domingo, 28 de junho de 2009

Extra - Para ver Michael Jackson

Não há uma alma do planeta, que tenha Tv ou internet, que não saiba que Michael morreu. Muito menos da sua importância para a cultura pop.

A sua morte leva um pouco da minha infância, quando meu irmão e eu dançávamos Bad na sala da nossa casa. Quando a gente colocava meia branca para fazer aquele maldito moonwalker.

Para (re)ver Michael é fácil, o youtube tem todos os seus clipes. Revolucionários muita vezes. Não me canso de ver Beat It, Bad, Thriller e Billie Jean.

Mas Michael também está fora da área da música e clipes.

Lembro de ter visto na Globo a história da sua família, The Jacksons: An American Dream (1992) , traduzido como Os Jacksons (hehe), onde ele e os irmãos viviam ensaiando e levando surra do papis. Minha mãe chorava com estas cenas e comentava: "Tadinho, por isso ele é esquisito assim". É isso aí, Freud em cápsulas até para donas de casa. Ahh, também tem a sua paixão (e um fora daqueles) por Diana Ross, sua musa mentora.



Outra série, homônima, mas com os próprios irmãos, passou nos anos de 76 e 77. Estavam lá o povo todo: Jackie, Michael, Tito, Marlon, Randy, La Toya, Rebbie, Janet e Jermaine. De acordo com o Wikipedia, a CBS pretende relançá-la em DVD.

Há também um filme doido do começo ao fim, o SBT já exibiu milhares de vezes e, claro, na sexta feira ele deu mais um repeteco. Trata-se de Moonwalker (1988). Olha, é bizarro, adjetivo que sempre vai acompanhar o Michael, vamos combinar. Conta com a presença de Sean Lennon e um monte de personagens de desenho animado.Também tem Joe Pesci, a coisa toda é estranha, com clipes e extra terrestres, mas vejam porque tem a sequência mais filha da p*** em termos (hahahah) de dança, falem o que quiser, mas eu fico impressionada com Smooth Criminal, caramba, não há efeito na coreografia, que fique claro, é Michael em estado puro fazendo o que sabe.






Uma das partes mais engraçadas é a criançada recriando o clipe Bad.


Tem uma informação recentemente dada pelo Ligado em Série, o desenho animado Jackson 5ive, exibido na mesma CBS, com ficção e também notícias sobre a banda. Bem colorido e "maluquete".

Fotos: Reprodução.

O cantor também atuou em The Wiz (1978) com Diana Ross, ele era o espantalho. Sim, recriação de O Mágico de Oz, só com elenco negro. Passou diversas vezes na Sessão da Tarde.



Bom, é isso. Michael é fenômeno de mass media, com ele vai o fim de uma era. Excêntrico, porém era realmente o "rei do pop", numa época que junto com Madonna, ídolos pops tinham mais "sustância" e conteúdo que os de agora. Antes fazer sucesso não era apenas jogada de marketing.

RIP!

Danielle M

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fast News - Dexter falando em português...de Portugal :P

A Fox lançou uma promo onde Dexter e Debra, Michael C Hall e Jennifer Carpenter , respectivamente, tentam a todo custo dizer poucas palavras em português. Levaram uma surra. Acho que a Debra se saiu melhor.

Uma gracinha!



Dica da Kelli, da comunidade Dexter, via Twitter.

Danielle M

domingo, 21 de junho de 2009

[Skins] Terceira Temporada

Nesse período de férias da temporada regular, nada melhor do que colocar em dia aquelas séries que ficaram pelo caminho. Por isso, teremos alguns textos especiais no decorrer desses meses falando de algumas séries que não foram assunto por aqui. Como esse ano desisti de várias delas, algumas acabei voltando e pretendo analisar a temporada como um todo, destacando principalmente seu desenvolvimento durante o ano. A primeira delas será Skins, que mantendo apenas Effy e sua família (com exceção de Tony, claro) estreou cercada de dúvidas em relação ao elenco, mas que no decorrer dos episódios mostrou muito mais falhas na sua estrutura. Mas vamos devagar para situar essa história.
Pra quem nunca viu a série, deveria aproveitar e ver as duas primeiras temporadas, que de forma muito honesta consegue falar da adolescência de igual para igual, apresentando os fatos e lidando com eles, num processo de auto-conhecimento junto dos personagens. Não cabem lições de moral em Skins, o que o personagem deveria ou não fazer, até porque os pais são reflexos dos próprios adolescentes, perdidos ao lidar com seus filhos. Nesse caminho, a série sempre utilizou-se das mais absurdas situações cômicas para mostrar esse descobrimento de um novo mundo, mas que quando situava as personagens, mostrava um aspecto dramático todo especial, verdadeiro e fácil de se conectar. O principal apelo era que você reconhecia grande parte de suas aflições naqueles personagens, torcia por eles como se fossem seus próprios amigos. É por isso que Tony, Sid, Cassie, Jal, Chris e toda a turma deixaram saudades. Certo, menos o Anwar.

Mas esses adolescentes cresceram e a solução (nada original, por sinal) foi reformular o elenco, e fazer novas apostas. Quando fiquei sabendo que a série "regrediria", a primeira coisa que me perguntei era se valeria a pena seguir toda uma nova jornada, ou seja, redescobrir a adolescência através dos mesmos "olhos" dessa produção. Por outro lado, ter os dois principais roteiristas ainda envolvidos era o único alívio e motivação para encarar esses novos personagens. Para agradar esses antigos espectadores, quem foi elevada à condição de protagonista foi Effy, aquela que na minha opinião era a única consciente em meio aos adolescentes das temporadas anteriores. E esse talvez tenha sido o mais grave erro.
A nova turma só viria a se conhecer no primeiro episódio, no começo do ano letivo. Além de forçarem a forma como eles viraram amigos do dia para a noite -- principalmente com todos se reunindo no aniversário de Cook já no episódio seguinte --, à primeira vista muitos deles tinham semelhanças até com os veteranos. Mas numa série que se presta a ter no máximo dez episódios por ano, esse é um problema à medida que fica difícil de considerar isso além de uma simples cópia. Mesmo Freddie, JJ e Cook, que juntos se auto-denominam "os três mosqueteiros" não tinham nada além dessa amizade fraternal para oferecer. Talvez o ideal fosse que a turma já se conhecesse e tivessem aqueles esqueletos escondidos no armário, para explorar no decorrer dos episódios. Assim, com tantos personagens para serem apresentados, a história demorou pra ser desenvolvida e ir além de piadas que envolvessem fratulência ou vômito. Como protagonista da temporada, Effy era o centro das atenções desde o primeiro encontro com esses três garotos, e logo despertou a paixão de Freddie e Cook, o bonzinho que declara seu amor e o bad boy que só quer saber de confusão respectivamente. Mas o maior problema foi arrastar todo esse triângulo do primeiro ao último episódio, como se fosse o tema principal da temporada, naquela velha história de cair num cliché. Pior do que isso é ver a própria Effy sendo transformada numa versão de poucas palavras de Blair Waldorf de Gossip Girl, tanto nos temas como na repressão de seus sentimentos, nos jogos para disputar seu amor e a certeza de que todos lhe amam. Acho triste pra uma série que virou referência até para a própria GG -- ou alguém esqueceu dos cartazes escandolosos para promover a segunda temporada? -- ser reduzida a tão pouco. Acho triste que uma personagem tome atitudes tão rasas quando antes servia de consciência dentro da própria série e teve até sua primeira fala na forma de um enigma. Só faltava mesmo que ela fosse traída por sua melhor amiga, o que inevitavelmente acabou acontecendo.
Talvez o que sirva de alívio é que o elenco continue sendo um dos destaques, adicionando uma certa dose de complexidade e permitindo ainda simpatizar com grande parte dos problemas vividos por esses adolescentes. Um dos destaques pra mim foi o desempenho de Cook ao longo dos últimos episódios, principalmente no encontro com seu pai. Ele mostrava tanto descontrole, que aquela determinação parecia nem condizer com sua personalidade, mas Jack O'Connell conseguia mostrar com poucos gestos a sua insegurança interior e driblar todos os obstáculos clichés de sua história. Já as gêmeas Katie e Emily eram as personagens que pareciam mais promissoras, mas acabaram decepcionando: seja pela caricatura que transformou-se Katie ou mesmo o romance lésbico envolvendo Emily e Naomi que nunca saia do lugar. É uma pena ver que o desfecho da temporada acabou sendo tão frustrante, concluindo grande parte das tramas e não deixando nada para ser resolvido mais pra frente. Como se fosse uma lição de moral em que todos fizeram as escolhas certas, exatamente o contrário do que um dia já foi Skins. Uma pena para uma produção que continua notável, sempre em locações externas interessantes, e com uma trilha sonora ainda imbatível. Afinal, em que outro programa você ouviria Gang Gang Dance, Lacrosse, Bon Iver e Joy Division numa mesma hora?

Ao que tudo indica, apesar da péssima recepção do público e a queda da audiência, Skins deve voltar no começo de 2010. Mas não esperem por um texto desses no ano que vem, porque nem mesmo minha curiosidade por séries adolescentes me fará perder tempo e destruir o pouco que ainda me resta das lembranças de Effy.

e.fuzii

domingo, 14 de junho de 2009

[IN TREATMENT] Week 7

A sétima e última semana da segunda temporada de In Treatment foi uma semana de altos e baixos. Com cada um dos pacientes tendo a sua última sessão, a série tenta, e na maioria dos casos consegue, criar uma sensação de completude, fechamento, ao final de cada episódio. Nenhum dos pacientes está curado, mas a sensação ao final da semana é que não há mais a necessidade de acompanhar estas histórias: todas chegaram a um ponto em que, apesar de ainda haver progressos a serem feitos, não há mais nada de interessante do ponto de vista narrativo para ser contado.

Mia

Esta sessão foi uma grande decepção. O início com a conversa sobre o pai de Mia seguiu a direção trilhada pelas sessões anteriores, mas assim que Mia muda de assunto e inicia as provocações o episódio perde o rumo e não se recupera. As provocações soaram artificiais e não encaixaram nem um pouco bem na sessão, enquanto as conclusões de Paul não passavam do óbvio e, como se isso não fosse ruim o bastante, a influência do pai de Mia na vida da filha é exagerada e passa a ser até o motivo da escolha do trabalho da filha. Supor que um pai teve uma grande influência em boa parte das decisões da filha é crível, porém extender esta influência a praticamente todas as grandes decisões abala a credibilidade da hipótese.

April

Esta sessão também decepcionou, desta vez por não apresentar um encerramento. A impressão que fica é que tudo apenas andou em círculos, não houve nenhuma evolução. Os problemas de April com a família continuam e ela ainda se recusa a enfrentá-los e, para piorar a situação, ela parece não saber que rumo dar a sua vida com a notícia de que o tratamento está fazendo efeito. Mas, por mais decepcionante que seja, tenho que admitir que este foi um final adequado. Muitas das sessões de April pareceram se mover em círculos e nenhum grande progresso foi feito até aqui. Esta última sessão não foi nada mais que uma afirmação do padrão.

Com um desfecho como este, seria natural que sentisse que Paul falhou com April. Porém, não é o que aconteceu. A chance de progressos já não mais existia depois que Paul levou April até a quimioterapia. Como ela própria disse, ela não pode mais ser a paciente do cara que salvou sua vida. Isto já se mostrava nas duas últimas sessões, porém foi preciso chegar até aqui para se dar conta.

Oliver

O encerramento da história de Oliver foi tão satisfatório que não consigo pensar em um final melhor. Não houve um final feliz, uma mudança nos planos, ou solução dos maiores problemas que atormentam a família, mas o fim do episódio traz a esperança de uma vida melhor para Oliver com Luke e Bess em paz um com o outro e a promessa de Paul de manter contato com o garoto.

Walter

Assim como a história de Oliver, não consigo pensar em um final melhor para Walter. A recente crise que levou a sua demissão e a morte do irmão voltam a tona e é interessante ver como Walter fala sobre esses assuntos e traz informações novas, desta vez sem resistir. Os momentos finais, desde quando Paul repete sua conclusão da sessão passada sobre os dois Walters até o "quando começamos" foram alguns dos momentos mais agradáveis desta semana e o que mais se aproximou de um final feliz.

Gina

Esta sessão teve um ar de despedida. Apesar de o futuro da série não estar definido, a interação entre Paul e Gina durante este episódio teve um ar de preparação para a despedida de ao menos um deles da série e de um fim para as sessões entre ambos.



Allan

quinta-feira, 11 de junho de 2009

[Terminator: The Sarah Connor Chronicles] S01E02 Gnothi Seauton

Por Rafael S



Recomeçar a vida do zero não é fácil. Ainda mais quando você fica oito anos fora. Sarah, John e a recém-chegada Cameron tem agora essa difícil tarefa. Dados como mortos após os incidentes no banco, eles tem que conseguir novas identidades, dinheiro e proteção para viver. Esse segundo episódio de Terminator: The Sarah Connor Chronicles trata justamente desse choque do recomeço, e o quanto uma pessoa perde sua identidade ao fugir por tanto tempo. Gnothi Seauton, traduzido do grego, significa "Conhece-te a ti mesmo". A vida de Sarah nunca mais foi a mesma após receber a visita do T-800 e de Kyle Reese em 1984, e desde então vive fugindo e se escondendo para proteger seu filho. Mas até que ponto uma pessoa pode mudar tanto e continuar fiel a quem realmente é?

Ao descobrir que as máquinas já estão em 2007, Sarah enterra suas esperanças de uma ter uma vida tranquila, e retoma sua paranóia constante para fugir dos robôs. Para arranjar documentos falsos, ela recorre aos serviços de Enrique Salceda. Fãs dos filmes o reconhecerão imediatamente do segundo filme. Mais uma prova que Josh Friedman (que também roteirizou esse episódio) fincou suas bases sobre a mitologia dos dois primeiros filmes.

Quando Cameron revela que há células da resistência em 2007, a série começa a explorar um conceito até então não visto nos filmes: e se houvessem membros da resistência no passado trabalhando para mudar o futuro, e não apenas combatendo exterminadores? Uma premissa bastante interessante, principalmente pelo misterioso soldado que começa a espreitar Sarah, John e Cameron. Quem será ele?



Qual o impacto de, em um momento estar em 1999, e no seguinte em 2007? Para nós, que vivemos esse período dia a dia, se olharmos para o passado e nos lembrarmos de como as coisas eram, as mudanças podem parecer não muito grandes, mas esse salto brusco no tempo mexeu com os personagens. Em algumas poucas cenas, Friedman conseguiu reproduzir bem esse desajuste inicial da família com essa nova realidade. Cansado de ficar escondido em casa, John logo dá um jeito de escapar quando Sarah está ausente e decide ir a um shopping center. Como todo jovem deslumbrado, ele fica babando em uma loja de eletrônicos, com tecnologias que
pareciam tão distantes para ele 8 anos atrás. Pobre garoto, até se impressionou com o Windows Vista. Em seguida, vai visitar a casa de Charley Dixon (Dean Winters, da polêmica série Oz), ex-namorado de sua mãe, e provavelmente o mais próximo de um pai que ele já teve. Desorientado ao ver que Charley seguiu com sua vida nesse tempo e se casou com outra mulher (interpretada pela Sonya Walger, a Penelope Widmore de Lost), John foge dele, por mais que Charley tentasse uma aproximação, mostrando que não havia esquecido nem dele nem de Sarah durante todos esses anos.

Infelizmente para Sarah, esse deslumbramento com o novo mundo durou pouco, sendo substituído rapidamente pelo medo. Medo ao descobrir que está em um mundo sob a sombra do terrorismo, mostrado na ótima (e bem sacada) cena onde ela fica estarrecida ao ver pela primeira vez as imagens dos ataques do 11 de setembro, e sua narração posterior falando que, se tivesse presenciado esse fato naquela época, pensaria que era o começo do julgamento final.

Mas o golpe mais duro que ela recebe sem dúvida foi dado por Cameron, quando esta lhe fala que, do futuro de onde veio, Sarah morreria de câncer. Receber uma notícia dessa faz até uma mulher guerreira como Sarah estremecer. Em uma interpretação potente da Lena Headey, ela tenta ao máximo não demonstrar esse abalo sofrido para as pessoas ao seu redor, e guardar para si toda a dor que está sentindo.

Esse episódio também marca a primeira aparição de uma das personagens mais estranhas da série, Chola, a latina que não fala uma palavra. Uma personagem com importância quase nula, mas que voltará a aparecer em alguns episódios, sempre com seu comportamento misterioso. Começa também a jornada de Cromartie para achar novamente John Connor. O robô, que teve a cabeça transportada no tempo, consegue achar e reassumir o controle de seu corpo, abandonado nos destroços do banco do episódio passado.

Com muitas referência ao Mágico de Oz (o apelido dado a Cameron de "Homem de Lata" e o sobrenome falso Baum usado por John e Sarah em suas novas identidades), Gnothi Seauton complementa muito bem o primeiro episódio, resolvendo pendências que poderiam ser encaradas como furos de roteiro, e norteando as várias tramas da série que virão a seguir. Sarah, repleta de dúvidas e medos, começa sozinha sua batalha contra um possível câncer que poderá aparecer. Connor, Reese, Baum. Não importa sob qual sobrenome, sua essência nunca será perdida: a de uma grande guerreira. Gnothi Seauton.



Rafael S
http://twitter.com/rafaelsaraiva

quinta-feira, 4 de junho de 2009

[IN TREATMENT] Week Six

Mia

Esta foi uma sessão de “transição”, partindo dos temas tratados anteriormente, o desejo de engravidar, a busca por um parceiro, para o maior problema de Mia, a relação com seu pai. Ao inicio nos é revelado que Mia não está mais grávida, um aborto espontâneo, segundo ela, mais adiante, porém, a verdade nos é dita: Mia nunca esteve grávida. A gravidez não existir não me agradou muito. Com este desfecho, me parece que a suposta gravidez não teve nenhum grande propósito a não ser causar choque, afinal não houve nenhum progresso que Paul não poderia ter obtido por outro meio. No máximo a falsa gravidez evidenciou a dor de Mia.

O restante foi sobre a relação de Mia com seus pais e, mais uma vez, tivemos um paralelo com Paul. As memórias de Mia de sua infância, a exemplo das do psicólogo, não correspondem aos fatos. Assistir Paul levando a advogada a confrontar suas memórias de infância e a explicando como editamos nossas memórias e passamos a acreditar na versão alterada, uma lição aprendida com Gina, foi um dos melhores momentos dessa sessão.

April

O comportamento de April no início da sessão nos deixa imaginando o que aconteceu entre ela e Paul nesta semana. A explicação vem naturalmente, sem exposição desnecessária: Paul contou a mãe da garota que ela estava com câncer. Com isso, Paul fez o necessário para reparar os danos que a sua quebra de protocolo causou, voltando a ter uma relação terapeuta paciente com April, ao mesmo tempo que fez algo que há muito se mostrava necessário, inteirar a mãe da saúde da filha.

No mais, a conversa sobre a infância de April que se seguiu trouxe algumas informações essenciais para entender o relacionamento com sua mãe . O tema desta sessão foi, também, um interessante paralelo com a sessão de Mia, que também teve a relação com a mãe como tema.

Oliver

Ao fim desta sessão, senti que não houve progresso na relação de Luke e Bess com Oliver. Ambos continuam tão cegos quanto às necessidades do filho quanto estavam no início. As conversas que Bess e Luke tiveram a sós com Paul não tiveram o resultado esperado e só agravaram a situação. Ambos estão, agora, mais preocupados com sua liberdade, de modo que o bem estar do filho, mesmo levando em conta as dificuldades que Oliver está passando com a separação e seus problemas na escola, é relegado a segundo plano.

Apesar de eu ser resistente a quebras de protocolo por parte de Paul, dessa vez não condeno sua atitude. A reação pode ter sido exagerada devido a ligação que Paul criou com Oliver, mas cegueira dos pais em relação à situação do filho e tal que é praticamente impossível não reagir energicamente a uma decisão unilateral como essa.

O final do episódio, com Oliver e Paul conversando no parque, principalmente o momento em que o garoto pergunta a Paul se pode morar com ele, foi tocante. Ao que tudo indica, Oliver não terá um final feliz.

Walter

Esta semana acompanhamos a luta de Walter para manter suas defesas e resistir as investidas de Paul ao mesmo tempo que tenta manter sua sanidade frente as conseqüências da crise pela qual foi responsabilizado. Ele está esgotado, sem forças para enfrentar mais uma batalha, o que nos leva ao melhor momento desta semana: Walter deixando transparecer toda a dor que enfrenta quando se dá conta que é impossível seguir no caminho que trilhou para si após a morte de seu irmão. O Walter “Superhomem”, aquele que toma para si a responsabilidade das crises em que está envolvido e carrega o fardo sozinho, mesmo que nao seja ele o único responsável pela situação, desistiu de lutar. Agora é a hora do velho Walter, aquele que se escondeu após a morte do irmão, dar um passo a frente e tomar conta da situação. Acho uma pena que tenhamos somente mais uma sessão com Walter. Gostaria de ao menos mais duas para acompanharmos as mudanças e suas conseqüências.

Gina

O encontro com Gina teria sido perfeito não fosse a explosão dela na metade do episódio. A atuação não foi convincente, assim como o momento em que a explosão ocorreu não pareceu adequado e, como resultado, tivemos uma cena nem um pouco convincente que quebrou o clima e o ritmo que a sessão vinha construindo. Fora isso, este episódio foi exatamente o que a série precisava: uma conversa entre Gina e Paul sobre os pacientes e o rumo de seus tratamentos.

Uma decisão sobre a oferta do pai de Alex ficou, convenientemente, para a semana que vem. Ainda não acredito que Paul aceitará entregar a carta, mas com só uma semana para dar um desfecho a ação, não duvido que os roteiristas sigam por esse caminho. Porém, espero, sinceramente, que não façam isso. Aceitar entregar a carta seria uma decisão idiota sem nenhum tipo de garantia e nem as previsões do advogodo pessimista do Paul justificariam tal atitude.



Allan

FAST NEWS - Morre David Carradine

Foto: Reprodução People Magazine


O ator David Carradine, da famosa série Kung Fu e de filmes como Kill Bill, foi encontrado morto num quarto de hotel. A produção de seu novo filme que o encontrou.

Ele tinha 72 anos, casou-se cinco vezes. Ele é irmão de outro famoso ator, Keith Carradine, o agente Lundy de Dexter.

Danielle M

terça-feira, 2 de junho de 2009

[EXTRA] Sundance 09 - Adam


(post sem acentuacao, sorry!)

Post atrasado? Quase nada. Mas soh hoje notei que nunca comentei sobre o meu filme favorito do Sundance esse ano: Adam! Esse filme alias foi comprado durante o festival pela Fox Searchlight e vai sair nas telas de cinema americanas esse verao.

Para ser sincera jah fazem alguns meses que vi esse filme, entao os meus comentarios nao serao os melhores jah que a lembranca do filme nao estah tao fresca na minha cabeca. Mas como eu gostei muito do filme, queria deixar minha opiniao e sugestao por aqui para que voces possam conferir quando estreiar no Brasil.

Adam eh interpretado por Hugh Dancy (o Luke no Confessions of a Shopaholic) e ele comeca o filme enterrando seu pai. Os dois moravam juntos, e quando vemos Adam voltando para casa comecamos a ver que tem algo estranho com ele, mas ainda nao sabemos exatamente o que.

Logo apos o pai de Adam morrer, Beth, a personagem interpretada por Rose Byrne se muda para o mesmo predio dele, e os dois comecam uma amizade complicada. Acontece que Adam tem Asperger, uma especia de Autismo, e segundo a wikipedia que consultei para poder explicar melhor, o Asperger diferencia-se "do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. (...) Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados."

Logo no comeco de sua amizade, Beth convida Adam para sair com um grupo de amigos e ele aceita. Mas na hora que ela bate na porta atras dele, ele se acovarda e nao vai. Mas com o sentimento de culpa, monta um "planetario" na casa dele, e quando Beth chega da festa, ele a arrasta para a sua casa e ela realmente fica impressionada, e um interessada no Adam.

Mas o filme continua e cheio de situacoes embaracosas onde o Adam, por ter dificuldade em entender as pessoas, se mete. Ele explica para a Beth sobre o Asperger, e mais adiante no filme eles comecam um relacionamento - ainda mais complciado que a amizade que eles possuiam. Mesmo assim, as coisas vao bem. Ateh Adam perder seu emprego (que ele conseguiu via seu pai) e comecar a se desesperar por nao saber o que fazer para conseguir outro. Entrevistas nao sao o seu forte. Mas a Beth o ajuda por esse processo dificil, enquanto ela mesma passa por uma barra: seu pai (o Peter Gallagher do OC) estah sendo processado e pode acabar indo para a cadeia (nao me lembro o porque... ). E tudo isso somado acaba fazendo que os dois briguem e se separem.

A essa altura o filme jah estah quase no fim, e Adam consegue um emprego, na California (a historia se passa em Nova Iorque se nao me emgano... Costa Leste for sure). Mas ele nao quer ir sem a Beth, e vai atras dela na casa dos pais e pede para ela ir com ele. O pai dela estah lah e os tres brigam, mas Beth decide ir com o Adam (eh uma cena emocionante e eu nao fiz jus a ela). Ela volta com ele para o apartamento, mas mesmo assim as coisas nao estao 100% entre eles. No ultimo minuto, ela decide nao ir com ele. :(

O filme termina anos depois, com Beth recebendo um pacote pelo correio, um livro escrito por Adam, onde ele conta sobre as aventuras de uns animais (eu esqueci qual!!) que vivem no Central Park (uma historia que ele e Beth discutem no comeco do filme).

E um filme fofo, pelo qual eu nao tinha grande expectativas, mas sai do cinema satisfeita de o ter visto. Fiquem de olho e depois me escrevam nos comentarios as suas opinioes a respeito!

Mais info sobre Aspeger: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Asperger
Site do filme: http://www.foxsearchlight.com/adam/ (a foto do post veio de lah)
Assistam o trailer!

Anita