terça-feira, 30 de novembro de 2010

[Fringe] 3x05 6955 kHz

por Alison do Vale


Não via nada de mais nesse episódio no princípio. A questão da misteriosa frequência de rádio que transmitia uma sequência numérica em vários idiomas parecia ser apenas mais uma "ação terrorista" do outro lado. Mas não: o que esses números escondiam era grandioso. Quem acompanhava "LOST" deve ter ficado com a pulga atrás da orelha com a história de números misteriosos transmitidos via rádio, não?
O trabalho de Astrid ao decifrar o código numérico foi fabuloso. Eu, inclusive, aproveito pra dizer que gosto muito quando aproveitam melhor a moça. É um personagem que merece mais espaço e foi de modo bastante inteligente que ela desvendou o que estava por trás dessa transmissão.

A primeira questão levantada foi como aquela transmissão foi capaz de apagar a memória daquelas pessoas. Só que mais importante do que o "como" foi o "porquê". Ficou claro que havia algo naqueles números que alguém estava querendo esconder. Algo que aquelas pessoas estavam prestes a descobrir.

Ajudados pelo dono do sebo, que era um dos aficcionados pelas chamadas "Estações Numéricas", conseguem uma edição rara de um livro denominado "As Primeiras Pessoas" que conta uma história aparentemente absurda mas ao mesmo tempo fascinante de uma civilização anterior aos dinossauros dotadas de uma tecnologia avançadíssima. Foi aí que a história me pegou. Sempre fui interassado em civilizações antigas como as pré-colombianas, a egípcia, etc mas também as histórias envolvendo Atlântida e seu suposto desenvolvimento tecnológico alcançado através do domínio dos cristais que apesar de tê-los avançado tecnologicamente teria sido o responsável também pela sua extinção. Soou então mais forte ainda a referência quando em determinado ponto do livro o autor descreve a grande descoberta desse povo antigo: uma máquina poderosíssima a que chamaram de "O Vácuo". Essa máquina seria capaz de criar e destruir.

Enquanto os agentes avançavam cada vez mais na investigação e se aproximavam do criminoso responsável pelas transmissões Bolivia ia ficando aflita e apreensiva. O envolvimento dela era óbvio e estava se desenhando como parte de sua missão. O homem por trás da frequência de rádio era um metamorfo a serviço de Walternativo. Só que, ao contrário do que pensava o FBI, a intenção na transmissão não era apenas apagar a memória de algumas pessoas mas principalmente atrair a atenção de Peter e os outros para esses números que, como descobriu a agente Farnsworth, eram coordenadas - pontos espalhados por todo o globo de locais aparentemente comuns. Mas foi um ponto em particular que chamou a atenção: o lugar onde encontraram as primeiras partes da máquina do holocausto; a máquina que tanto atormenta Peter e que ele deveria terminar. Peças enterradas há milhões de anos de uma máquina capaz de destruir um dos dois universos.

Começa um novo momento em Fringe. O arco final parece estar se formando. Com Olivia do outro lado já sabendo quem é e as peças do aparelho bizarro de Walternativo já podendo ser encontradas a definição dessa guerra está cada vez mais próxima.
Apesar disso ainda há esperança. Seja pelas palavras de Nina Sharp tentando levantar o otimismo de Walter enquanto fumavam um "baseadinho" na universidade ou mesmo nas citações do livro de Seamus Wiles onde afirma que O Vácuo era uma máquina de destruição mas também de criação.
Peter demonstra que não vai desistir de encontrar uma solução pra preservar a vida não só dos inocentes desse lado mas também do outro universo e entender como funciona o dispositivo pré-histórico é primordial nesse momento. É ainda possível perceber uma fagulha de questionamento nas ações da falsa Olivia. Esse contato com o lado de cá e com o próprio Bishop pode estar fazendo com que ela perceba que escolher um lado pra lutar talvez não seja a melhor opção até por que se até mesmo os metamorfos são passíveis de sentimentos, o que dirá uma humana que não podemos esquecer está cumprindo ordens e acredita ser tudo por um bem maior.

Um último detalhe bastante curioso é o nome do autor do livro: Seamus Wiles é um anagrama para Samuel Weiss, o mesmo nome daquele cidadão esquisito, dono do boliche, que ajudou Olivia a superar o trauma-pós-travessia-entre-universos e que até hoje não sabemos como ele tinha tanto conhecimento sobre o outro lado e todas as outras coisas.

Será que ele vai voltar a aparecer? É bem provável que ouçamos novamente falar dele e quem sabe não seja a ajuda que faltava pra trazer a Dunham pro lado de cá.


Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro


domingo, 28 de novembro de 2010

[Fringe] 3x06 Amber 31422

por Alison do Vale

Já há algum tempo que conhecemos o Âmbar, aquele casulo alaranjado criado pelo Walternativo para conter as anomalias geradas pela visita de Walter ao Universo Paralelo. O que não podíamos imaginar é que as pessoas presas na substância denominada Amber 31422 não estavam mortas e sim em estado de animação suspensa. O caso da semana gira exatamente em torno dessa descoberta onde um irmão tenta salvar o outro que está em estado latente preso dentro da resina. Fato interessante é que os irmãos são gêmeos num paralelo muito feliz entre a situação de Olivia e Bolivia em que percebemos que o julgamento apenas pelos aspectos físicos podem ser absolutamente falhos.

Se não tivemos a ação frenética que vem sendo comum nessa temporada pudemos nos deparar com uma discussão ética fantástica. Na temporada passada já discutíamos a respeito das ações de Walternativo. Até que ponto um homem pode ir por causa de um filho? O sequestro de Peter gerou diversos resultados catastróficos no lado de lá mas também mexeu no modo como o agora Secretário de Defesa vê as coisas. Ambos Walters agiram de forma [quase] irracional quando a questão envolvia a vida de seu filho. Seja o nosso Dr. Bishop quando criou um modo de atravessar pro outro lado e dar a cura pra Peter ou o Walternativo invadindo o nosso mundo pra recuperá-lo. Fringe tenta mostrar que ainda não podemos definir quem é certo ou errado nessa história. Fica a sensação de que todos são, na verdade, vítimas. Isso pode ser provado pelas palavras do próprio Walternativo quando ele diz que "a natureza não reconhece bem ou mal. Apenas reconhece equilíbrio e desequilíbrio".

Nessa busca pelo "equilíbrio" Dunham tem papel fundamental nas mãos do Secretário. Através de um método que nos remeteu aos primeiros experimentos, ainda na primeira temporada, com Olivia submersa no tanque com água e os psicotrópicos. Claro que dessa vez o tanque é bem mais sofisticado e o resultado é atingido com sucesso. Sim, a agente é capaz de atravessar entre os universos em segurança e o responsável por isso é a substância colocada em seu cérebro ainda na infância: o Cortexiphan. Mas o que talvez não esperava Walternativo é que esses testes fossem servir de referência e prova definitiva para que Olivia restaurasse sua mente e finalmente lembrasse quem ela é de verdade. Ajudada também pela projeção de Peter criada pela sua mente ela recupera sua identidade e agora terá que viver esse personagem enquanto procura um modo de voltar pra casa.

O caso da semana fez com que o episódio se tornasse um pouco mais morno diminuindo assim o ritmo da história. Mas nem assim foi um capítulo ruim. Nessa temporada a tônica vem sendo uma coerência na escolha dos casos de modo a fazerem um link funcional entre a mitologia da série e a história do episódio.

Imagens: reprodução

[Alison do Vale]
twitter: @menino_magro


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

[CHUCK] 4x03 a 4x08

A quarta temporada de Chuck, já em seu oitavo episódio, mexeu na fórmula tradicional da série, mas até agora não encontrou uma combinação capaz de substituí-la.

Que a série tem problemas não é nenhuma novidade, mas eles nunca tinham eclipsado os bons aspectos da série como está acontecendo agora. A decisão de mexer na fórmula que a série trazia desde seu início aparece como maior culpada pelo desastre que vem sendo esta temporada. Chuck, Sarah e Casey tinham química e funcionavam bem como uma equipe, mesmo que eventualmente separados, algo que nunca mudou ao longo da série, mesmo quando o papel de Chuck no time mudava acompanhando a evolução das diferentes versões do Intersect. Episódios com leves mudanças nessa fórmula traziam um sopro de ar fresco à série e evitavam que a fórmula tradicional cansasse. Por exemplo, os episódios em que Morgan foi forçado a atuar como espião ao lado de Casey. Eles casaram bem as partes de espionagem e comédia e trouxeram de volta aspectos cômicos do início da série que foram ficando para trás conforme Chuck adquiria experiência como espião. O maior trunfo desses episódios, porém, foi ter redimido Morgan, até então um personagem irritante e mal utilizado. Levando isso em conta, não é de se espantar que a parceira Morgan-Casey fosse mais explorada na quarta temporada da série, mas quem disse que era uma boa idéia separar o time Chuck, Casey e Sarah? Parece que nenhum dos responsáveis pela série ouviu a expressão "em time que está ganhando não se mexe".

Um dos aspectos mais criticados da terceira temporada foram os problemas da relação de Chuck e Sarah. A criação de obstáculos para manter os dois separados e o foco excessivo nos dilemas da reação irritou muitos fãs. Ninguém em sã consciência pensaria que trazer isso de volta seria uma boa idéia. Mas ao que parece, os roteiristas de Chuck não estão em sã consciência. Brigas de casal e discussões sobre o futuro da relação intercalam com seqüências de ação. Eu, e acredito que a maioria dos fãs também, assiste Chuck esperando um misto de comédia e ação com um tom nerd, não DRs. Dito isto, não é de se surpreender que o melhor episódio até aqui, Chuck Vs. the First Fight, é aquele que mais investiu nos aspectos que fizeram a série dar certo e deu pouco espaço para os pontos fracos (apesar de eles ainda terem mais espaço do que mereciam).

Alguns podem paensar que Chuck Versus the Fear of Death mostra uma evolução e sinaliza a volta da série à boa forma, mas eu não diria isso. O episódio teve de fato mais ação e alguns dos problemas mencionados antes foram amenizados, porém outros problemas ocuparam seu espaço. Jim Rye não se mostrou um bom personagem. Não é cativante ou engraçado, muito menos "awesome" no estilo Casey. Seu papel no episódio também não foi bom. Poderíamos ter ficado sem ele. O tema herói perde seus poderes e tenta recuperá-los é batido; Chuck conseguiu transformar situações clichês em bons episódios no passado, é verdade, mas nesse caso não funcionou.

Quando a temporada começou, estava animado com o que a série prometia e esperava uma boa temporada, principalmente devido a melhora na reta final da temporada anterior confirmando que Chuck tinha potencial. Infelizmente o potencial foi desperdiçado e nos foi dado uma bagunça. Eu ainda acho que a série pode se recuperar, mas quanto mais episódios vão ao ar, mais minha esperança diminui.



Allan
twitter.com/allanschnorr

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

[FNL] 5x03 The Right Hand of the Father

É com mais uma incrível atuação de Vince Howard que os Lions chegam a sua terceira vitória consecutiva, mantendo-se assim invictos na competição. Porém, não há razão para reclamar das vitórias quando esta concede tantas vantagens ao roteiro, principalmente impulsionando a trama de Vince para um emocionante desfecho. Michael B. Jordan apresenta sua melhor performance na série, transmitindo toda a insegurança ao se ver novamente diante de seu pai, liberado da prisão e logo acolhido de volta por sua mãe. Depois de tanto se esforçar para assumir essa posição de homem da casa, Vince sente como se o seu próprio território estivesse sendo invadido. Não à toa, as poucas lembranças do pai que ele se dispõe a compartilhar remetem a uma profunda amargura, chegando a culpá-lo pela dependência química de sua mãe. Já no campo de futebol, Vince também não tem sossego, sendo forçado a assumir seu papel de líder da equipe justamente enquanto questiona a falta de um modelo paterno para seguir durante a vida. É um tema ainda estreitamente relacionado ao abandono das últimas semanas, mas que desta vez leva o jogador ao extremo, a ponto de precisar ser contido por Coach Taylor, que lhe convence a buscar pela melhora dentro de si mesmo.

Mas não apenas o treinador, como Tami Taylor também tem de encarar os resquícios da polêmica festa da semana passada, quando a lamentável condição de Maura acaba resultando num vídeo divulgado por toda a internet. Ambos precisam ser enérgicos para lidar com a indiferença das garotas e a resistência dos jogadores em assumir a culpa. A palestra é com certeza um desastre, mas resulta numa relação de confiança com Jess, algo bastante válido para Tami, que ainda me parece um pouco isolada com a partida da filha e o novo cargo no conselho de East Dillon. E já que falamos de Julie, sua nova vida universitária continua não funcionando, o que pode acabar deixando a personagem desgastada antes mesmo de uma eventual volta a Dillon. Além de ser uma trama até boba e manjada, reduzir as cenas de Julie a apenas vagar solitária pelo campus e esbarrar em seu tutor também não ajudam em nada. Resta saber se esse relacionamento terminará num escândalo ou com Julie decepcionada. Também me pareceu estranha essa decisão de transformar Jess em responsável pelos equipamentos na equipe dos Lions. Não apenas pela situação óbvia de desconforto para Vince e a própria garota no vestiário, como por terem anteriormente quebrado aquele vínculo que ela mantinha com o time no papel de torcedora. Se a justificativa era de que faltaria tempo para tantas responsabilidades, não faz sentido que Jess assumisse mais uma. E por falar em responsabilidade, Buddy está de volta ao centro das atenções com a inauguração de seu novo bar e a chegada prevista de seu filho, que longe dali causa constantes aborrecimentos a sua ex-mulher. Desde a partida de Lyla que a vida pessoal de Buddy não aparecia retratada na série, o que na minha opinião era até um certo desperdício do talento de Brad Leland.
Mas qualquer deslize é perdoado no impressionante final do episódio, quando Vince tem de encarar seu pai mais uma vez após a partida. Há todo um esforço do pai em reconhecer o valor de Vince, não só durante sua ausência, mas pela brilhante apresentação com o uniforme dos Lions. Orgulhoso ele se diz estar, assim como Coach Taylor revelava ao garoto antes da partida. E os roteiristas mostram toda sua competência ao não cair na fácil armadilha de emocionar reparando essa relação prematuramente. Vince com toda sua dureza ainda não é capaz de esquecer todos esses anos, abrindo caminho para que seu pai fosse embora. Mas antes disso, ele não deixa de se preocupar com seu destino ou mesmo apertar sua mão, mostrando que finalmente acatou os conselhos de Jess e de Coach Taylor. Vince está disposto a mudar e se tornar uma pessoa melhor. Pouco importa se ele conseguirá ou não, apenas acompanhar essa sua busca e o empenho em tentar mudar já será magnífico.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
twitter.com/efuzii

sábado, 13 de novembro de 2010

[Hellcats] S01E03 - Beale St. After Dark

por Isabelle Felix


Hellcats de volta no 3° episódio com mais saias curtas, pompons e problemas financeiros!

Hellcats se classificou para as Nacionais: check!

A Universidade vai cobrir os gastos dos Hellcats para as Nacionais: check!

O time de vôlei se classificou para as Nacionais: check!

A universidade vai cobrir os gastos dos Hellcats para as Nacionais: NOT check!

Añh? Cuma? Pois é! Simples, Volei é considerado um esporte e “cheerleading” não é. Resumo da história? Os Hellcats perderam o apoio financeiro da faculdade e eles tem duas opções para de fato concorrerem nas Nacionais: participarem de todos os torneios para chegarem às finais, bancando a si mesmo ou mandar um vídeo para o comitê julgador e rezar para se classificar. Como todo mundo ali (exceto Alice) é pobre miserável pedinte de esmola (#brinks!), vai rolar o vídeo mesmo e rezar pra dar certo.

Enquanto isso vamos direto para os problemas que realmente interessam! Lembram daquele triangulo amoroso Vanessa-Derick-Red? Pois então! Red chega junto de Vanessa e fala que acha que ela ainda é a fim dele, caso contrário ela não teria mentido a Derik sobre não conhecer ele. Assim sendo, Vanessa resolve se abrir pra Derick e contar toda a verdade (que é bem gostosinha): na época em que ela era uma estudante da Lance University (e cheerleader do time de futebol) ela teve um caso com treinador-estrela da época, Red! Daí já viu, estudante + professor = problema. A universidade descobriu, ele foi afastado da faculdade e o relacionamento acabou. Derick passou a duvidar do relacionamento que ele tinha com Vanessa, pois como confiar numa pessoa que mente pra ele sobre seu passado? Tal dúvida não demora muito tempo quando eles sentam novamente para conversar e Vanessa explica que ela não queria que Derick tivesse uma imagem ruim dela, como uma colegial que destruiu um casamento ao se relacionar com um professor da faculdade. Bah! Eles fazem as pazes e tudo fica bem enquanto esta bem.

Ai, vamos então a nossa heroína linda, loira e japonesa, neh?!

Marti está louca! Ela pega disciplinas para cursar Direito, que é um curso bem puxado, treinar para os Hellcats, estudar, comer, tomar banho e quem sabe (porque não?) ter alguma vida social! Ela obviamente sempre chega atrasada às aulas e sai mais cedo dos treinos. Os colegas do time até a entendem (exceto Alice), mas os professores logo taxam Marti como uma aluna não interessada. Entre eles temos um novo personagem, o professor Julian Parrish (Gale Harold), que é um desses advogados que pega causas grandes de gente que não pode pagar. Ela lança em sala de aula um projeto no qual poucos alunos, delicadamente selecionados, poderão participar e que a Yale e Harvard A-D-O-R-A-M nos currículos dos seus estudantes! Marti se interessa e prontamente Prof. Julian joga na cara dela o quanto ela não tem capacidade/tempo/noção de compromisso para poder se engajar num projeto como aquele. Há! Piada! Marti? Esqueceu que ela é a protagonista do seriado, ow! Pois então, Marti. Se você está tão disposta a participar então resolva o caso super-secreto Kobayashi VS Tennessee!

Marti fica LOUCA estudando, maaaaas Savannah tem um encontro com Dan! E Marti já jogou a real! Dan não namora, só vai atrás de noitadas, Savannah não é bem o tipo de garota que ele vai atrás...Valeeeu Marti! Savannah obviamente fica maluca e resolve cancelar o encontro. Marti caindo em si resolve ajudar, larga os estudos e leva basicamente todo o time para o encontro pra dar apoio, sabe? Tanto apoio que Lewis resolve ficar mandando bebidas para Savannah que fica bebiiinha! *risos*

Ai chega a parte mais divertida de Hellcats, a cena das dancinhas!!! Nesse episódio Marti encontra seus miguxos de streetdance e rola um crossover entre os dançarinos de streetdance e os cheerleaders. Cena bem divertida até Savannah avistar Alice com Jake Harrow (Ryan Kennedy) . Lewis o vê colocando na bolsa de Alice remédios e vai até o bar tirar satisfações. Pra quê? Pra brigar! OBVIU! Duh! E ai? Chupa toda? Nops! Todo mundo pra cadeia! A questão é que fazendo parte do time de futebol da Universidade da cidade, você é estrela e o Sargento faz vista grossa liberando eles quando Red vai lá pra tirar eles da cadeia. Mas Lewis e Dan (Irlandeses...adoram bebidas e brigas...) sobram. E o pior, eles sendo fichados, vai direto para a ficha deles na Universidade e Lewis pode perder sua bolsa-escolar (Gente! Babado! Ele era jogador de futebol e largou o time por motivos pessoais do tipo pessoais! Huuuum...). Marti e Savannah correm para ajudá-los. Nossa loirinha vai direto para o prof. Julian que as ajuda. Enfim, Lewis e Dan são soltos, o encontro foi um sucesso e Marti não fez sua tarefa...

Pra sua sorte, ela encontra seu colega de sala Morgan Pepper (Craig Anderson) que como bom nerd de plantão logo sacou a analogia ao filme de Star Trek, a missão Kobayashi Maru desenvolvida por Spock, a qual mede como a pessoa lida com fracassos. Há! Mais uma vez esqueceram que estamos lidando com a protagonista do seriado que sempre possui cachos perfeitos! Ela une forças com o nerd, criam um caso Kobayashi VS Tennessee e ganham a atenção do professor, além de entrarem para o projeto! Yey! \o/

Pra acabar esse resumo mais feliz, vamos com uma foto do Matt Barr, o Dan!



Fotos: Imagens Google/IMDB/Papelpop.com




Isabelle Felix
Twitter: @bellefelix


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

[FNL] 5x02 On the Ouside Looking In

Nada como uma semana para que minhas preocupações logo fossem dissipadas. No episódio anterior, meu principal receio era que a equipe dos Lions pudesse ser repentinamente transformada em favorita ao título na sua temporada final. Mesmo que os jogadores acumulassem maior experiência e grande parte deles atingisse o limite de idade da categoria, seria difícil acreditar numa condição muito diferente da pífia performance na temporada de estreia. Mas apesar disso, os próprios jogadores acreditam em seu potencial, esperando por uma boa colocação no ranking de equipes divulgado pela imprensa. Chega até ser doloroso acompanhar essa ansiedade dando lugar à revolta assim que descobrem que sequer figuram a lista. Coach Taylor desde o começo segue cauteloso, provavelmente já esperando pelo pior. Mas diante de um quadro tão adverso, contando ainda com uma punição absurda a Luke por um lance perigoso na partida de estreia, ele se vê obrigado a fazer uso dessas perseguições para motivar seus jogadores. Com apenas 5 letras escritas na lousa ("State"), Coach Taylor mexe com o orgulho de sua equipe durante a preleção, mostrando que só terão chance de vencer esse campeonato através da superação de todos.

Essa sensação de desprezo e a procura pelo seu devido reconhecimento expressa pelo título do episódio, além de estar ligada às dificuldades enfrentadas pelos Lions, também serviu para unir grande parte dos personagens, sentindo-se como intrusos em um novo ambiente. Billy tenta ganhar literalmente no grito o respeito dos jogadores, Becky vive dividida entre a desconfiança e as cobranças no lar dos Riggins, Julie tenta adaptar-se a sua nova vida universitária, enquanto Tami encara a total falta de interesse do corpo docente em East Dillon. Conhecemos também a novata Epic, que até então só tomava conta dos boatos, mas agora junto de Hastings tem de procurar por um espaço para se firmar na própria série. Ainda parece cedo para dar qualquer parecer, mas se existe algo que não se pode questionar em Friday Night Lights é a capacidade de lidar com tantas tramas e personagens simultaneamente.

Ainda não ficou claro o que levou Jess a deixar o comando da torcida dos Lions, embora desconfie que seja a maior responsabilidade deixada pelas viagens de seu pai. Neste episódio, ela começa a descobrir o que terá de enfrentar se quiser manter o namoro com Vince. Esse assédio aos jogadores pode até ser tratado com frequência pela série, mas ainda fico curioso para saber como Jess vai lidar com isso, especialmente por sempre ter rejeitado essa cultura do futebol que herdou de seu pai. Situação parecida vive Julie, que mesmo longe de Dillon ironicamente chama a atenção de um dos tutores por seu conhecimento em futebol. Ainda não quero tirar conclusões precipitadas, mas só espero que esse desvio de Dillon (da mesma forma que Saracen no início da temporada passada) não sirva para mostrar mais um de seus relacionamento com um homem mais velho.
Em meio a tantos tormentos, o único alívio pareceu vir da pequena trama de Vince, recebendo diversas cartas de universidades interessadas em seu talento. A comemoração ao lado de sua mãe, tanto aspirando por um futuro melhor quanto pela colocação em um emprego, foram bem emocionantes, dando oportunidade a Michael B Jordan brilhar mais uma vez. Porém, não acredito que todo esse otimismo irá permanecer por muito tempo, até porque as propostas ainda não tem qualquer validade. Além disso, quem acompanhou a série até aqui já está cansado de saber que nenhuma decisão em Dillon pode ser tomada tão fácil assim, não sem envolver grandes hesitações e dilemas.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
twitter.com/efuzii

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

[FNL] 5x01 Expectations

Nota: devido a correria na Mostra de Cinema de São Paulo, esse texto acabou entrando atrasado e mais breve do que um episódio como esse merecia. Desculpe qualquer aborrecimento, espero colocar tudo em ordem a partir do final de semana.
Não poderia começar esse texto sem antes também constatar aquilo que provavelmente todos já disseram: estamos diante do início de um desfecho anunciado. Última temporada, a série procurando mais uma vez se reinventar com novos personagens, enquanto velhos conhecidos estão dizendo adeus. Mas o sentimento continua o mesmo: aquela sensação de abandono, compartilhada pela maioria dos habitantes de Dillon, uma cidade "esquecida" no interior do Texas. Tim Riggins é certamente aquele que melhor simboliza esse sentimento, ainda mais agora que tem sua liberdade cerceada, e após ter assistido a despedida de todos os colegas de sua geração. Numa mistura de profunda melancolia e desprezo, resta a Tim se apegar num fio de esperança de que a boa conduta leve a redução de sua pena. Mesmo se sentindo culpado em vê-lo nestas condições, Billy também tem pouco a fazer além de cumprir o desejo de seu irmão e dar suporte a Becky, cada vez mais solitária ao ser deixada para trás aos cuidados de sua madrasta. Se já parece desenhado um provável conflito dela com Mindy, quem deve ganhar maior importância ao longo da temporada é Billy, até por também aparecer integrado ao já inchado quadro de treinadores sob tutela de Coach Taylor. Na contramão de tudo isso encontramos Jesse, que mesmo deixada sozinha tomando conta de seus irmãos, enfrenta essas dificuldades com o apoio confortante de Vince, que já havia demonstrado antes essa mesma responsabilidade paternal ao cuidar de sua mãe.

As expectativas contidas no título do episódio ficam para os últimos dias de Landry e Julie na cidade, que acabam disputando espaço com o início da nova temporada regular da equipe dos Lions. O problema é o quanto a despedida dos veteranos teve de ser sacrificada para dar lugar à trama do novato Hastings, jogador promissor de basquete que Coach Taylor acredita ter potencial para integrar sua equipe. Não apenas a atenção dada ao jogador pareceu excessiva, com Coach Taylor chegando até a pedir a ajuda de Vince e Luke para conseguir recrutá-lo, mas sua participação na partida de estreia dos Lions acaba sendo fundamental para alcançar a súbita vitória, mesmo sem nunca antes ter treinado ao lado dos companheiros. Além dessas viradas de placar se mostrarem cada vez mais previsíveis, chega a me preocupar que queiram transformar a equipe de azarões do ano passado em favorita ao título só para coroar esse final. Porque apesar de muitas vezes ser confundida com uma série sobre futebol, o grande mérito de Friday Night Lights não está nas conquista heróicas ou nas vitórias de último minuto, mas na eficiência dos momentos mais simples, como acompanhar os jantares da família Taylor, a visita à vovó Saracen ou um encontro no estacionamento do Alamo Freeze. Todas as cenas trazem uma carga de singelas lembranças ao mesmo tempo que anseiam por um futuro incerto, garantindo assim uma natural aproximação do espectador.

Certamente a temporada de conclusão deve procurar evocar esse sentimento de nostalgia, não apenas nas despedidas, mas nos já prometidos retornos de alguns de nossos velhos conhecidos para rápidas visitas à cidade. Ainda não sei qual deles estão confirmados para aparecer, mas já bate certa saudade da maioria deles e uma curiosidade pelos seus destinos. Afinal, não se trata apenas de um acerto de contas, mas uma forma de prestar tributo a todos aqueles que construíram a maior história que uma cidade do interior Texas poderia merecer.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
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