Desde sua estreia, um dos passatempos favoritos da produção de Mad Men é encontrar formas de tentar nos chocar com os hábitos mais banais daquela época. Lembro que já no piloto as pessoas discutiam exaustivamente toda aquela fumaça no restaurante logo nas primeiras cenas. Outro dia mesmo estava mostrando a um amigo algumas sequências e a primeira coisa que ele notou foi o tanto que os publicitários da Sterling Cooper bebem durante o trabalho. Nesse episódio, já começamos com uma sequência de Gene levando as crianças pra passear no seu Lincoln, mas colocando Sally ao volante. Por mais que isso pudesse ser comum nos anos 60 (e talvez antes disso mais ainda), não seria surpresa que terminasse num desastre, ainda mais na condição instável que encontra-se o pai de Betty. Mas apesar disso, essa é forma que ele encontra pra demonstrar um mínimo de preocupação com essas crianças, ao contrário do comportamento omisso de Betty na temporada passada, principalmente após a separação de Don. Na semana passada mesmo, Gene foi o único a fazer questão de corresponder à provocação de Sally, que esperava chamar a atenção dos adultos quando roubou seus 5 dólares. Some-se a isso o fato de Betty já saber os males que o cigarro traz a sua saúde mas mesmo assim sujeitar o pobre filho que ainda nem veio a nascer, pra perceber que algo está muito errado no lar dos Draper.
É tudo uma questão de diferentes criações, ou até gerações, como fica claro quando Gene encara o capacete do soldado morto como um triunfo de guerra e Don repudia por respeito a quem um dia morreu vestindo-o. Ainda parece ser revoltante para uma criança entender como os adultos tentam lidar com a morte, na base de suas ironias para evitar os reais fatos. Mesmo Betty, com toda sua ingenuidade, não quer enfrentar o inevitável até que o policial bate à sua porta. Nesse caso, Gene lamenta por tanto ter protegido sua filha durante a vida e nos seus últimos dias esforça-se pra que isso não se reflita nos próprios netos. Mas ainda assim, Betty mostra-se seriamente afetada pela morte do pai, a ponto de prestar um último tributo comendo o pêssego que restou no seu carro, aquele que seria na verdade a única herança deixada a Sally. Por isso, ver a pequena Sally deitada lamentando-se sozinha no chão, diante das primeiras imagens do que viria a ser o confronto no Vietnã, talvez seja uma das cenas mais tristes em toda a série.
Porém, a relação entre pais e filhos não parou por aí, e até Don Draper aproveitou pra na calada da noite relembrar a figura severa de seu pai. Além disso, ele é o único a tentar inserir um pouco de perspectiva a Hoho, o filho de um multi-milionário que pretende investir toda sua fortuna para popularizar o Jai Alai na América. Mas o pai está decidido a deixar seu filho seguir em frente com seu sonho, para ter seu primeiro tropeço e aprender com a vida. Uma pena que Hoho deixa bem claro que Don será o responsável por qualquer fracasso nessa campanha. Pra um esporte que não se estabeleceu nem na Olimpíada até hoje, já podemos prever um grande conflito vindo daí. Também acompanhamos Peggy finalmente decidida a mudar-se para Manhattan. Diante de suas tentativas frustradas de encontrar uma companheira de quarto, Peggy aceita a ajuda de Joan pra reescrever seu anúncio. É mais um indício de que embora Peggy tenha todo o esforço e coragem para atingir seus objetivos, Joan ainda continua tendo todo seu talento mal aproveitado. A própria forma como ela agrada a mãe com uma nova televisão pra logo depois anunciar sua mudança já demonstra uma baita falta de "tato" pra lidar com a situação. Mas ainda assim, Peggy mostra que tinha razão sobre o fracasso da campanha da Patio, saindo de cena com seu sorriso triunfal, após os clientes terem reprovado a ideia.
Nem eles entendem exatamente o que há de errado, quando tudo na verdade parece ser desastroso: a ausência do carisma de Ann-Margret, a falta de originalidade e até de apelo ao público feminino. E apesar de essa ser a única parte do episódio que não se relacione com o tema principal -- a não ser que algum publicitário esforce-se em considerar uma de suas criações como seu filho --, parece ser determinante para o futuro de Sal. Mesmo que sua peça tenha sido reprovada, ele ganha um alívio pra sua carreira ao ser promovido a diretor de comerciais. No entanto, a situação com sua esposa está cada vez mais insuportável, já sem conseguir mais esconder sua homossexualidade. O rosto de horror de Kitty enquanto presenciava a transformação do marido imitando todos os trejeitos e olhares do comercial, mostra novamente a qualidade da produção de Mad Men, que sabe o quanto o silêncio pode incomodar bem mais do que tortas palavras.
e.fuzii
twitter.com/efuzii
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
[Mad Men] 3x04 The Arrangements
Marcadores: [Série], Série - Mad Men
domingo, 13 de setembro de 2009
[Supernatural] 5.01 - Sympathy For The Devil
Hope you guess my name
But whats puzzling you
Is the nature of my game*
E a season começa. Talvez sua derradeira, mas lá vamos nós acompanhar os irmãos numa temporada que já conta com Misha Collins - Castiel - no elenco fixo. E isso já uma ótima notícia e uma grande motivação para dar conta da "estrada até agora".
Aliás, Castiel coloca as coisas já sob a perspectiva divina. Quem retirou os Winchester da cena com Lúcifer e os colocou no avião? Quem deu a vida novamente a Castiel? Pois é. ELE!
E ELE, o Senhor, foi colocado como argumento de negação o tempo todo. Lúcifer, o ex Jacob de Lost :) , soube manipular os confusos sentimentos de Nick. Que Deus é este que permite uma família inteira ser retalhada? Omisso? Sádico? Vingança é o sentimento mais primitivo do ser humano, essa sensação de que faltou justiça divina, o "porque isso aconteceu comigo", costuma não falhar. E olha que Lúcifer nem precisou mentir. A verdade, mesmo deslocada de seu contexto, pode transformar pessoas pacatas em vingadores convictos. Olha, achei a argumentação bem pesada para uma série . Alguns filmes já trabalharam com essa temática, há um diálogo incrível em "O Advogado do Diabo" que trata exatamente sobre isso. Mas numa série "jovem", uau! :) Crédito também a Mark Pellegrino, um ator de primeira, quero logo ver as suas sequencias já como Lúcifer em pessoa.
And all the sinners saints
As heads is tails
Just call me lucifer
cause Im in need of some restraint*
Momento hilário foi com a Becky, chamando Sam de "firme", não conseguindo parar de tocá-lo, mas helloooo, quem resistiria? E é claro, a frase dos produtores para nós fãs pela boca da moça maluquinha " bela mudança de mitologia, chega de demônios", ri muito! Olha, adorei a Becky porque ela lembra muito os fãs de Arquivo X, aquele povo que fazia fanfics da série. E sem contar que ela e o escritor são muito teoria da conspiração! Tem como não gostar de SN, minha gente?
Apesar de um bom começo, confesso que achei um pouco anticlimax iniciar uma season desta maneira, foi soturna demais, pedia mais envolvimento e ação, coisa que faltou. Se bem que me pareceu bem literal a música dos Stones mesmo, "please allow me introduce myself , I´m a man of wealth and taste(...)" E foi bem isso mesmo, um episódio de apresentação do Diabo, suas motivações e, não só ele. Descobrimos que Dean, ora vejam só, é uma arma ambulante. Receptáculo do Arcanjo Miguel, parece bom. Introduce myself. Então a briga será boa e entre duas entidades?
As belas sequencias com o choro do bebê e sangue, aquele berço, foi muito Bebê de Rosemary! Aliás, este foi um episódio com boas referências a figura do diabo. Do título - música dos Stones - a alguns filmes clássicos do gênero.
Não há como negar, o Diabo é uma figura bastante curiosa. Apesar do começo devagar, acho que esta temporada renderá ótimos momentos.
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste*
* Trechos da letra de Sympathy For The Devil - Rolling Stones
Cenas legais:
- Sam e Dean no avião, com o desenho do diabinho. #euri
- Os arcanjos estão bem Matrix no jeito de vestir, hein. Armani puro.
- Bob: "Miguel é o anjo mais macho deles. Dean: Macho? Ele parece a Cate Blanchett".
- Aquele barulhinho irritante do começo do episódio? Meu vizinho não gostou nada :P Diabo é barulhento demais.
- Gripe suína (ok, governo, H1N1) como obra do diabo, hahahahaha
Danielle M (/@danna_)
Marcadores: [Série], Supernatural - 5.01 Sympathy For The Devil
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
[90210] S02E01 - To New Beginnings
Por Rafael S
Recomeço. Essa é a palavra de ordem para a maioria dos personagens de 90210 no início dessa segunda temporada. Recomeço para Naomi, que ainda gosta de Liam, mas tenta se ocupar com outros garotos (e homens mais velhos) para tirá-lo da cabeça. Recomeço para Adrianna, que está voltando aos poucos à realidade adolescente, mas ao mesmo tempo tendo que encarar o possível arrependimento de ter entregado sua filha para adoção. Recomeço até para Ethan, que largou a vida de mauricinho e foi tentar achar um rumo em outro estado (e fora da série - pelo menos por enquanto). E por fim, um recomeço doloroso para Annie. Desprezada pelos amigos, sem coragem de se abrir com sua família, ela está tendo que lidar com o estigma de "dedo-duro" que ganhou por todo o colégio, com as falsas acusações de ter transado com Liam e com sua culpa interna de ter atropelado (e matado) alguém enquanto dirigia bêbada no fim da temporada passada.
E esse inferno astral de Annie com certeza é o maior mudança nesse início de temporada. Sua derrocada já vinha acontecendo desde a metade final da primeira temporada, mas agora ela parece cada vez mais no fundo do poço. Um fenômeno bem fora do comum para alguém que é (ou era?) a protagonista da série. Annie era a garota do interior, certinha e com os dramas típicos de seriado adolescente. Naomi, à princípio, era aquela garota rica e mimada da cidade grande, extrovertida, e que tinha tudo para se tornar a "vilã" da série. Mas os episódios foram passando e isso não aconteceu. Naomi foi ganhando mais e mais destaque e conseguiu até seu próprio núcleo dramático (Liam e sua irmã Jen, que entraram na série do meio pro fim). Enquanto isso, Annie começou a deixar de ser o centro das tramas. Ao deixar de ser a típica garota "só sorrisos" sob os holofotes, ela foi ganhando um pouco mais de profundidade, mesmo com cada vez menos tempo de tela. Chega a ser um pouco paradoxal, mas gostei muito desse "rebaixamento" da Annie em 90210. Seu comportamento mais inconsequente agora pode gerar ótimas história (a começar por sua foto nua que caiu nas mãos da Naomi).
Assim, quando a segunda temporada abre com uma cena da Naomi, temos a constatação do que já estava bem claro: ela, pelo menos por enquanto, é o novo foco da série. Percebam como a narrativa que move esse primeiro episódio está toda relacionada a ela: a ida ao clube, a festa, a entrada do Teddy na trama. Até alguns dos dramas de Annie, como o mal-entendido com Liam e a polêmica foto do final estão fortemente atrelados a Naomi. E no fim das contas, isso foi uma ótima decisão. Naomi não faz o tipo frágil, tão manjado em séries e filmes adolescentes. Ela é dinâmica, tem iniciativa (muitos) defeitos. Sua presença central movimenta muito mais a trama, além de abrir um novo leque de possibilidades para 90210.
Infelizmente, nem tudo são flores. Mais uma vez, resolveram descaracterizar a Silver. Na subtrama sobre sua bipolaridade na primeira temporada, ela já apresentava comportamentos bem diferentes, mas justificáveis pelo seu problema. Mas agora, a Silver ácida e irônica, que não liga para os outros, que deu uma grande lição de moral em vários colegas no seu discurso no baile, simplesmente sumiu. Nessa season premiere, ela está totalmente...normal. Tomando sol na piscina, andando de braços dados com as amigas e dançando em meio a todo mundo na festa. Nada contra a amizade dela com a Naomi (é até natural, visto que elas já foram grandes amigas no passado), mas ver Silver perdendo todas as suas características que a tornam única é muito triste. O único momento que lembrou a velha Silver foram os cortes que ela deu no Teddy, mas foi muito pouco. Espero que isso seja consertado nos próximos capítulos.
E falando no Teddy, ele foi a grande novidade no elenco desse primeiro episódio. Riquinho, esperto e dissimulado, em apenas um capítulo ele já conseguiu plantar intrigas e confusões em todo mundo. Com sua cara de mauricinho e sorriso de propaganda de pasta de dente, será ele a aposta dos roteiristas para novo vilão da trama? Será que futuramente irá se associar a Jen em suas maldades? Ainda mais que foi seu carro que estava na estrada quando a Annie atropelou um homem...chantagem à vista?
Embora nesse episódio o foco tenha sido no clima praieiro e de festa, o ambiente escolar já está de volta. Tenho grande expectativa para o próximo episódio pela volta dos bons coadjuvantes que 90210: o diretor Harry (que apareceu nesse capítulo, mas em apenas uma cena), Kelly, Ryan, Donna, ou quem sabe algum outro ator de Barrados no Baile. E como disse no primeiro parágrafo, não duvido de um retorno (futuro) do Ethan à série, nem que seja para apenas um pequeno arco de episódios. Sua relação com a Silver ficou muito mal resolvida - e a troca de mensagens nesse episódio confirmou isso.
Enfim, entre muitos acertos e alguns erros, o saldo do começo dessa segunda temporada foi positivo. Basta uns pequenos ajustes para 90210 melhorar bastante. Pelo menos, a série parece no caminho certo, o que é mais importante.
E uma última consideração: a série ganhou uma nova abertura. Embora visualmente seja mais atrativa e criativa que a da primeira temporada (com os números 90210 aparecendo das mais diferentes formas) a música continua fraquíssima, não chegando perto do tema clássico de Barrados no Baile. Espero que consertem isso algum dia, uma boa abertura é um cartão de visitas para uma série.
Fotos: Reprodução
Rafael S
http://www.twitter.com/rafaelsaraiva
Marcadores: [Série], Série - 90210
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
[Glee] 1x02 Showmance
Cercada de um imenso entusiasmo de (precoces) fãs que promoveram a série durante o verão americano inteiro, Glee finalmente está de volta para continuar de onde… começou. E apesar de ter ficado abaixo da estreia do piloto pós-American Idol, a recepção do público foi até melhor do que a Fox esperava, chegando a 7,5 milhões de espectadores. Se conseguirá manter ainda é muito cedo pra dizer, mas acho que a pergunta que todos querem fazer é a seguinte: correspondeu àquelas expectativas de quando assisti ao piloto? Diria que não, mas que fora alguns problemas na premissa da série, o que me incomodou mesmo seria facilmente consertado. Acho que não adianta muito reclamar da estrutura do episódio, porque afinal começo é assim mesmo, e quanto mais rápido forem desenvolvidas algumas tramas, melhor pra dinâmica da série. Sabe-se que a partir da próxima semana cada episódio será centrado num dos adolescentes do glee club, o que pode ser uma garantia de expandir as personagens nos mesmos moldes de Skins. Pra começo de conversa, três arcos já começam a ser formados e cada um deles teve seu número musical para acompanhar: "Gold Digger" para o professor Will tentando satisfazer os desejos de sua mulher, "Push It" na apresentação para tentar atrair novos membros para o coral -- e servindo de conclusão também para o "clube do celibato" -- e "Take a Bow" (da Rihanna) para o romance entre Finn e Rachel.
Acredito que a grande maioria das pessoas que assistiu, já pegou se perguntando o que fez o professor Will casar-se, ou até melhor dizendo, interessar-se pela sua mulher. Completamente intragável e essa história da gravidez falsa só adiciona ainda mais antipatia, mesmo que ela tente conserta do seu jeito. Por outro lado, ele parece sentir-se atraído por Emma, a conselheira do colégio portadora de T.O.C. E nem é preciso dizer que ela iria fundo nesse relacionamento, mas o que me deixa confuso é o seguinte: tá na cara que é pra gente torcer pelos dois mas a custo do quê? Mostrar que adultérios às vezes podem ser relevados? Não acredito que a Fox fosse deixar Ryan Murphy ir muito a frente com essa ideia, mas ainda espero pra ver. Até porque, se a questão era que os dois ficassem juntos, não precisava que o professor já começasse a série casado. Podem dizer também o que quiserem de Emma, mas ela é o tipo de personagem caricata que dá gosto de ver em série adolescente. Sua curta cena cantando "All By Myself" dentro do carro num tremendo temporal é a maior prova disso.
Já o professor cantando "Gold Digger" acaba sendo um dos destaques do episódio também, até pelo seu refrão "traiçoeiro" pra um cara branco. Ainda me incomoda toda essa mega produção em todas as músicas (com Auto-tune soando alto), mas sei também que trata-se de pura exigência de mercado. Só acho que a série teria muito a ganhar em credibilidade pelo menos nesses momentos do ensaios, até mesmo como improviso. Entre os números musicais, o único momento que realmente passou um pouco do ponto foi o lamento final de Rachel, que ficou com cara de videoclipe. Mas não tenho muito o que acrescentar em relação ao romance dos dois, porque era uma das armadilhas que já não me agradavam muito no próprio piloto. No entanto, essa foi a deixa pra criar a rivalidade com Quinn, a namorada-cheerleader de Finn (quem mais acha bizarro o nome dos dois rimarem desse jeito?), que será a espião dentro do glee club pra maquiavélica Sue. Com certeza parece ser a coisa mais idiota do mundo a garota juntar-se ao grupo ao invés de deixá-lo morrer por si só por falta de integrantes. Mas é a reação que esperaria de uma cheerleader comum que afinal nunca aceitaria perder o namorado sem um belo barraco.
Mas preciso dar crédito principalmente a Sue Sylvester, a tal treinadora das cheerleaders, que cada vez me faz adorar mais a fantástica Jane Lynch. A forma como ela tenta vencer tudo e controlar a todos, num sentido completamente paranóico, é com certeza o que vai fazer valer a pena assistir Glee. Aquele típico "vilão" que dá gosto de ver, cheia de complexos e tomada de orgulho, que pode ironizar a morte mas se ofender com um trocadilho logo em seguida. Aposto que Lynch então deve estar divertindo-se muito pra conciliar esse lado cínico e severo de sua personagem.
e.fuzii
twitter.com/efuzii
Marcadores: [Série], Série - Glee
É hoje! Supernatural retorna...e Lúcifer também!
Talvez em sua derradeira temporada, como já adiantamos aqui, SN volta com os irmãos Winchester´s e Castiel (Misha Collins ruleia \0/) num episódio de season première que promete. Afinal, é Lúcifer em pessoa (hoho, possuída, né?) que estará entre nós. Logo mais volto para comentar o 5.01 - Lucifer Is Coming (Simpathy For The Devil - se não vejo no twitter o povo comentando e a minha fonte favorita @supernaturalvicky, ainda estava achando que o nome do epi era Lucifer is Coming, mesmo sabendo muito antes que era Simpathy For The Devil, música dos Stones que gosto e que comentei aqui senilidade é isso aí :P)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
[Fringe] - Impressões da 1ª e expectativas para a 2ª temporada
Fringe foi lançada nos EUA no dia 9 de setembro de 2008 mas antes mesmo desta data, o episódio "vazou" e os cerca de 45.000 downloads em menos de uma semana registrados pelo site Mininova e os 12 milhões de dólares investidos na produção do mesmo já atraíam fortemente as atenções.
A série também contava com a assinatura de J.J. Abrams na criação. O nome do responsável pela criação de Alias e LOST obviamente colaborou para arrebatar mais e mais curiosos.
Não podemos deixar de falar da polêmica em torno das semelhanças com a consagradíssima Arquivo X. Semelhanças que inclusive foram assumidas pelo próprio diretor que admitiu ter se inspirado não só em Arquivo X mas também em Twiligth Zone e histórias de Michael Crichton [famoso por suas obras ficcionais como Jurassic Park] para desenvolver o roteiro. Tudo isso acabou dando ao novo seriado mais publicidade ainda pra sua estreia e afirmo: Fringe não decepcionou!
Quanto às críticas que dizem que Fringe é cópia disso ou daquilo eu não concordo. Mas mesmo que concordasse não vejo onde isso é prejudicial. Mais do que uma referência à Arquivo X, Fringe faz uma reverência, uma quase-homenagem. J.J. bebeu da mesma fonte que Chris Carter [criador da série dos anos 90] e assim temos uma temática parecida e que parte dum princípio comum mas que acaba desenhando outro rumo.
O nome Fringe provém do termo fringe science ou ciência de borda - ciência essa que se refere a todos tipos de manifestação anormal que a ciência natural não consegue explicar. Coisas que a ficção científica exibe em filmes e livros e que a pseudo-ciência tenta mesmo sem demonstrações práticas provar que existem. Teletransporte, leitura mental e manipulação genética são apenas alguns dos exemplos de situações que Olivia Dunham, uma jovem e talentosa agente, procura solucionar nessa nova divisão do FBI a que foi recrutada.
Interpretada pela australiana Ana Torv a personagem investiga os casos sob a supervisão do excelente Lance Reddick [Mathew Abbadon de LOST] como Phillip Broyles.
Para ajudar em suas buscas a agente Dunham monta uma equipe de caráter duvidoso mas extremamente capaz.
Walter Bishop foi cientista do governo dos EUA durante os anos 70. Sendo responsável por uma série de experiências nada comuns envolvendo ciência de borda e após ter se envolvido num incidente no seu antigo laboratório em Harvard foi internado num hospital psiquiátrico onde ficou por 16 anos até ser tirado de lá pelo seu filho Peter [Joshua Jackson, de Dawson's Creek] - com quem não mantinha boas relações - a pedido de Olivia D. O filho de Walter também é considerado gênio. Com um QI acima da média, apesar de um temperamento um tanto conturbado é o único capaz de interpretar e traduzir os pensamentos e ideias de seu pai.
E não há somente o predomínio do mistério mas também um coerente uso do humor que torna cada episódio absolutamente envolvente.
A teoria da conspiração fica quase escancarada quando se percebe que os casos não são isolados e a intrincada rede de acontecimentos bizarros aos poucos vai transformando o planeta num verdadeiro "laboratório gigante" e cada evento se mostra uma pequena parte de um padrão absolutamente chocante.
A primeira temporada de Fringe dificilmente vai desapontar quem ainda não viu e quem teve a felicidade de assistir com certeza está ansioso pelo início da nova temporada que começa no dia 17 de setembro.
[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro
Marcadores: [Série], Série - Fringe
domingo, 6 de setembro de 2009
[Mad Men] 3x03 My Old Kentucky Home
Nos anos 60, depois de tanto tempo acompanhando a série, nem é preciso mais discutir o quanto é valorizada a identidade que as pessoas criam diante da sociedade. Ainda mais tendo a publicidade como tema principal, é muito mais importante saber "vender" sua vida, relacionamentos e suas posses, do que simplesmente ser honesto consigo mesmo. Nesse episódio, acompanhamos três reuniões num mesmo final de semana: Roger e Jane oferecendo uma festa temática em homenagem ao seu casamento; Joan convidando os amigos médicos do marido para um jantar; e Peggy tentando trabalhar na Sterling Cooper junto de Paul e Smith. Em meio a tudo isso está uma cena que fala pelo episódio, em que Don Draper encontra uma simpática figura no bar do clube em Roger recebe seus convidados. Diz ele que odeia presenciar casamentos por toda essa sensação de expectativas que nunca serão cumpridas, quando finalmente tem de encarar quem são. Por mais que tentem aparecer pra sociedade, eles vivem a realidade debaixo do mesmo teto, e o exemplo mais claro disso é Don e Betty. Mas é tanta sinceridade que Don sente-se até contagiado em dividir uma de suas passagens na infância com o senhor e chegam à conclusão que todo o glamur da alta sociedade é digno de pena, agora que presenciam tudo de dentro.
Essa conversa reflete exatamente o que vemos na casa de Joan, que cada vez parece mais frustrada com seu casamento. Quando ela recorre ao silêncio do marido e propõe o meio-termo pra domar seu temperamento difícil, tudo leva a crer que as cenas de estupro no final da temporada anterior foram mesmo jogadas pra debaixo do tapete. Pra piorar, Joan é aconselhada pela esposa de um dos médicos a não precipitar-se em engravidar; para logo depois na mesa de jantar tornar-se a única forma de evitar falar dos infortúnios na carreira do marido. Bem longe de todas as suas expectativas, sua linda interpretação de "C'est Magnifique" no acordeon é de cortar o coração. Da mesma forma, a dança de Peter e Trudy é de impressionar todos os presentes, e provavelmente os espectadores também. Mas vejo que essa interpretação toda ensaiada seja triste por ser o único alívio para esse casamento, tentando exibir à sociedade essa falsa alegria. É obvio que a impossibilidade de ter filhos ainda incomoda o casal, que logo tem de mudar de assunto quando Betty chega. Irritada também está a esposa de Harry, mas simplesmente por ele mostrar-se relapso como já conhecemos.
Por outro lado, Peggy tem de superar expectativas enquanto é jogada para escanteio por Paul e Smith, aproveitando o final de semana para "relaxar" na sala de Harry. Mas é hilário como ela entra na sala, apresenta-se para o amigo-traficante de Paul e decide experimentar maconha. A partir daí, todos os personagens mostram um pouco de sua verdadeira identidade, como fica claro na contrangedora discussão de Paul com seu amigo. Tudo isso porque seu passado começar a vir à tona, como um garoto de sotaque estúpido aproveitando de uma bolsa de estudos da faculdade, e que deu sorte ao ganhar uma oportunidade em Nova York. Além de seus colegas de trabalho, Peggy ainda tem de aguentar as censuras de sua nova secretária, que parece agir aqui como sua mãe, preocupada com o futuro da garota e como será vista pela sociedade. Mal sabe ela que Peggy enfrentando todos esses receios é uma das que darão início a todo o movimento feminista da época.
Já o casal Draper aparece na festa de Roger e Jane contra a vontade de Don. Obviamente que pra ele, além de não ser adepto a esses eventos da alta sociedade, o enlace dos dois nunca foi muito bem visto. Na curta ausência de Don depois da insensível performance de Roger com a cara pintada -- na cena do bar já citada aqui --, Betty parece seduzida por um charmoso homem, e sua repentina falta de apetite pela dança é só um dos indícios disso. Quando Jane abusa da bebida, também pouco acostumada com festas desse tipo, acaba deixando escapar mais uma das verdades do episódio: a turbulenta relação do casal Draper durante a temporada passada. E após o mal entendido com Roger, Don Draper também tem de colocá-lo em seu lugar, dizendo o que as pessoas realmente pensam. Mas para Roger ainda é melhor viver aproveitando essa felicidade do que encarar a verdade.
Para concluir, temos uma história paralela na casa dos Draper, com Gene procurando seus 5 dólares roubados por Sally. Ainda que pareça apenas relacionar a empregada negra com a apresentação de Roger no palco, o interessante é a frase de Gene quando Don tenta "devolver" o dinheiro: "vocês pensam que podem resolver tudo com dinheiro". Nada mais sensato, para um sociedade que parece faltar cada vez mais um mínimo de vergonha na cara.
e.fuzii
Marcadores: [Série], Série - Mad Men
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
[True Blood] 2x10 - New World In My View
Coisas que esqueci de mencionar no post anterior, sobre o que tava ocorrendo: Godric resolve se destruir (e se destrói, e Sookie fica com ele até o final, e Eric chora bem bebezão). É por aí que começa esse episódio. Mais um sonho erótico de Suke… ai ai, alguém acreditou que não era?
Eric: “ih era sonho?”
Enfim. A coisa fica boa quando ela acorda dentro do carro, voltando para Bon Temps com Jason e Bill dentro do caixão (Jess já tinha sido levada por Hoyt antes e tal).
A cidade está to-da-ca-ga-ds. Lixo nas ruas, pessoas completamente zoadas, se batendo, sendo atropeladas (pelo carro deles, inclusive), enfim: um pandemônio criado por ela, nossa querida e amada Maryann, que botou a cidade inteira na idéia de encontrar Sam para sacrificá-lo a Dionísio (ou, no caso, Baco – same shit). Todos estão atrás dele, enquanto ela continua na casa de Sookie criando uma escultura de carne, e penas, e flores, e coisas mil.
como diz Sookie depois: “isso fede”
A cidade toda está com seus olhinhos pretos supernatural, sob o comando da Maryann e como líder o querido Terry – que, mesmo sob efeito “demoníaco” da mênade, mantém seu amorzinho pela garçonete mais ruiva da história: Arlene. Esse amor é testando quando Jason resolve bancar o Rambo e salvar a cidade…
Aliás, muitas cenas curiosas acontecem de uma vez. Quando Sookie e Bill resolvem ir atrás de Tara, imaginando que ela está com Maryann na sua antiga casa, a coisa fica curiosa. Primeiro, Maryann surge toda na frente deles, e quer os impedir de ir embora. Pega Súke, Bill banca o vampiro macho, solta ela e resolve atacar Maryann… CUJO SANGUE PRETO O ENVENENA.
Bill: “CHOQUEEEI!”
Mas o pior nem é isso. Quando Sookie vê Bill super vomitandinho o sangue ruim da sangue ruim, choca igual e resolve bancar a jedi de sabre-de-mão pra cima da mênade.
- Use a força, Súke!
Os dois fogem e Maryann fica só se perguntando: o que é Sookie?, toda rindinho.
Enquanto isso, Sam e Bellefleur, depois de serem retardados o suficiente pra cair numa armadilha de Arlene, são presos no Merlotte. E quem resolve chegar todo Rambo pra salvar o dia? Ele. Jason.
Jason é o cara. Depois de tomar a decisão de ser o herói da história, surge no Merlotte com uma MOTOSSERRA. Como eu li por aí, ele vai todo “Evil Dead” pra cima da galere, destruindo o som com sua fúria mas não-dá-em-nada.
maior Rambo Fail da história
Enfim, ele resolve fazer Arlene de refém com uma pistola de pregos (juro), e Terry acaba cedendo. Todos a cidade, que estavam no Merlotte, saem do lugar; Jason tira Sam e Bellefleur de onde estavam escondidos e NÃO DÁ NEM UM MINUTO volta a galere atrás do Sam.
MEGA
FAIL.
Sam, mais esperto que qualquer um ali, resolve se entregar de vez antes que a merda fique maior. No fim das contas, Jason tem finalmente uma idéia decente e resolve falsear que é o tal “deus” que todos os maluquetes hipnotizados por Maryann estavam esperando. Sam ainda tem mais uma idéia brilhante, praticamente grita pra Jason dizer que o punirá e, então, quando a cena toda tá armada, ele novamente se faz de mosquinha e some diante de todos. Galere vai embora super UHUL, contar pra mênade o que acabou de acontecer.
Jason encontrou gente mais loser que ele. Uou.
A questão é que Sam volta todo enroladjenho na toalha, e o idiota (Jason) e o bêbado (Bellefleur) apenas se entreolham.
(adorei esse “ponto de vista” da galera sob efeito de Maryann!)
Enquanto isso, Sookie e Bill descobriram que Tara estava com Lafayette e sua mãe ex-bêbada, e, depois de lutar muito – tanto Bill para hipnotizá-la quanto Sookie para “atravessar” a escuridão da mente da amiga, finalmente a tiram do transe. Ela chora, tem aquele draminha todo, quer ir atrás dos Ovos (OPA!) mas Lafa e sua mãe a prendem em casa.
Sookie fica toda “nuossa minha amiguétche liberou geral heins, perdeu seu lado bom”, enquanto Bill lembra SÓ AGORA que conhece “uma pessoa” que pode saber como destruir a mênade Maryann. E vai atrás dela.
(adorei² a imagem dos olhos da Tara voltando ao normal!)
Enfim, uma coisinha digna paralela: Hoyt e Jess. Os dois estão na casa de Bill, segurando a véia chata mãe de Hoyt que, também sob efeito de Maryann, resolveu liberar geral. O cômico? Ela só fica controlada quando joga O WII DO BILL. Digno. No final, xinga tanto Hoyt que Jess perde o controle e a morde. UHUL \o\
Mas, agora, a coisa mais master de todo o epi.
É pela cena final que eu digo que True Blood é a melhor série no momento.
Quem dirigiu o episódio foi um cara chamado Adam Davidson, e ele não é FRACO (/novela das 7). Já dirigiu episódios bons de Lost, Grey’s Anatomy, Rome, Shark (apesar do ator ser toscão né? vamocombiná xD), ganhou até a Palma de Ouro em Cannes por um curta-metragem nos anos 90. Enfim, digno. E essa cena final…
Quando começou eu achei meio tosquinho. Bill surgiu todo arrumadón? AHAM, ele saiu correndo/voando e surgiu com outro figurino na tal casa toda rodeada de seguranças. Mas rapidamente o clima muda, e a cena é tão bem feita que eu até deixei passar essa coisa mal explicada (ele poderia sim ter trocado de roupa, mas vamos combinar né? tsc tsc). A música, AH, A MÚSICA, casa muito bem com as imagens.
E tem um primor estético difícil de se ver em séries de tv: além da qualidade da imagem – fotografia impecável, reflexos na água, closes discretos, mudanças de foco… dos movimentos de câmera bem elaborados, os slow-motions, gruas, travellings, etc… há um clima tenso E intenso sendo construído, e com tudo isso um suspense sutil. Ninguém imagina que o frame final será Bill dentro da tal sala da “mansão”, vendo algo que nos é mostrado apenas por uma perna e pé femininos com uma fina linha de sangue escorrendo e pingando no chão.
E aí? Será que a rainha caiu? Mórreu? Danou-se?
Não importa. Depois dessa cena ela pode até ter derrubado groselha na perna que eu achei digno.
o/
PS: O nome da música no final, que é MAGNÍFICA, é o nome do episódio: “New World In My View”, remixada por King Britt. Também foi trilha de Miami Vice – mas eu não vi o filme então, pra mim ela só surgiu em True Blood. Adoro Alan Ball e sua ironia, afinal, esta é uma música GOSPEL. A letra é um tratado do Apocalipse (sim, o livro da bíblia), praticamente um “pastor” falando/pregando, interpretando versículos...
Dignidade: define.
Tatah (@tatah_)
Marcadores: [Série], Série - True Blood
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
True Blood – Big post sobre a 2ª temporada (até o 2x09)!
Era uma vez uma Talitha preoconceituosa.
Ela viveu sua adolescência com um bando de gente não não tinha nada a ver com ela: gothics wannabe, o que gerou seus traumas com coisas relacionadas a esse meio. Bruxarias, roupas todas pretas, maquiagens pra ficar com cara pálida e batom preto, cara de c* o tempo todo e claro, fascínio por vampiros.
Na real, desde sempre eu achei que vampiros eram bem uó. Ok, bebedores de sangue charmosões E? A única coisa que eu aturava era Entrevista com um Vampiro, porque né. Pitt. Cruise. Charmosões. etc etc – alguma garota precisa se explicar depois desses dois nomes? heh
Por isso, quando eu comecei a assistir True Blood, meu mundo caiu (/maysa). Gente. Digníssimo.
Virei fangirl de carteirinha, do tipo tiete mesmo, menininha que segura o cobertor torcendo pro casal ficar junto no final.
MEDÃO.
casal 20
Mas enfim, a questão é que não foi somente a primeira temporada que “deu sorte” e ficou digna. A segunda, que começou em junho, mantém absolutamente o mesmo nível da primeira.
A segunda temporada começa exatamente do mesmo ponto onde terminou a primeira: um corpo é encontrado dentro do carro do detetive Bellefleur. Resumo da história: o corpo na verdade era daquela falsa “bruxa” que “ajudou” a mãe da Tara a se recuperar do alcoolismo (ou se livrar dos “demônios”, QUE SEJA ehehe).
Essa mulher foi morta pelo que descobrimos depois ser Maryann, uma mênade – ou seja, pelo que foi explicado na série (e eu gosto de ficar só no que a série dá) – uma antiga deusa discípula de Dionísio, aquele carinha grego que curtia uma boa farra com vinho, comidas, loucura loucura loucura! E é isso que ela traz à Bon Temps (junto de um stress para Sam, que ela tenta capturar para sacrificar em um ritual). Orgias mil, galere no maio estilinho Supernatural, possuída pelos “demônios” (os olhos ficam pretos) desses prazeres caóticos. Essa véia aí manipula totalmente Tara e traz junto de si um rapazote negão tudibão do sorriso maroto, nosso querido Eggs (what? ovos?).
Ovos.
- que também é manipulado mil. Chega a matar até gente (uma garçonete discípula de Maryann que só entrou na história pra seduzir o Sam – ela também era metamorfa); come junto de Tara um suflê de coração (dessa garçonete) e etcs.
Maryann chega a atacar também nossa queria heroína do dentinho torto, e como diria Bill: “SÚKE”. Ela é atacada pelas garras dessa bicha aí, levada para o Fangtasia e lá Eric resolve ajudar somente se Bill permitir que ela vá com ele para Dallas. Mas isso eu deixo pra contar depois. Ela é salva, aquela historinha toda, e tchanam, acaba por tabela salvando o Lafayette.
Ele começa a temporada todo cagads, preso no subsolo do Fangtasia junto com outros humanos que fizeram algum mal a vampiros. Depois de todo um drama, até ser drenado por Eric e Pam, SÚKE liberta ele com a promessa de ir pra Dallas com Eric – mas só se carregar o Bill na bagagem. Lafayette volta pra casa, fica traumatizado, e seu personagem some um pouco da trama – mas tá sempre lá, todo biatche.
A história de Dallas é gigante, tem um livro inteiro da coleçãode Charlaine Harrism (que inspira toda a série) chamado “Vampiros em Dallas” – só sobre o que ocorre lá. Resumo da história: Eric é foda, Súke é a grande Súke, Bill é otário e Jason… Jason é MUITO. BURRO.
- dã
Como pode? Ele tem a mente completamente lavada pelos casal de “pastores” da tal Sociedade da Luz (Fellowship of the Sun), come a mulher, briga com um rapazinho prodígio e faz as pazes com ele no maior estilo clichêzinho herói, é meio que o boyzinho do lugar e só sai dessa porque a Súke tava por perto.
Súke pára aí porque, a questão toda de Dallas acontece no acampamento da sociedade do anel. Ela, Bill e Jessica (a mocinha que Bill transformou em vampira, vai praticamente só de enfeite) vão pra lá pra resolver o problema: salvar Godric.
Godric é o criador de Eric, tem mais de 2000 anos e sumiu, provavelmente seqüestrado pelos pastorezinhos aí. Ele chama Súke pra ajudar a encontrá-lo, então ela e o namoradeenho humano de outra fiel escudeira de Godric se infiltram lá – mas o cara era um bunda, traiu geral, Súke é capturada com ele, Jason fica sabendo que a irmã tá lá, ela quase é estuprada, Godric surge do nada e a salva. Bill só não surge porque sua criadora, Lorena, surge do nada e o prende dentro do hotel – psicótica a mulher – mas, depois de muito drama e alguns episódios, ela acaba indo embora. Eric é quem fez Bill ficar nessa situação chamando a dita cuja e, quando percebe Súke com problemas, surge pra salvá-la – atrasado.
Voltando: o plano todo desanda, a sociedade fica sabendo que tem vampiros soltos por ali, povo todo se arma com estacas e prata, Jason surge, todo mundo ali, vem vampiros de todo o lado e Godric salva o dia. Ele dá uma lição de humanidade na galera, faz todo mundo ir embora com caradicu. Menos um.
olha como parece normal e simpático aqui, tsc tsc
Luke é o mais terrorista de todos. É o tal cara com quem Jason briga e faz as pazes – ele começa todo certinho, fica de cara com o fato de Jason ser o maismais da sociedade protetora dos animais, vive na sombra do cara e no final perde o senso total.
A questão é que estão todos felizes no “covil” de Godric, comemorando que ninguém morreu naquela porra toda e este ser surge no lugar e se EXPLODE, numa bomba cercada de várias correntes de prata. Todos os vampiros ficam cagads, Bill e Lorena se despediam do lado de fora e Eric aproveita pra dar mais uma zoadinha em Súke: obriga-a a “beber” parte do seu sangue pra tirar as partes de prata que o estavam “matando”. Nisso ele consegue, agora, “sentí-la”, e ela tem taras sexuais pelo nórdico bonitón (sonhos eróticos e tudo uhuuul! haha).
Enfim, isso é tudo que me lembro até então. Só há algumas outras tramas paralelas interessantes:
Sam é preso como suspeito de matar a garçonete do mal seguidora de Maryann. Ele consegue escapar virando uma mosquinha (ô sonho de todo mundo!) quando ela surge na delegacia – que, aliás, está lotada com quase toda a cidade, presa por crimes do tipo “atentado ao pudor” e semelhates. Maryann solta a galere e fica puts por não encontrá-lo; vai até o bar do Same bota galera toda sob seu efeito de olhos à lá Supernatural, exigindo que o encontrem. Ele, por sua vez, surge no quarto barato de hotel/motel em que o detetive Bellefeur – que anda super mamado, desacreditado, mas é o único “humano” que viu os rituais de Maryann, e um pouco da “verdade” do que acontece em Bon Temps.
Jessica e Hoyt viram namoradiinhos, bem no estilo “meu primeiro amor”. É uma das subtramas mais interessantes, muito bem trabalhada e atuada. É um amor ingênuo, o que é engraçado de imaginar acontecendo com uma vampira. E tem todo um drama: quando eles finalmente resolvem levar aos finalmentes, ela se descobre eternamente virgem: dói horrores, e quando tentam de novo dói de novo. Vampiros se regeneram afinal… a coisa toda termina com Jessica sendo apresentada para a mãe de Hoyt (aquela velha chata) e ela ofende a coitada, dizendo que nunca poderá dar filhos ao seu filho. Ele vira macho e briga de vez com a mamãe.
Enfim, se me esqueci de algo, relembro quando assistir o 2x10 (o que farei agora!) e o 2x11 (que farei essa semana!). A partir de agora, comentários semanais de True Blood (/chamada da globo). UHUL!
\o\
Marcadores: [Série], Série - True Blood
domingo, 30 de agosto de 2009
[Mad Men] 3x02 Love Among Ruins
Quando assisto a um episódio como esse de Mad Men, posso dizer que entendo perfeitamente quem não consiga se sentir cativado pela série. Afinal, aqui mais uma vez Weiner e equipe decidem dedicar o tempo pra desenvolver seus pequenos conflitos entre personagens, com certeza já servindo de preparação para as histórias que vem em sequência. Não que isso seja uma crítica, já que essa capacidade de dar importância a cada um dos envolvidos é com certeza sua principal qualidade, como podemos ver na postura de Paul frente aos clientes, sem conseguir esconder sua revolta com a demolição da Penn Station. Essa não parece ser uma reação de um publicitário mesmo naquela época, e Pete faz questão de dizer que Paul nunca agiu desse jeito em outra situação polêmica similar, mas isso mostra a gravidade do problema e sendo o principal representante dessa revolução cultural que emerge na época, ele é o primeiro a tentar consertar de alguma maneira o estrago. Sabe-se que apesar de falhar dessa vez, é por conta desse episódio que Nova York reúne uma comissão pra preservação desses monumentos, conseguindo anos depois salvar o terminal central da cidade também da demolição. Ou seja, Mad Men é sempre essa evolução constante, daquilo que conhecemos desses personagens atingidos por um futuro inevitável.
Nesse sentido, o episódio chama atenção novamente para o desconforto de Peggy em relação às pessoas que a cercam. Bastante semelhante à discussão de Maidenform na temporada passada, ela não se identifica com esse perfil Monroe e nem mesmo com Jackie O. Basta observá-la e perceber que ela está muito a frente de seu tempo, principalmente na forma como tenta aproximar a publicidade de seu público. O recado rude de Don Draper, dizendo pra que ela guardasse suas ferramentas enquanto trabalhasse, é seguido por ela durante todo o episódio, numa tentativa de enquadrar-se no mundo. Nada parece ter sido mais significativo do que sua imitação de Ann-Margret, cercada de silêncio enquanto se encara frente ao espelho (em mais uma relação com Maidenform). Ela pode tentar usar dos mesmos artíficios de Joan no bar e tentar ao máximo identificar-se com um dos rapazes, mas ao final, quem manda no sexo e quem vai embora no meio da noite precisando acordar cedo no outro dia é Peggy. Talvez não exista forma melhor de descrever tudo isso do que sua despedida com aquele "foi divertido".
Apesar de dar esse conselho, sinto que Don começa a perceber essa maturidade de Peggy. Enquanto o episódio começa com Ann-Margret cantando "Bye Bye Birdie" diretamente para a câmera, insinuando-se para seu amado e numa movimentação toda ensaiada, Don é surpreendido ao final com a dança da professora de sua filha, quando assiste às festividades da primavera. A professora se sente livre, transborda essa felicidade consigo mesma e está ali sendo alvo dos olhares de todos os homens. Ver tudo isso parece ser desconcertante pra Don, que estica-se todo na cadeira pra acariciar a grama, como se quisesse estabelecer uma conexão com os pés descalços da garota. É todo o sentido de liberdade que o faz lembrar obviamente de sua estadia na Califórnia, onde ele diz encontrar a tal vanguarda para o diretor do projeto do Madison Square Garden.
Já nesse caso, Draper sabe mais do que ninguém que pra mudar e consertar certas coisas é preciso abrir mão de outras, como no seu próprio casamento em cacos na temporada passada. Se a demolição da Penn Station é mesmo um desastre, resta exaltar toda a modernidade e flexibilidade que representa o complexo MSG. E como sempre, esse discurso de Don serve também pra outras situações, já que na outra ponta da mesa está Roger ainda inconformado por não poder levar Jane ao casamento da filha. A separação de sua família faz Roger enfrentar todo tipo de desprezo ao seu redor, mas só ele não percebe, ainda preocupado demais consigo mesmo. Assim também é a mentalidade de William, que leva o pai para visitar Betty já determinado a tomar a decisão de colocá-lo numa casa de repouso e ainda tomar posse da casa da família. Mas basta Don Draper chegar em casa pra colocar as coisas em ordem, usando de sua praticidade usual: se ele quer mesmo se livrar do pai, que pague pela sua estadia com os Draper. Teria a falta de família sido preponderante para Don tomar essa decisão?
O fato é que incorporá-lo aos Draper é a única chance de salvar o que restou da família de Betty. É de fato, fazer o amor ressurgir dessas ruínas. E se isso já não é o bastante, marque em seus calendários: o casamento da filha de Roger é no dia 23 de novembro de 1963, exatamente um dia depois do assassinato de John F. Kennedy.
e.fuzii
Marcadores: [Série], Série - Mad Men
[Rapiditas] Supernatural pode ter sua series finale em 2010
sábado, 29 de agosto de 2009
[Extra] SBT arrasando...menos nos horários
Nem todos podem ter TV por assinatura e muito menos sabem baixar séries. A opção mais viável é assistir pela TV aberta. O que pode ser um martírio daqueles. Dublagem - nem todo mundo gosta, ou seria, tem alguém que gosta? - e, claro, o problema SBT, os horários.
Marcadores: [EXTRA], Extra - SBT arrasando...menos nos horários
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
[Lie To Me] Apresentações
Olá pessoal! Estou aqui pra falar da "nova" série da Fox Lie To Me.
Faço parte da equipe do blog Teorias Lost e fui convidado para vir falar sobre essa ótima série da Fox que estreou em Janeiro desse ano lá nos EUA.
A série é baseada nos estudos do renomado professor de Psicologia da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco, Paul Ekman, considerado um dos 100 psicólogos mais influentes do Século XX.
Ekman se especializou em Linguagem Corporal e após anos de estudo conseguiu mapear expressões faciais involuntárias que duram cerca de 0,05 segundos, as chamadas micro-expressões.
Deixo a sinopse da série:
“Fantástica série da Fox que retrata o cotidiano de Dr. Cal Lightman e sua equipe, um mestre no estudo das expressões faciais e o que elas representam. Por todo seu conhecimento na área, se tornou um poderoso detector humano de mentiras, ajudando a polícia e o governo a interrogar os mais frios criminosos.“
Quando li a sinopse confesso que desanimei, parecia mais uma série policial clichê. Porém o que mais me chamou a atenção para começar a ver a série foi o nível de audiência que ela alcançou nos EUA (média de 13 milhões por episódio) ganhando de séries como Lost no seu episódio piloto, e a verdade é que não me decepcionei acompanhando essa primeira temporada. Foi uma temporada curta de apenas 13 episódios focados muito mais em introduzir as questões policiais da série e a idéia de que "uma pessoa normal conta pelo menos 3 mentiras em uma conversa de 10 minutos..." (frase usada pelo Dr. Lightman).
Porém a série soube usar na hora certa o desenvolvimento de seus personagens e podemos perceber o quão difícil deve ser a vida pessoal de uma pessoa que sabe "ler" a outra, sabe quando ela está mentindo ou quando está escondendo algo.
Dr. Lightman e todos que trabalham com ele já sofreram ou irão sofrer com isso, podemos ver um pouco sobre isso mais pro final da primeira temporada e isso me deixa muito curioso para saber como será o desfecho de alguns casos pessoais daqui pra frente.
Outro ponto bem interessante da série são as fotos normalmente usadas para definir certas expressões que vemos durante o episódio, fotos de pessoas como Bill Clinton, Barack Obama, Saddan Hussein e Mike Tyson já foram usadas no programa.
Mais um ótimo motivo para continuar acompanhando a série é a novidade que vem dos bastidores: Shawn Ryan (criador de The Shield) será o novo produtor-executivo da série, não vi todos os episódios de The Shield, mas os poucos que vi gostei muito e tenho a forte recomendação da Dani aqui do blog. =)
Lie To Me volta dia 28 de Setembro com a sua segunda temporada.
A estréia aqui no Brasil pela Fox será dia 29 de Setembro, um dia depois, pra quem perdeu a primeira temporada ou para os fãs que quiserem rever.
Deixo uma ótima promo da primeira temporada para aqueles que ainda não conhecem.
Abraços e até a segunda temporada.
Mario Toshio
Marcadores: [Série], Série - Lie To Me
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
[Grey's Anatomy] Apresentações
Olá. Meu nome é Alison e a partir de hoje serei o responsável pelos comentários de Grey's Anatomy. Sou colaborador no blog Teorias Lost mas sempre fui aficcionado por séries de todo tipo.
Pra mim será um prazer falar deste seriado que conta com um enredo bem encorpado e inteligentemente desenvolvido por Shonda Rhimes. Mesmo indo para sua sexta temporada a série continua arrebatando novos fãs [eu incluso] e conquistando cada vez mais a simpatia dos que já adoravam as desventuras amorosas e profissionais de Meredith e seus amigos residentes do hospital cirúrgico Seattle Grace. Foi por recomendação da namorada que comecei a ver mas não demorou pra que eu percebesse a consistência dos personagens, a coesão entre os conflitos dos pacientes e médicos e a maneira fabulosa como a trilha sonora e os textos ilustrativos do ínicio e fim do episódios tornavam os capítulos bem dosados e envolventes. Sem falar no ótimo equilíbrio entre drama e humor que a trama tem.
A nova temporada terá início no dia 24 de Setembro e a expectativa é enorme devido principalmente ao excelente season finale que tivemos e o cliffhanger da cena derradeira que deixou todos expectadores atônitos.
Pontos altos deram o tom do final da quinta temporada.
É o caso do tumor de Izzie... tumor este que lhe causava alucinações e trouxe com elas o retorno do falecido noivo Denny. Em seguida veio sua cirurgia que apesar de aparentemente bem sucedida acabou numa surpresa nada agradável; a belíssima cerimônia de casamento da mesma Izzie com Karev; também o "casamento" de Grey e Derek, que não foi tão suntuoso quanto o da loira mas mesmo assim muito marcante [feito como uma espécie de contrato num bloquinho de notas]; e obviamente o momento crítico envolvendo O'Malley.
O médico que ao longo do seriado sempre sofreu pra provar sua competência ganhou nessa temporada um status de "homem-de-gelo" ao se mostrar hábil em lidar com emergências atraindo a atenção do novo affair de Cristina, o Dr. Owen [cirurgião que serviu no Iraque e acaba por influenciar George]. É então que a reviravolta acontece. Após se alistar nas forças armadas, O'Malley é vitimado num acidente que o desfigura completamente e só é reconhecido por ter escrito nas mãos de Meredith o apelido que ele tanto repudiara: o 007.
O episódio se encerra com uma linda metáfora envolvendo o tão famoso elevador e o pós-morte, deixando uma dúvida gigantesca pairando sobre nossas mentes: George e Stevens estão mesmo mortos?
Rolam boatos de que T.R Knight teria quebrado seu contrato com a ABC e por isso estaria se desligando. Também dizem por aí que Katherine Heigl estaria muito interessada em se dedicar integralmente ao cinema. Mas como disse, são apenas boatos e nada foi confirmado - o que aumenta ainda mais o frisson em volta do retorno ou não desses personagens.
Há ainda um outro detalhe que deve influenciar um pouco também o desenrolar desta nova temporada: a gravidez de Ellen Pompeo. A atriz que interpreta a protagonista da série está com um barrigão e não acredito que se aproveitem da situação para Meredith.
Que venha dia 24 com uma ótima temporada pra gente.
Até lá.
[Alison do Vale]
Marcadores: Série - Grey´s Anatomy, Sexta temporada
domingo, 23 de agosto de 2009
[Dexter] 4.01 - Living The Dream
Não me canso de ouvir repetidas vezes a frase que abre toda temporada "Tonight is The night". Mas as coisas já não as mesmas para Dexter, agora ele é um homem de família, pai de três crianças, sendo que uma delas é seu filho natural, loiro, lindinho, bochechudo e chorão, tal qual todo bebê. E claro que todos nós, a esta altura, já nos perguntamos se a genética de Serial Killer está no caçulinha. Rá! E essa forçosa entrada para o lado mais humano de Dexter vai render cenas hilárias e com alta dose de filosofia de vida. A começar pelo título do episódio. Que sonho é este? Pesadelo constante de se manter acordado.
Marcadores: [Série], Série - Dexter
sábado, 22 de agosto de 2009
[Mad Men] 3x01 Out of Town

Depois de longos meses finalmente o charme dos anos 60 está de volta à televisão. É momento de retomar todas aquelas discussões envolvendo as grandes transformações daquela década, enquanto acompanhamos cada um dos personagens lidando com suas resistências e ocupados demais pra aproveitar essas mudanças. Diferente da temporada passada, dessa vez pouco se avançou no tempo, cerca de 7 meses talvez, apenas depois da turbulenta crise dos mísseis cubanos que abalava a sociedade no final da temporada. Ainda acho uma decisão arriscada, levando em conta a forma como a série decide focar principalmente as pessoas comuns, já que vai ser difícil passar o mais inócuo possível pelo assassinato de Kennedy. Mas Weiner já deixou bastante claro que sua intenção é mostrar a relação do casal Draper diante dessa gravidez, o que já ocorre logo nos primeiros minutos do episódio. Enquanto Don Draper está descalço na alta madrugada aquecendo leite para sua esposa, ele relembra todos os mitos que cercam sua origem, trazido ainda recém-nascido para ser criado por sua família. E aqui não caberia um trocadilho maldoso com a senhora-mãe dele se imaginarmos como seria crescer num ambiente assim, em que boatos correm sobre sua contraditória condição de benção e maldição ao mesmo tempo. Nessas horas fica claro que somente através dessa mudança de identidade que Don foi capaz de chegar onde chegou, mesmo que ele tenha de abrir mão de prazeres como comemorar seu verdadeiro aniversário.
Mas em meio a uma viagem de negócios em Baltimore ao lado de Salvatore, Don encontra um meio de satisfazer esse desejo: criando mais uma identidade. Além da hilária situação de estarem envolvidos numa investigação secreta, Don aproxima-se da aeromoça que se mostra tão inocente quanto sua própria esposa. Diante de todos os seus envolvimentos com mulheres mais maduras durante a série, dá pra perceber uma certa carência em Don, parecendo fazer até um esforço enorme pra enfim transar. Se esse parece ser mais um de seus galhos corriqueiros, por outro lado Sal é finalmente libertado de suas resistências por um abusado camareiro do hotel. Confesso que sentia falta de momentos como o mais alto suspiro no elevador servir de senha pra uma cena explosiva como aquela. É de se reconhecer também a direção dessa sequência, desde a aproximação do pé dos dois até os cortes e closes pra "escandalizar" o encontro. E mais do que isso, só mesmo um irônico alarme de incêndio no hotel pra frustrar de vez as chances de Sal.
Como se essa frustração já não bastasse, Don ainda flagra os dois durante sua escapada pela escada de incêndio e coloca o segredo de Salvatore em cheque. Pelo resto da viagem Sal imagina o momento em que terá de prestar explicações, assim como todos nós depois da reação sempre enigmática de John Hamm. Mas como se sabe Mad Men não é um série convencional, e tudo acaba resolvido quando Don apresenta a ideia para a campanha da London Fog no avião. É um momento privado entre os dois mas ao mesmo tempo ainda ligado ao profissionalismo de ambos, que aparece nos dizeres do próprio anúncio: "limitar expor-se". Vale também prestar atenção na mudança de foco desse anúncio, que ao invés de tratar de sonhos e desejos de seus clientes, busca uma aproximação mais objetiva de seu público, bem no estilo da propaganda que Don criticou. Porém, não vejo que esse período em Baltimore tenha sido crucial pra mudança de estratégias, ainda acho que seria inevitável.
Apesar de muitos dos ganchos do final da temporada ainda ficarem em suspense, principalmente em relação a Joan e Peggy/Pete, a única coisa que não me agradou foi essa ansiedade em colocar as cartas na mesa, já criando essas rivalidades na empresa e até um excesso de vilania nessa invasão inglesa. Além do medo latente em serem demitidos, ainda tivemos o início de uma competição entre Pete e Ken pelo controle das contas da empresa, que por reações tão oposta durante suas visitas à sala de Lane Pryce, tem tudo para ser interessante. O outro inglês, Mr Hooker (!!!), acabou entrando numa fria ao aceitar de Joan a sala que pertencia a Burt e tudo leva a crer que com seu adorável sotaque, mas seu desconforto naquele lugar, seja garantia de grandes escândalos. Já Roger Sterling continua a me surpreender por estar cada vez menos interessado na empresa, e sua chegada à reunião de demissão de Burt foi mais um exemplo disso, enquanto tentava de forma hilária vestir sua face triste.Essa mudança de posturas tem tudo a ver com o próprio nome da London Fog, elogiado por Bert Cooper, mas em que a identidade é muito mais importante do que tudo o que esse termo um dia já representou. Como única forma para adaptar-se a todas essas mudanças fica a sugestão de Don Draper: enterrar no passado aquilo que não te satisfaz e diante dessas limitações ser o mais prático possível.
e.fuzii
Marcadores: [Série], Série - Mad Men
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Dexter 4a temporada! Vazou...de novo
Tudo bem que a gente nem acredita mais que "vazou". Tá bom! Eita estratégia, mas agradecemos com o coraçãozinho cheio de alegria, Showtime!
O nosso serial killer favorito retorna para a 4a temporada como...um pai de família.
E entre fraldas e crimes, lá vamos nós para a season première de Dexter. 4.01 - Living The Dream
Logo mais, comento o episódio, mas já adianto, terminou com um gancho daqueles!! Voltou com tudo, Dexter. Quem abandonou na 3a temporada depois daquele marasmo, melhor retornar.
Foto: Reprodução Showtime
Danielle M
Marcadores: [Série], Série - Dexter 4a Temporada