

Nem preciso dizer que Lost sempre tenta surpreender e se superar na reta final de cada temporada. Fico imaginando como deve ser difícil para construir uma história que prenda a audiência até atingir esse clímax. Porque além de pensar no último episódio em si e nos possíveis conflitos que surgem dali, o maior problema é criar a trama que irá sustentá-lo e não deixar que tudo pareça premeditado. E se esse é só o começo do que ainda está por vir, restam poucas esperanças que alguma coisa consiga me surpreender. Pelo menos, positivamente falando. Não só temos acompanhado uma sequência de episódios mornos (comparando com a crescente que vinha na temporada) como uma das únicas coisas que achava desnecessárias nessas viagens no tempo agora é colocado em evidência: tentar mudar o futuro.
Tanto tempo foi gasto garantindo que todos aqueles que voltaram para os anos 70 estavam seguindo seu destino, que é de se espantar que tudo venha a mudar depois de três anos. Por que isso é dar muita razão ao que um físico como Faraday pensa, não? Minha aposta é que Jack não conseguirá impedir o tal incidente na Cisne, ou até que seja a causa para que isso venha a acontecer, principalmente vendo sua cara de interrogação quando é revelada a Jughead. Por outro lado, se conseguirem mesmo evitar, me pergunto se a memória das personagens simplesmente seriam apagadas -- junto, claro, com minha coleção de DVDs da série --, ou se isso ainda iria repercutir mais adiante. Seja como for, é de se pensar até que ponto essa trama vai ser importante numa visão global da série. Afinal, a teimosia de Jack, que aqui ganha força com a ajuda do destino, poderia ser a causa do acidente do Oceanic 815... mas que diferença isso faz? Pra mim, serve apenas como mais uma razão pra ele se lamentar.
Mas falando do episódio em si, acompanhamos Jack finalmente retomando sua posição de líder -- sempre ao lado de toda a razão do mundo --, enquanto Sawyer perde seu posto na Dharma e é "condenado" a viver livre ao lado de Juliet. Antes de partir, o casal tem mais um momento adorável no submarino, que logo é arruinado pela chegada da sempre intrometida Kate. Quanta falta de sorte. Do outro lado dessa linha do tempo, Locke continua mostrando por que é especial e foi escolhido pela Ilha para reviver. É de se espantar toda esse seu conhecimento, até sabendo quando ele mesmo viajaria no futuro, após ser baleado por Ethan no passado, para receber a bússola há alguns episódios atrás -- o que só de pensar já dá uma tremenda dor de cabeça. Desde que foi introduzido na terceira temporada, sempre confiamos que Jacob seria algum tipo de manifestação da própria Ilha que daria as coordenadas do que cada um dos habitantes (e em especial os Outros) deveriam fazer para sobreviver e prosperar. Por isso, não acredito que tudo passaria a ser uma farsa de repente, mas me intriga bastante como Alpert e Ben levarão todo o grupo à sua presença (se é que eles sabem como chegar lá) e principalmente, de onde surgiu essa motivação de Locke para confrontá-lo. Se as razões de Faraday no episódio anterior ficaram pouco claras, e que aqui se traduzem na idéia de Jack encontrar seu próprio "destino", toda essa determinação pós-ressurreição de Locke também continua sendo um mistério, o que até certo ponto é ruim por não permitir um envolvimento maior.

Os outros personagens, como o próprio nome do episódio sugere, estão apenas seguindo a trama e seus líderes. Fora Kate, claro, que numa atitude sensata não está disposta a jogar pelos ares todos os bons e maus momentos (quem diria que ela seria tão otimista assim?) ao longo dos últimos três anos. Já Sun é a grande decepção nessa temporada. Sua obsessão por encontrar Jin começa a irritar cada vez mais, atingindo quase o topo da escala "Michael procura por Walt" do início da série. Saudades daquele tempo em que, nutrida apenas pelas memórias de seu marido, Sun estava disposta a vingar-se de tudo e de todos. Mas a parte sensacional do episódio, com todo o respeito ao resto, foi Hurley tendo que confessar que era viajante no tempo, depois das perguntas do Dr. Chang. Além de não saber quem era o presidente americano (que aliás, ele mesmo já havia cantado essa bola há um tempo atrás), foi hilário ver Hurley suspeitando que Chang estivesse blefando em relação à Guerra da Coréia, ao mesmo tempo que Miles e Jin reagem de forma impagável. É aquele texto certo, no momento certo e para as personagens certas.
Ainda que tenha servido como preparação para o final daqui a uma semana (quantas vezes você já leu por aí que colocaram as tais peças nos seus devidos lugares?), o episódio peca por abandonar mais uma vez toda a estrutura que estamos acostumados na série, fazendo na pior das hipóteses surgir até uma curiosa relação com a estrutura de Heroes. Acho que mesmo quem não assiste/assistiu, sabe o quanto isso não é nada bom nessa altura do campeonato. Semelhanças não faltam: cenas que terminam um episódio e iniciam o seguinte (normalmente exigindo que os dois diretores estejam no mesmo set de filmagem), viajantes no tempo tentando evitar o futuro, personagens com motivações obscuras e esses tantos núcleos distintos com a eterna promessa de reuní-los. Claro, Lost leva imensa vantagem no quesito complexidade de trama e de personagens, o que faz qualquer comparação assim parecer totalmente injusta. A única coisa que espero mesmo na semana que vem é não sair frustrado, seja por ainda não saber em quem acreditar ou pela solução que trará de volta todo mundo para 2007. Ou alguém acredita nas palavras de Alpert e todo mundo ainda vai ser enterrado no passado?

P.S.: Que efeitos horrendos foram aquelas do submarino entrando na água, hein? Tá louco...

e.fuzii