sexta-feira, 31 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4X05 "Catching Out"






Um episódio bacana, sem dúvida superior ao anterior.

Achei bem bacana a explicação de alguns fundamentos do trabalho da BAU. Os 'apelidos' aos unsubs devem ser evitados, pois eles limitam a forma de enxergar o caso; uma equipe muito grande faz perder o foco, etc. Muito boa também a cena em que os três membros da equipe notam, ao mesmo tempo, os motivos pelos quais aquela casa seria um alvo ideal para um unsub desses, enquanto o investigador local não percebia nada.

Na verdade, a equipe toda estava afiada: Morgan e Rossi expondo aos detetives locais qual era a fantasia daquele a unsub, a transferência em relação ao dono da casa (a questão da troca das roupas...). Mas me surpreendi que não tivesse sido Reid, e sim Rossi, a fazer a associação com as rodovias. Achei que ele logo faria a associação... Por outro lado, foi muita presença de espírito de Rossi de passar pela máquina de vender doces antes de ir conversar com os andarilhos (sem-teto, whatever).
Também achei muito interessantes os símbolos usados na comunicação desses sem-teto. Interessantes e eficientes!

Os símbolos, nas pedras, na árvores...

Apenas em relação à Garcia eu achei que pesaram na mão (de novo!). Talvez eu é que seja limitada (já disse isso antes!), mas como fazer essa associação com a época da colheita, tão rápido, do nada? Pior, mais uma vez, ela conseguiu identificar o unsub com uma rapidez e certeza além do razoável! Anyway, ...

Quanto à trama em si, vejamos.
Um unsub invade casas no meio da noite, mata os donos e passa a noite lá. Dorme na cama da vítima, come sua comida, veste sua roupa, tudo para sentir-se como se fosse ele (o unsub) aquele outro (a vítima), nem que fosse só por algumas horas.

Alguns pontos me agradaram bastante. A fisionomia do unsub era muito sombria! Gostei muito da escolha do ator. Também gosto dessa ponderação entre o determinante do berço, e o que o meio faz com as pessoas. Eles não se aprofundaram muito na questão ( nem sei se seria oportuno) mas deram elementos para que, quem quisesse, voasse longe nos pensamentos. Essa coisa de ‘ter uma casa, uma cama’.... Acho essa questão muito delicada.


Mas o ponto alto, para mim, foram as cenas da Prentiss com o irmão do unsub. Ela estava muito bem (inclusive no seu espanhol), mas ele estava melhor ainda. Baita ator! Cenas comoventes, ainda mais pela delicadeza. Adorei.


É isso, um bom episódio que, eu imagino, abre caminho para um ainda melhor! Estou cheia de expectativas para o 4X06. Como já sabíamos por spoilers, o caso da semana que vem, fará Reid mergulhar em memórias adormecidas. Conheceremos novos elementos do passado dele − que estava genial nos seus comentários sobre e barriga da JJ, e as fases de desenvolvimento dos bebês! Será que ele terá, um dia, bebês-gênios, como disse a Prentiss??


Observações finais:
- Morgan mais Rambo do que nunca naquela luta em cima do trem!! Foi salvo pelo ‘sniper’ Hotchner!!!
- Morgan e Agent Todd: desnecessário e chatíssimo!!

Até a semana que vem.
Célia.

[Mad Men] 2x13 Meditations in an Emergency

O que fazer quando o mundo pode acabar a qualquer momento?

No auge da crise dos mísseis cubanos, pela primeira vez a ameaça de um conflito no meio da Guerra Fria torna-se realidade. O que se vê nas personagens, com essa dúvida de que o próprio futuro deixaria de existir, são atos confusos que revelam toda sua culpa e medo. Don Draper volta de sua viagem pela costa oeste disposto a colocar as coisas em ordem no seu casamento. Já Betty recebe uma resposta inesperada para seu sangramento do episódio anterior: está grávida. Era tudo o que ela precisava justamente quando tentava distanciar-se da sua vida condicionada a Don Draper. Apesar de tudo que ocorre no mundo a sua volta, Betty cria seu próprio estado de emergência e para forçar um aborto, faz o contrário de tudo que seu médico receita, seja montando cavalos ou até transando com um charmoso rapaz num bar (por acaso o Captain Awesome, de 'Chuck'). Se acompanhamos por toda a temporada um amadurecimento de Betty, perdendo aquela sua inocência quase infantil e seguindo cada vez mais os passos do marido, dessa vez ela atinge o auge quando percebe que essas amarras do casamento são inevitáveis. Betty não aceita o marido de volta só porque se sente culpada, mas sim porque agora também carrega um segredo e se sente no mesmo patamar de Don Draper, ainda que isso vá contra sua própria noção de superioridade (ter uma relação extra-conjugal). O encontro final do casal na cozinha causa desconforto por Betty aparentemente estar em dúvida entre revelar a gravidez ou a traição. Quando ela opta por continuar sustentando a mentira, temos enfim um momento terno, com um segurando a mão do outro, exatamente oposto à separação do final da temporada anterior.
Mas não é só em seu casamento que Don consegue triunfar nesse retorno. Com uma manobra já antecipada há alguns episódios -- Roger já dizia que Don não tinha contrato --, ele reverte a investida de Duck em presidir a Sterling Cooper e mudar a estratégia da empresa. A irritação de Duck, outra vez dominado pela bebida, deixa a impressão de que esse é o seu adeus final. Uma pena por toda a evolução de seus dilemas, principalmente nessa parte final da temporada. Por mais uma vez, Don evoca sua noção "romântica" da publicidade, o que me faz pensar que essa teimosia está inserida na sua personalidade. No seu encontro com Anna no episódio anterior, ele diz acreditar que as pessoas não mudam. Nesse caso, é esse seu "personagem" que não dá espaço para mudança, a não ser que ele volte às suas origens. Com a rápida evolução dessa década então, Don Draper corre sério risco de ser deixado para trás.
Peggy e Peter tem uma história a parte nessa temporada. Após o final do caso que estavam envolvidos, eles tiveram de fazer vários sacrifícios para adquirir maturidade na empresa. Peggy teve de esquecer sua misteriosa gravidez para chegar onde nenhuma outra mulher chegou na Sterling Cooper, mesmo que cercada de todos os lados para confessar. Peter lutava contra os dilemas de manter sua opinião sobre a adoção de um filho ou satisfazer o desejo de sua mulher e sua família. Ainda que esse apoio de seu sogro envolva sua carreira, acho que o elogio recebido de Don por ter conduzido bem os negócios em L.A. são mais do que suficientes. Toda essas situações são resolvidas numa única cena, uma conversa final na sala de Peter, enquanto os funcionários da Sterling Cooper corriam desesperados para suas casas. Enquanto ele revela seu amor e diz o quão perfeita ela é, Peggy decide finalmente confessar o destino de seu filho. Ironicamente, o filho legítimo de Peter foi posto para adoção. Ela fazendo o sinal da cruz antes de dormir mostra seu alívio em finalmente colocar as coisas a limpo, se não na forma de uma confissão formal ao padre, pelo menos para a pessoa mais interessada.

Embora tenha ficado bastante satisfeito com esse final, que acho até melhor do que da temporada anterior, algumas subtramas ainda ficaram em aberto. Principalmente os relacionamentos dos outros funcionários da Sterling Cooper, que foram tão desenvolvidos na temporada, acabaram ficando para só daqui a um ano. Já sinto uma saudade imensa dos anos 60, mesmo que isso ainda dependa da renovação de contrato de Matthew Weiner.




Com a vitória no Emmy desse ano, é impressionante a atenção dada a 'Mad Men' por toda a mídia americana. Depois da participação de Don Draper e companhia no episódio de Saturday Night Live dessa semana, o aguardado episódio de Halloween de 'Os Simpsons' (que vai ao ar no próximo domingo) também conta com uma genial homenagem a Mad Men na abertura:






e.fuzii

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

[FNL] 3x04 Hello, Goodbye

Uma pena que não possa dar o devido valor a esse episódio, mas com a correria da Mostra de SP e o aguardado finale de Mad Men, terei outra vez de fazer um comentário breve.
Tem como não sorrir junto com uma imagem cativante dessas? Nesse que parece ser o adeus de Brian "Smash" Williams da série, tudo aconteceu como previsto: ele finalmente conseguiu sua vaga na Universidade. Mas não há como reclamar de uma história previsível quando temos a comovente mensagem de motivação de Coach Taylor antes do teste final, ou Smash agradecendo o treinador na porta de sua casa. Afinal, o grande mérito dos roteiros de Friday Night Lights é exatamente quando colocam as tramas nos seus devidos trilhos.

É isso que ocorre também tanto quando Landry e Tyra colocam em questão sua amizade, como a aproximação entre Matt e sua mãe. São histórias que carregam o senso de realidade suficiente para conectar-se com o espectador. Basta explorar o relacionamento entre as personagens e depender das boas atuações dos atores que tudo flui muito bem.

Play of the Week: Acho que a participação de Coach Taylor no episódio dispensa comentários e poderia escolher qualquer cena que ele estivesse presente. Mas minha preferida foi sua conversa com Tami no bar, onde ele revela que se preocupa com as conseqüências na vida pessoal de Matt Saracen se colocá-lo na reserva. Pode até parecer uma conduta não profissional, mas o treinador sabe o quanto Saracen depende dele, e como essa rejeição poderia ser o fim da linha para o jogador.



e.fuzii

domingo, 26 de outubro de 2008

[Dexter] 3.01 Our Father

Fotos: Reprodução Showtime

Estranho começar ver Dexter sem Doakes. O Sargento falastrão e musculoso era ponto alto da série. Apesar do desfecho dramático e sensacional, acho que foi uma grande perda. E o personagem novo, que nem me lembro do nome, não me convenceu ainda. Outro interesse amoroso para Debra? Give me a break.

Já começamos com a questão filosófica desta season: O legado do Código Harry e o "ideal" de perfeição. Acho incrível logo na abertura ver Dexter divagar sobre o que é a vida: rotina e controle.

A rotina, por mais que nos irrite e estresse, ela realmente nos dá conforto. Para alguém tão metódico como Dex, nada como a rotina de sempre. E isso inclui a fogosa Rita, que desde os minutos iniciais já sinalizava para nós, no seu "cio", que estava grávida. Opss, quebra de rotina.


Não é incrível a construção/descontrução deste episódio? Os tradicionais Donuts e as personalidades previsíveis de quem os consomem. Rita e as crianças, o trabalho, Debra...e a
segurança e rotina de Dex sendo quebrada fio a fio. Deb cortou o cabelo, Angel é sargento. Dex matando sem nada saber sobre o morto.

Rotina quebrada, código quebrado, vida nova? Um novo "Dexterzinho" estar por vir?

Veremos o que esta season nos aguarda. Apesar de, pela primeira vez em dois anos, não estar clara em todos os seus aspectos neste primeiro episódio. Para temer? Ou uma simples quebra de rotina?

Cenas legais:

-Dex e o dentista. Pq eles sempre insistem em conversar com a gente, mesmos abendo que estaremos de boca aberta?

-Rosquinhas e a galera, não existe rotina mais tranquila em Dexter.

-Rita o o "cio". UIA!

-A garotinha ruiva na escola: - You got a Gun?


3.2 Finding Freebo





P.S->
Dexter foi renovada até a 5a temporada! \0/ Isto significa que os livros realmente não serão mais usados.


Danielle M

[Mad Men] 2x12 The Mountain King

Don Draper termina sua viagem fazendo uma visita à viúva do verdadeiro Draper, a mesma mulher que recebeu o livro de O'Hara na abertura da temporada. Don deve sua nova identidade a essa mulher, mas ainda assim a relação dos dois carrega uma dose de fraternidade, e perto dela ele assume formas completamente diferentes das que estamos acostumados. É mais um excelente trabalho de Jon Hamm, enquanto ele mostra sua paixão por Betty e a preocupação por Anna (que na minha cabeça, parecia interpretada por uma maquiada January Jones). Já Betty, teve momentos estranhos, entre eles a primeira preocupação com Sally fumando, de que ela colocasse fogo na casa. Ela busca sua satisfação final com o encontro arranjado em Six Month Leave, mostrando toda sua superioridade em relação a Sarah, e tenta colocar Sally ao seu lado nesse momento de separação. A indicação de sangue no final do episódio, só pode significar que, finalmente, Betty atingiu a adolescência.

Enquanto isso na Sterling Cooper, os sócios decidem vender a empresa na ausência de Don. Aproveitando também sua ausência, Peggy faz no melhor "estilo Draper" a apresentação da hilária peça publicitária de Popsicle, onde numa imagem praticamente sacra a mãe divide os doces com suas crianças. Depois dessa excelente perfomance, Peggy sente-se motivada em pedir a ex-sala de Freddy e Roger, apesar de suas contantes (e ótimas) piadas, reconhece a coragem da garota.

Entretanto, a história mais perturbadora do episódio foi o estupro sofrido por Joan, de seu próprio noivo na sala de Don. Mostrando de forma bruta quem era o chefe naquela relação, outra vez sentimos pena da tão forte e independente mulher ser sacrificada nesse casamento. Seja por questões de idade (Joan já tem 32 anos) ou por uma própria pressão da sociedade, Joan rende-se ao relacionamento de fachada, que parece aos olhos dos outros tão fascinante. Até Peggy transparece certa inveja (claro, fingindo para ser legal) e as duas até mostram uma certa aproximação pela primeira vez, até que uma porta fechada mostra exatamente a diferença do futuro das duas.

Hoje vai ao ar o último episódio dessa temporada e sinceramente, não sei o que esperar. Com certeza, teremos uma resolução para a separação de Don e Betty. Mas as outras tramas, não sei até que ponto conseguirão ser concluídas em apenas um episódio. Por que, afinal, devemos ter um certo avanço de tempo outra vez, não? Mas pelo nível superior das histórias da série, não é nada que me deixe muito preocupado.



e.fuzii

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4X04 "Paradise"



Depois de duas semanas de espera, somos “presenteados” com um episódio que até serviu para 41 minutos de entretenimento, diversão fácil, mas que, fora isso, quase me envergonha.

O unsub da semana é um estuprador em série, sádico, que toma casais como reféns, submete-os a todo tipo de violência (a mulher, em especial) e depois de matá-los, “disfarça” a morte deles. Encena um acidente de carro para parecer que foi assim que eles morreram. Logo se percebe que a morte era anterior aos acidentes, um 'modus operandi’ em comum é percebido, e a caça a mais um ‘serial’ começa.

As vítimas todas viajavam de carro, pela mesma região, e, com base nas rotas, no tipo de estrada, nos locais onde estiveram, a equipe começa a destrinchar o local e a reduzir a área de busca. Consideram o preço das acomodações, acessibilidade, rotas de fuga, a falta de comunicação, e começam a visitar hotéis na margem das estradas.

(Hotch visita o hotel do unsub, é recebido por ele, faz perguntas e não nota nada de estranho! Isso faz com que ele se culpe e sofra pela sua falta de percepção. Adorei a cena em que Rossi se solidariza, dizendo que isso pode acontecer até com os melhores e diz "Welcome to the club". Também adorei ver que a equipe sabe que ele é centrado, e que não precisavam temer que ele se refugiasse em drogas, por exemplo, num momento de dificuldade pessoal, ao contrário do nosso queridíssimo amigo Spencer Reid).

Com uma associação engenhosíssima entre as vítimas de um outro estuprador em série e o MO do nosso unsub, eles chegam à identidade deste e conseguem resgatar o casal-vítima a tempo.

Hotch não 'viu' o unsub.


Rossi e Hotchner, o 'clube dos melhores'.

Eu sempre me impressionei − e sempre achei um tanto forçada − com a ‘mágica’ da Garcia para achar todo tipo de informação.
(A melhor frase do episódio, para mim, foi Hotch dizendo que a Garcia precisava fazer um exame toxicológico, tamanha a quantidade de absurdo que ela fala!)

Penelope Garcia, hilária!

As associações brilhantes da equipe sempre tiveram uma dose além da conta, quase inacreditáveis, beirando o fantástico. Mas tudo bem, na verdade, nós sabemos que nada disso é real; trata-se apenas de uma série de TV que tem que causar assombro e perplexidade. Ocorre que, dessa vez, me pareceu demais. A facilidade com que eles identificaram o unsub, em meio a tantos.... E mesmo enquanto traçavam o perfil dele!! Dessa vez, aquilo que costuma parecer astúcia e perspicácia dos nossos profilers, um incrível capacidade de análise humana, parecia ser quase adivinhação. (Aquela coisa da mulher abusiva que depois se confirma numa madrasta prostituta, por exemplo.) Mas pior ainda (para mim!) foi aquela afirmação da Prentiss, diante do fato das vítimas terem sido encontradas sem calcinha: o atropelamento significava o estupro final, um impacto fortíssimo de algo de metal contra um corpo nu. Como assim??? Eu é que sou limitada ou isso parece papo de maluco beleza??? Aff! Olha que eu sou bem aberta a papos de psicologia mas esse, simplesmente, não me convence. (As facadas na cena do chuveiro, em Psicose, tudo bem!!) Mas me corrijam se eu estiver errada.

O casal sendo espionado pelo unsub.

O casal, já refém.

Mas eu comecei falando do meu constrangimento diante do episódio... Eu adoro a série, que considero uma das três (ou cinco) melhores da atualidade, então, se eu critico, é porque sei o quanto ela pode ser maravilhosa. Ocorre que conforme esse episódio transcorria, eu não sei se eu pensava em ‘Jogos Mortais', 'O Albergue', 'Turistas', ou qualquer outra caca similar. Ou se torcia para, ao menos, ser Norman Bates que iria aparecer. Convenhamos: essa trama de vítimas indefesas em estradas remotas já rendeu muita coisa boa, mas o fato é que, além de já ter rendido muita coisa trash, o fato é que já rendeu mais do que devia!! Aquele chalé indevassável foi demais. E o bobão espiando pelo olho mágico?? As vítimas presas, sem entender o que se passava, entrando em atrito entre si. CM não precisava recorrer a esse tema. Lamento. Mas é só esperar pela semana que vem quando, com certeza, assistiremos a um episódio melhor.

Justiça seja feita às citações da semana, que achei bem bacanas:

"A fool's paradise is a wise man's hell." (Thomas Fuller) (“ O paraíso de um tolo é o inferno para um sábio”)

Things are not always what they seem; the first appearance deceives many; the intelligence of a few perceives what has been carefully hidden." (Phaedrus) (“As coisas nem sempre são como parecem; a primeira visão engana a muitos; a inteligência de alguns nota o que havia sido cuidadosamente escondido”)
Até o 4X05.
Celia.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

[House] 5x05 "Lucky Thirteen"

Como o nome sugere, o episódio dessa semana foi focado na Thirteen, e como de costume em episódios em que ela é destaque, foi um episódio fraco. O diagnóstico de Huntington novamente vem a tona, e nos é mostrado como Thirteen está lidando com suas implicações: festas, sexo casual e drogas. A reação é cliché, mas seria tolerável fosse a personagem interessante e Olivia Wilde uma boa atriz.



Doença terminal é um tema de destaque nesse episódio, principalmente devido ao caso da semana, Spencer, uma mulher que sofre convulsões depois de passar a noite com Thirteen. Novamente o caso não passa de uma desculpa para discutir algo ligado a vida de um dos personagens, algo que já está se tornando cansativo. Bons eram os momentos em que os roteiristas criavam casos interessantes por si só, com personagens bem construídos que prendiam nossa atenção por 40min e mistérios médicos que nos mantia atentos e seguindo a lógica apresentada em vez de apenas saltar de um diagnóstico sem nos envolver em momento algum.


Apesar de momentos ruins, o episódio não foi todo um desastre. A amizade Wilson e House voltou ao que era antes, e a interação entre os dois foi o melhor do episódio. Mesmo tendo seu amigo de volta, House não deixa de espioná-lo e nós temos uma chance de ver Lucas mais uma vez, pena que a sua participação foi curta (e, ao que parece, será a última vez que o vemos, afinal seu spin-off aparentemente cancelado e sua participação na série, a priori, se encerra por aqui). Nas suas investigações os dois descobrem que Wilson recebeu a visita de uma prostituta ou, de acordo com ele, ex-prostituta com problemas com drogas, agora sua namorada, com sonho de cursar direito. Resumindo, uma mulher que precisa ser salva, o tipo de mulher que Wilson gosta. Ambos acreditam nele até que Lucas encontra algo, no lixo de Wilson, que sugere envolvimento com drogas. Por essa eu não esperava. House não é o único a jogar jogos por aqui.

No próximo episódio:
A equipe trata o caso de um homem de meia idade que tem experimentado apagões recorrentes e lapsos de tempo. Cuddy trata da mãe do bebê que pretende adotar.



Allan

terça-feira, 21 de outubro de 2008

[FNL] 3x03 How the Other Half Lives

Em mais uma semana de partida em Dillon, o grande problema continua sendo o quarterback titular da equipe. Pelo menos essa é a pressão que o treinador tem de aguentar no churrasco de abertura da temporada. Tudo muda durante o disputado jogo contra o Armet Meade, quando Saracen parece numa performance incrível levar o time à vitória. Mas um fumble a poucos metros de marcar pontos, nos minutos finais de partida, colocou fim ao jogo de superação de Matt Saracen. Se por um lado é duro ver o jogador derrotado no meio da end zone, tudo isso faz com que ele se aproxime mais de Julie e ainda abra espaço para a disputa com J.D. McCoy. Pela forma como seu pai é pintado como vilão -- embora tenha todos os motivos para mandar, já que agora é um dos principais financiadores do time --, é uma questão de tempo para Coach Taylor acabar colocando o garoto em jogo. Tudo que a cidade quer é o grande jogador, que até aqui já é comparado com Streets. Mas a questão é: o que J.D. quer? Ser essa réplica da arrogância de seu pai ou um monstrinho criado por ele? Porque pela bizarra cena na sala de troféus, o garoto não parece muito confortável com esse culto em torno dele.

Continuo achando interessante essa nova Lyla que criaram para ficar ao lado de Tim, até porque não existe mais nenhuma menção do seu relacionamento com Streets, da sua temporada na igreja ou até o triângulo amoroso que ambos faziam parte. Na única cena que traz de volta a Lyla que conhecemos, ela não se aguenta e dá risada do patético voto de casamento de Mindy, retirado diretamente de Procurando Nemo. Além de um momento engraçado, chega a ser triste por imaginarmos o destino de Billy Riggins, que como vemos nos jogadores atuais, tinha todas as chances para ser bem sucedido, mas jogou fora todas essas chances na primeira janela. Essa é a motivação também para a cena do roubo, que só passa a ser crível quando temos dois irmãos que só dependem um do outro nessa vida. Por outro lado, a história de Smash falhou por tentar voltar ao ponto de partida. Se Brian tivesse recebido essa proposta de promoção na semana passada -- ou antes de ter a chance de fazer um teste na universidade -- até daria para entender o seu dilema. Mas depois que ele treinou tanto para alcançar seu sonho, essa reviravolta pareceu um filler para completar o tempo de exibição do episódio.

Play of the Week: Por conta dessa maior duração na tv a cabo, o grande trunfo de Friday Night Lights é contar com as partidas de futebol. Nesse episódio, tivemos a partida mais longa desde a final do State, e como sempre a câmera dentro de campo é especial por trazer cada movimento e cada som. Matt Saracen foi o destaque enquanto comandava a equipe. Não sei se a voz rouca veio depois de tanto filmar, mas cada um seus gritos funcionaram para aumentar ainda mais a tensão da partida.



e.fuzii

domingo, 19 de outubro de 2008

[Mad Men] 2x11 The Jet Set

É difícil que alguém discorde que a cena mais marcante da primeira temporada de Mad Men é o comovente discurso de Don Draper sobre o "carrossel" da Kodak em "The Wheel". Em poucas palavras, Don explica ali toda a conexão que se pode fazer com o produto, através da nostalgia que te leva a épocas adoráveis. Mas após ter sua mala perdida no caminho -- e, portanto, um de seus laços com o passado --, o publicitário enfrenta problemas na sua viagem para uma conferência sobre o programa espacial na Califórnia. Além da própria viagem já ter sido motivada pelo desconforto com o seu casamento, a cada nova cena vemos Don sendo irritado e confundido: são as poucas roupas usadas na piscina do hotel, o clima quente da costa oeste, uma jovem semelhante a Betty no bar e a aproximação de um estranho grupo que decidiu escolhê-lo com um propósito desconhecido. Porém, Don só mostra-se perturbado realmente durante uma das apresentações dos foguetes. Com o "carrossel" ao fundo, servindo de suporte para todo esse plano, somos levados ao futuro tecnológico, em que embora possa levar o homem a cantos desconhecidos do Universo, pode também destruir em um piscar de olhos o planeta que conhecemos. São com essas imagens da devastação na época da Guerra Fria que Don Draper, mesmo assim parece estabelecer uma ligação com o passado que ele tanto tenta esquecer lutando na Guerra da Coréia. Ou seja, tudo acontece exatamente ao contrário da forma que ele apresentou o produto.

Com esse estado de espírito, era praticamente impossível que Don resistisse ao convite da tentadora Joy. Aquele estranho grupo, que parece saído de um filme do Fellini, é apenas um bando de nômades, vivendo da luxúria numa sociedade praticamente teatral. Não é possível enxergar nem uma clara diferenciação entre pais e filhos e tudo o que eles esperam é ser os personagens que quiserem. Tanto é que Willy desconversa quando Pete fica interessado em saber de onde poderia conhecê-lo. Para eles, Don representa apenas o bonitão calado, que com certeza é uma situação confortável o suficiente para viver pelo resto de sua vida. Mas tudo muda na presença dos filhos de um desses personagens, que bastante semelhantes a Sally e Bobby, vivem momentos tensos com a separação dos pais. Envolvido nesse clima, Don resolve enfrentar de vez o Dick Whitman preso por tanto tempo dentro dele e fazer um misterioso telefonema. Ao final, ele anota um endereço na última página do livro "O Som e a Fúria" de Faulkner -- que só aí já é um interessante paralelo -- e termina sentado no sofá com a câmera focalizando suas costas, numa posição refletida da seqüência de abertura. Aqui ele finalmente aparece relaxado, despido de seu terno. Mesmo que sua mala eventualmente encontre o caminho de casa, Don Draper já está longe, livre daquela identidade que esforçou-se tanto por manter.

Enquanto isso na Sterling Cooper, depois de enfim sucumbir novamente à bebida (como já desconfiava), Duck transforma-se diante de nossos olhos e volta a mostrar o estilo arrojado pelo qual ficou conhecido. Aproveitando a ausência de Draper na empresa e a iminente separação de Roger, que lhe deixaria numa situação complicada -- contando com sua própria experiência, nesse caso --, Duck coloca o plano de negociação da Sterling Cooper em andamento. Embora a promessa seja de uma gama maior de clientes internacionais, francamente acho que Duck está apenas tentando sair vitorioso nessa, seja ganhando pontos com seus chefes antigos ou com os atuais. Já Peggy chega finalmente a simples conclusão de que ela não consegue escolher o cara certo: ou que está prestes a casar, ou que fez votos de castidades, ou nesse caso que é homossexual. A parte mais engraçada é como Kurt resolve sair do armário para os outros funcionários justamente quando Peggy e ele são "acusados" de estarem namorando. A reação imediata, de surpresa e depois com as inúmeras piadas, tem um impacto ainda maior por Salvatore estar na sala, sentindo até certa inveja pela revelação ser tão espontânea.



e.fuzii

sábado, 18 de outubro de 2008

[House] 5x04 "Birthmarks"

Em Birthmarks temos a volta de Wilson, que acompanha House em uma viagem para o funeral de seu pai, enquanto a equipe lida com o caso de uma mulher adotada que passa mal durante uma viagem à China para conhecer seus verdadeiros pais.


O caso, como o esperado, ficou em segundo plano. O mistério foi interessante, com ligação ao tema "pai" desse episódio, mas não teve nenhuma grande reviravolta e o único momento acima da média foi a inteligente solução do caso. Os novos ducklings estavam suportáveis, principalmente porque não receberam muito espaço, se limitando apenas a discutir o caso e receber instruções de House pelo telefone. O melhor, sem dúvida, foi ver a antiga equipe reunida para discutir o que House quis dizer. Com o pouco tempo que os três recebem, o tempo juntos ainda menor, é uma ótima oportunidade de relembrar o passado da série e renovar a esperança de que em algum momento eles voltem a ser a equipe de House.

Como todos devem imaginar, a road trip de House e Wilson foi o ápice do episódio. Os momentos engraçados foram vários, e também nos foi contado como House e Wilson se conheceram. A prisão dos dois e a discussão que eles tiveram no funeral foram os melhores momentos da viagem. Foi uma surpresa conhecer esse lado explosivo do Wilson, diria que até um pouco difícil de acreditar. E o que foi aquele discurso de House sobre seu pai? Confesso que ele me enganou quando mudou o tom do discurso sobre seu pai. Estava surpreso até o momento em que ele retira uma amostra para um exame de DNA. Esse sim é o House que eu conheço. Quanto ao resultado do exame, eu já esperava um resultado positivo e um discurso de Wilson dizendo a House que ele deveria aceitar seu pai. Decisão acertada fugir do óbvio.

Algo que me incomodou foi a rápida volta de Wilson. A última vez que o vimos, ele evitava ver ou conversar com House, e agora o ódio desaparece em pouco tempo, ao final do episódio da já estava tudo bem. Outra coisa que não gostei foi o caso novamente ter semelhanças com a vida de um dos membros da equipe (além de House). Casos assim sempre existiram na série, mas os roteiristas estão exagerando nessa temporada. Em quatro episódios, três tiveram casos assim.



Allan

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] Spoilers da 4ª temporada


Na ausência de episódio inédito essa semana, resolvi trazer aqui alguns spoilers que andam pela net.

Os produtores disseram que

− Reid terá um envolvimento com uma mulher 'de verdade'. Veremos nosso Spencer pegar o telefone da garota, tudo sob a 'assessoria' do Morgan;

− Um episódio duplo vai explorar ainda mais o passado de Reid. Entenderemos melhor quem ele é, o abandono que sofreu de seu pai, e algo que ele reprime. Esses episódios explicarão porque toda a sua capacidade cerebral foi direcionada para frear serial killers e não para estudar física, por exemplo.

− A. J. Cook sairá de licença juntamente com sua personagem JJ. No seu lugar, virá Meta Golding, no papel de Jordan Todd, uma agente que Morgan achará muuuito interessante, e que despertará um tanto de ciúmes em Garcia. E como eu já antecipara, a intenção é transformar Morgan no herói das cenas de ação da série (definitivamente, Morgan é Rambo!!).
Agent Todd deixará todos com saudades de JJ e ficará nítida a complexidade subestimada de seu trabalho. Perceberemos o quanto JJ é boa no que faz.

− Quanto à Prentiss, parece que teremos uma grande surpresa no meio da temporada. Um segredo que será revelado; algo muito interessante e surpreendente no seu passado. Segundo os produtores, é algo que nem imaginamos, mas que, quando revelado, veremos que faz todo o sentido. (Humm... fiquei curiosa!)
Fontes: www.buddytv.com e www.spoilersnews.com

Até o 4X04!
Celia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

[Pushing Daisies] 2.1 Bzzzzzz

Fotos: Reprodução Thepiemaker


Ahhhhh, como eu amo essa série. Minha favorita!

PD retorna com o melhor resumo da season passada possível. Ao mesmo tempo que lembra a anterior, entrelaça com os acontecimentos desta season: Pai de Ned e segredos de Lilly serão o mote.

A história é aquela fofura de sempre. O que importa é o "como faz", do que o enredo em si. Um empresário ambicioso e apaixonado usa o artifício de um "monstro de abelha" para aquisão de uma nova empresa, acabar com a sócia e curar seu coração partido.

O que mais gostei foi a "libertação" de Chuck e Ned. Ela sentiu o gosto do primeiro emprego e de viver uma vida sua, só sua. Ele deixou o seu amor ser livre para isso, como na música de Gilberto Gil: "ao seu amor, ame-o e deixe-o livre para amar". Aii, que PD me desperta o que há de melhor em mim :)


Ter o seu própio apartamento (bom, não tão próprio) e ao mesmo tempo se apegar as coisas materias do seu passado, foi uma ótima sacada.

A saída temporária de Olive foi sensacional, noviça rebelde que não suporta tantos segredos. Lilly e Olive são imagáveis. Aposto numa aproximação entre ela e Ned. Meu shipper favorito.

Esta season promete! Abaixo, Sneak Peak de Circus, Circus (2.2)




Danielle M

[Alice] 1x04 No Jardim das Flores Perdidas

Alice continua vagando por São Paulo, resistindo a enfrentar a vida que deixou para trás, só querendo saber do que vem pela frente. Dessa vez, sua ingenuidade acabou encontrando um ricaço clichê -- interpretado pelo canastrão Eduardo Moscovis -- que também só quer aproveitar a vida. Essa garota nunca assistiu a uma novela das oito, para saber o que é um ricaço clichê? O pior é que às vezes acho que todas essas histórias são desenvolvidas apenas para no final Alice fazer um paralelo com algum conto de fada. Algumas das suas visitas aos pontos "alternativos" de São Paulo também continuam bem forçadas. Ou alguém realmente comemoraria seu aniversário num clube de telecatch?

Já entre os coadjuvantes, os problemas continuam sendo os mesmos: personagens muito fracos (também por culpa dos atores) envolvidos em tramas paralelas totalmente desconexas. Porque eu ainda não consegui decidir qual cena foi pior: Dani descobrindo a traição no café-da-manhã e confrontando o namorado no chuveiro ou o amor lésbico de meia-idade. Fora o motorista, que conta com um olhar sedutor hilário, conseguindo finalmente pegar a chefe ranzinza. E ainda tivemos a aparição de uma divertida nova vizinha no prédio, embora seja completamente pirada.

A única coisa que realmente vale ressaltar é o primor técnico que são mostradas as cenas de São Paulo. A edição na luta de telecatch, aliada à colorida fotografia do lugar, já havia sido surpreendente, mas nada comparada ao aniversário propriamente dito de Alice na boate, ao som de "(Just Like a) Breakdown" do Hot Chip (retirado daquele belo álbum de remixes do selo DFA). Enfim, acho que não adianta continuar comentando aqui semanalmente se os erros são sempre os mesmos. Mas continuarei assistindo e é bem capaz que no final da temporada faça um texto avaliando o resto dos episódios.



e.fuzii

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

[FNL] 3x02 Tami Knows Best

Sabe quando uma série te faz abrir um sorriso do primeiro ao último minuto? Pois é, é exatamente assim que tenho me sentido ao assistir Friday Night Lights. Não sei se é a evidente melhora após a (em grande parte) desastrosa temporada passada, ou seja, saudades da própria essência do seriado, mas são momentos como Matt e Julie lado a lado que me fazem abrir um sorriso enorme. O garoto já enfrenta uma intensa disputa pela posição no campo de futebol e ainda tem a dura batalha de criar sozinho sua avó doente. Por isso, o relacionamento dos dois é sempre adorável: Julie consegue aliviar esse clima de tensão, com todo seu otimismo e porque basicamente todos os seus problemas se resumem a comprar um Celica usado. É evidente a química dos dois personagens contracenando e inevitável que eles terminem juntos, mas ainda bem que os roteiristas resistiram à armadilha de colocar os dois na mesma sintonia tão cedo assim.

Ainda estou indeciso sobre a forma como Tami está tentando administrar a escola de Dillon. Se por um lado acho interessante ela criar esse conflito até com seu marido e fazer uma política dura, de outro é um pouco radical demais ela decidir para onde esse dinheiro vai ser destinado. Mas esse ponto de vista de Tami acaba servindo para criticar exatamente a política populista que fez Tyra ser eleita a presidente de classe. Mais uma vez a garota está envolvida no dilema de levar a frente o legado da família Collette ou seguir os conselhos de Tami Taylor. Enquanto isso, Lyla tenta trazer Tim Riggins para seu convívio familiar, em um jantar com a família de McCoy. Dispensa comentários a preocupação de Buddy Garrity para que a filha usasse preservativos e assim não tivesse de criar um Riggins Jr. Veja bem, Riggins bem que poderia ter respondido agressivamente, quebrado tudo e saído antes do final do jantar, mas não, ele esperou pacientemente calado. Mesmo que o jantar tenha sido uma lástima, ainda consigo enxergar uma estranha evolução para Riggins.
Play of the Week: Depois de uma bela cena em que a equipe toda dos Panther vão ajudar Smash a treinar, Coach Taylor consegue a chance que o jogador precisava na universidade do Texas. E quando Taylor vai dar a notícia na casa de Smash, os roteiristas e o diretor não apelam para a solução mais simples: enquanto o treinador está saindo da casa dele, a família Williams começa a comemorar. O rosto de "algo bom está acontecendo" de Kyle Chandler em primeiro plano e os gritos ao fundo são muito mais impactantes do que qualquer cena em que os personagens estivessem comemorando.



e.fuzii

domingo, 12 de outubro de 2008

[Life on Mars U.S.] 1x01 "Out Here in the Fields"

Primeiro, tenho que dizer que fiquei surpreso com esse episódio. Depois do péssimo piloto que vazou na internet, as mudanças no elenco e roteiro parecem ter funcionado, e temos um piloto regular que, se não está no nível do original, ao menos não é um completo desastre.



A trama é, basicamente, a mesma em ambas versões: Sam Tyler é atropelado enquanto tenta encontrar sua namorada, Maya, seqüestrada por um assassino, e acorda em 1973, onde é um policial que acaba de ser transferido de Hyde para Nova Iorque (Manchester no original). Os personagens principais são os mesmos da versão britânica: Ray, Chris (que não estava no piloto que vazou, mas foi incluído no piloto definitivo), Gene e Annie.

O roteiro do piloto inglês é excelente, demonstrando, excepcionalmente, como os diferentes elementos centrais que compõem a história serão tratados ao longo da série, de tal modo que não é uma má idéia adaptá-lo, como foi feito aqui. Porém, a adaptação não foi tão bem sucedida, já que nem todos os defeitos do piloto que vazou na internet foram corrigidos, e a fidelidade excessiva à versão britânica não foi abandonada.


Algo que todos que viram a versão britânica devem estar se perguntando é se Gene Hunt e a química entre ele e Sam são os mesmos nesta versão. A resposta para ambos é não. Os americanos bem que tentaram, mas Gene não tem o mesmo carisma e humor nesta versão, não conseguindo cativar o público com sua personalidade, apenas causando indiferença, assim como Chris, Annie e Ray. Este é o maior problema da versão americana: a personalidade de cada um dos personagens principais foi mantida, mas os atores escolhidos não se encaixam no perfil.

Na série original, os personagens eram mais humanos, suas reações eram mais críveis; eles passavam a impressão de que eram realmente pessoas que viveram na década de 70, ou levando se em conta eventuais exageros, versões romantizadas de indivíduos dessa década . Aqui eles não passam de estereótipos. Não que sempre seja um problema, mas se a proposta da série britânica for mantida, isso condenará a série ao fracasso.

Apesar de todos os problemas, o piloto traz a possibilidade de que a série tenha bom futuro mas, para este futuro se tornar realidade, é preciso que a série saia da sombra da original e crie sua própria identidade.



Allan

sábado, 11 de outubro de 2008

[Mad Men] 2x10 Inheritance

Em um episódio discutindo exaustivamente os laços familiares, acompanhamos mais uma vez os esforços de Pete e Trudy em ter um filho, numa espécie de retribuição a ajuda que seus pais deram para comprar o apartamento. Ela chega a sugerir que eles adotem uma criança, mas Pete é claramente contra. Depois ficamos sabendo que essa é, na verdade, uma herança daquilo que sua mãe acredita (e provavelmente seu pai também), já que ela ameaça deserdá-lo se ele tomar essa decisão. Mas Trudy faz um questionamento pertinente: se ele pode amá-la como esposa sem que eles sejam familiares, por que não poderia amar uma criança como se fosse seu filho?

Enquanto isso, os funcionários fazem um chá-de-bebê pela chegada do filho de Harry. Vestindo-se com um grande chapéu de bebê, Harry mostra toda a inocência infantil que também podemos ver em Betty. E para explorar essa questão, Betty encontra na casinha construída por Don em seu quintal o esquisito Glen Bishop, que fugiu de casa há alguns dias. O comportamento maduro para a sua idade (num excelente trabalho do ator-mirim, filho de Matthew Weiner) acaba estabelecendo uma confusa relação com a inocência de Betty. Ela trata o garoto muito bem, oferecendo até as roupas do seu marido para ele usar, e a situação vai ficando cada vez mais insuportável conforme os dois se aproximam. O cúmulo é quando Betty senta-se ao lado de Glen como uma meninha, tomando seu refresco e assistindo desenhos. Mas quando Glen ultrapassa os limites, segurando a mão de Betty, dizendo que veio resgatá-la; ela parece cair na real e responde colocando o garoto de volta em seu lugar: "com uma capa?". Pelo menos é assim que é mostrado numa das revistinhas de Glen, com o super-herói indo salvar a mocinha. Então, a mãe de Glen reaparece -- como já imaginava -- e diz que a relação dos dois tem de terminar imediatamente. E ainda dá seu conselho, para a já fragilizada Betty: "a parte mais difícil de separar-se é perceber que você está no comando".

Afinal, Betty já estava abalada o suficiente após fazer uma desastrosa visita a casa de seu pai. Ela presencia a instabilidade mental dele e ainda por cima, acredita que seu irmão e sua madrasta estão juntando forças para deserdá-la, se não na teoria, pelo menos na prática. Don que vê nesse momento frágil de Betty uma chance de reatar seu casamento, acaba também tendo de aguentar muitos aborrecimentos: além de acusado de não tratar bem a esposa, Don ainda recebe votos de desconfiança do sogro por ser uma pessoa sem família. E é realmente essa ausência de sucessão que torna tão fácil Don Draper ser aquilo que ele quiser. Mas os dois ainda tem uma curta cena íntima durante a noite, quando Betty num alto nível de stress procura pelo corpo de Don no chão do quarto de hóspedes. À primeira vista parece até um sonho, mas Don mostra-se convencido que conseguiu voltar para casa enquanto Betty mantém-se firme, dizendo que ainda precisa de mais tempo sozinha.

Para Don só resta concentrar-se no trabalho e acaba decidindo voar para a Califórnia no lugar de Paul. Este ainda teve a visita de sua namorada no escritório e a recebe com um beijo na frente de todos. Enquanto isso, Joan passa convenientemente atrás dos dois, praticamente para relembrar que ele só está com ela por causa da aparência (dele, nesse caso). A curta cena mostrando os dois a caminho de registrar os votos no Mississipi, embora tenha sido relevante pela maneira como Paul tenta se enturmar, acabou se distanciando um pouco do tom da série por parecer uma óbvia tentativa de estabelecer um contexto histórico. Pode ser apenas implicância, mas acho que Mad Men deve continuar apenas a explorar as sutis conseqüências das situações daquela época nas suas personagens. Não pela passividade com que elas foram afetadas por tudo isso, mas exatamente o contrário, por mostrarem a forma como elas reagiram.



e.fuzii

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4X03 "Minimal loss"





O episódio começou com muita tensão, mostrando o que teríamos pela frente: Prentiss e Reid reféns de um fanático religioso, na sede de sua seita, juntamente com seus seguidores.

Havia uma denúncia de que ali era praticado abuso sexual contra menores, então a dupla foi até lá, passando-se por especialistas em entrevistar crianças-vítimas. Ocorre que, paralelamente, corria uma investigação estadual focada nas armas que eles guardariam nessa seita, e a polícia estadual invadiu o local com eles lá dentro.


O maluco da semana - líder de seita religiosa e pedófilo.


A trama é, resumidamente, essa. A melhor parte, porém, é assistir a Hotch, Rossi, Morgan, JJ (já mostrando a gravidez) e Garcia do lado de fora, como negociadores da libertação. E Reid e Prentiss, de lá de dentro, colaborando!

Alguns momentos bem bacanas, para mim, foram os seguintes:
- Hotch encarando o District Attorney e expulsando-o da cena do crime (que ficou sob sua autoridade visto que dois agentes subordinados seus eram reféns). Nunca havia visto o Hotchner assim!!





- Rossi com a intuição aguçadíssima: logo percebeu que o veneno era um blefe.
- Reid, genial, conquistando a confiança do líder fanático e logo ganhando sua admiração.
- As formas de comunicação, pela escuta, que Reid e Prentiss conseguiram estabelecer com a equipe do lado de fora.
- Morgan/Rambo invadindo o local e chamando a si toda a ‘responsa’.
Merece destaque a expressão de Reid diante da atitude de Prentiss, assumindo sua identidade de agente do FBI. Mais destaque ainda para sua expressão já no avião, na volta. Adorei a emoção nos olhos dele! Spencer Reid sempre me comove.



(Mas fiquei muitíssimo receosa, pois me lembrei dos episódios 2x14 e 2x15, quando ele foi mantido refém por um outro maluco, que também tinha motivações religiosas – fora as perturbações causadas pela figura de seu pai. Foi aí que começou o problema de Reid com drogas, que apesar de acreditarmos que esteja superado, achei que havia chance para uma porta aberta aí.)




Algumas cenas foram ruins (por exemplo, Reid e Morgan tossindo, escapando da explosão – muito trash – ou a explicação inconvincente de Hotchner para nomear Rossi como mediador) mas, no geral, gostei bastante do episódio. A forma como a libertação dos reféns se encaminhou me pareceu bem crível, e a morte da Jessica me parecia necessária para esse realismo. Gostei.
Pena que semana que vem não haverá episódio inédito. 4x04 só no dia 22.
Até lá.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

[FNL] 3x01 I Knew You When

Estão todos prontos para as partidas de sexta-feira?
Depois de passar muito perto do cancelamento, Friday Night Lights está de volta com o auxílio de uma parceria entre a NBC e a DirecTV. Com a temporada garantida e, assim, sem depender tanto dos níveis de audiência, a série volta para apagar todas aquelas histórias mal contadas do ano passado. Ou até melhor, simplesmente varrendo toda aquela sujeira para debaixo do tapete. Não tivemos nenhuma menção ao assassinato, à garota latina ou nem mesmo a Santiago. Nesse recomeço, descobrimos através de uma entrevista coletiva de Coach Taylor que, mesmo passando para os play-offs, a equipe acabou perdendo com a ausência de Smash, contudido no joelho. O próprio trabalho do técnico foi questionado por montar a equipe baseando-se nas características de um só jogador, e agora ele busca seu reconhecimento novamente. Além dele, mais dois personagens buscam superação no início dessa temporada, após suas rendenções durante a série.
Com tantas decepções nos últimos tempos, Brian Williams ameaça jogar a toalha e largar de vez o futebol. Numa cena bastante comovente, ele diz para Coach Taylor que Smash já é coisa do passado e na sua própria maneira de vestir-se e falar, Brian parece bem mais maduro e longe daquele jogador que beirava a arrogância. Antes de sair da série -- ele deve ter uma curta participação, assim como Streets -- Coach Taylor ainda não deixará que ele desista de seu sonho de sair de Dillon de cabeça em pé. Sair de Dillon também sempre foi o desejo de Tyra e aqui ela também quase decide desistir. É sempre interessante quando os roteiristas percebem pequenos vacilos dentro de sua própria história e resolvem por fim incorporá-los. Até porque seria simples demais Tyra, depois de toda sua vadiagem na primeira temporada, conseguir uma vaga numa faculdade tão concorrida. Mas foi só quando ela presenciou o pedido de casamento de Billy para sua irmã que decidiu que não podia ficar naquele marasmo. Ela pede ajuda a Tami Taylor, agora no papel de diretora do colégio, repetindo a boa dinâmica entre as duas. Ainda ao seu lado também está Landry, que segundo ela estão separados (já ele acredita que "só estão dando um tempo"), mas pelo menos bem longe da ridícula historinha da temporada passada.
Já em relação a Tami Taylor, não sei ainda o que esperar dessa sua nova posição. Embora será ótimo ver Connie Britton contracenar com Brad Leeland, não sei até que ponto pode ser interessante tratar do corte de gastos e do remanejamento de professores. Ainda mais sacrificando o departamento de futebol, como ela sugeriu ao usar o dinheiro que seria destinado ao telão dos Panthers. A única personagem que ainda está um pouco longe do futebol é Julie, que só pensa em reorganizar seus planos de aula para começar a trabalhar. Mas já é um alívio ela mostrar-se bem diferente daquela postura irritante de até pouco tempo atrás. Até Lyla voltou assumindo seu romance com Tim Riggins. Era uma coisa tão óbvia ela disputar a atenção com as Maria-Chuteiras, que nem sei o porquê de não terem pensado nisso antes. E ela deve servir de motivação para Riggins tomar uma postura mais séria, tanto é que sua boa partida é resultado direto dela dizer que ele não consegue "levar a vida a sério".

Nessa primeira partida já acompanhamos uma verdadeira lavada, com destaque para um longo lançamento de J.D. McCoy para pontuar. Gostei que colocaram o novato só no final, num jogo já ganho, para evitar uma certa previsibilidade e maior comoção. Mas jogando sob constante pressão de J.D. McCoy, que teve uma ótima passagem pela categoria de base e chega a ser comparado com Streets, é óbvio que Matt Saracen terá grandes problemas durante a temporada. Ainda mais porque o Sr. McCoy sabe do potencial do filho e tenta cercar Coach Taylor com todos os esforços, chegando até a ser cruel ao dizer que Saracen tem um braço medíocre. Essa é a trama que confesso estar mais interessado, já que o desenvolvimento de J.D. vai sempre de encontro com nossa simpatia por Matt.

Assim, trazendo a história de volta aos eixos, essa tem tudo para ser uma excelente temporada para Friday Night Lights. Confesso até que essa é a série que estou mais ansioso pelos próximos episódios.

Update 8/10
Play of the Week:
Esse episódio acabou abrindo tantas pontas que o texto ficou maior do que gostaria. Pretendia ser menos prolixo nos meus comentários da série a partir de agora, por isso decidi abandonar o formato antigo, numerado, que às vezes acabava confundindo mais do que explicando. Mas vou abrir sempre esse tópico para colocar a cena mais marcante do episódio, aquela que faz Friday Night Lights ir além das séries convencionais. Nessa semana, foi o belo plano geral quando Coach Taylor está marcando os tempos de Smash. Quando a cena termina, o corte é atrasado e Coach Taylor manda Smash voltar para recolher os cones. Genial.



e.fuzii

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

[Alice] 1x03 O Retorno de Elvira Cipriani

Por mais que a série tenha o nome de sua personagem principal, Alice não pode viver sem o apoio de seus coadjuvantes. Entre todos eles, a única personagem que até agora conseguiu acrescentar algo à personalidade de Alice foi sua meia-irmã Célia. Tanto é que o episódio seguia um ritmo bom, dialogando com o da semana passada, até que resolveram tirá-la de cena nos 5 minutos iniciais e tudo passou a ser uma verdadeira decepção. Tudo começou com o seu noivo reagindo e terminando o noivado por telefone, o que outra vez pareceu forçado por não sabermos exatamente como se dava esse relacionamento dos dois. E olha que ele nem ficou sabendo (ainda) que Alice havia lhe traído. Com esse obstáculo será ainda pior para desenvolverem o que acontece em Palmas. Ou não, já que temos de aguentar uma trama paralela ocorrendo no apartamento de Dani. Depois de Marcella despertar diferentes formas de desejo tanto em Dani quanto em seu namorado, não há como não apostar num triângulo amoroso.

Mas o grande problema esteve na história clichê envolvendo Elvira Cipriani. Ainda que interpretada pela excelente Tereza Rachel (a eterna Rainha Valentine de "Que rei sou eu?"), Elvira já desperta antipatia imediata pela sua arrogância. Além disso, a impressão que ficou é que essa visita da antiga cantora serviu apenas de pretexto para fazermos um fútil passeio por São Paulo. Desde a Oscar Freire até o karaoke mais hype da Liberdade, Alice não teve muito o que mostrar além de sua determinação e nem muito o que aprender com uma cantora que viveu tanto tempo em Berlim. Já não sei se por morar em São Paulo e tudo isso estar ao meu alcance, faz com que essas visitas sejam tão comuns e desinteressantes. O fato é que essa personagem chamada São Paulo que tentam apresentar na série ainda não conseguiu me encantar. A real, que encontro todos os dias, parece muito mais interessante.



e.fuzii