quinta-feira, 30 de abril de 2009

[CHUCK] 2x22 "Chuck vs. the Ring"

Se não melhor que Chuck vs. the Colonel, Chuck vs. the Ring esteve, ao menos, no mesmo nível. Minha única crítica ao episódio é que o confronto com Roarke ao som de Mr. Roboto foi tão incrível que tudo que se seguiu pareceu inferior em comparação. Os elogios, por outro lado, são vários. Se fizesse uma lista de todas as cenas que achei gostei, listava no mínimo 50% do episódio aqui.


Como já disse, a melhor cena do episódio foi o confronto no casamento ao som de Mr. Roboto. Desde Jeffster espantando a todos até a chegada de Casey e sua equipe para salvar Chuck, tudo foi impecável. Ao final da cena não conseguia acreditar que apenas metade do episódio tinha se passado. Com Roarke preso e a preparação para a nova cerimônia de casamento imaginei que a temporada terminaria por aqui, ainda bem que estava errado.


A fulcrum pode ter sido destruída, mas uma nova organização entra em cena, Ring que, para variar, também está atrás do intersect. Chuck, Sarah e Casey partem em resgate a Bryce Larkin, levado refém, mas não conseguem salvá-lo. Chuck se torna o intersect humano novamente, desta vez com novas habilidades. Segue então uma surpreendente cena com direito a luta corpo a corpo e referência a Matrix. Guys, I Know Kung Fu.


Se a série não for renovada para uma terceira temporada, eu me sinto satisfeito com Chuck vs. the Ring como final da série. Com a saída de Morgan no episódio anterior e Chuck neste a participação da Buy More na série pode muito bem estar encerrada, Ellie e Awesome tiveram um desfecho digno com o casamento, a jornada de Chuck para se tornar um espião de verdade chegou ao fim com os poderes dados pelo novo Intersect, o que resta agora é aperfeiçoar suas habilidades e aprender a controlá-las. Chuck vs. the Ring um capítulo na vida de Chuck e também encerrou um ciclo da série, que, ao que parece, voltará em um novo formato.

Até a terceira temporada! (Assim espero)



Allan

quarta-feira, 29 de abril de 2009

[IN TREATMENT] Week Three

Mia

Me surpreendo a cada semana com as sessões de Mia. Como os dois já se conhecem, não há aquela fase em que o paciente se adapta a terapia e aos poucos revela seus segredos. Paul já conhece muitos dos segredos de Mia, é apenas uma questão de tempo até que eles sejam revelados a nós também. A revelação da atração de Mia por Paul, que não foi uma surpresa, afinal já havíamos recebido dicas disto antes, abriu caminho para os melhores momentos do episódio.

Mia falando sobre Laura e o que acredita ter acontecida entre ela e Paul foi ao mesmo tempo estranho e agradável. Paul se mostrou no controle da situação, guiando Mia e usando seu ciúme de Laura para trazer as fantasias e preocupações da advogada a tona. Emoção, algo que sinto falta nas sessões de April, tem de sobra aqui.

April

April criou uma grande expectativa com sua primeira sessão, mas a sua segunda sessão decepcionou e esta não foi diferente. Duas más escolhas são as grandes culpadas. A primeira delas, é a de ter um paciente com câncer, o que elevou demais as expectativas. Assim que April revelou a doença, esperava que seguissem discussões sobre a aceitação de sua condição, da possível morte, do sofrimento do que estava por vi e, claro, também tivéssemos discussões sobre o passado da paciente onde encontraríamos o motivo para várias de suas ações no presente. Porém, não é isso que está acontecendo. Até agora, as sessões tem se focado em pessoas importantes na vida de April, um grande erro, já que a história do personagem é a menos interessante de todos os pacientes. Se a intenção fosse a de focar no passado de April em vez de sua doença, me pergunto porque a personagem ter logo câncer? Não seria uma melhor escolha alguma outra condição?

A outra má escolha é a atriz, que apesar da boa performance na primeira sessão, não conseguiu convencer nas sessões seguintes, principalmente por não conseguir transmitir muita emoção, o que acabou deixando cenas criadas com intenção de causar impacto, como a destruição da maquete, sem força.

Oliver

Os episódios de Oliver tem se mostrado muito regulares: suas sessões sempre correspondem a promessa, nunca superam nem ficam abaixo das expectativas. Nesta semana, não tivemos nenhuma grande mudança temática, os erros de Bess e Luke na criação de Oliver e suas conseqüências continuando como o tema.

Ao contrário dos outros pacientes, o atrativo das sessões de Oliver é exatamente o tema, o divórcio e como as atitudes do casal frente a separação podem afetar o filho. Além disso, com tantos pacientes em que grande parte de seus medos e problemas tem sua causa nas relações com os pais durante a infância, o caso do garoto age como um interessante paralelo.

No mais, outra coisa que gostei nesta sessão foi o desejo de Oliver em ser filho de Paul. Anteriormente já havia sido comentado na série como o paciente fantasia sobre o analista, às vezes projetando nele características que considera ideais. E isso fica bem evidente aqui. Paul não é um ótimo pai, como já sabemos, mas ele ouve Oliver e o ajuda com seus problemas, coisa que seus pais, mais preocupados em fazer o que consideram melhor para o filho sem consultá-lo, são incapazes de fazer.

Walter

Os primeiros minutos do episódio podem levar a crer que a crise na empresa será o tema desta sessão, mas esta crise é apenas uma distração para Walter: o que o preocupa é o bem estar de sua filha. A atitude que Walter toma frente a sua preocupação com a filha é surpreendente: rumar à África na tentativa de traze-la de volta. A impressão que tenho é que esta atitude não passa de uma tentativa desesperada de escapar do stress e esquecer seu maior problema, a crise na empresa. Walter tem a esperança, provavelmente inconsciente, de que cessada sua preocupação com a filha, sua vida voltará ao normal. O stress terá acabado, a crise na empresa estará resolvida, sua vida terá voltado ao normal. Mas fugir dos problemas não é nenhuma solução e o que Walter consegue com esta atitude é agravar sua situação na empresa e a ter a antipatia de sua filha.

A reação da filha pode ter surpreendido Walter, mas pelo que conhecemos dele até o momento, é uma reação compreensível. A filha agora é uma adulta, não uma criança que precisa de cuidados constantes. A preocupação é normal, mas ir até a África para trazer uma filha adulta de volta não é um comportamento justificável.

Gina

Nesta semana a sessão com Gina seguiu se aprofundando no passado de Paul e trouxe a tona mais lembranças do seu passado, muitas ainda relacionadas a sua mãe. Algo que gostei foi a discussão sobre memórias e como o que lembramos pode não ser o que realmente aconteceu. Nesta sessão também tivemos algumas revelações sobre o pai de Paul, revelações essas que se não mudam a visão que tínhamos do pai de Paul, ao menos nos permite entender alguns dos motivos que o levaram a deixar a esposa por uma paciente.

Tenho gostado das revelações sobre o passado de Paul, mas se pudesse escolher, preferiria que suas sessões com Gina fossem no mesmo formato da temporada anterior. Sinto falta das opiniões de um segunda terapauta sobre os casos e das discussões sobre o tratamento dos pacientes e como isto afeta Paul.



Allan

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Maratona

Sim, há muito mais, ainda, no CeS. Estou retornando logo após Lost com a maratona Supernatural e Dexter, além de acompanhar alguma coisa da mid season.

Só esperar!

Danielle M

[Dollhouse] 1x10 Haunted

Depois de um episódio tão elogiado há duas semanas atrás, Dollhouse volta a tratar de uma história independente, mostrando mais um dos potenciais da organização: a capacidade de transferir a essência de uma pessoa morta a um dos actives. Obviamente que a escolhida para receber essa impressão foi Echo, mas dessa vez longe daquele crescente caminho de auto-descobrimento das últimas semanas. Apesar de ter sido uma hora agradável e mais uma vez promover uma discussão tanto moral quanto social dos serviços da Dollhouse, o grande problema foi dar tanta importância a alguém que supostamente morre no primeiro minuto do episódio, e ainda investir no desenvolvimento de toda uma gama de personagens que seriam descartados no final. Ou alguém esperava que Echo estivesse condenada a viver pra sempre com aquela família?

Não me lembro de ter comentado aqui especificamente das atuações de Dushku (fora um ou outro elogio), mas em "Haunted" fica provado como ela foi a pior escolha possível para o papel de Echo, como todo mundo temia desde o começo. Falta nela uma certa dinâmica, que não convence sendo Margaret, e muito menos quando finge não ser. E isso acaba atrapalhando a própria série, que sofre quando tenta explorar outros caminhos (como nesse episódio) e não pode confiar na sua própria atriz principal. Afinal, o único desenvolvimento na trama principal foi Paul Ballard finalmente conseguir provar para alguém a existência da Dollhouse, enquanto faz uso intenso das capacidades de Mellie. Por essas e outras, agora me resta poucas esperanças de que a série seja renovada, principalmente depois de todo o empasse da Fox em exibir o décimo terceiro episódio produzido -- que viria exclusivamente em DVD ou passaria até eventualmente no Brasil (por conta de syndication). A única certeza que tenho é que essa atriz Dichen Lachman é a grande revelação da série, sempre sendo destaque na pele da active Sierra, e que dessa vez retrata perfeitamente uma adorável amiga programada para aliviar a solidão do irritante Topher.

e.fuzii

sexta-feira, 24 de abril de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x21 "A Shade of Gray"





Assisti ao episódio pela segunda vez, antes de escrever o comentário e ele me desagradou menos. Que bom. Não gosto de escrever com a mão muito ‘pesada’.

Resumindo rapidamente, o episódio da semana mostrou o drama de um casal diante da morte de um filho − de 7 anos − pela mão do outro − de 9. Para proteger o filho homicida, contam com o detetive de polícia local, muito amigo da família, que simula a cena do crime para fazer crer que o menino havia sido vítima de um serial killer pedófilo, que vem atacando na região. Só não contaram com a astúcia da equipe da BAU (rsrs), que antes mesmo de descobrirem a farsa, já haviam conseguido prender o tal pedófilo.

Fora a ‘JJ malíssima’, acho que a equipe toda teve participações interessantes. Reid sempre merece destaque, afinal viu o que ninguém havia visto (até porque teve a curiosidade e deu-se ao trabalho de ver o que havia na porta ao lado!) e assim chegaram à explicação do que estava acontecendo. Rossi muito bom na entrevista com o pedófilo. Hotch bem no papel de ‘chefe’, como eu gosto, ao recomendar discrição, urgência. Autoridade na medida certa.


Reid, achando a resposta, mais uma vez.

Rossi, conduzindo muito bem.


Ok. Interessante. Só isso. É que às vezes eu penso que até polícia da Bolívia, do Sri Lanka, ou da Eritréia teriam o mesmo sucesso na investigação e apuração de crimes se tivessem um mega Big Brother para ajudar, como a equipe tem, pela via da Penélope.

O que eu quero dizer é que eles têm acesso imediato a cada pequeno detalhe da vida de todos! Tudo! Na hora! De hoje e de décadas atrás. Juro que não acredito que haja um banco de dados com esse alcance. Eles sabem a placa do carro do tio avô do unsub (e todas as rotas percorridas por ele, desde sempre); sabem a marca da fralda geriátrica que o unsub comprava para seu pai abusador, hoje senil; conhecem o histórico escolar apresentado pelo imigrante koreano, quando pleiteou a cidadania americana; tudo! DNA nem se fala! De humano, anfíbio, roedor, marsupial, todo DNA que eles precisam está lá. Isso às vezes me cansa e nesse episódio eu achei ‘meio demais’.


Garcia, dando voz ao abominável Big Brother.


Mas o que me incomodou realmente, na primeira vez que assisti, nem foi isso. Foi uma questão muito mais pessoal e que não deveria merecer tanta importância, tanto que na segunda vez me esforcei para deixar pra lá. O fato é que, antes da metade do episódio, eu já sabia que o menino havia sido morto pelo irmão. Não sei se ficou óbvio para todos, mas para mim ficou, e aí acabou o clima. Já era. E olha que não sou dessas que sempre conseguem (ou dizem que conseguem...) antecipar, antever a solução dos mistérios e enigmas em série e filmes. Não mesmo!

Para quem já assistiu ao filme Coração Satânico (do Alan Parker, com De Niro e Rourke): Lembro quando vi esse filme. Eu tinha adorado o filme e tinha ficado bastante surpresa com o final, e comentei sobre o filme numa conversa com amigos. Uma amiga disse: “ah, quando o filme começou, eu logo pensei ‘ih, quer ver que esse cara tá procurando por si mesmo?? Aí já era, não teve a menor graça!’”. O pior é que sei que não era ‘papo’, ela realmente sacou. Eu nunca fui de ter essas ‘sacadas’. Procurei pelo Johnny Favorite, torcendo pelo Harry Angel, até o fim!

Achei interessante escolherem mais um tema que tem sido presente na mídia ultimamente (a exemplo do 4x20), e que tem despertado o interesse do público. Será uma nova tendência? ‘Como identificar um psicopata’, ‘A psicopatia na infância’, etc, são temas realmente instigantes. E esse estudo pode ser de muita utilidade porque quem sabe alguém encontra um modo de ‘desentortar’ o caráter do psicopata, se for tratado ainda bem na infância.



O unsub da semana, com 9 anos de idade.

É isso. Semana que vem tem mais e a sinopse promete: ‘Quando um serial killer envia para a equipe um vídeo mostrando detalhes de um de seus crimes, a BAU descobre uma mensagem escondida, em que ele pede para que interrompam sua sequência de crimes’.

Até mais.
Célia.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

[Chuck] 2x21 "Chuck vs. the Colonel"

A série nos últimos episódio tem atingido um alto nivel de excelência na mescla de comédia com ação, o que se repetiu aqui. O balanço foi perfeito, alternando momentos mais leves com ação e sempre com espaço para alguma piada ou diálogo hilário. A história se moveu rápido, coisas inesperadas acontecendo, os roteiristas não perderam tempo.

Nos primeiros 15 minutos de episódio temos Sarah e Chuck quase chegando aos finalmente e uma das melhores seqüências de ação da temporada, com Casey lutando contra agentes da Fulcrum usando apenas seus braços e um radiador. Tudo isso intercalado com comédia na medida certa, como o bilhete de Morgan e, claro, a discussão sobre os diferentes meios de matar Chuck dentro do carro.

Em seguida temos um pouco menos de ação, mas muito ainda acontece, a maioria em preparação para a parte final do episódio, como a fuga de Chuck e Sarah da prisão. Fuga essa que foi difícil de engolir. Uma prisão que abre as celas após uma breve falta de energia é inacreditável, ainda mais em uma base do governo. Após a fuga, tivemos Awesome descobrindo que Chuck é um espião. A revelação não foi uma surpresa já que tínhamos recebido pistas nos episódios anteriores, mas a seqüência de eventos que levou até ela foi bem construída e divertida, principalmente a breve luta entre Awesome e Casey e Lester e Jeff acusando Casey de ser um stalker.


O resgate de Orion na base da Fulcrum também agradou. O drive-in com agentes da Fulcrum em conversíveis aliado ao discurso de Roark criaram uma das melhores cenas do episódio. Tarefa difícil não rir com "can you dig it?" e as buzinadas em resposta. Chuck ter o intersect removido foi uma surpresa, por essa eu não esperava mesmo. A destruição da base deixou um pouco a desejar: a fuga em meio as explosões foi legal, só faltou mostrar o que aconteceu com os agentes nos carros. Foram todos destruídos? Já sabíamos que Casey, apesar da frieza e de cumprir ordens as ricas, tem simpatia por Chuck e Sarah e os protege quando acha necessário. Por isso não foi de todo uma surpresa a ajuda a Sarah em frente a general.


Na Buy More, tivemos o desenrolar do que aconteceu no episódio passado: Emmet na chefia e Morgan lidando com as conseqüências de suas ações. Apesar de não serem ruins nem prejudicarem o episódio, as cenas na Buy More, com exceção de Jeff e Lester acusando Casey de ser um Stalker, foram desnecessárias, deslocadas demais da história principal. O núcleo Buy More vem se separando do núcleo principal cada vez mais e nesta segunda temporada está mais para uma história a parte do que para uma parte da história principal. Chuck mal é visto na loja, não entendo como ele ainda não foi demitido. Se as missões de Chuck como espião em uma eventual terceira temporada continuarem neste caminho de se tornarem mais sérias, como já vem acontecendo nos últimos episódios, temo que não haverá mais espaço para a Buy More na série. Será que a saída de Morgan (se é que ele sairá mesmo) é um indicativo de que não veremos mais a loja na próxima temporada? Ou ela terá sua importância diminuída ainda mais?

A parte final do episódio teve uma cara de season finale ou até series finale. Morgan se despedindo da Buy More ao som de palmas, Chuck e Sarah de mãos dadas, Stephen se apresentando para o casamento... Se tivemos tudo isso no penúltimo episódio da temporada, mal posso esperar para ver o que a série tem reservada para "Chuck vs. the Ring". Um episódio menos que fantástico será uma decepção.



Allan

segunda-feira, 20 de abril de 2009

[CAPRICA] 1x01 "Pilot"

A série Caprica estreará somente no início de 2010, mas uma versão estendida do piloto estará oficialmente disponível a partir de amanhã (já disponível na internet nos lugares usuais). Caprica se passa 58 anos antes da queda das doze colônias e retrata a criação do primeiro Cybernetic Lifeform Node ou cylon. Aqueles esperando algo semelhante a Battlestar Galactica se sentirão desapontados. Nada de batalhas espaciais, Caprica é um drama sobre uma sociedade em processo de mudança e duas famílias, Graystone e Adama, cujas histórias convergem após uma tragédia que vitimou membros de ambas famílias.



Joseph Adama (ou Adams, sobrenome adotado ao chegar a Caprica), advogado nascido em Tauron e pai de William, perde esposa e filha em um atentado terrorista que também vitimou Zoe, filha do renomado cientista Daniel Graystone. A descoberta de que Zoe criou uma cópia virtual de si mesma abre caminho para a replicação do método e possibilita a Graystone e Adama trazerem suas filhas de volta a vida. Adama logo desiste, mas Graystone leva seu desejo adiante, o que resulta na criação do primeiro cylon.

Além da origem dos cylons, Caprica nos mostra a sociedade das doze colônias na época. Discriminação, preconceito, terrorismo com motivos religiosos, organizações criminosas, nada tão diferente da terra do século 21. A exemplo de Galactica, a série apresenta um clima dark, porém não tão depressivo e agoniante, e personagens profundos que, se o piloto serve como amostra do que virá, prometem ser o maior triunfo de Caprica.


Ao fim do episódio, tenho a impressão de que ele foi bem sucedido. Alguns dos pontos fortes de Galactica foram mantidos e outros, como o uso da sociedade colonial para reflexões sobre nossa própria sociedade, foram aprofundados fazendo uso das possibilidades que a premissa da série oferece. O maior mérito, porém, foi a série conseguir se distanciar de Galactica na medida certa. O distanciamento é tal que não ficamos a pensar nos personagens favoritos de Galactica ao assistir Caprica, mas ainda há elementos que ligam as duas séries e nos fazem crer que as duas se passam no mesmo universo.



Allan

domingo, 19 de abril de 2009

[IN TREATMENT] Oliver, Walter e Gina: Week One and Two

Oliver


A bagunça completa que são as relações familiares é o que me atrai neste caso. Oliver não é o único que precisa de tratamento. Luke e Bess estão muito certos do que querem para o filho, mas são incapazes de conciliar seus desejos com o do outro e muito menos com os do garato, afinal nem têm idéia do que o garoto realmente precisa. Como bem exemplificou o início do episódio, o ex-casal vive em mundos a parte, cegos para qualquer coisa que não suas necessidades. O relato do garoto sobre seus problemas na escola e sobre o que aconteceu na festa causaram descoforto, a vontade é de que Paul desista dos seus métodos de terapia e "acorde" os pais para o que está acontecendo de uma vez, sem demora.

Algo curioso são as semelhanças entre este caso e um da temporada passada. Ao fim da primeira sessão de Oliver, lembrei de Jake e Amy. O modo como os pais do garoto se comportam tem semelhanças com o casal em crise da temporada anterior, inclusive a preocupação de Oliver com o peso lembra a Jake e Amy, que discutiram sobre a qualidade da alimentação de seu filho em um episódio passado.

Walter


Walter também tem semelhanças com um personagem da temporada anterior, Alex. Ambos são controladores, tentam ditar os caminhos que a conversa vai seguir e definir o que é importante ou não. Mas as semelhanças param por aí, os problemas de Walter são outros.

A primeira sessão de Walter foi interessante, mas serviu mais como uma introdução do personagem, com um gancho para a descoberta do verdadeiro problema ao final (o ataque de pânico). A segunda sessão é onde a coisa realmente fica interessante. Paul segue as pistas deixadas inconscientemente por Walter e chega a aparente raiz do problema, a causa dos seus ataques de pânico: o trauma causado pela morte do irmão.

Walter parece ignorar a causa de seus maiores problemas e tratá-las como se não fossem algo importante. E fazendo isso conseguiu chegar até aqui. A pergunta que fica é se ele aceitará mudar o modo como encara as experiências traumáticas do passado a fim de se livrar dos problemas que o afligem, ou, já que sua vida não está tão longe do fim, preferirá manter tudo como está e seguir adiante. Até agora, o caso de Walter foi um dos menos interessantes, mas as revelações desta segunda semana trazem toda uma gama de possibilidades que, se bem exploradas, poderão nos trazer grandes momentos mais a frente, com o aprofundamento nas histórias traumáticas do passado.

Gina


Ao que parece as sessões com Gina serão diferentes esta temporada. Em vez de sessões em que Paul fala na maior parte do tempo sobre seus pacientes, o que temos são sessões em que ele é realmente um paciente, falando sobre sua vida, dúvidas e traumas. Gina novamente mostra sua habilidade em controlar Paul, em parte resultado de uma longa convivência, o levando até lugares que ele precisa visitar, com isso trazendo a tona o que precisa ser lembrado a fim de curar feridas do passado.



Allan

sábado, 18 de abril de 2009

[IN TREATMENT] Mia e April: Week One and Two

In Treatment volta com sua segunda temporada, seguindo o mesmo esquema da temporada anterior: cinco episódios por semana (dois no domingo e três na segunda feira, desta vez), quatro pacientes e, encerrando a semana, uma visita de Paul a Gina. Paul não é o mesmo que vimos ao fim da temporada passada. Separado, vivendo só em um apartamento em Nova Iorque e sendo processado pelo pai de Alex, o Paul que vemos é um homem cheio de dúvidas, alguém procurando um rumo para a sua vida. Porém, quando durante uma sessão, ele se mostra o mesmo de antes, confiante, alguém que sabe o que faz, talvez até mais certo de si do que no passado.

Mia

A primeira paciente da semana é Mia, uma advogada bem sucedida na carreira, mas um fracasso na vida pessoal. Seu primeiro encontro não é exatamente uma sessão, e ocorreu quase que por acaso. Quando Paul procura por um advogado para defendê-lo do processo que sofre, Mia assume o caso e logo sabemos que ambos se conhecem, ela foi uma paciente, 20 anos atrás. O diferente formato deixa Paul fora de guarda por um bom tempo e o impede de assumir o controle, algo raro. O desabafo torna evidente o quanto Mia é frustrada com a direção que sua vida tomou nestes últimos vinte anos, o quanto ela culpa Paul.

Se na semana anterior tive a sensação de esta perdido por não conhecer o suficiente do passado de Paul e Mia, observando as reações na procura de um significado, nesta segunda semana tive a mesma sensação, mas devido a um diferente motivo. Nos é revelado o que aconteceu no passado de Mia, porque ela culpa Paul, mas a reação do psicólogo é ambígua em muitos momentos. Não sabemos se Paul realmente não lembra de boa parte dos eventos, ou se ele apenas finge com a intenção de levá-la a expor sua visão dos eventos.

A revelação do que aconteceu no passado, um aborto, e como Mia coloca a culpa de suas frustrações nestas decisões a tornam o paciente mais promissor até agora. Sua história não é só uma oportunidade de conhecermos explorarmos seus dilemas, traumas, frustrações, mas também de conhecer como a terapia mudou sua vida, qual papel teve durante estes anos, e, claro, como Paul vê sua atuação no passado.

April

April é a paciente de quem menos gosto até o momento. Gostei muito de sua primeira sessão (o momento em que ela conta como revelou que tinha câncer a um pedreiro foi lindo) , mas a segunda me decepcionou muito. Acho que isso tem mais a ver com as grandes expectativas que criei após a primeira sessão do que com a sua história que, diga-se de passagem, tem sido muito bem conduzida.

Uma doença terminal torna muito fácil criar drama nas suas sessões, facilidade que os roteiristas tem evitado, não tornando, ao menos até o segundo episódio, o câncer o tema central das sessões. Ele está sempre presente, atuando como um relógio, impondo a Paul um limite de tempo para desvendar April e quebrar sua resistência, mas o tema aqui ainda é outro. A cura é o objetivo, mas o caminho até ela passa por outros temas, que apenas começam a se revelar.

Salvar April não se mostra uma tarefa nem um pouco fácil, a garota se mostra resistente, algo bem visível na sua primeira sessão quando ela comenta sobre sua terapeuta anterior e fala sobre sua resistência à terapia. Apesar de meu menos favorito, o caso de April tem grande potencial para crescer nas semanas seguintes. O paralelo com Alex é claro e o desafio é evitar um desfecho semelhante. Paul já se deu conta disso, voltando a tomar notas após 15 anos.




Allan

sexta-feira, 17 de abril de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x20 "Conflicted"






Episódio bacana, que trouxe um unsub perturbado mesmo; definitivamente uma criminal mind!

Um unsub assassino/estuprador em série já é quase rotina na série, mas vítimas do sexo masculino, nem tanto. Essas vítimas são machos ‘alfa’, e só podem ter sido atraídos por uma mulher; mas também foram vítimas de violência sexual. Esse paradoxo exclui a possibilidade de um único unsub e a BAU começa a procurar por uma dupla, com uma mulher dominante, a servir de isca, e um parceiro submisso, que mata por influência dela.

Identificam em Adam – o funcionário do hotel que descobrira o corpo – um possível suspeito, e sua relação com sua chefe/protetora faz com que ela se torne suspeita de ser a parceira nos crimes. Depois de muito quebrarem a cabeça, com direito até a uso do polígrafo − o que sempre rende uma boa cena, como a que vimos nesse episódio, − a equipe morre na praia. As suspeitas não se confirmam.

Mas, mais uma vez foram guiados pela perspicácia do Reid, que ‘saca’ o que realmente está a ocorrer. Realmente, os olhos são a janela da alma; um olhar diz mais que mil palavras. E é com base no olhar de Adam que ele desvenda o que está por trás desses crimes: os unsubs são realmente dois, mas ambos ‘habitam’ em Adam. Ele sofre de ‘transtorno dissociativo de identidade’ (antigamente chamado de transtorno de múltiplas personalidades) e comete os crimes em parceria com seu ‘alter’, uma mulher chamada Amanda, agressiva e dominante.



Adam / Amanda, conflicted.


O tema é sempre fascinante, apesar de toda a mística que gira em torno do assunto, e de tantos psiquiatras que duvidam que esse transtorno realmente exista. Um livro relativamente recente (Switching Time, de Richard Baer), que recebeu muito espaço na mídia americana, conta a história de um psiquiatra e seu empenho no longo caminho de ‘reagrupar’ as 17 outras personalidades de sua paciente. Ela havia sido vítima de todo tipo de abuso e violência familiar, e criou esses ‘alters’ como mecanismo de defesa, e ‘dividir com outros’ tanta dor. Em linhas mais simples, o unsub de semana tem muito em comum. Tenho certeza que o caso serviu de inspiração.

Não parei para relembrar com calma, mas não me ocorre outro caso desse transtorno na série, fora o já clássico Tobias Henkel. Foi um link e tanto com aquele episódio duplo memorável. Eu adoro o Reid e adoro a empatia e identificação que ele se permite ter, mesmo com os mais pervertidos. Elephant’s Memory, messe sentido, também foi genial.

A obstinação dele para ‘salvar’ Adam é comovente e se encaixa perfeitamente em tudo aquilo que já sabemos e conhecemos a seu respeito. Que forma mais incomum de demonstrar gratidão. Só mesmo vinda de Reid. Só ele para continuar dando valor ao que Tobias Hankel fez por ele, apesar de todos os horrores que sofreu. Tobias Hankel salvou sua vida. E só mesmo Reid para continuar enxergando Tobias Hankel como uma vítima. Só ele para se engajar no tratamento de Adam/Amanda para conseguir, enfim, salvar a primeira grande vítima dessa trama − o próprio unsub, Adam.

Quando será que veremos − se é que veremos − Reid fazer Amanda ceder lugar a Adam?? Eu quero ver isso!!

Tão difícil ser assim, não é Morgan?? Tão difícil ser como Reid, e se comprometer. Tão fácil dizer ‘às vezes não podemos salvar a todos’... ‘você tem que aceitar isso’. Ai, Rambo... você não sabe do que um Spencer é capaz!



Que papinho, Morgan!

Atéo 4x21!

Célia Kfouri.


PS. Desculpem a demora para comentar. Mas saibam que foi muito bom saber que vocês sentiram falta. Gostei muito das mensagens que recebi.
Pelo menos ficamos com assunto para essa semana, já que o 4x21 só será semana que vem.

[LOST] 5x13 Some Like It Hoth

Embora Lost já tivesse problemas paternos de sobra, diria que nesse caso sempre cabe mais um. Porque apesar de explorar conflitos e carências semelhantes, valorizo bastante quando escolhe-se um personagem coadjuvante da série para ser desenvolvido diante das situações do momento. Além de aproveitar a estadia de LaFleur e seu grupo nos anos 70, Miles atingiu um nível de confiança dos outros membros da Dharma que soa perfeito para revelar seu passado e seu parentesco com Pierre Chang, já amplamente especulado por todos nós. Claro, consigo entender quem talvez venha a criticar o episódio, principalmente nessa reta final da temporada e faltando tão pouco para o final da série. Mas confesso que sentar e relaxar assistindo a uma hora no formato mais tradicional da série e ainda protagonizado pela dupla Miles e Hurley, é sempre bastante agradável.
Acompanhamos a jornada dos dois viajando de kombi pelo interior da Ilha e reconhecendo finalmente as novas estações Dharma, ainda em construção: Cisne e Orquídea. Nessas idas e vindas, enquanto para Miles era constrangedor descobrir cada vez mais sobre seu pai -- como seu gosto por música country --, Hurley fazia de tudo para aproximar os dois. Ainda acho que às vezes as participações de Hurley são um tanto irritantes, mas esse é seu jeito amigável de resolver as coisas e não deve mudar nem mesmo fora de seu tempo. Talvez seja bem pior ver os outros personagens ainda confiando na sua habilidade de guardar segredos. Mas enfim, apesar de resistir, Miles tem a chance de finalmente confrontar seu pai e saber dos reais motivos pra sua partida e a origem de seus poderes. Isso se no final tudo não for culpa dele mesmo, dando outra chance de darmos risada ao lado do destino.

Quando Miles tem de trazer um dos operários morto na construção da Cisne, além de descobrirmos a causa ligada ao magnetismo da região, pudemos saber que sua capacidade de ouvir os mortos depende da presença do corpo. Entre os seus flashbacks, o mais interessante foi o atendimento ao senhor desesperado em saber se o filho aceitava seu pedido de desculpas. Miles voltar para devolver o dinheiro talvez tenha sido "esfregado" demais na nossa cara (sim, já sei que ele tem problemas com o pai!), mas não deixa de ser importante por explicar a razão dele recusar contato com Pierre Chang no passado. Fora isso, a cena anterior do atendimento já dava a impressão que Miles pudesse estar fingindo, para depois ficar claro que ele era mesmo o picareta que imaginava desde aquele curto flashback na temporada passada. O seu recrutamento para ir na equipe do cargueiro também dependeu de dinheiro, óbvio. Mas o motivo para ter sido escolhido, assim como Charlotte e Faraday, foi pela forte ligação com a Ilha. Apesar de continuar sendo um número aleatório (tipo resolver uma equação na forma inversa) a quantia que ele pediu a Ben no cativeiro também foi revelada, pelo menos fazendo algum sentido quando tenta fazer o mesmo acordo com o grupo da "sombra da estátua". Resisti para não comentar sobre eles na semana passada, mas prefiro imaginar que esse grupo também esteja do lado de Ben ou de Widmore e que não seja uma terceira força disposta a dominar a Ilha também. Sei lá, só por mencionar a estátua no seu código já é frustrante demais pra mim.
E falando em frustração, o título do episódio, mesmo que faça várias referências tanto ao seu formato quanto ao próprio conteúdo, deve ter sido a escolha mais infeliz de todos os tempos (até pior que "All The Best Cowboys Have Dad Issues"), com um tipo de trocadilho infame frequentemente visto em... Gossip Girl. Mas o melhor do episódio esteve mesmo na interação entre Miles e Hurley, que juntos protagonizaram momentos hilários, como na comparação entre seus poderes de comunicar-se com os mortos, ou até "dramédias paradoxais", como o simples fato de imaginar Miles encontrando com sua própria mãe na fila do almoço. Embora tenha dado altas risadas com Hurley sugerindo mandar o roteiro de "O Império Contra-Ataca" para George Lucas, chega a ser uma blasfêmia querer fazer qualquer melhoria. Já que é assim, ele deveria concentrar-se logo em "A Ameaça Fantasma", que gastaria bastante de seu tempo -- isso se não fosse mais fácil começar o roteiro do zero. O único detalhe é que nessa batalha final citada, Luke perde a mão ANTES de saber que Darth Vader é seu pai. Sendo uma grave falha de produção ou uma tentativa de forçar uma comparação com a vida de Miles, é um erro imperdoável para alguém que assistiu tantas vezes o filme.

Entretanto, talvez o mais importante desse episódio esteja exatamente no pretexto pro desenrolar de toda essa história. Recebendo as novas ordens de Horace, Miles precisou abandonar a fita de vigilância que gravou James e Kate levando o garoto Ben até os hostis, e que acaba caindo nas mãos de Phil. LaFleur então, é obrigado a tomar sua primeira atitude drástica -- pelo menos que temos notícia -- para manter o grupo a salvo. Como não acredito que eles teriam coragem de eliminar o refém, chega-se numa situação limite, quando a convivência pacífica com a Dharma estará ameaçada. E com a chegada de Faraday no final do episódio, tudo leva a crer que ele levará todos de volta a 2007 para reencontrar o resto do grupo. Claro, não sem antes abusar dos procedimentos mais fantásticos que só Lost poderia nos oferecer.

Semana que vem teremos mais uma parada, voltando só no dia 29. Até lá!

e.fuzii

[CHUCK] 2x20 "Chuck vs. the First Kill"

"Chuck vs. the First Kill" é mais um ótimo episódio nessa reta final da temporada. A história segue os acontecimentos do episódio anterior: Orion está sob custódia da Fulcrum enquanto a CIA tenta, em vão, descobrir seu paradeiro. Desta vez, o núcleo Buy More e Chuck estão separados, mas ambas histórias estão ligadas através de um tema comum: confiança. Esta ligação temática impediu que as cenas na Buy More destoassem do restante do episódio e quebrassem a tensão construída ao longo da missão de Chuck.


Com o fracasso da busca por Orion, a opção que resta para encontrá-lo é obter informações sobre seu paradeiro com um agente da Fulcrum: Jill. A volta de Jill foi uma ótima surpresa, ainda mais sabendo que ela fez parte de um dos melhores episódios da série, "Chuck Versus the Ex". Ver Chuck novamente sofrendo, mesmo que brevemente, tanto com as lembranças de seu passado como com a visão do que sua vida poderia ter sido, pareceu desnecessário. Essa frustração vem sendo mostrada seguidamente há algum tempo e a repetição do tema começando a se tornar cansativa.

Talvez esteja sendo um pouco apressado em dizer isso, mas acredito que Tio Bernie foi o melhor vilão que a série trouxe em um bom tempo. A participação foi breve, mas o impacto não seria o mesmo caso fosse mais longa. A perseguição ao som de "Hungry Like the Wolf" foi hilária, idem a morte de Bernie e a referência a "Um Morto Muito Louco". O ataque a base da Fulcrum foi diversão do início ao fim, muita ação e comédia no momento certo. Destaque para o segundo resultado mortal do "The Morgan" e Casey tentando colar no teste.


O final do episódio foi uma preparação para o final da temporada, com Chuck e Sarah partindo em busca de Orion e, na Buy More, com Emmett tomando a posição de Big Mike. Na próxima semana vai ao ar "Chuck Versus the Colonel", o penúltimo episódio da temporada. Se o que vimos nas últimas semanas indica algo, é que "Chuck Versus the Colonel" será outro episódio fantástico. Até lá!



Allan

segunda-feira, 13 de abril de 2009

[Dollhouse] 1x09 The Spy in the House of Love

Para quem esteve acompanhando até aqui, Dollhouse sempre dividiu bastante a opinião do público. Mas esse episódio finalmente parece agradar tanto aqueles mais pessimistas, que tiveram uma confirmação da qualidade da série, como os mais otimistas, que já veem até a possibilidade da renovação. Afinal, tivemos um excelente episódio, que além de já tratar da questão do espião dentro da organização, também mostra um potencial interessante para Echo daqui em diante.

Dominic seria meu último suspeito como o espião infiltrado, principalmente depois das tentativas de eliminar Echo. Claro que levando isso em consideração, chega-se à conclusão de que Dominic não é a mesma pessoa que manda pistas para Paul Ballard aproximar-se da Dollhouse. Até porque, não faria sentido ele confiar duas vezes em Echo para entregar essas mensagens. Apesar disso, foi interessante saber o que acontece com um dos traidores, e como esse procedimento no sótão serviu de gancho para todo o episódio. Esse formato de mostrar os fins para depois detalhar os meios já se tornou figurinha carimbada nas séries, mas aqui foi atraente por mostrar cada ponto de vista diferente dos actives.

Sempre desconfiei que algum funcionário da Dollhouse fizesse uso particular das personalidades dos active. Desconfiava de Topher (sempre dele), mas não deve ter sido surpresa para ninguém que DeWitt tivesse essa carência e usasse Victor como seu amante. Por outro lado, a revelação de November em frente a Paul foi bem surpreendente já nesse ponto da história. Aliado às possibilidades de Echo estar aprendendo sobre sua natureza a cada nova personalidade impressa, devem levar a um final de temporada fascinante.

e.fuzii

sexta-feira, 10 de abril de 2009

[CHUCK] 2x19 "Chuck vs. The Dream Job"

Chuck vs. The Dream Job foi um episódio tão bem sucedido que, levando em conta a possiblidade de a série ser cancelada, eu diria que ele é o melhor argumento para qu ela continue no ar. Um perfeito balanço entre os momentos emocionais e a comédia e ação, atores convidados que deram show, a revelação de Orion, etc. Os bons momentos foram vários.



Se há algo que a série costuma sempre acertar, este algo é a escolha de seus convidados e desta vez não foi diferente: Scott Bakula foi a escolha perfeita para representar Stephen J. Bartowski. Ele não só se saiu maravilhosamente bem no papel como mas também possui uma grande semelhança com Zach Levi, de modo que não duvidaria de um parentesco entre os dois. Chevy Chase também foi uma ótima escolha para o papel de Ted Roark, o equivalente de Steve Jobs no mundo da série.


A missão da vez foi se infiltrar nas indústrias Roark e impedir o lançamento de um novo sistema operacional infectado por um vírus. A idéia de Chuck se canditar ao emprego nas indústrias Roark funcionou bem e garantiu bons momentos, tanto cômicos (Chuck e seu problema com a bola, Casey e Sarah como nerds) quanto dramáticos (a vísivel frustração com a sua vida e as oportunidades perdidas) , mas a série pecou em esclarecer o que se passou com Chuck após seu fiasco (foi preso?) e como ele voltou a Buy More (ou ele nunca a deixou?).


Chuck já vem se tornando um espião de verdade há alguns episódios e aqui ele dá mais um grande passo para essa transformação. Foi uma seqüência de grandes momentos, desde o confronto com Casey (mais alguém contou o número de dardos para derrubá-lo?) até a revelação de Orion. A revelação era óbvia, assim como era claro que a Fulcrum capturaria Orion, mas a série mescla momentos clichê com elementos cômicos e dá um ar cool a esta mistura, tudo de um modo único, e como resultado até os desenvolvimentos mais óbvios são um prazer de assistir.

Ainda restam três episódios para o fim desta temporada, que chega ao fim com "Chuck vs. the Ring", dia 27 de abril. Com a série em ritmo de final de temporada a dois episódios do season finale, mal posso esperar pelo próximo episódio. Até lá!



Allan

[LOST] 5x12 Dead is Dead

Quantas vezes já não ouvimos dizer que um episódio foi "de enrolação"? Mas ainda mais grave do que adotar um ritmo mais cadenciado enquanto explora-se as motivações de seus personagens, é a história simplesmente deixar de convencer. Nem preciso dizer o quanto não me agrada grande parte da "mitologia" que envolve a série, desde o monstro de fumaça até as constantes referências à civilização egípcia. E apesar desse episódio ter sido bastante interessante no enfoque dado a Benjamin Linus, o que obviamente possibilitou que Michael Emerson mostrasse novamente todo seu talento, a grande fragilidade esteve na tentativa de preencher as diversas lacunas, quando realmente sentia que estava sendo enrolado.
Depois de Rousseau finalmente encontrar sua filha perdida por mais de 15 anos, parecia óbvio que os roteiristas não sabiam mais onde enfiá-la. Tanto é que sua morte, caracterizando uma quase queima de arquivos, foi um dos momentos mais frustrante da temporada passada. Mas mesmo depois disso, dimensionar Rousseau na história geral da Ilha e da Dharma continuava sendo um grande desafio. Afinal, como ela poderia ter ficado tanto tempo sem encontrar os tais Outros? Seu encontro com Jin, logo quando sua expedição chegou à Ilha, já era motivo para que muitos duvidassem desse cômodo esquecimento, a ponto de levantar teorias envolvendo as fragilidades do tempo, mas a forma como se deu o rapto de Alex chega a ser imperdoável. A não ser que Rousseau tenha sofrido algum tipo de lavagem cerebral -- o que também seria ridículo --, esse é um evento traumático e flagrante demais para ela simplesmente esquecer do rosto de Ben, mesmo que ele aparentasse ser mais jovem do que os 20 e poucos anos de maquiagem pudessem indicar. Vai chegando uma hora que não dá mais para colocar toda a culpa nas loucuras da francesa.

Em relação à mística da Ilha, acho que o grande problema é o quanto o público clama por explicações do porquê aquele lugar é cercado por tantos milagres. Não vejo problema nesses milagres por si só, como por exemplo a ressurreição de Locke. Se pararmos para pensar, a vida é cheia de casos inexplicáveis e a série só se preocupa em potencializar tudo isso na Ilha. Mas apelar para soluções risíveis já é demais. Depois da roda de burro ou até do monstro de fumaça ter poupado a tropa de Keamy na temporada passada, confesso que não consigo imaginar que alguém elabore uma explicação tão risível quanto invocar o monstro de fumaça esvaziando uma poça de lama. É muito frustrante, assim como saber que Ben não tem noção alguma do que ele é, ou onde pode encontrá-lo. Também não sei até que ponto chegarão essas origens egípcias, mas só de ver Anubis encarando uma figura parecida com o monstro de fumaça, já começo a me preocupar. Espero mesmo que eles não queiram reescrever a História, mesmo que ali fosse um local dos prováveis julgamentos após a morte, ou como dizia Charlotte "o local da morte".
Mas apesar de tudo isso, "Dead is Dead" foi bastante interessante pela forma como dialoga com o final do episódio da semana passada. Se ali ficamos chocados em saber das origens de Benjamin quando teve suas memórias e a própria inocência apagadas, dessa vez ele foi submetido ao merecido julgamento pelo único traço de humanidade que ainda lhe restava: Alex. Acompanhamos o momento do rapto, em que Ben prefere poupar a vida de Rousseau em troca da possibilidade de criar uma filha. Seus motivos eram óbvios, já que foi ele quem decidiu "purgar" também sua família, apesar da conturbada relação com seu pai. Mas essa adoção desencadeou o primeiro entrever entre Ben e Widmore e que se estenderia pelo resto de seus encontros. A situação piora quando na suas idas e vindas, Widmore acaba tendo uma filha fora da Ilha, e acaba banido para sempre. Mas pela sua conversa com Locke em "The Life and Death...", dava a entender que Widmore teria girado a roda de burro também, até por saber o local do deserto da Tunísia onde essa saída levaria.
Enfim, o importante é que essa disputa levou Widmore a se vingar da forma mais vil possível, exatamente dando fim à querida Alex diante dos próprios olhos de Ben, naquela que é uma das cenas mais tensas da série, vista em "The Shape of Things to Come". Apesar de Ben, como já sabíamos, também ter ido atrás de Penny para eliminá-la com suas próprias mãos, ele acaba falhando justamente quando vê o pequeno Charlie saindo do barco e acaba sendo nocauteado por Desmond. Assim como poupou a vida da francesa, acredito que Ben não teria coragem de matar Penny naquela situação. Por isso, a morte de sua filha era razão mais do que suficiente para que seu "coração fosse pesado" (alguém mais imaginava ver essa cena literalmente acontecendo?), seguindo a tradição egípcia de Anubis.
Encarando Alex, incorporada pelo monstro de fumaça, Ben acaba pedindo seu perdão e tendo sua vida poupada contanto que aceitasse uma condição: respeitar e seguir todas as ordens de Locke. Essa renúncia talvez fora o que faltou no julgamento de Mr. Eko, morto após encarar também a aparição do monstro no início da terceira temporada. O que continua sendo intrigante é essa volta de John locke ao mundo dos vivos. Até pela sua segurança em saber exatamente onde levar Benjamin para ser julgado e o fato de só voltar para ajudá-lo assim que o monstro sumiu, tudo leva a crer que seu corpo foi mesmo apoderado nesse retorno. Afinal, é assim que Christian anda pela Ilha, não? E a morte é mesmo o fim, como diz o título do episódio, certo? Mas essa inversão de papéis tem tudo para ser bem interessante, com Locke finalmente dando as cartas e Ben tendo de ser "apenas" um de seus capangas.

e.fuzii

terça-feira, 7 de abril de 2009

[Dollhouse] 1x07 Echoes - 1x08 Needs

Nesse ponto da série, já podemos dizer que a ambiguidade das atividades da Dollhouse é com certeza o grande tema sendo abordado. O problema principal disso é como vemos toda essa organização através dos olhos de seus actives, que tendo suas memórias constatemente apagadas, não permitem muito desenvolvimentos dos personagens. É por isso que acho um episódio como "Echoes" uma grande perda de tempo, em que sob os efeitos alucinógeno poderíamos conhecer melhor essas pessoas por trás da Dollhouse, mas no final tudo o que temos são praticamente situações cômicas ou até constrangedoras, com o insuportável Topher. É uma tentativa de proteger as informações desses personagens, que apesar de garantirem esse aspecto conspiratório da série, não possibilitam nenhum tipo de aproximação do público.

Mesmo a história de Caroline, relembrada aos poucos durante sua missão, ainda serve apenas para dar uma função às atividades da Dollhouse, assim como a abordagem desse novo active, dando dinheiro e uma nova vida em troca de 5 anos de servidão. Também fica um pouco difícil de acreditar na competência da empresa quando semana após semana, alguns de seus personagens acabam saindo fora da programação e ameaçando tanto a reputação da Dollhouse como do próprio cliente.
"Needs" decide tratar exatamente desse fato, imprimindo nos actives suas personalidades originais (mas sem suas memórias), para dar a falsa impressão de liberdade. Nessa frágil busca por uma saída, cada um deles acaba chegando ao ponto de conclusões das suas vidas, para terem novamente suas personalidades zeradas. Além de conhecer melhor os motivos de cada um deles, surpreendeu a forma como Echo criou todo o motim para libertar seus outros colegas, chegando ao ponto de quase apagar as memórias de Topher -- que convenhamos, teria sido o melhor momento da série.

Também foi interessante o motivo que levou November a tornar-se voluntária. Todo o dinheiro envolvido ou uma troca por anos de reclusão talvez não fossem razões suficientes para perder cinco anos de sua vida, mas apagar uma memória traumática em troca disso parece bastante convincente pra mim. Por outro lado, a história da "escravidão" de Sierra serve exatamente para mostrar que a Dollhouse também tem suas ilegalidades. Ainda não sei quando os caminhos de Echo e Paul irão se cruzar outra vez, mas é estranho pensar o quão diferente seria a série no momento que Caroline retomar sua personalidade e possivelmente tentar derrubar a organização. Pelo menos é o que tudo indica, até pela ligação feita enquanto fugia, dando novo fôlego às investigações de Paul, já um pouco afastado após a "desativação" de Mellie.

e.fuzii

sexta-feira, 3 de abril de 2009

[CHUCK] 2x18 "Chuck vs. The Broken Heart"

Em Chuck vs. The Broken Heart temos a participação de Tricia "Six" Helfer como a agente Alex Forest, enviada para avaliar Sarah. Apesar de não estar no mesmo nível dos dois episódios que o antecederam, Chuck vs. The Broken Heart não decepciona: o humor foi na medida certa e Helfer, apesar de não brilhar, fez uma ótima participação. O ponto fraco deste episódio foi o modo superficial com que o afastamento de Sarah foi tratado, sendo brevemente resolvido, quando poderia render um breve arco.


Fazer de Alex Forest uma versão feminina foi, sem dúvida, uma decisão acertada. Helfer e Baldwin tem química, o que deu ainda mais força para as cenas que focalizavam nas semelhanças entre os dois agentes. A escolha de uma personalidade "estilo Casey" para Alex também teve seus benefícios. Com a intenção de resolver a situação de Chuck e Sarah em um episódio, introduzir um segundo guardião "bruto" deu força ao pedido da volta de Sarah, mas foi muito conveniente. Tivesse um agente moderado sido indicado, o resultado teria sido muito diferente e um argumento pela volta de Sarah não teria a mesma força. Como eu disse, muito conveniente, mas é o preço a se pagar por tratar este assunto de modo tão breve.

O núcleo Buy More esteve, novamente, integrado ao enredo principal neste episódio, assim como Awesome. A despedida de solteiro foi uma ótima idéia e rendeu bons momentos, porém o desfecho parece forçado. É visível que Awesome estava dormindo nas fotos, a impressão que fica é que reação de Ellie teve como único propósito causar tensão e atrasar o casamento até o final da temporada que, se as quase descobertas de Awesome neste episódio são um indicativo de algo, terminará com a descoberta do segredo de Chuck por no mínimo um membro de sua família.


Sarah, com seu emprego ameaçado, quebrar mais regras para fazer um último agrado a Chuck não me pareceu algo convincente. Pareceu até um pouco cliché. Mas não dá para negar que a entrada do pai de Chuck na história é uma boa surpresa e uma boa de escolha de direção para os próximos episódios.



Allan

[LOST] 5x11 Whatever Happened, Happened

Afinal, o que foi que aconteceu? Depois do tiro que o jovem Ben levou no final do episódio passado, a grande dúvida era se isso alteraria algum fato que ocorreu posteriormente (que no nosso ponto de vista seria anteriormente) ou daria-se um jeito de contornar essa situação. Esse debate tomou conta da próprio série, mais uma vez na figura de Hurley, que como qualquer espectador questiona se eles já poderiam estar presenciando alguma mudança. Ele cita "De Volta para o Futuro" e Miles diz que não há como alterar tudo o que eles já viveram, mas acaba gaguejando para explicar a razão de Ben não se lembrar de Sayid. Assim, eles não chegam a conclusão alguma, por falta de um físico de verdade (alguém falou em Sheldon?) ou por não saberem ainda o que estava por vir.
A escolha desse título serve exatamente para esse propósito. Além de parafrasear o que já foi dito por Faraday (ainda sumido), essa noção de passado imutável encontra uma discussão muito mais ampla sob o olhar dos viajantes no tempo. Juliet parece ter adquirido essa experiência ao longo desses três anos vivendo na Iniciativa Dharma, a ponto de tentar de tudo para salvar o garoto Ben. O fato é que para eles essa noção de prevenir o futuro confunde-se com seus próprios arrependimentos do passado. Mesmo que eles quisessem projetar no garoto aquilo que já sofreram no passado/futuro, suas memórias continuariam intactas e nada do que aconteceu com eles deixaria de acontecer. A ironia das ironias é que somente através do tiro dado por Sayid, Ben chega aos cuidados do Hostis e transforma-se naquilo que todos temiam.

Essa discussão poderia até servir para aliviar o tédio de um dos episódios que envolvem Kate, mas a verdade é que dessa vez sua participação foi bastante satisfatória. Até mesmo seu relacionamento com Aaron ganhou uma fluidez maior, com seu instinto materno aflorando pouco a pouco até servir de motivação para salvar o jovem Ben. Kate enfim visitou Cassidy e sua filha Clementine, que como muita gente já especulava, era a mensagem deixada por Sawyer em seu ouvido antes de pular do helicóptero (o que ligando as cenas durante a recapitulação já era mais do que óbvio). Apesar dessa recorrente relação com Sawyer e Jack, o sentimento de Kate ao voltar para a Ilha era muito mais nobre: buscar a mãe da criança que ela aprendeu a amar por esses três anos. E mesmo que Jack só se negue a salvar a vida de Ben porque envolvia a liderança de James, reconheço que essa sua mudança em esperar que o mesmo destino que trouxe-o até ali agisse por conta própria, muito me agrada.
Por outro lado, a decisão de Kate em voltar para a Ilha pareceu forçada, principalmente quando Cassidy tenta estabelecer que Aaron serviria de substituto para Sawyer. Nem vou entrar nos méritos do diálogo em si, mas pra mim, episódios como Eggtown davam a entender que Aaron seria uma das formas que Kate encontrou para recomeçar sua vida ao lado de Jack. Ou esse paralelo é realmente furado, ou teríamos um bizarro triângulo até do lado de fora da Ilha. Apesar disso, devo dizer que a tensão na cena do supermercado foi espetacular. Além da câmera rápida acompanhando as buscas de Kate pelos corredores, o que mais chamou a atenção foi o dilema vivido ela: entre anunciar que seu filho ilegítimo estava perdido e aguentar possíveis consequências ou fugir pela porta de saída para procurá-lo sozinha. Por fim, Kate encontra o menino ao lado de uma mulher loira, que obviamente remete a Claire. Mas sua decisão de deixar o menino aos cuidados da avó também não me convenceu, principalmente se o único plano para trazer Claire de volta envolvesse o avião da Ajira que se acidentaria na Ilha.

Juro que não queria tirar conclusões precipitadas, mas a não ser que queiram evitar um futuro paradoxo, não entendo por que "apagar" as memórias de Ben após tomar o tiro de Sayid. A conturbada relação com seu pai já seria suficiente (principalmente em Lost) para explicar seu comportamento no futuro e as próprias decisões de Sayid, que por toda sua vida seriam condicionadas por Ben Linus, abririam possibilidades bem mais interessantes. Mas paciência se a intenção é mesmo de retirar a "inocência" da criança que jogou uma van em chamas para libertar um prisioneiro.



e.fuzii