segunda-feira, 30 de abril de 2007

[FILME] Plane Dead

Sim, sim, faz um tempinho que não apareço por aqui, mas também, está tão dificil de achar uma série nova p/comentar aqui, tenho ficado mais lá na comunidade, com o novo ano de The Shield e com a ainda tosca, Blood Ties, assim que eu achar algo novo que (para mim) preste... Volto!



Enquanto não acho uma série nova p/comentar, resolvi passar por aqui, não uma série, mas sim um estilo que, quem acompanha o blog sabe que, eu gosto muito... Estou falando dos filmes de zumbis e/ou mortos vivos.


Enquanto não chega o novo filme do Romero, enquanto não chega o novo remake de um dos filmes do Romero e enquanto não finalizam os filmes independentes nacionais que me trazem curiosidade, sempre que posso, estou fuçando e buscando novas experiências feitas nesse gênero...

A última foi "Plane Dead "http://www.planedeadthemovie.com/
que de tão tosco, nem me anima a colocar elenco, detalhes técnicos e bla bla bla, quem estiver realmente curioso(a), visite o site oficial, para tais dados (ou clique na imagem acima, para vê-la ampliada, e com isso poder ler a respeito)

P: Mas por que vc veio comentar um filme tão ruim, tio Ribas?
R: Porque embora seja um lixo, com MVs rápidos e super fortes (eu odeio esses tipos), possui algumas curiosidades curiosas como o enorme elenco de coadjuvantes tradicionais, a cena do tiro varando uma das aeromoças (eu já falei que tenho um certo fetiche por aeromoças??), o Japones que não (literalmente) comeu ninguem, mas derrubou um Jato da aeronautica, a vovó banguela (sacada muito boa!), o lance dos mortos, por estarem mortos, sobreviverem a praticamente tudo (isso por mais sutil que possa parecer, foi muito bem trabalhado nesse filme e, não duvido que venhamos a ver um PD II) e, dentre outras coisas, a idéia central do como os MV surgiram, embora meio forçada, foi interessante... Alias, eu diria que se alguns MVs caissem em um cemitério, e esse filme fosse ao menos ambientado em décadas atras, poderia ser uma perfeita razão inicial para a saga do Tio Romero...

A quem quiser se aventurar, só digo que... Sobrevivi!

Até a próxima!!

domingo, 29 de abril de 2007

[Séries que já se foram] MILLENNIUM

"Isso é o que somos" "Espere, desespere, quem se importa?"

Com essas duas taglines fantásticas, com peso filosófico, MillenniuM começava.

Falar de MillenniuM não é tarefa fácil. Acho, sobretudo, que foi uma série a frente do seu tempo. Muito incompreendida pela audiência americana, bastante elogiada por críticos, mas que durou apenas 3 temporadas. Sequer viu o milênio, terminou na temporada 99/2000.

Ela incomodava desde o começo. Nas portas do novo milênio, a escalada da violência aumenta. O que fazer? Como entender? Existem fatores maiores e acima da razão?


MillenniuM é uma criação de Chris Carter, o mesmo de Arquivo X, e foi por esse motivo que me interessei em ver qual era da série. Fui arrebatada!
Com assassinos em séries, crimes horrendos, tripas e corações mostradas em detalhes (CSI deve muito a esse recurso amplamente usado nos insights de Frank Black) ela perturbava.


E como poderia ser diferente? MillenniuM trabalhava com o conceito do mal não tangível. Não existia um mistério a ser resolvido, não falava de OVNI´s, conspiração governamental. Nada era palpável. Não tinha a personificação real da maldade. Ela existia não como um fator exógeno, mas como algo que está em cada um de nós. E, me desculpem o clichê, a série mergulhava em almas atormentadas.


Não sou americana, mas consigo entender a repulsa por parte da audiência por essa série. MillenniuM tratava também sobre as paranóias do americano médio. E eram temas tão pesados. Um dos meus episódios favoritos(Monster) é sobre uma menininha de 5 anos que matava seus coleguinhas de escola.


Quem a audiência deveria culpar? Os criminosos? O crime em si? Era nesse ponto que a série atormentava. Era exibida nos anos que antecediam ao 2001. Havia o bug do milênio, as profecias de Nostradamus, o medo do apocalipse, enfim, um clima de terror no ar. E ela soube aproveitar esse momento. Na 1a temporada, além das duas taglines já citadas, existia uma outra "A hora está chegando". Na 2a e 3a temporadas foi modificada para "A Hora é agora".


Frank Black, um dos melhores personagens já construídos e interpretados na TV (Lance Herinksen) é um agente do FBI aposentado, especialista em profiles de criminosos. Une-se ao Grupo Millennium como consultor.O que diferencia Frank dos outros agentes ou policiais é o seu dom. Algo muito difícil de compreender. Não era um medium ou um paranormal. Ele conseguia ter a visão tumultuada, caótica, fria e pavorosa dos assassinos. Alias, Black sempre enxergava demônios. Claro que era uma metáfora religiosa ao conceito de anjos e demônios. Era o mal em si que Frank enxergava. E por isso ele não poderia ser personificado em uma pessoa.



MillenniuM possuía muitas cenas externas e filmadas a noite. O clima de escuridão era reforçado na fotografia. Não era uma série de sorrisos e sutilezas. Mas tinha os momentos de ternura de Frank com a sua família e, exatamente por esse isso, que ficava mais aterrorizante.


Frank temia perder o que realmente importava:Jordan e Catherine. Sua filha e a sua mulher. Legal a forma como isso é mostrado, através da casa amarela, a casa dos sonhos da família Black.



Uma pena porém, que Chris Carter deixou a série de lado para se dedicar ao famigerado Arquivo X- o filme, talvez sofrendo daquilo que o Ribas chama de "síndrome de JJ Abrams" (começa, mas não termina).Deixando com que os produtores da série tomassem duas decisões erradas e que afetou para pior os rumos dela.

O primeiro erro foi a personificação do mal. Já que eles não fizeram as concessões necessárias na 1a temporada para não perder a audiência, como por exemplo, diminuir as cenas sanguinolentas, resolveram modificar a estrutura. Agora o mal era Peter Watts (Terry O´Quin, sim, ele mesmo, o John Locke de Lost) e o Grupo Millennim. O público americano tinha agora o seu bad guy.


O segundo erro foi a decisão de matar a esposa de Frank, Catherine Black. Com isso, o papel de Jordan, a filhinha que desde a 1a temporada fica a sugestão de ter um dom semelhante ao do pai, perde espaço na trama. Erros que acabaram por cancelar a série, originalmente concebida para 5 temporadas.


MillenniuM terminou de forma abrupta e pouco interessante. Rendeu um crossover com Arquivo X, onde Mulder encontra Frank Black, uma cena muito bacana. Apesar de ser um episódio inferior em Arquivo X, foi digno o suficiente de deixar Frank Black conduzir e resolver a história.


Taí uma série que precisa ser redescoberta. Já têm os DVDs. Recomendo e muito. Mas já aviso que não é para os mais fracos.


Danielle M

quinta-feira, 26 de abril de 2007

[LOST] 318 - "D.O.C"


E a grande virada prometida no Box da 2ª temporada pelos produtores, para quem viu os extras, e também tão divulgada durante essa temporada chegou!!!


"Impossível, encontraram o avião e estão todos mortos!"


Esse é um episódio muito especial pela revelação da paraquedista (quem já sabe o nome tudo bem!)...Essa revelação ainda não derruba nenhuma das possibilidades sobre a queda do avião ter sido acidental ou intencional. Porém, confesso, a hipótese da intencionalidade ganha destaque e agora fica à frente. Mas eu ainda fico com a queda acidental...



Vejam porque...

Se os losties estavam em um "falso 815" e existia um "verdadeiro 815", como explicar as listas de embarque!? A mesma lista? E quem estava no "verdadeiro 815"!? De qualquer maneira, 2 aviões decolaram... 2 aviões desapareceram...???Acho que é nesse ponto que emperra a hipótese da queda intencional...

Agora, com a queda acidental temos a simples questão para responder:

"Mas como então encontraram os destroços do 815!?"

SIMPLES: aqui entra a famosa teoria conspiratória, porém muito menor do que reunir um grupo de 324 pessoas em um avião e derrubá-lo. Após o acidente, foi necessário uma "armação" para que os "destroços" do voô 815 fossem encontrados, terminando assim as buscas e o fim do resgate.

Mas para que isso!? Para que forjar os destroços falsos!? PROTEGER A ILHA E SUA LOCALIZAÇÃO!!! (só não contavam com os brasileiros e Penny!! "Com dinheiro e determinação encontramos qualquer um!")

Além disso, os sobreviventes poderiam ser úteis em algumas coisas (e foram até agora) para os OTHERS... os "úteis" seriam os "bons", esses estariam na "Lista de Jacob"!

Em resumo, independente da queda ter sido acidental ou intencional, os OTHERS deram um jeito de finalizar as buscas. Os "destroços" encontrados... todos declarados "mortos"!!!


De resto...
Mikhail Bakunin está vivo... Interesante...a cerca é inofensiva para seres humanos!?

A STAFF volta à cena, e atrás dos armários onde Kate encontrou as roupas e a barba falsa temos uma sala secreta!! Isso foi novidade... Juliet segue ordens, mas sem gostar! Ajudou Sun até agora, e revelou o interesse por Kate enquanto gravava a fita de contato para Ben. Ficamos sabendo que Sun engravidou na ILHA, logo Jin será papai!!

Se Sun tem uns 2 meses ainda de vida, e estamos com 90 dias na ILHA em 3 temporadas... Sun ainda vive por mais 2 temporadas!!!
Quando Sawyer fica de fora, Hurley toma conta... como é atrapalhado, depois diz que os NUMBERS são almadiçoados!!! Os 3 olhando o sinalizador e depois para o Hurley "ops", foi ótimo!!!


No FB...

Gostei do FB, vimos que Sun sempre fez de tudo para proteger Jin de uma coisa que ele tinha vergonha: sua família.

Mas foi assim que deixou Jin nas mãos de seu pai, que jogou com ela, quando Sun precisou do dinheiro...

Achei muito legal o encontro de Sun com o Pai Kwon... um dos melhores momentos da série. Ele limpando a mão para tocar o rosto dela foi demais!


Sobre a mãe de Jin, prefiro nem comentar... suas atitudes fazem jus a sua “profissão”! Como disse Sawyer à Ana Lucia: “Bitch!”


Algumas coisinhas...

- Todos temos segredos!!! (já dizia John Locke e Paulo ouviu!)
- Yunjin Kim é demais...
- a paraquedista diz: "Eu não estou só!"... em português?!?!?! Bakunin "traduz": "Obrigado!" para Desmond...
- a paraquedista fala italiano, chinês, espanhol, inglês e português!? eita!


Agora é esperar pelo "The Brig" e saber para onde John Locke foi com Ben...
Fonte das imagens: lost-media.com

quarta-feira, 25 de abril de 2007

[House] 3x20 "House Training"

Lupe é uma jovem mulher trazida ao hospital após uma falta de sangue no cérebro, que causou perda temporária da sua habilidade de tomar decisões e exercer vontade própria. Um erro no diagnóstico de Lupe, feito por Foreman, o força a examinar sua própria vida. Enquanto isso, House investiga detalhes da vida amorosa de Wilson, com a ajuda de sua ex-esposa.

Esse foi um episódio centrado no Foreman e, como quase sempre acontece, episódios centrados em um personagem em específico trazem casos mais fracos, que foi exatamente o que aconteceu aqui. Tudo pareceu feito de um modo que levasse a paciente a morrer logo, para assim poder mostrar como Foreman lida com a morte e o erro que cometeu.


Foreman não cometeu o erro sozinho, House aceitou a idéia dele de pronto, mas soou tudo muito artificial. Como eles submetem o paciente a radiação sem ter certeza que ele possui mesmo câncer, ou sem ao menos ter esgotado outras possibilidades antes? House costuma aceitar riscos, mas sempre sendo guiado pela razão, e não foi o que aconteceu aqui. Uma pergunta que fica: por que não deram antibióticos para a paciente? Essa desculpa de que antibióticos não combateriam a doença na ausência de um sistema imune não convenceu. Se isso fosse verdade, pacientes submetidos a radiação que pegassem uma infecção morreriam e pelo que sei, não é isso que acontece.

Com o erro cometido e a situação irreversível, resta a Foreman lidar com tudo isso. Wilson é sempre o primeiro a ser consultado quando um paciente está em fase terminal, acharia isso um pouco incômodo se estivesse na posição dele, mas acho que ele já está acostumado. Foi interessante ver o Foreman, que costuma ser quase tão racional quanto House, mostrando sentimentos e tentando confortar a paciente. A reação dela não foi muito diferente do que seria a minha na mesma situação, nada surpreendente. Até que o Foreman não é tão ruim em confortar os pacientes. Interessante também a comparação entre como House e Foreman encararam o erro. Foreman ficou devastado, House não pareceu nem um pouco abalado.


Trouxeram de volta a família do Foreman nesse episódio, fazia tempo que não falavam neles. Acho interessante a relação entre Foreman e a mãe, devido ao mal de Alzheimer. Deve ser algo complicado uma pessoa que você conhece a vida toda e foi tão importante, como a própria mãe, simplesmente não lembrar de você. Eu não condeno o modo como Foreman age com ela, porque eu agiria assim também. Acho que é válido perguntar se essa pessoa sem a memória do passado poderia mesmo ser considerada a mãe dele, já que para ela é como se o passado não existisse. Essa é uma questão que pode gerar muitos debates e não tem resposta fácil.


Além de Foreman, tivemos a continuação do triângulo House/Cuddy/Wilson que já tinha sido tratado no episódio anterior. E vejam só, o convite para a peça feito por House não foi esquecido: Cuddy recusou. Mas o convite para uma exposição de arte feito por Wilson ela aceitou. Isso obviamente deixou House preocupado e a idéia dele foi conseguir algumas informações sobre Wilson e seu modus operandi de sua ex-esposa. Achei toda essa parte Wilson/Cuddy/House do episódio desnecessária, nem os anagramas conseguiram me fazer rir. E convenhamos, Wilson não fez uma boa escolha quando casou com sua ex.


Acredito que o erro de Foreman terá conseqüências nos episódios futuros, dado a atenção que foi dada a ele nesse episódio, além de Foreman parecer muito abalado. Quem sabe talvez ele seja processado, como aconteceu com Chase. Algo que também me deixa curioso é saber como House vai lidar com seu novo companheiro de casa, Hector. O jeito é esperar para saber.

Allan

[Heroes] 1x19 - ".07%"

As seis semanas que separaram o episódio “Parasite” deste “.07%” foram bem mais longas que aquelas seis semanas do primeiro intervalo que a série teve, entre “Fallout” e “Godsend”. Isso porque naquela ocasião, Heroes nos deixou “apenas” com uma informação-bomba (sem trocadilhos), que foi o sonho premonitório de Peter Petrelli, em que ele se vê explodindo New York, e nos restava esperar como isso se desenvolveria. Sonho, aliás, que mais uma vez se mostra impossível de realizar, pelo menos da forma como vimos. Mas daqui a pouco chego lá.

Desta vez, a série havia nos deixado com uma quantidade boa de situações em suspense, incluindo um cliffhanger que muita gente esperava acontecer apenas no final da temporada. Daí esse intervalo ter durado uma eternidade. Mas a espera acabou e Heroes seguirá sem interrupções até o final da temporada. Depois deste “.07%”, são mais quatro episódios, sendo que o último terá o dobro da duração de um episódio normal, com o sugestivo título “How to Stop an Exploding Man”.



Este retorno de Heroes foi surpreendente. Foi um episódio muito bom porque avança consideravelmente a trama, embora alguns problemas persistam, como a fragilidade de algumas soluções encontradas pelo roteiro, alguns diálogos e interpretações, e os furos que a gente nunca sabe se são furos mesmo ou se algum dia terão explicação. Mas isso também eu comento daqui a pouco.


A surpresa em “.07%” é que a série teve a ambição de dar continuidade a todas as pontas soltas criadas no episódio anterior, e isso envolve praticamente todos os personagens de Heroes. O resultado final foi satisfatório. Com estes dois últimos episódios, Heroes conseguiu uma unidade que Lost ainda está devendo na sua terceira temporada cheia de episódios que desenvolvem determinada situação, esquecendo de todas as outras, criando um vácuo que só será preenchido tempos depois, fazendo muita gente perder o interesse.


E que pontas soltas foram essas? Só para relembrar, coisa que a introdução do episódio fez muito bem na narração do Linderman: Mr. Bennet enrascado com a Organização para a qual trabalha; Claire descobrindo sua avó, Mamãe Petrelli; Nathan cara a cara com Linderman; Isaac pintando seu próprio destino; Hiro e Ando visitando a New York devastada do futuro; e, claro, o tal cliffhanger, em que Sylar e Peter se enfrentam. Os produtores, inclusive, tiveram a audácia de dar continuidade a esta cena apenas 10 minutos depois do início do episódio! Mas vamos por partes:


Eu me incomodo facilmente com coisas que não são totalmente explicadas, por isso não gostei muito da fuga de Bennet, Matt e Ted. Meu incômodo se deve ao fato de que aquelas celas onde eles estavam presos parecem ter algum mecanismo que inibe os poderes dos heroes. Como, ainda não se sabe. Mas se a prisão do Ted o impedia de se tornar radioativo, porque não impediria o Matt de ler pensamentos? A sacada é boa (Bennet conduzir Matt através de pensamentos, pela segunda vez, mas em circunstâncias diferentes), mas a realização peca nos detalhes. E eu nem quero entrar numa discussão sobre como alguém que emite radiação pode também emitir um pulso eletromagnético (e com uma rápida concentração!). Fiquem à vontade para responder e desculpem minha ignorância. Essas questões físicas e quânticas não são o meu forte. E, ainda em relação a esta seqüência, não vamos esquecer da famosa barata que ronda aquele local.


Vem Kafka comigo: Matt e a coadjuvante de luxo.

O trio resolve partir para New York, onde fica o sistema de rastreamento utilizado pela Companhia para localizar os superpoderosos, e destruí-lo. A seqüência na lanchonete faltou bons diálogos e, particularmente, achei bem tosca a cena em que Matt desdenha de Bennet, embora tenha gostado quando Ted diz que sempre quis conhecer New York, já que sabemos muito bem em que isso pode resultar. Pra finalizar este núcleo da trama, fiquei me perguntando (mais uma vez) onde estaria a Hannah e porque diabos ela desapareceu, já que seria tão útil neste momento...


A outra subtrama que se desenvolveu ainda no início do episódio foi aquela envolvendo Linderman e Nathan, com a surpreendente revalação de que Linderman tem o poder da cura - ou seria ressureição? A seqüência traz outras revelações, como a confirmação de que houve uma geração anterior de heroes da qual fazia parte não apenas Linderman, mas muito provavelmente Mrs. Petrelli, e que tratou-se de uma geração mais preocupada com ganhos individuais. Linderman também mostrou estar ciente da explosão que dizimará New York, acreditando que isso será para um bem maior, discurso típico dos grandes vilões desse tipo de história. O título do episódio, aliás, refere-se a porcentagem de pessoas que morreriam em relação a população mundial. Um título bacana, realmente.


Novo poder: Linderman e a habilidade de curar... ou ressucitar?

Mas como nenhuma subtrama de Heroes parece resistir aos furos, eu continuo a me perguntar: por que, diabos, o Linderman mandou Jessica matar Nathan se o que ele quer é justamente ver e manipular o Nathan no Congresso? Alguém se arrisca a responder?


Falando em Jessica, foi interessante ouvir Linderman, na introdução do episódio, dizer que Nikki/Jessica trata-se de uma única “alma” fragmentada, possivelmente eliminando qualquer teoria de que Jessica teria de alguma forma se aprisionado no corpo de Nikki na época em que morreu. Prova disso é ver Jessica chamando Micah de “MEU filho” e de cara com Linderman ter a coragem de dizer um não para ele e mandando-o se afastar de seu filho.


O interesse de Linderman por Micah é bom, porque traz o moleque e seu pai D.L. para o núcleo da história, algo que vinha sendo extremamente necessário, pois esses personagens só atrasavam o andamento da trama. O que Linderman planeja é um mistério, mas fico mais curioso em descobrir como Linderman sabe qual exatamente é o poder de Micah, do que o seu objetivo com o garoto. Como se não bastasse, esse evento ainda serve para reconciliar (por enquanto) Nikki, Jessica e D.L., na busca por Micah. Aqui, vale mencionar também a breve presença de Candice, personagem que já merece maior participação na série.


Nikki e Jessica, uma alma só.

No aspecto “novelão”, temos a família Petrelli, com a interessante conversa de Mrs Petrelli com Claire, sobre permitir que a neta tenha a escolha de não fazer parte daquilo tudo, algo que, aparentemente, ela própria não teve. Tudo indica que Angela Petrelli (e seu falecido marido, ainda um mistério) tenha algum tipo de poder e, sendo assim, este poderia ter algo a ver com premonições e empatia, o que explicaria as visões e sonhos que Peter têm desde o início da série (ele teria absorvido de sua mãe). Mas sendo assim, ela não deveria “sentir” a morte de Peter neste episódio? Tudo muito nebuloso por enquanto, mas acredito que essas respostas venham até o final da temporada.


Se isto foi interessante, o dramalhão certamente não o foi, com algumas cenas bem ruinzinhas envolvendo choros, lágrimas e reencontros sem a menor sensibilidade ou desenvoltura, seja por parte de atores ou texto. Incomodou bastante, por exemplo, a seqüência em que Nathan vê Peter morto e nos demonstra aquela “brilhante” performance, tão sem timing. Piorou ainda o fato de que provavelmente nenhum espectador poderia acreditar que Peter estava morto, afinal já tínhamos visto a Claire numa situação semelhante no início da série. E se não há a expectativa, tudo se dilui e todas aquelas cenas acabaram sendo totalmente desnecessárias.


"Desculpa, mas eu não consigo fazer uma boa cena de choro!"

E então chegamos ao tão esperado confronto entre Peter e Sylar.


Eu imagino que muita gente deve ter ficado frustrada, pois foi algo tão rápido, que nem deu tempo ficarmos empolgados. Mas eu não estava esperando por muito, já que este confronto surgiu mais cedo do que esperávamos. Teve seus prós e contras: do lado positivo, Sylar se mostrou o grande personagem que ele é. O ator Zachary Quinto está fazendo um ótimo trabalho, e é sempre divertido ver suas reações diante do inusitado (“Interessante, mal posso esperar pra testar esse”, ele diz quando Peter fica invisível). Sua versatilidade para usar os poderes, como mostrou com os vidros quebrados, deixa-o mais perigoso. Só acho que com uma super audição, ele não precisaria enxergar Peter. Esse, aliás, é um dos grandes desafios dos roteiristas, ao lidar com personagens com poderes múltiplos.


Do lado negativo, os outros dois protagonistas da seqüência acabaram sendo tratados pelo roteiro como grandes imbecis: eu fico imaginando o que Peter estava fazendo invisível de costas para Sylar, podendo usar telecinese, parar o tempo e sabe-se lá mais o quê; já Mohinder, que no episódio anterior não hesitou em atirar em Sylar amarrado, teve a brilhante idéia de correr e deixar o vilão desacordado, sendo que poderia ter dado um fim em tudo ali mesmo. Foi uma dessas soluções frágeis que os roteiristas parecem não se preocupar muito. Pior: eles acham mesmo que a gente tem que engolir que Mohinder saiu de um prédio carregando um cadáver, sozinho, e atravessou New York até chegar a casa de Angela Petrelli? E que tipo de ser humano bate na porta de uma mãe e entrega a ela o corpo ensangüentado do filho, daquela forma?!


"Bom dia, Madame. Serviço de entrega!". Mohinder, nada sutil.

O episódio ainda nos reservou duas surpresas. A primeira, sem dúvida, foi a morte de Isaac. Eu não esperava que mais algum personagem morreria por agora, e até o último minuto esperei por alguma intervenção, que impedisse o Sylar de arrancar o cerébro do pintor. Felizmente isso não ocorreu, e foi uma cena muito boa, com o vilão cada vez mais impiedoso e frio. Fico tentando entender o que Isaac quis dizer quando fala que fez algo de bom antes de morrer, e todo aquele discurso de mártir, e a única coisa que posso imaginar é que tem algo de muito importante naquele envelope ou no caderno de rascunhos que ele entrega para aquele fã nerd. A única imagem que peguei foi de uma mão com uma seringa (!). Além, claro, da edição em quadrinhos com o Hiro do futuro. Seja como for, é bom a série ir eliminando alguns personagens. Isaac realmente não tinha muito o que acrescentar, e quanto menos personagens, mais coesa fica a trama como um todo.


"Coma-me, Sylar... o cérebro não, pô!" Rest in Peace, Isaac.

A segunda surpresa veio com a revelação de que Hiro e Ando foram parar 5 anos no futuro, e que uma linha do tempo foi construída na casa que era de Isaac. A cena final que mostra os dois Hiros certamente deixa muita gente com água na boca, esperando pelo próximo episódio. Mas eu sempre fico preocupado com viagens no tempo, porque dá margem para milhares de furos. Tudo indica que o Hiro do futuro organizou cronologicamente os eventos cruciais que levaram à explosão de New York, a fim de evitar a catástrofe, e que “save the cheerleader, save the world” seria apenas o começo.


Aqui a série cai numa grande contradição, especialmente pela subtrama que envolveu Charlie no episódio “Six Months Ago”. A idéia ali era deixar claro que Hiro não poderia mudar o passado para salvá-la e, conseqüentemente, qualquer outra coisa. Não foi muito convincente (“se eu volto no tempo para evitar que alguém seja assassinado, não adianta, porque se ela foge do assassino, morrerá de tumor” foi um dos argumentos mais fracos de toda a série), mas serviu ao propósito, pois do contrário, tudo que acontecesse na série poderia ser resolvido com uma viagem no tempo do personagem.


A contradição está no fato de que a série vendeu a idéia de que o futuro não pode ser alterado, ao mesmo tempo que se coloca os protagonistas lutando para mudar o futuro. Ora, se formos coerentes com esse tipo de raciocínio, vamos nos importar muito pouco com a saga dos heróis, já que sabemos que eles lutam contra o inevitável.


Por outro lado, acho bastante improvável que a explosão ocorra, pois seria o acontecimento que estabelece o fracasso dos protagonistas, algo que certamente não satisfaria a maioria das pessoas que procuram divertimento com “final feliz” na televisão. E, afinal, os mocinhos sempre têm que vencer. Então, se New York não explode, a idéia que nos foi vendida de que Hiro não poderia alterar o futuro torna-se furada.


Quando Hiros colidem.

Outra coisa que me chateia é que, definitivamente, a visão que Peter tem de que é o responsável pela explosão, foi totalmente por água abaixo. Quer dizer, esperava-se que toda aquela seqüência iria ocorrer e que, na melhor das hipóteses, algo de surpreendente aconteceria e salvaria o mundo. Mas agora isso é impossível: Simone e Isaac, presentes na visão, estão mortos; Matt, fardado de policial, foi demitido; e Nathan, também presente na visão, estaria vivo após a catástrofe, como mostra uma notícia de jornal na linha do tempo criada pelo Hiro do futuro. Ou seja, se não vai acontecer, NEM DE LONGE, da forma como Peter previu, pra que serviu aquilo tudo? É como se aquela seqüência tivesse sido filmada antes dos roteiristas terem imaginado tudo isso que aconteceu depois (a morte de dois personagens, principalmente).


Mas esses últimos parágrafos são reclamações bobas. Talvez eu esteja exigindo demais. Afinal, com tantos furos já relevados, por que não ignorar esses incômodos? Talvez um dia tudo isso faça sentido, no fim das contas. De qualquer forma, gosto da idéia de explorarem esse futuro em que o Hiro se encontra e, pelo preview do próximo episódio, vão abusar bastante disso.

O que Hiro viu de tão interessante neste jornal?

Episódio muito bom, dentro das limitações e padrão “Heroes” de ser. Nota: 8,0.


No próximo episódio: O futuro. Cinco anos depois da explosão que devastou New York, os heroes lutam para mudar o passado.



Hélio.

sábado, 21 de abril de 2007

[LOST] CHARLIE, O "HOMEM-GATO"!


Estaria Desmond realmente salvando a vida de Charlie!?

Charlie não conseguiria se manter vivo sem a ajuda do brothaaa!?

Pensando sobre o roqueiro, não torço por sua morte e gosto do personagem (que venha as pedradas!), lembrei de uma coisa interessante:


Charlie escapa da morte desde o início!!

Início mesmo, desde o "Pilot"!! Vou deixar abaixo alguns momentos que consegui lembrar onde Charlie escapa da morte:


- já começa com a queda do voô 815...
- na praia, uma turbina cai atrás dele...
- escapa do LOSTZILLA com Kate e Jack...
- ele atravessa uma ponte perigosa e quase cai junto com ela...
- fica soterrado com Jack...
- toma umas pedradas na cabeça, de uma armadilha da Rousseau. Sayid queima a pólvora para cicatrizar o corte (essa é fraca...)...
- é enforcado por Ethan...
- escapa ileso da implosão da SWAN (assim como Locke, Des e Eko)...
- junto com Hurley, quase batem em uma rocha com a Kombi de Roger...


Jack salvando Charlie...



Isso tudo sem falar das visões que Desmond tem... mas foram visões.


- eletrocutado...
- afogado...
- nas pedras...
- flechada...

O que relatei acima foram fatos que vimos...E agora, Charlie morre ou não!?Vou tentar lembrar de mais alguns momentos depois...se alguém lembrar deixa aí também!!!

Abraços...

quinta-feira, 19 de abril de 2007

[LOST] 317 - "CATCH-22"






"Estamos sempre sendo testados!"



Acho que foi a mensagem principal passada pelo episódio. Desmond sempre passando por provações e tudo o levando para um único caminho: a ILHA! Tudo desde sua passagem por um monastério, isso mesmo, Desmond o “monge”...



Vimos que se tratou muito da questão sobre sacrificar certas coisas para que o caminho se mantenha intacto, e Desmond não conseguiu "sacrificar" Charlie (como Locke "sacrificou" Boone), e isso me fez gostar mais do Desmond, ganhou uns pontinhos comigo...


Claro que não explicou nada sobre as suas visões do "FB" em "Flashes Before Your Eyes" (que acredito terem sido causadas por stress pós-traumático ainda), mas vimos a forma como as coisas "surgem" para ele... sinceramente, as visões dele não devem mudar as respostas de nada, no máximo ser resultado de alguma das respostas da série.

Toda história tem um começo, e Desmond conheceu Penny saindo de mais um fracasso.


O triângulo Sawyer-Kate-Jack foi interessante, e Kate levou uma boa do Sawyer... "Não precisa me usar, é só pedir!"



Outra do Sawyer foi a pergunta para Jack e Juliet sobre eles estarem discutindo quem seria o “OTHER” favorito...hehehehe
Hurley também teve a sua piada quando começa a chover e diz que Desmond podia ter avisado para ele levar seu guarda-chuva!!!


Bom, mas o assunto principal foi: COMO O HELICÓPTERO CHEGOU NA ILHA!?

"Oras pois", algo relacionado aos "portugueses" e Penny!! A paraquedista (tem nome mas é spoiler) sabe do Desmond, o que mostra que Penny estaria envolvida no envio desse helicóptero. Ou seja, os "gajos" conseguiram mesmo uma localização da ILHA. Talvez estejam próximos da ILHA agora, em um navio, como um amigo meu propôs (Diogo), e usaram o helicóptero para investigar...



Maaaas, alguma coisa ainda existe por lá que derrubou o helicóptero!! Será que ainda existe um certo eletromagnetismo natural, e a SWAN criava um "algo mais"...!?

A verdade é que o helicóptero caiu, assim como o avião... ou alguém agora vai dizer que o helicóptero foi derrubado também!?

Foi interessante ver o cabo na praia novamente, talvez ele seja importante agora nesse final de temporada. Vamos aguardar as informações da paraquedista e saber sobre a "verdade lá fora"...

DETALHE
- o livro "Ardil-22" encontrado em uma mochila por Desmond é uma edição brasileira, da Editora Record...



HIPÓTESE

O voô 815 caiu em um momento de liberação eletromagnética, pelo atraso do Desmond... e agora o helicóptero cai em um momento em que não existe o suposto controle do eletromagnetismo. Não sabemos como esse fator está agindo na ILHA!!
É provável que quando a SWAN estava em funcionamento perfeito, aviões pudessem passar por ali sem problemas, isso ajudaria na questão dos suprimentos serem levados de avião (se for de avião), pois no episódio que vemos a entrega (Lockdown) a SWAN estava bem "bunitinha"...

Assim, aviões podem passar pela ILHA sem problema, desde que o eletromagnetismo esteja controlado... coisa que agora não está acontecendo!!
Foi um bom episódio...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

[House] 3x19 "Act Your Age"

Lucy, uma garota de seis anos de idade, sofre um desmaio enquanto está em uma creche. House suspeita que o que afeta a garota está afetando também seu irmão, Jaspers. Enquanto que tentam descobrir o que há de errado com Lucy antes que seja tarde demais, House e Cameron discordam sobre como tratá-la. Enquanto isso, quando Wilson leva Cuddy para ver uma peça, House põe idéias na cabeça de Wilson sobre o motivo de Cuddy acompanhá-lo.

No geral foi um episódio mediano. A parte ligada ao caso teve alguns problemas, mas os momentos "extra-caso" foram muito bons e certamente o melhor do episódio. Novamente o Wilson apareceu bastante, mas dessa vez não esteve envolvido com a parte médica. A relação entre Cameron e Chase continua sendo discutida, assim como temos mais demonstrações do interesse de House em Cuddy. Nada de novo na verdade, apenas continuação dos assuntos desenvolvidos nos episódios anteriores.

House tem dois ingressos para uma peça e os dá a Wilson, que convida Cuddy. House logo diz que não há amizade entre homens e mulheres e que ninguém vai a uma peça com alguém do sexo oposto sem nenhum tipo de segundas intenções. Wilson discorda e House vê nisso uma ótima chance para brincar um pouco com ele. A idéia do House foi muito boa e, sem dúvida, deu origem aos momento mais engraçados do episódio: Wilson fugindo da Cuddy pensando que ela tinha mandado as flores e depois fingindo que estava interessado nela e pedindo ajuda a House sobre o que fazer. A cara do House nessa última cena foi impagável.


Já que House sabe do fim da relação entre Cameron e Chase, ele não perde tempo e assim que teve uma oportunidade pôs os dois a cumprir uma tarefa juntos. Ao menos eles estão se suportando. E Chase continua interessado na Cameron. Com o passar do episódio eu até pensei que eles se acertariam no final, mas isso não aconteceu. Acho que agora a relação dos dois tem um fim, ao menos por alguns episódios.


Algo que vem me incomodando é essa temática de romance e relacionamento que os últimos episódios estão apresentando. House e Cuddy, Cameron e Chase, isso já está saturando. Tudo bem esses temas serem tratados na série de vez em quando, mas estão recebendo muita atenção nos últimos episódios e tirando um pouco da atenção que deveria ser dado aos casos, que eram o foco da maioria dos episódios nas duas temporadas anteriores. Eu ao menos espero que House não fique com ninguém por enquanto, acredito que o doutor envolvido em um relacionamento antes do final da série pode estragar o personagem e conseqüentemente a série. Espero que nada disso aconteça.

Nem Lucy, nem seu pai ou seu irmão conseguiram trazer algo de muito interessante para o caso. A possibilidade de abuso nem precisava ser discutida, afinal pelo andamento do episódio não era difícil descobrir que isso não aconteceu. Acho que uma citação só bastava, mas pelo menos não falaram muito sobre isso. Achei a Cameron um pouco apressada em querer fazer uma cirurgia para retirada do humor, até parece que não aprendeu nada com o House, mas ele aprendeu com a Cameron. House fazendo uma performance para o pai não assinar o termo da cirurgia foi uma grande sacada dos roteiristas. Chase, diferente da Cameron, aprendeu algo com House. Foi para casa dormir enquanto Foreman e Cameron ficaram fazendo testes. Ao menos ele tinha um motivo: sabia que os testes seriam todos negativos.


A solução do caso foi inesperada, principalmente porque não há, pelo que sei, relação entre testosterona e menstruação adiantada, afinal testosterona é um hormônio responsável por características masculinas. Esse erro me incomodou um pouco, mas nada que estrague todo o episódio. Por fim, House convida Cuddy para uma peça no final do episódio. As intenções dele são claras, de acordo com o que ele disse antes no episódio. Vamos ver se os roteiristas tratam dessa peça em um episódio futuro ou vão ignorá-la, como já aconteceu com outras coisas na série.



Allan

domingo, 15 de abril de 2007

[Séries que já se foram] SEX AND THE CITY

Tudo bem, para que voltar ao passado, se atualmente temos séries super descoladas e legais? Medium, Lost, CSI, Grey´s Anathomy, House, Heroes, Dexter, 24 Horas, Bones,Desperate Housewives, Veronica Mars, Supernatural e muito mais. Essas são apenas amostras do universo das séries americanas, talvez vivendo seu melhor momento.

Mas algumas dessas séries fizeram história e também influenciaram, de uma forma ou de outra, as citadas acima. Elas foram precursoras de uma nova forma de fazer e ver TV. Lost deve muito a Arquivo X em sua narrativa de construção de uma mitologia. Assim como CSI só foi possível, depois da ousadia estética de Millenium, que mostrava tripas e corações da mesma forma que hoje CSI o faz.

A partir de hoje, vamos relembrar um pouco de alguns programas que deixaram saudade.

As séries "femininas" não seriam nada se não tivesse existido Sex And The city. Desperate Housewives tem muito que agradecer a Carrie Bradshaw. E é com ela que vamos começar a sessão nostalgia de hoje.


Girls just wanna have a fun

Baseado no livro homônimo de Candace Bushnell, Sex And The City é do mesmo co-criador de Barrados no Baile, Darren Starr. Durou seis maravilhosas e irretocáveis temporadas. E alçou a sua protagonista, Sarah Jessica Parker (Carrie Bradshaw) a categoria de ícone fashion. Alias, sem o figurino de Patricia Field, a série poderia não ter caído no gosto de tantas mulheres (e também gays, já que eles fazem parte do público alvo). Os figurinos são personagens. Os sapatos Manolo blaniks tornaram-se objetos de desejo graças a Sex.

Difícil imaginar alguma mulher que não tenha visto sequer um episódio de Sex. Difícil também não se identificar com uma das garotas:

Miranda Hobbes (Cynthia Nixon): uma advogada irônica e bem turrona, a mais realista das meninas. Seu figurino é sofisticado, mas sempre aquela coisa de mulher executiva e fechada. Ela é a única das personagens que tem um filho(acontece na 5a temporada), logo ela, a que menos desejava isso.


Charlotte York (Kristin Davis): Uma marchant sonhadora, romântica ao extremo, Charlotte é a careta do grupo. Suas roupas são uma referência aos anos 50 e todo aquele ideal de mulher feita para casar. É a mais doce e delicada também. Apesar de todo esse romantismo, ela se casa duas vezes. Na primeira com o típico príncipe encantado, Trey. Depois, com um advogado judeu (ela acaba se convertendo) feio e sem modos.


Samantha (Kim Catrall): Ahhh, a Samantha, ela é alvo de inveja.Livre sexualmente, cheia de casos e amantes. Experimentou tudo, nada a choca e ela ainda arranja tempo para trabalhar de Relações Públicas :P. Seu figurino é sexy, sem ser vulgar. Alias, essa personagem poderia ter descambado facilmente para a vulgaridade, mas graças a sua atriz, que soube superar a tênue linha de uma mulher liberada sexualmente para uma puta. Samantha só perde em popularidade para Carrie.
Ela experimentou de tudo e tem um orgulho danado disso, foi até lésbica por um tempo, com uma artista brasileira, Maria, representada por Sônia Braga.



Carrie Bradshall (Sarah Jessica Parker): Alter ego de Candence. Carrie é uma jornalista que escreve a tal coluna Sex And The City, analisando os relacionamentos. Sabe-se lá quanto ela ganha, deve ser um emprego super bem remunerado. Já que Carrie desfila com modelos Dolce&Gabbana, Gucci, Prada, Oscar de LaRenta e, é claro, os indefectíveis Manolos Blaniks. Louca por sapatos e caras. Carrie é apaixonada por Mr. Big, um FDP, que só sacaneia, mas tem um charme de cafajeste que nós amamos. E que amor, Carrie deixou, por causa de Big, um cara tão bacana e gato, o Aidan.
O legal de Carrie e de toda a estrutura da série, é a construção da história encima dos relacionamentos das meninas e dos seus amigos. Carrie se apresenta como um antropóloga sexual, de fato, isso que ela faz. Analisa os seus relacionamentos, assim como de seus amigos, gays, heteros, fetichistas e por aí vai...


Sex ousou desde o primeiro episódio. Não existiu assunto tabu. Homossexualismo, sexo oral e anal, fetiches, impotência,traição, puritanismo, Aids...tudo rolou. E de forma aberta e nada panfletária. Sex jamais fez discursos, jamais defendeu causas. Nunca foi politicamente correto (Carrie fumava e aparecia fumando em cenas sofisticadas).

O Brasil foi reverenciado em vários episódios, desde a nossa depilação (hohohoh), aos nossos estilistas, música, comida e turismo.

Sarah Jessica Parker tornou-se produtora executiva da série, chegou a ganhar, num ano, 90 milhões de dolares. No entanto, parece que Carrie não a larga, depois do fim da série, em 2004, nada mais conseguiu emplacar. Ela também rivalizou bastante com Kim Catrall, a Samatha, ambas eram as mais populares. Por causa dessa rivalidade, o tal esperado filme da série anda engavetado.

Sex deixou saudade, talvez não se faça mais uma série tão ousada e aberta quanto a sexualidade nas suas mais diversas formas, até porque era exibida na TV a cabo americana, a HBO.

Carrie e Aidan.

Mr Big.
Seu maior amor: Manolo Blanik