domingo, 26 de outubro de 2008

[Dexter] 3.01 Our Father

Fotos: Reprodução Showtime

Estranho começar ver Dexter sem Doakes. O Sargento falastrão e musculoso era ponto alto da série. Apesar do desfecho dramático e sensacional, acho que foi uma grande perda. E o personagem novo, que nem me lembro do nome, não me convenceu ainda. Outro interesse amoroso para Debra? Give me a break.

Já começamos com a questão filosófica desta season: O legado do Código Harry e o "ideal" de perfeição. Acho incrível logo na abertura ver Dexter divagar sobre o que é a vida: rotina e controle.

A rotina, por mais que nos irrite e estresse, ela realmente nos dá conforto. Para alguém tão metódico como Dex, nada como a rotina de sempre. E isso inclui a fogosa Rita, que desde os minutos iniciais já sinalizava para nós, no seu "cio", que estava grávida. Opss, quebra de rotina.


Não é incrível a construção/descontrução deste episódio? Os tradicionais Donuts e as personalidades previsíveis de quem os consomem. Rita e as crianças, o trabalho, Debra...e a
segurança e rotina de Dex sendo quebrada fio a fio. Deb cortou o cabelo, Angel é sargento. Dex matando sem nada saber sobre o morto.

Rotina quebrada, código quebrado, vida nova? Um novo "Dexterzinho" estar por vir?

Veremos o que esta season nos aguarda. Apesar de, pela primeira vez em dois anos, não estar clara em todos os seus aspectos neste primeiro episódio. Para temer? Ou uma simples quebra de rotina?

Cenas legais:

-Dex e o dentista. Pq eles sempre insistem em conversar com a gente, mesmos abendo que estaremos de boca aberta?

-Rosquinhas e a galera, não existe rotina mais tranquila em Dexter.

-Rita o o "cio". UIA!

-A garotinha ruiva na escola: - You got a Gun?


3.2 Finding Freebo





P.S->
Dexter foi renovada até a 5a temporada! \0/ Isto significa que os livros realmente não serão mais usados.


Danielle M

[Mad Men] 2x12 The Mountain King

Don Draper termina sua viagem fazendo uma visita à viúva do verdadeiro Draper, a mesma mulher que recebeu o livro de O'Hara na abertura da temporada. Don deve sua nova identidade a essa mulher, mas ainda assim a relação dos dois carrega uma dose de fraternidade, e perto dela ele assume formas completamente diferentes das que estamos acostumados. É mais um excelente trabalho de Jon Hamm, enquanto ele mostra sua paixão por Betty e a preocupação por Anna (que na minha cabeça, parecia interpretada por uma maquiada January Jones). Já Betty, teve momentos estranhos, entre eles a primeira preocupação com Sally fumando, de que ela colocasse fogo na casa. Ela busca sua satisfação final com o encontro arranjado em Six Month Leave, mostrando toda sua superioridade em relação a Sarah, e tenta colocar Sally ao seu lado nesse momento de separação. A indicação de sangue no final do episódio, só pode significar que, finalmente, Betty atingiu a adolescência.

Enquanto isso na Sterling Cooper, os sócios decidem vender a empresa na ausência de Don. Aproveitando também sua ausência, Peggy faz no melhor "estilo Draper" a apresentação da hilária peça publicitária de Popsicle, onde numa imagem praticamente sacra a mãe divide os doces com suas crianças. Depois dessa excelente perfomance, Peggy sente-se motivada em pedir a ex-sala de Freddy e Roger, apesar de suas contantes (e ótimas) piadas, reconhece a coragem da garota.

Entretanto, a história mais perturbadora do episódio foi o estupro sofrido por Joan, de seu próprio noivo na sala de Don. Mostrando de forma bruta quem era o chefe naquela relação, outra vez sentimos pena da tão forte e independente mulher ser sacrificada nesse casamento. Seja por questões de idade (Joan já tem 32 anos) ou por uma própria pressão da sociedade, Joan rende-se ao relacionamento de fachada, que parece aos olhos dos outros tão fascinante. Até Peggy transparece certa inveja (claro, fingindo para ser legal) e as duas até mostram uma certa aproximação pela primeira vez, até que uma porta fechada mostra exatamente a diferença do futuro das duas.

Hoje vai ao ar o último episódio dessa temporada e sinceramente, não sei o que esperar. Com certeza, teremos uma resolução para a separação de Don e Betty. Mas as outras tramas, não sei até que ponto conseguirão ser concluídas em apenas um episódio. Por que, afinal, devemos ter um certo avanço de tempo outra vez, não? Mas pelo nível superior das histórias da série, não é nada que me deixe muito preocupado.



e.fuzii

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4X04 "Paradise"



Depois de duas semanas de espera, somos “presenteados” com um episódio que até serviu para 41 minutos de entretenimento, diversão fácil, mas que, fora isso, quase me envergonha.

O unsub da semana é um estuprador em série, sádico, que toma casais como reféns, submete-os a todo tipo de violência (a mulher, em especial) e depois de matá-los, “disfarça” a morte deles. Encena um acidente de carro para parecer que foi assim que eles morreram. Logo se percebe que a morte era anterior aos acidentes, um 'modus operandi’ em comum é percebido, e a caça a mais um ‘serial’ começa.

As vítimas todas viajavam de carro, pela mesma região, e, com base nas rotas, no tipo de estrada, nos locais onde estiveram, a equipe começa a destrinchar o local e a reduzir a área de busca. Consideram o preço das acomodações, acessibilidade, rotas de fuga, a falta de comunicação, e começam a visitar hotéis na margem das estradas.

(Hotch visita o hotel do unsub, é recebido por ele, faz perguntas e não nota nada de estranho! Isso faz com que ele se culpe e sofra pela sua falta de percepção. Adorei a cena em que Rossi se solidariza, dizendo que isso pode acontecer até com os melhores e diz "Welcome to the club". Também adorei ver que a equipe sabe que ele é centrado, e que não precisavam temer que ele se refugiasse em drogas, por exemplo, num momento de dificuldade pessoal, ao contrário do nosso queridíssimo amigo Spencer Reid).

Com uma associação engenhosíssima entre as vítimas de um outro estuprador em série e o MO do nosso unsub, eles chegam à identidade deste e conseguem resgatar o casal-vítima a tempo.

Hotch não 'viu' o unsub.


Rossi e Hotchner, o 'clube dos melhores'.

Eu sempre me impressionei − e sempre achei um tanto forçada − com a ‘mágica’ da Garcia para achar todo tipo de informação.
(A melhor frase do episódio, para mim, foi Hotch dizendo que a Garcia precisava fazer um exame toxicológico, tamanha a quantidade de absurdo que ela fala!)

Penelope Garcia, hilária!

As associações brilhantes da equipe sempre tiveram uma dose além da conta, quase inacreditáveis, beirando o fantástico. Mas tudo bem, na verdade, nós sabemos que nada disso é real; trata-se apenas de uma série de TV que tem que causar assombro e perplexidade. Ocorre que, dessa vez, me pareceu demais. A facilidade com que eles identificaram o unsub, em meio a tantos.... E mesmo enquanto traçavam o perfil dele!! Dessa vez, aquilo que costuma parecer astúcia e perspicácia dos nossos profilers, um incrível capacidade de análise humana, parecia ser quase adivinhação. (Aquela coisa da mulher abusiva que depois se confirma numa madrasta prostituta, por exemplo.) Mas pior ainda (para mim!) foi aquela afirmação da Prentiss, diante do fato das vítimas terem sido encontradas sem calcinha: o atropelamento significava o estupro final, um impacto fortíssimo de algo de metal contra um corpo nu. Como assim??? Eu é que sou limitada ou isso parece papo de maluco beleza??? Aff! Olha que eu sou bem aberta a papos de psicologia mas esse, simplesmente, não me convence. (As facadas na cena do chuveiro, em Psicose, tudo bem!!) Mas me corrijam se eu estiver errada.

O casal sendo espionado pelo unsub.

O casal, já refém.

Mas eu comecei falando do meu constrangimento diante do episódio... Eu adoro a série, que considero uma das três (ou cinco) melhores da atualidade, então, se eu critico, é porque sei o quanto ela pode ser maravilhosa. Ocorre que conforme esse episódio transcorria, eu não sei se eu pensava em ‘Jogos Mortais', 'O Albergue', 'Turistas', ou qualquer outra caca similar. Ou se torcia para, ao menos, ser Norman Bates que iria aparecer. Convenhamos: essa trama de vítimas indefesas em estradas remotas já rendeu muita coisa boa, mas o fato é que, além de já ter rendido muita coisa trash, o fato é que já rendeu mais do que devia!! Aquele chalé indevassável foi demais. E o bobão espiando pelo olho mágico?? As vítimas presas, sem entender o que se passava, entrando em atrito entre si. CM não precisava recorrer a esse tema. Lamento. Mas é só esperar pela semana que vem quando, com certeza, assistiremos a um episódio melhor.

Justiça seja feita às citações da semana, que achei bem bacanas:

"A fool's paradise is a wise man's hell." (Thomas Fuller) (“ O paraíso de um tolo é o inferno para um sábio”)

Things are not always what they seem; the first appearance deceives many; the intelligence of a few perceives what has been carefully hidden." (Phaedrus) (“As coisas nem sempre são como parecem; a primeira visão engana a muitos; a inteligência de alguns nota o que havia sido cuidadosamente escondido”)
Até o 4X05.
Celia.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

[FNL] 3x03 How the Other Half Lives

Em mais uma semana de partida em Dillon, o grande problema continua sendo o quarterback titular da equipe. Pelo menos essa é a pressão que o treinador tem de aguentar no churrasco de abertura da temporada. Tudo muda durante o disputado jogo contra o Armet Meade, quando Saracen parece numa performance incrível levar o time à vitória. Mas um fumble a poucos metros de marcar pontos, nos minutos finais de partida, colocou fim ao jogo de superação de Matt Saracen. Se por um lado é duro ver o jogador derrotado no meio da end zone, tudo isso faz com que ele se aproxime mais de Julie e ainda abra espaço para a disputa com J.D. McCoy. Pela forma como seu pai é pintado como vilão -- embora tenha todos os motivos para mandar, já que agora é um dos principais financiadores do time --, é uma questão de tempo para Coach Taylor acabar colocando o garoto em jogo. Tudo que a cidade quer é o grande jogador, que até aqui já é comparado com Streets. Mas a questão é: o que J.D. quer? Ser essa réplica da arrogância de seu pai ou um monstrinho criado por ele? Porque pela bizarra cena na sala de troféus, o garoto não parece muito confortável com esse culto em torno dele.

Continuo achando interessante essa nova Lyla que criaram para ficar ao lado de Tim, até porque não existe mais nenhuma menção do seu relacionamento com Streets, da sua temporada na igreja ou até o triângulo amoroso que ambos faziam parte. Na única cena que traz de volta a Lyla que conhecemos, ela não se aguenta e dá risada do patético voto de casamento de Mindy, retirado diretamente de Procurando Nemo. Além de um momento engraçado, chega a ser triste por imaginarmos o destino de Billy Riggins, que como vemos nos jogadores atuais, tinha todas as chances para ser bem sucedido, mas jogou fora todas essas chances na primeira janela. Essa é a motivação também para a cena do roubo, que só passa a ser crível quando temos dois irmãos que só dependem um do outro nessa vida. Por outro lado, a história de Smash falhou por tentar voltar ao ponto de partida. Se Brian tivesse recebido essa proposta de promoção na semana passada -- ou antes de ter a chance de fazer um teste na universidade -- até daria para entender o seu dilema. Mas depois que ele treinou tanto para alcançar seu sonho, essa reviravolta pareceu um filler para completar o tempo de exibição do episódio.

Play of the Week: Por conta dessa maior duração na tv a cabo, o grande trunfo de Friday Night Lights é contar com as partidas de futebol. Nesse episódio, tivemos a partida mais longa desde a final do State, e como sempre a câmera dentro de campo é especial por trazer cada movimento e cada som. Matt Saracen foi o destaque enquanto comandava a equipe. Não sei se a voz rouca veio depois de tanto filmar, mas cada um seus gritos funcionaram para aumentar ainda mais a tensão da partida.



e.fuzii

domingo, 19 de outubro de 2008

[Mad Men] 2x11 The Jet Set

É difícil que alguém discorde que a cena mais marcante da primeira temporada de Mad Men é o comovente discurso de Don Draper sobre o "carrossel" da Kodak em "The Wheel". Em poucas palavras, Don explica ali toda a conexão que se pode fazer com o produto, através da nostalgia que te leva a épocas adoráveis. Mas após ter sua mala perdida no caminho -- e, portanto, um de seus laços com o passado --, o publicitário enfrenta problemas na sua viagem para uma conferência sobre o programa espacial na Califórnia. Além da própria viagem já ter sido motivada pelo desconforto com o seu casamento, a cada nova cena vemos Don sendo irritado e confundido: são as poucas roupas usadas na piscina do hotel, o clima quente da costa oeste, uma jovem semelhante a Betty no bar e a aproximação de um estranho grupo que decidiu escolhê-lo com um propósito desconhecido. Porém, Don só mostra-se perturbado realmente durante uma das apresentações dos foguetes. Com o "carrossel" ao fundo, servindo de suporte para todo esse plano, somos levados ao futuro tecnológico, em que embora possa levar o homem a cantos desconhecidos do Universo, pode também destruir em um piscar de olhos o planeta que conhecemos. São com essas imagens da devastação na época da Guerra Fria que Don Draper, mesmo assim parece estabelecer uma ligação com o passado que ele tanto tenta esquecer lutando na Guerra da Coréia. Ou seja, tudo acontece exatamente ao contrário da forma que ele apresentou o produto.

Com esse estado de espírito, era praticamente impossível que Don resistisse ao convite da tentadora Joy. Aquele estranho grupo, que parece saído de um filme do Fellini, é apenas um bando de nômades, vivendo da luxúria numa sociedade praticamente teatral. Não é possível enxergar nem uma clara diferenciação entre pais e filhos e tudo o que eles esperam é ser os personagens que quiserem. Tanto é que Willy desconversa quando Pete fica interessado em saber de onde poderia conhecê-lo. Para eles, Don representa apenas o bonitão calado, que com certeza é uma situação confortável o suficiente para viver pelo resto de sua vida. Mas tudo muda na presença dos filhos de um desses personagens, que bastante semelhantes a Sally e Bobby, vivem momentos tensos com a separação dos pais. Envolvido nesse clima, Don resolve enfrentar de vez o Dick Whitman preso por tanto tempo dentro dele e fazer um misterioso telefonema. Ao final, ele anota um endereço na última página do livro "O Som e a Fúria" de Faulkner -- que só aí já é um interessante paralelo -- e termina sentado no sofá com a câmera focalizando suas costas, numa posição refletida da seqüência de abertura. Aqui ele finalmente aparece relaxado, despido de seu terno. Mesmo que sua mala eventualmente encontre o caminho de casa, Don Draper já está longe, livre daquela identidade que esforçou-se tanto por manter.

Enquanto isso na Sterling Cooper, depois de enfim sucumbir novamente à bebida (como já desconfiava), Duck transforma-se diante de nossos olhos e volta a mostrar o estilo arrojado pelo qual ficou conhecido. Aproveitando a ausência de Draper na empresa e a iminente separação de Roger, que lhe deixaria numa situação complicada -- contando com sua própria experiência, nesse caso --, Duck coloca o plano de negociação da Sterling Cooper em andamento. Embora a promessa seja de uma gama maior de clientes internacionais, francamente acho que Duck está apenas tentando sair vitorioso nessa, seja ganhando pontos com seus chefes antigos ou com os atuais. Já Peggy chega finalmente a simples conclusão de que ela não consegue escolher o cara certo: ou que está prestes a casar, ou que fez votos de castidades, ou nesse caso que é homossexual. A parte mais engraçada é como Kurt resolve sair do armário para os outros funcionários justamente quando Peggy e ele são "acusados" de estarem namorando. A reação imediata, de surpresa e depois com as inúmeras piadas, tem um impacto ainda maior por Salvatore estar na sala, sentindo até certa inveja pela revelação ser tão espontânea.



e.fuzii

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] Spoilers da 4ª temporada


Na ausência de episódio inédito essa semana, resolvi trazer aqui alguns spoilers que andam pela net.

Os produtores disseram que

− Reid terá um envolvimento com uma mulher 'de verdade'. Veremos nosso Spencer pegar o telefone da garota, tudo sob a 'assessoria' do Morgan;

− Um episódio duplo vai explorar ainda mais o passado de Reid. Entenderemos melhor quem ele é, o abandono que sofreu de seu pai, e algo que ele reprime. Esses episódios explicarão porque toda a sua capacidade cerebral foi direcionada para frear serial killers e não para estudar física, por exemplo.

− A. J. Cook sairá de licença juntamente com sua personagem JJ. No seu lugar, virá Meta Golding, no papel de Jordan Todd, uma agente que Morgan achará muuuito interessante, e que despertará um tanto de ciúmes em Garcia. E como eu já antecipara, a intenção é transformar Morgan no herói das cenas de ação da série (definitivamente, Morgan é Rambo!!).
Agent Todd deixará todos com saudades de JJ e ficará nítida a complexidade subestimada de seu trabalho. Perceberemos o quanto JJ é boa no que faz.

− Quanto à Prentiss, parece que teremos uma grande surpresa no meio da temporada. Um segredo que será revelado; algo muito interessante e surpreendente no seu passado. Segundo os produtores, é algo que nem imaginamos, mas que, quando revelado, veremos que faz todo o sentido. (Humm... fiquei curiosa!)
Fontes: www.buddytv.com e www.spoilersnews.com

Até o 4X04!
Celia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

[Pushing Daisies] 2.1 Bzzzzzz

Fotos: Reprodução Thepiemaker


Ahhhhh, como eu amo essa série. Minha favorita!

PD retorna com o melhor resumo da season passada possível. Ao mesmo tempo que lembra a anterior, entrelaça com os acontecimentos desta season: Pai de Ned e segredos de Lilly serão o mote.

A história é aquela fofura de sempre. O que importa é o "como faz", do que o enredo em si. Um empresário ambicioso e apaixonado usa o artifício de um "monstro de abelha" para aquisão de uma nova empresa, acabar com a sócia e curar seu coração partido.

O que mais gostei foi a "libertação" de Chuck e Ned. Ela sentiu o gosto do primeiro emprego e de viver uma vida sua, só sua. Ele deixou o seu amor ser livre para isso, como na música de Gilberto Gil: "ao seu amor, ame-o e deixe-o livre para amar". Aii, que PD me desperta o que há de melhor em mim :)


Ter o seu própio apartamento (bom, não tão próprio) e ao mesmo tempo se apegar as coisas materias do seu passado, foi uma ótima sacada.

A saída temporária de Olive foi sensacional, noviça rebelde que não suporta tantos segredos. Lilly e Olive são imagáveis. Aposto numa aproximação entre ela e Ned. Meu shipper favorito.

Esta season promete! Abaixo, Sneak Peak de Circus, Circus (2.2)




Danielle M

[Alice] 1x04 No Jardim das Flores Perdidas

Alice continua vagando por São Paulo, resistindo a enfrentar a vida que deixou para trás, só querendo saber do que vem pela frente. Dessa vez, sua ingenuidade acabou encontrando um ricaço clichê -- interpretado pelo canastrão Eduardo Moscovis -- que também só quer aproveitar a vida. Essa garota nunca assistiu a uma novela das oito, para saber o que é um ricaço clichê? O pior é que às vezes acho que todas essas histórias são desenvolvidas apenas para no final Alice fazer um paralelo com algum conto de fada. Algumas das suas visitas aos pontos "alternativos" de São Paulo também continuam bem forçadas. Ou alguém realmente comemoraria seu aniversário num clube de telecatch?

Já entre os coadjuvantes, os problemas continuam sendo os mesmos: personagens muito fracos (também por culpa dos atores) envolvidos em tramas paralelas totalmente desconexas. Porque eu ainda não consegui decidir qual cena foi pior: Dani descobrindo a traição no café-da-manhã e confrontando o namorado no chuveiro ou o amor lésbico de meia-idade. Fora o motorista, que conta com um olhar sedutor hilário, conseguindo finalmente pegar a chefe ranzinza. E ainda tivemos a aparição de uma divertida nova vizinha no prédio, embora seja completamente pirada.

A única coisa que realmente vale ressaltar é o primor técnico que são mostradas as cenas de São Paulo. A edição na luta de telecatch, aliada à colorida fotografia do lugar, já havia sido surpreendente, mas nada comparada ao aniversário propriamente dito de Alice na boate, ao som de "(Just Like a) Breakdown" do Hot Chip (retirado daquele belo álbum de remixes do selo DFA). Enfim, acho que não adianta continuar comentando aqui semanalmente se os erros são sempre os mesmos. Mas continuarei assistindo e é bem capaz que no final da temporada faça um texto avaliando o resto dos episódios.



e.fuzii

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

[FNL] 3x02 Tami Knows Best

Sabe quando uma série te faz abrir um sorriso do primeiro ao último minuto? Pois é, é exatamente assim que tenho me sentido ao assistir Friday Night Lights. Não sei se é a evidente melhora após a (em grande parte) desastrosa temporada passada, ou seja, saudades da própria essência do seriado, mas são momentos como Matt e Julie lado a lado que me fazem abrir um sorriso enorme. O garoto já enfrenta uma intensa disputa pela posição no campo de futebol e ainda tem a dura batalha de criar sozinho sua avó doente. Por isso, o relacionamento dos dois é sempre adorável: Julie consegue aliviar esse clima de tensão, com todo seu otimismo e porque basicamente todos os seus problemas se resumem a comprar um Celica usado. É evidente a química dos dois personagens contracenando e inevitável que eles terminem juntos, mas ainda bem que os roteiristas resistiram à armadilha de colocar os dois na mesma sintonia tão cedo assim.

Ainda estou indeciso sobre a forma como Tami está tentando administrar a escola de Dillon. Se por um lado acho interessante ela criar esse conflito até com seu marido e fazer uma política dura, de outro é um pouco radical demais ela decidir para onde esse dinheiro vai ser destinado. Mas esse ponto de vista de Tami acaba servindo para criticar exatamente a política populista que fez Tyra ser eleita a presidente de classe. Mais uma vez a garota está envolvida no dilema de levar a frente o legado da família Collette ou seguir os conselhos de Tami Taylor. Enquanto isso, Lyla tenta trazer Tim Riggins para seu convívio familiar, em um jantar com a família de McCoy. Dispensa comentários a preocupação de Buddy Garrity para que a filha usasse preservativos e assim não tivesse de criar um Riggins Jr. Veja bem, Riggins bem que poderia ter respondido agressivamente, quebrado tudo e saído antes do final do jantar, mas não, ele esperou pacientemente calado. Mesmo que o jantar tenha sido uma lástima, ainda consigo enxergar uma estranha evolução para Riggins.
Play of the Week: Depois de uma bela cena em que a equipe toda dos Panther vão ajudar Smash a treinar, Coach Taylor consegue a chance que o jogador precisava na universidade do Texas. E quando Taylor vai dar a notícia na casa de Smash, os roteiristas e o diretor não apelam para a solução mais simples: enquanto o treinador está saindo da casa dele, a família Williams começa a comemorar. O rosto de "algo bom está acontecendo" de Kyle Chandler em primeiro plano e os gritos ao fundo são muito mais impactantes do que qualquer cena em que os personagens estivessem comemorando.



e.fuzii

sábado, 11 de outubro de 2008

[Mad Men] 2x10 Inheritance

Em um episódio discutindo exaustivamente os laços familiares, acompanhamos mais uma vez os esforços de Pete e Trudy em ter um filho, numa espécie de retribuição a ajuda que seus pais deram para comprar o apartamento. Ela chega a sugerir que eles adotem uma criança, mas Pete é claramente contra. Depois ficamos sabendo que essa é, na verdade, uma herança daquilo que sua mãe acredita (e provavelmente seu pai também), já que ela ameaça deserdá-lo se ele tomar essa decisão. Mas Trudy faz um questionamento pertinente: se ele pode amá-la como esposa sem que eles sejam familiares, por que não poderia amar uma criança como se fosse seu filho?

Enquanto isso, os funcionários fazem um chá-de-bebê pela chegada do filho de Harry. Vestindo-se com um grande chapéu de bebê, Harry mostra toda a inocência infantil que também podemos ver em Betty. E para explorar essa questão, Betty encontra na casinha construída por Don em seu quintal o esquisito Glen Bishop, que fugiu de casa há alguns dias. O comportamento maduro para a sua idade (num excelente trabalho do ator-mirim, filho de Matthew Weiner) acaba estabelecendo uma confusa relação com a inocência de Betty. Ela trata o garoto muito bem, oferecendo até as roupas do seu marido para ele usar, e a situação vai ficando cada vez mais insuportável conforme os dois se aproximam. O cúmulo é quando Betty senta-se ao lado de Glen como uma meninha, tomando seu refresco e assistindo desenhos. Mas quando Glen ultrapassa os limites, segurando a mão de Betty, dizendo que veio resgatá-la; ela parece cair na real e responde colocando o garoto de volta em seu lugar: "com uma capa?". Pelo menos é assim que é mostrado numa das revistinhas de Glen, com o super-herói indo salvar a mocinha. Então, a mãe de Glen reaparece -- como já imaginava -- e diz que a relação dos dois tem de terminar imediatamente. E ainda dá seu conselho, para a já fragilizada Betty: "a parte mais difícil de separar-se é perceber que você está no comando".

Afinal, Betty já estava abalada o suficiente após fazer uma desastrosa visita a casa de seu pai. Ela presencia a instabilidade mental dele e ainda por cima, acredita que seu irmão e sua madrasta estão juntando forças para deserdá-la, se não na teoria, pelo menos na prática. Don que vê nesse momento frágil de Betty uma chance de reatar seu casamento, acaba também tendo de aguentar muitos aborrecimentos: além de acusado de não tratar bem a esposa, Don ainda recebe votos de desconfiança do sogro por ser uma pessoa sem família. E é realmente essa ausência de sucessão que torna tão fácil Don Draper ser aquilo que ele quiser. Mas os dois ainda tem uma curta cena íntima durante a noite, quando Betty num alto nível de stress procura pelo corpo de Don no chão do quarto de hóspedes. À primeira vista parece até um sonho, mas Don mostra-se convencido que conseguiu voltar para casa enquanto Betty mantém-se firme, dizendo que ainda precisa de mais tempo sozinha.

Para Don só resta concentrar-se no trabalho e acaba decidindo voar para a Califórnia no lugar de Paul. Este ainda teve a visita de sua namorada no escritório e a recebe com um beijo na frente de todos. Enquanto isso, Joan passa convenientemente atrás dos dois, praticamente para relembrar que ele só está com ela por causa da aparência (dele, nesse caso). A curta cena mostrando os dois a caminho de registrar os votos no Mississipi, embora tenha sido relevante pela maneira como Paul tenta se enturmar, acabou se distanciando um pouco do tom da série por parecer uma óbvia tentativa de estabelecer um contexto histórico. Pode ser apenas implicância, mas acho que Mad Men deve continuar apenas a explorar as sutis conseqüências das situações daquela época nas suas personagens. Não pela passividade com que elas foram afetadas por tudo isso, mas exatamente o contrário, por mostrarem a forma como elas reagiram.



e.fuzii

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4X03 "Minimal loss"





O episódio começou com muita tensão, mostrando o que teríamos pela frente: Prentiss e Reid reféns de um fanático religioso, na sede de sua seita, juntamente com seus seguidores.

Havia uma denúncia de que ali era praticado abuso sexual contra menores, então a dupla foi até lá, passando-se por especialistas em entrevistar crianças-vítimas. Ocorre que, paralelamente, corria uma investigação estadual focada nas armas que eles guardariam nessa seita, e a polícia estadual invadiu o local com eles lá dentro.


O maluco da semana - líder de seita religiosa e pedófilo.


A trama é, resumidamente, essa. A melhor parte, porém, é assistir a Hotch, Rossi, Morgan, JJ (já mostrando a gravidez) e Garcia do lado de fora, como negociadores da libertação. E Reid e Prentiss, de lá de dentro, colaborando!

Alguns momentos bem bacanas, para mim, foram os seguintes:
- Hotch encarando o District Attorney e expulsando-o da cena do crime (que ficou sob sua autoridade visto que dois agentes subordinados seus eram reféns). Nunca havia visto o Hotchner assim!!





- Rossi com a intuição aguçadíssima: logo percebeu que o veneno era um blefe.
- Reid, genial, conquistando a confiança do líder fanático e logo ganhando sua admiração.
- As formas de comunicação, pela escuta, que Reid e Prentiss conseguiram estabelecer com a equipe do lado de fora.
- Morgan/Rambo invadindo o local e chamando a si toda a ‘responsa’.
Merece destaque a expressão de Reid diante da atitude de Prentiss, assumindo sua identidade de agente do FBI. Mais destaque ainda para sua expressão já no avião, na volta. Adorei a emoção nos olhos dele! Spencer Reid sempre me comove.



(Mas fiquei muitíssimo receosa, pois me lembrei dos episódios 2x14 e 2x15, quando ele foi mantido refém por um outro maluco, que também tinha motivações religiosas – fora as perturbações causadas pela figura de seu pai. Foi aí que começou o problema de Reid com drogas, que apesar de acreditarmos que esteja superado, achei que havia chance para uma porta aberta aí.)




Algumas cenas foram ruins (por exemplo, Reid e Morgan tossindo, escapando da explosão – muito trash – ou a explicação inconvincente de Hotchner para nomear Rossi como mediador) mas, no geral, gostei bastante do episódio. A forma como a libertação dos reféns se encaminhou me pareceu bem crível, e a morte da Jessica me parecia necessária para esse realismo. Gostei.
Pena que semana que vem não haverá episódio inédito. 4x04 só no dia 22.
Até lá.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

[FNL] 3x01 I Knew You When

Estão todos prontos para as partidas de sexta-feira?
Depois de passar muito perto do cancelamento, Friday Night Lights está de volta com o auxílio de uma parceria entre a NBC e a DirecTV. Com a temporada garantida e, assim, sem depender tanto dos níveis de audiência, a série volta para apagar todas aquelas histórias mal contadas do ano passado. Ou até melhor, simplesmente varrendo toda aquela sujeira para debaixo do tapete. Não tivemos nenhuma menção ao assassinato, à garota latina ou nem mesmo a Santiago. Nesse recomeço, descobrimos através de uma entrevista coletiva de Coach Taylor que, mesmo passando para os play-offs, a equipe acabou perdendo com a ausência de Smash, contudido no joelho. O próprio trabalho do técnico foi questionado por montar a equipe baseando-se nas características de um só jogador, e agora ele busca seu reconhecimento novamente. Além dele, mais dois personagens buscam superação no início dessa temporada, após suas rendenções durante a série.
Com tantas decepções nos últimos tempos, Brian Williams ameaça jogar a toalha e largar de vez o futebol. Numa cena bastante comovente, ele diz para Coach Taylor que Smash já é coisa do passado e na sua própria maneira de vestir-se e falar, Brian parece bem mais maduro e longe daquele jogador que beirava a arrogância. Antes de sair da série -- ele deve ter uma curta participação, assim como Streets -- Coach Taylor ainda não deixará que ele desista de seu sonho de sair de Dillon de cabeça em pé. Sair de Dillon também sempre foi o desejo de Tyra e aqui ela também quase decide desistir. É sempre interessante quando os roteiristas percebem pequenos vacilos dentro de sua própria história e resolvem por fim incorporá-los. Até porque seria simples demais Tyra, depois de toda sua vadiagem na primeira temporada, conseguir uma vaga numa faculdade tão concorrida. Mas foi só quando ela presenciou o pedido de casamento de Billy para sua irmã que decidiu que não podia ficar naquele marasmo. Ela pede ajuda a Tami Taylor, agora no papel de diretora do colégio, repetindo a boa dinâmica entre as duas. Ainda ao seu lado também está Landry, que segundo ela estão separados (já ele acredita que "só estão dando um tempo"), mas pelo menos bem longe da ridícula historinha da temporada passada.
Já em relação a Tami Taylor, não sei ainda o que esperar dessa sua nova posição. Embora será ótimo ver Connie Britton contracenar com Brad Leeland, não sei até que ponto pode ser interessante tratar do corte de gastos e do remanejamento de professores. Ainda mais sacrificando o departamento de futebol, como ela sugeriu ao usar o dinheiro que seria destinado ao telão dos Panthers. A única personagem que ainda está um pouco longe do futebol é Julie, que só pensa em reorganizar seus planos de aula para começar a trabalhar. Mas já é um alívio ela mostrar-se bem diferente daquela postura irritante de até pouco tempo atrás. Até Lyla voltou assumindo seu romance com Tim Riggins. Era uma coisa tão óbvia ela disputar a atenção com as Maria-Chuteiras, que nem sei o porquê de não terem pensado nisso antes. E ela deve servir de motivação para Riggins tomar uma postura mais séria, tanto é que sua boa partida é resultado direto dela dizer que ele não consegue "levar a vida a sério".

Nessa primeira partida já acompanhamos uma verdadeira lavada, com destaque para um longo lançamento de J.D. McCoy para pontuar. Gostei que colocaram o novato só no final, num jogo já ganho, para evitar uma certa previsibilidade e maior comoção. Mas jogando sob constante pressão de J.D. McCoy, que teve uma ótima passagem pela categoria de base e chega a ser comparado com Streets, é óbvio que Matt Saracen terá grandes problemas durante a temporada. Ainda mais porque o Sr. McCoy sabe do potencial do filho e tenta cercar Coach Taylor com todos os esforços, chegando até a ser cruel ao dizer que Saracen tem um braço medíocre. Essa é a trama que confesso estar mais interessado, já que o desenvolvimento de J.D. vai sempre de encontro com nossa simpatia por Matt.

Assim, trazendo a história de volta aos eixos, essa tem tudo para ser uma excelente temporada para Friday Night Lights. Confesso até que essa é a série que estou mais ansioso pelos próximos episódios.

Update 8/10
Play of the Week:
Esse episódio acabou abrindo tantas pontas que o texto ficou maior do que gostaria. Pretendia ser menos prolixo nos meus comentários da série a partir de agora, por isso decidi abandonar o formato antigo, numerado, que às vezes acabava confundindo mais do que explicando. Mas vou abrir sempre esse tópico para colocar a cena mais marcante do episódio, aquela que faz Friday Night Lights ir além das séries convencionais. Nessa semana, foi o belo plano geral quando Coach Taylor está marcando os tempos de Smash. Quando a cena termina, o corte é atrasado e Coach Taylor manda Smash voltar para recolher os cones. Genial.



e.fuzii

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

[Alice] 1x03 O Retorno de Elvira Cipriani

Por mais que a série tenha o nome de sua personagem principal, Alice não pode viver sem o apoio de seus coadjuvantes. Entre todos eles, a única personagem que até agora conseguiu acrescentar algo à personalidade de Alice foi sua meia-irmã Célia. Tanto é que o episódio seguia um ritmo bom, dialogando com o da semana passada, até que resolveram tirá-la de cena nos 5 minutos iniciais e tudo passou a ser uma verdadeira decepção. Tudo começou com o seu noivo reagindo e terminando o noivado por telefone, o que outra vez pareceu forçado por não sabermos exatamente como se dava esse relacionamento dos dois. E olha que ele nem ficou sabendo (ainda) que Alice havia lhe traído. Com esse obstáculo será ainda pior para desenvolverem o que acontece em Palmas. Ou não, já que temos de aguentar uma trama paralela ocorrendo no apartamento de Dani. Depois de Marcella despertar diferentes formas de desejo tanto em Dani quanto em seu namorado, não há como não apostar num triângulo amoroso.

Mas o grande problema esteve na história clichê envolvendo Elvira Cipriani. Ainda que interpretada pela excelente Tereza Rachel (a eterna Rainha Valentine de "Que rei sou eu?"), Elvira já desperta antipatia imediata pela sua arrogância. Além disso, a impressão que ficou é que essa visita da antiga cantora serviu apenas de pretexto para fazermos um fútil passeio por São Paulo. Desde a Oscar Freire até o karaoke mais hype da Liberdade, Alice não teve muito o que mostrar além de sua determinação e nem muito o que aprender com uma cantora que viveu tanto tempo em Berlim. Já não sei se por morar em São Paulo e tudo isso estar ao meu alcance, faz com que essas visitas sejam tão comuns e desinteressantes. O fato é que essa personagem chamada São Paulo que tentam apresentar na série ainda não conseguiu me encantar. A real, que encontro todos os dias, parece muito mais interessante.



e.fuzii

sábado, 4 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4X02 "The Angel Maker"



Eu gostei do episódio. Um tanto imaginativo além da conta, mas achei bem bacana. Primeiro porque, pelo que me lembro, a trama não traz semelhança com nenhuma anterior; segundo porque achei uma piração sem tamanho. (fico só imaginando o roteirista que ‘concebe’ tanta maluquice barra pesada).

Resumidamente, a trama do episódio foi a seguinte: começaram a ocorrer, numa cidadezinha, crimes idênticos aos praticados por um serial killer local, que já havia sido executado pela justiça. Todos os detalhes alimentam a imaginação da população local, que passa a achar que ele renasceu, não havia de fato morrido, seu fantasma está agora praticando os crimes, vai saber! Porque ele custou a morrer com a injeção letal! Até seu DNA foi identificado nessas novas vítimas! O cadáver sumira do caixão!

Nesse ponto do episódio, temi pelo desenrolar dos fatos. Achei que eles não conseguiriam achar um caminho para fugir dessa proposição absurda sem cair numa versão fantasiosa demais. No final, até que a saída dada era realmente um tanto fantasiosa, mas o fato é que eu gostei.
O ‘unsub’ da semana era, na verdade, uma ‘unsub’. Uma mulher que, tendo sido jurada no julgamento do tal serial killer, se apaixonou por ele e decidiu levar adiante seus crimes, para terminar a obra que ele deixara incompleta e, assim, unir-se a ele definitivamente.


(Faço mais um parênteses aqui para falar dessas enlouquecidas que se apaixonam por assassinos, estupradores em série que ganham fama e visibilidade. Povo, o que é isso??? E o pior é que é verdade!! O mundo está cheio delas! Lembram-se de quantas malucas queriam namorar o maníaco do parque, depois que ele foi preso??? Quantas cartas ele recebia na prisão?? Quantas se inscreviam para visitas?? E ele acabou casando com uma delas, que ele conheceu depois de preso!!)

Em relação à equipe, Morgan continuou o ‘força-bruta’ da série; Reid foi, mais uma vez, encarregado de decifrar o indecifrável aos pobres mortais (adorei a Prentiss brincando, dizendo algo como 'ele até parece ser de carne e osso!'); Rossi trazendo o tom da vivência; Garcia levantando dados sempre essenciais, JJ com uma contribuição tão decisiva que nem parecia vinda dela; e Hotchner...

Well, Hotchner. Ele traz seqüelas complicadas no ouvido em decorrência da explosão do season finale. Resistiu a seguir as orientações médicas e acabou sofrendo com muitas dores e zumbidos (nossa, como eles foram reais!).



Mas o que eu gostei foi do final do episódio, em que ele sai para uma longa viagem de carro sozinho (para evitar a pressão do avião sobre seus ouvidos), de volta a DC, e com as recomendações de Rossi de que o caminho é encantador, e ele deveria esticar alguns dias no percurso. Talvez tenhamos algo aí pela frente. Algum acontecimento que leve a alguma mudança interior dele, a repensar algo a respeito de sua separação, alguma transformação pessoal, um encontro casual com algum serial killer pelas estradas... (Ou nenhuma das anteriores, e eu estou apenas viajando.)



Para concluir, um episódio bem bacana, com uma 'unsub' bem atípica e uma trama muito bem alinhavada.

Celia.

PS.1. Alguém faz idéia de porque esse episódio foi ao ar no Canadá com um dia de antecedência em relação as EUA? Isso costuma acontecer em outras séries?
PS.2. Prentiss de groupie do Barry Manilow??? Surreal! Quanta imaginação esse pessoal tem!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

[Mad Men] 2x09 Six Month Leave

Sendo o único ator coadjuvante indicado ao Emmy desse ano, minha grande surpresa até aqui, tecnicamente falando, foi o pouco tempo dado a John Slattery nessa temporada. É claro que Roger sempre esteve ali e às vezes até se destacava em um momento pontual com seu humor refinado. Como aconteceu no episódio anterior, divertindo-se enquanto apresentava Duck para Crab (e vice-versa) no jantar na casa dos Draper. Dessa vez, além de ter sido fundamental para resolver a situação de Freddy Rumsen, Roger acabou passando as coisas a limpo com sua esposa, revelando seu romance com a secretária de Don. Interessante é que a primeira vista achei que forçaram um pouco para Roger chegar nesse ponto, ainda mais por ter sido convencido em uma longa noite de bebedeira. Mas pensando bem, Roger está disposto a assumir esse risco: com dois ataques cardíacos no seu passado, ele não quer ficar esperando por seu "final infeliz". Essa sugestão de correr atrás do amor quando ainda há tempo também revela um Don Draper que, como sempre imaginei, teria corrido atrás de Rachel se tivesse a oportunidade. O mais engraçado é que Jane estava cada vez se aproximando mais de Don, com presentes e querendo saber de sua vida, o que pode ser uma situação que coloque ele e Roger em faces diferentes da mesma moeda.

Freddy Rumsen foi demitido, mas esse seria um termo forte demais para aquela época. Don, obviamente, é contra. Analisando seu passado, sabendo quantos de seus erros poderiam virar um problema, ele não entende porque alguém deve ser julgado apenas por um deslize, ainda mais pela forma como a sociedade trata a bebida. Nunca havia parado para pensar que Duck talvez fosse avesso à bebida, mas até faz sentido, já que acho que ele seria o primeiro a defender Freddy nessa situação. Ou é apenas Duck sendo rígido como um dia foram com ele. Don, sem nenhuma outra alternativa, resolve promover Peggy e a coloca numa situação difícil. Embora seja prazeroso ser ouvida agora até antes de qualquer decisão ser tomada, ela não concorda com os meios que a fizeram conseguir essa promoção, tomando o lugar daquele que lhe deu sua primeira chance. Peter, com sua frieza de sempre, convence ela de que a vida na empresa é cíclica e não adianta chorar por aqueles que já foram. Mas Peggy mostrou um respeito praticamente extinto na Sterling Cooper e espero que mantenham sua personagem com essas motivações.

Já entre o casal Draper, pouca coisa mudou. Betty no alto de sua ingenuidade, tenta sobreviver na condição de ex-esposa, mas não faz a menor idéia do que pode fazer sozinha. Ela não está interessada em saber como outros casais lidam com suas diferenças, até porque a questão não é o casamento, mas sim a análise do que ela será a partir daqui. Tanto é que num plano bastante audacioso, ela coloca Arthur e Sarah para almoçarem juntos e espera que assim os dois esqueçam dela por um tempo. No curto momento em que Don e Betty contracenam juntos, enquanto ele até já considera a idéia de estar longe de casa, Betty mostra uma nova postura longe das tantas mentiras de Don. Ainda espero que Betty procure alguma mulher mais liberal para conversar -- como a mãe de Glen -- e até mostrar seu amadurecimento, mas essa crise no casamento dos Draper deve ter hora para acabar, sem muita enrolação. Até porque, já começo a ficar incomodado com os dois filhos do casal.



e.fuzii

[Heroes] 3x03 - "One of Us, One of Them"

“Heroes” chegou a um ponto em que irá manter o interesse do espectador dependendo do quanto cenas e acontecimentos isolados serão “cool”. Não faz mais sentido buscar uma lógica interna ou originalidade nos temas principais. A diversão ficará por conta do nível de aceitação de cada um para os absurdos, para os diálogos, para as conclusões de cada situação.








Uma parceria entre Bennet e Sylar é bastante cool. Mas é preciso ignorar a rapidez com que isso aconteceu. Descobrir sua nova filiação seria suficiente para “domesticar” Sylar? Improvável. Além do mais, a diversão durou pouco, já que os roteiristas são hábeis em criar situações interessantes (novos bandidos sendo caçados pela dupla) para terminá-las rapidamente e sem muito clímax. Mais uma vez, Sylar faz duas vítimas e aumenta sua coleção de super poderes raramente utilizados (a telecinese continua sendo seu predileto).








Cool também é quando os personagens resolvem fazer uso original de seus poderes. A mãe biológica de Claire mostrou neste episódio que é bem mais interessante do que episódios anteriores faziam crer, quando ela só aparecia para mostrar a palma da mão em chamas. O teste de sobrevivência feito com a filha faz dela personagem para se investir no futuro.








A outra grande curiosidade do episódio diz respeito a Tracy, que não só encontra sua sósia em um caixão (Niki morreu em uma explosão, mas seu corpo está intacto!), como também descobre que é fruto de um experimento, talvez clonagem, de onde saiu várias Ali Larter. Além de Niki/Jessica e Tracy, esperemos uma Barbara para breve, com novos poderes. Por enquanto, não dá para avaliar o quanto isso é interessante ou se está diretamente ligado aos eventos principais da temporada. Só espero que isso não seja pretexto para que as personagens de Larter morram e sejam descartáveis, como ocorreu com a mãe de Micah.


De resto, na ala “Mais do Mesmo”, tivemos Matt descobrindo pinturas do Isaac africano em seqüência totalmente desinteressante. A diferença é que seu poder é ativado por música, e não por drogas. E sabe-se lá como e por que, mas o que toca naquele discman “transmitiu” o poder para Parkman. Explicações provavelmente nos próximos episódios. Também veremos os dois Peter em mais um futuro sombrio que precisa ser evitado. Esperemos que essa viagem no futuro resulte em algo minimamente original.








Por último, e menos importante, Hiro continua sendo o alívio cômico. O problema é que sua aventura está totalmente fora do tom da série. Enquanto tudo em relação aos outros personagens é sério, grave e mortal, Hiro e Ando estão em missão supostamente importante para a humanidade em tom de brincadeira, sendo patetas o máximo possível. Para piorar, nem os diálogos se salvam (“Existe outra metade?” pergunta um Ando incrédulo para a também incredulidade do espectador). Vamos ver o que acontece agora que a dupla está presa e como Sylar vai se comportar diante deles.







Hélio.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

[Alice] 1x02 O Tesouro de Alice

Duas semanas se passaram na vida de Alice desde que ela chegou a São Paulo, e agora parece evidente a diferença de tom na narrativa. Aquela atitude irresponsável de querer voar e ser livre no episódio piloto transformou-se numa vontade de se auto-conhecer e lidar com assuntos mais importantes para sua vida. A cidade não é só festinha todo dia e Alice vai caindo na real quando seu dinheiro começa a encurtar e a disputa pela justa herança de seu pai parece ser longa e desgastante. Afinal, na primeira tentativa de resolver as coisas amigavelmente com Erislene, já cria-se um abismo enorme entre as duas, com Alice sendo culpada por tanto tempo estar longe de seu pai. Essa decisão, aparentemente tomada pela própria Alice, é o que pretende ser reavaliada nessa sua estadia em São Paulo. Afinal, como seria sua vida se tivesse ficado ao lado de seu pai? Seria a falta dela um dos motivos para sua depressão? E mais, o que seria de sua juventude e da sua própria vida adulta se morasse em São Paulo?

Para tentar responder a essas perguntas, a personagem fundamental é sua meia-irmã Regina Célia. Primeiro porque a menina sabe o quanto seu pai sentia falta de Alice, ao contrário do que Erislene havia dito para despistá-la. Em segundo lugar, como é mostrado no anagrama que envolve as duas personagens, elas tem muito mais do que o pai em comum. Célia é seu reflexo em São Paulo, a garota que ela poderia ter sido, provavelmente criada com o amor que sempre lhe faltou. Depois de tanta indiferença e orgulho, Alice troca lembranças do passado com sua irmã na padaria e descobre que ela detém o tesouro que poderá completá-la.

Entretanto, o caminho para chegar nessa bela cena foi bastante tortuoso. Nunca vi tantos telefones deixarem de ser atendidos em tão pouco tempo. E quando um objeto começa a ter função contrária à original -- que nesse caso é fazer um personagem comunicar-se com o outro --, temos um grave problema. Lembrar que existem telefones passa a ser simples desculpa para que o roteiro possa se desenvolver. Só a tia de Alice já detém a incrível média de um telefonema por episódio: na semana passada não atendeu Alice e dessa vez foi a vez de ignorar Erislene. Enquanto isso, era desenvolvido um romance lésbico irrelevante para a trama até então. Não é à toa que mesmo indo para a casa da tia, Célia nem carrega o número de telefone dela...

Acho que é louvável situar as personagens em contextos e locações reais, como acontece com a abertura da Mostra de SP no Auditório Ibirapuera, mas o que preocupa é que esse senso de realidade precisa ser constante em todas as cenas. Célia perdida na Praça Roosevelt, por exemplo, lembrou produção de novela das oito. Até porque, prostitutas e travestis talvez fossem as "melhores" coisas que ela encontraria por ali. O churrasco na cobertura também parece absurdo demais para pessoas tão moderninhas como os amigos da Alice. Por outro lado, acho um pouco cedo para julgar a participação da atriz que interpreta Célia, até porque exigiram demais da garota em dois episódio -- choro no velório, discussão acalorada, tapa na cara e cena emocionante --, mas a insegurança que ela passa às vezes até confunde-se com a da própria personagem.

Esqueci de comentar na semana passada que gostei bastante da abertura da série, intercalando uma Alice transformando-se e algumas cenas de caleidoscópios que remetem ao espelho, assunto tratado com freqüência tanto aqui como na história de Lewis Carroll citada no episódio.



e.fuzii

sábado, 27 de setembro de 2008

[Mad Men] 2x08 A Night to Remember

Eu juro que não foi por coincidência, mas o nome do episódio da semana passada acaba sendo um bom motivo para parabenizar Matthew Weiner, sua equipe e todo o elenco de Mad Men pela conquista dos seis prêmios Emmy, incluindo o de melhor série de drama do ano. Enquanto a televisão aberta americana vive um período turbulento -- de todas as séries que estrearam até agora, não pretendo seguir com nenhuma --, as produções nas redes a cabo tem ganhado cada vez mais importância. Tanto é que o Emmy foi dominado por essas produções e só foi abafado mesmo pela vitória arrasadora de 30 Rock, que ironicamente sobrevive na televisão com uma audiência ridícula. Acho que já passou da hora de voltarem a investir em série roteirizadas e deixarem de lado seus horrendos reality shows.



Mas vamos ao episódio:
Betty continua encarregada de suas obrigações como esposa, preparando um jantar para apresentar Duck e Roger a Crab Colson, mesmo com a "bomba" plantada por Jimmy Barrett debaixo da mesa de jantar do casal. Mas na primeira adversidade, ao descobrir que uma de suas cadeiras está rangendo, Betty mostra toda sua insanidade enquanto desfruta calmamente da destruição da cadeira. E tudo isso com seus filhos assistindo. Ainda assim, o jantar acontece como Betty planejava, contando com a presença de Roger, Crab e suas respectivas esposas, e depois com a chegada de Duck, sem uma acompanhante. Essa situação pode ter relação com o futuro provável de Don, como sugeria o episódio "Maidenform", mas se pararmos para analisar, nesse jantar ninguém parece formar um verdadeiro casal. Até a recém introduzida esposa de Crab é retratada como uma mulher que bate em paredes e cai de cadeiras por tanto beber.

A bebida, aliás, teve grande destaque na cena do jantar tanto servindo de desafio para Duck até virar a razão do contrangimento de Betty por ser exemplo do "experimento Heineken". Ela sente-se humilhada porque passa a imagem de esposa frágil, fácil de ser domada, o que prova mais uma vez como a preocupação de Betty está na forma como o casal aparece para a sociedade. Tanto é que em meio a briga ela chega a dizer que só aguenta a forma de Don se relacionar com o mundo porque acredita que ninguém sabe de nada. A partir daí, Betty se desespera, tenta confrontar Don e forçar ele a admitir sua traição, procura por provas em todos os lugares, age como mãe irresponsável e perde total noção do mundo ao seu redor. Sem encontrar nada que pudesse incriminá-lo, ela até pensa em perdoá-lo, mas quando revê Jimmy Barrett na propaganda das batatas Utz, muda de idéia. É cruel demais ter todos os dias em sua sala de estar um cúmplice de seu desastroso casamento.

Enquanto isso, acompanhamos Peggy fazendo outro favor ao padre Gill. Encarregada de fazer os cartazes de uma festa da Igreja, o padre aproveita da situação para tentar extrair uma confissão da jovem. Cada vez essa situação parece mais interessante e acho que é uma questão de tempo para Peggy confrontar de vez seu passado. Mas não espero por um arrependimento, já que ela está com uma mentalidade voltada demais a sua carreira profissional, como pudemos ver na reunião em que Peggy cobra uma ação do padre, como se ele fosse o relações públicas de uma empresa. O outro lado da moeda é mostrado com Joan, ajudando o lento Harry -- hilários os momentos em que ele não oferece um cigarro e nem abre a porta para Roger -- no departamento de televisão. Quando ela é substituída por um novo funcionário e tem de voltar a sua função, fica claro seu descontentamento, mas ela não tem a coragem de admitir. Como Joan já discutiu tantas vezes com Peggy, ela não quer entrar no território masculino e participar de seu jogo, preferindo continuar sendo apenas alvo de seus olhares. E sustentar essa imagem não é fácil para Joan, deixando uma profunda marca da alça do sutiã em seu ombro, como pudemos ver na bela montagem dos personagens despindo-se no final do episódio, ao som do violão do padre Gill sem sua batina.



e.fuzii