domingo, 31 de agosto de 2008

[Mad Men] 2x05 The New Girl

Embora tivesse acompanhado por toda a temporada anterior a jornada de Peggy para ser reconhecida na Sterling Cooper -- o que incluiu um susto no final --, nunca imaginei que ela teria tanto destaque a partir de agora. Mas ainda que esse título esteja relacionado com a transformação de Peggy, o episódio consegue dar um ótimo panorama da situação da mulher na sociedade americana dos anos 60. Ou seja, se Manoel Carlos assistisse, estaria apaixonado. Porque, afinal, as mulheres sofrem ainda mais por até aqui ainda estarem sob a sombra dos homens. E o elenco feminina é sempre um destaque a parte da série e já deveria ter sido reconhecido no Emmy dessa ano. Em meio a todas essas mudanças, algumas mulheres ainda buscam sua independência, e outras não resistem à pressão, como podemos ver na primeira aparição de Rachel na temporada, agora já casada. A reação triste de Don a essa novidade durante o jantar é evidente, ao mesmo tempo que ele mostra-se fascinado pela forma que Bobbie assessora seu marido.

Então, não poderia haver forma melhor de trazer todas as memórias de Peggy à tona do que Don ter de confiar sua fragilidade a ela. A partir daí já ficava flagrante que havia alguma dívida maior a acertar e que essa ajuda iria muito além do respeito pela figura de Draper como chefe. Em seu flashback, vemos sua irmã Anita grávida e poderíamos até concluir que ela não estaria cuidando realmente do filho de Peggy, mas acho que não faria sentido por ela parecer cercada de culpa ao dar "boa noite" ao garoto em Flight 1. A visita mais importante vem logo depois, com Don Draper aparecendo para instruir sua comandada a esquecer tudo que aconteceu e seguir em frente, seu método preferido de lidar com a vida. Porém, para Peggy não é tão simples esquecer aquilo que todos a sua volta tentam lembrá-la e isso a aproxima muito mais de Bobbie, que diferentemente do publicitário, aprende com suas dificuldades ao invés de tentar esquecê-las. Bobbie aconselha Peggy não para fazê-la de possível amante, mas sim para tomar o lugar de Don. Ela enxerga que profissionalmente, uma mulher pode ir muito mais longe quando usa aquela sexualidade reprimida por tanto tempo a seu favor.

No escritório, principalmente em relação às secretárias (entre elas a nova secretária de Don), temos diversos exemplos disso. Uma dessas cenas marcantes é a conversa de igual para igual entre Roger e Joan, tentando mostrar como seria seu casamento depois de um ano. Enquanto as reclamações de Roger deveriam servir de conselhos para a moça, o mais irônico é que Joan entende que ela mesma seria capaz de exercer seu controle no casamento. E se a mulher de Pete ainda não consegue se ver livre dessas amarras, é cada vez mais interessante acompanhar Betty reagindo aos mistérios que envolvem Don Draper e perguntar-se até que ponto ela ainda suportará ficar ao seu lado.



e.fuzii

domingo, 24 de agosto de 2008

[Série] Life on Mars

Life on Mars é uma série britânica transmitida originalmente na BBC One, entre janeiro de 2006 e April de 2007 que acompanha a história de Sam Tyler, da polícia de Manchester que, após um acidente de carro em 2006, acorda no ano de 1973.


Ao contrário do que logo se imagina, Life on Mars não é uma série sobre viagem no tempo, mas sim um drama policial, que gira em torno de Sam Tyler. Se ele está em coma ou alucinando não sabemos até o final da série, mas muito do que ele está passando em 1973 está profundamente ligado a sua vida, seja a sua infância (em 1973, então com quatro anos de idade, ele vivia em Manchester), ou a seu "presente" (por exemplo, o assassinato que Sam tenta solucionar em 1973, no primeiro episódio da série, está ligado ao caso em que ele trabalhava em 2006, quando sofreu o acidente) . Essas referências a pessoas e momentos da vida de Sam Tyler funcionam como uma ligação entre os diferentes episódios das duas temporadas (cada uma com oito episódios de uma hora) , cada um trazendo um caso diferente.

Da esquerda para a direita: Chris Skelton, Gene Hunt, Sam Tyler, Ray Carling e Annie Cartwright, os personagens principais de Life on Mars.

A interação entre Sam e seus colegas policiais, principalmente seu superior imediato, DCI Gene Hunt, se mostra logo um dos melhores elementos da série. Gene é um policial machista, partidário da violência, que não pensa duas vezes em surrar algum suspeito para conseguir informações, um tipo que não tem lugar na polícia de 2006. Além de se acostumar ao jeito peculiar de seu chefe, Sam se vê a volta com mais dificuldades: nada de perícia forense à la CSI ou computadores para ajudar em seu trabalho.

A série foi sucesso de público e crítica, o que despertou interesse do outro lado do atlântico, e garantiu a série uma versão americana na ABC, que estréia dia 9 de outubro. Uma versão antiga do piloto da versão americana vazou na internet e decepcionou os fãs: o piloto americano não passava de uma versão do episódio piloto da versão inglesa, baseada em Los Angeles em vez de Manchester, mantendo grande parte do texto da versão original, mas com péssimos atores, principalmente Jason O'Mara e Colm Meaney, que interpretaram Sam e Gene, respectivamente, além da ausência de Chris.

Os fãs não foram os únicos a não gostarem do piloto, e uma reformulação foi ordenada pelos executivos da ABC. A produção passou de Los Angeles para Nova Iorque, e novos atores foram convocadas, mas infelizmente O'Mara continua no papel. Resta esperar até outubro para conferir o novo piloto e saber se a versão americana conseguirá sair da sombra da original britânica e apresentar bons resultados. Quando o piloto americano for ao ar, estarei aqui comentando. Até lá.



Allan

[Mad Men] 2x04 Three Sundays

Desde que Peggy visitou sua família em Flight 1, muitas questões ficaram sobre sua relação com a mãe e, principalmente, com a irmã. Afinal, por maiores que sejam os laços, ninguém agiria de forma tão passiva numa situação como essa. Para essas revelações os roteiristas nos levam de volta à igreja, dessa vez concentrando-se nos domingos de Páscoa e nos dois anteriores. E numa história assim, não poderia faltar a figura de um padre, claro. Confesso que foi uma alívio quando o padre Gill mostrou-se interessado nas capacidades de Peggy, o que não envolvia em nada seu voto de castidade cheio de clichês. Na verdade, essa é uma das qualidades do roteiro, que ao invés de concentrar-se em desenvolver a personagem do padre, procura adicionar através dessa possível amizade uma profundidade ainda maior a Peggy e sua família. Para sua mãe, a ajuda que Peggy dá ao discurso do padre é mais um motivo de orgulho, como fica claro na forma inflamada de descrever a profissão da filha. Afinal, Peggy representa a nova postura da mulher nessa década e causa inveja a tantas outras, como as secretárias da Sterling Cooper e sua própria irmã Anita. Além disso, a obrigação de Anita em tomar conta de um filho que não é seu é a última constatação de que ela está fadada a ser a mãe dona-de-casa para o resto da vida. Isso acaba envolvido na sua confissão, que longe de ser um ato de vingança, soa como um desabafo pelo que ela gostaria de ser, mas nunca poderá. Essa revelação muda completamente a dinâmica da possível amizade entre os dois, como fica claro na visita de Peggy no domingo de Páscoa. Pela forma ambígua com que o padre Gill referiu-se ao menino, não acho que ele traiu nenhum tipo de confidência, sendo muito mais importante para Peggy despertar para o que ele acredita ser a vontade de Deus. E nesse caso, não há simbolismo cristão melhor para representar o recomeço: o ovo de Páscoa.
Já na campanha da American Airlines, a situação acaba fora de controle quando o contato de Duck acaba demitido antes da apresentação. Mais uma vez muitas divergências acabam surgindo daí. Enquanto Don mantém sua opinião de que são eles a oferecer a solução e não os clientes a escolher, Duck prepara um "banquete" com três opções diferentes para os executivos da AA. É uma das tradições que começam a mudar e que, infelizmente, perduram até hoje em grande parte do mercado publicitário: quem detém o dinheiro, detém o poder de decisão. Após o fracasso, é Roger quem demonstra um perfil arrojado, sempre atrás de novos desafios e Don responde que eles ainda deveriam mostrar lealdade com seus clientes. E nesse perfil perseguidor de Roger, chega a ser engraçado como depois de todos os seus problemas na temporada passada ele arrumou formas de "contornar" seus prazeres, sejam os cigarros — pegando dos outros como se não fosse sua culpa — ou o sexo na forma de uma prostituta — que é uma profissional e não constitui uma traição para ele — nesse episódio. A escolha por não mostrar a apresentação talvez foi acertada, porque não acredito que Don tenha feito uma de suas mágicas mais uma vez, principalmente pelo nervosismo que tomava conta dos publicitários enquanto faziam os últimos preparativos.

Para quem imaginava que Bobbie não voltaria a dar o ar de sua graça, ela veio disposta a mais, muito mais. Depois de receber um excelente conselho profissional de Don, ela mais uma vez se joga para cima dele, usando da recém-instalada tranca na porta de sua sala. É o que eu venho frisando: se pareceu escandoloso a forma de Don atacá-la no episódio anterior, tudo é ainda pior nessas investidas de Bobbie. Embora ache terrível personagens que não tenham limites e estejam dispostos a tudo (como aconteceu com Lyla em "Dexter"), estou curioso para saber até que ponto os roteirista pretendem levá-la.

A situação na casa dos Draper também não é das melhores. É impossível não estabelecer o paralelo entre as mentiras de Don Draper e de seu filho Bobby e fica evidente que Betty cobra uma reação mais enérgica do marido por achar que as mentiras já são banais para ele. Mas é no momento que Don levanta e joga longe o robô do filho que enxergamos mais uma vez o Dick Whitman por debaixo da publicidade, que ele tanto tenta esconder e manter longe de sua família. Don descreve seu pai como exatamente igual a ele, mas maior, e isso é o que ele tenta fazer de Bobby, um reflexo desse novo homem transformado. Pelo menos, é um alívio perceber que no final Betty parece entender o recado. Mas a preocupação maior ainda é em relação a Sally e seu estranho descobrimento precoce do álcool. Ela é sempre cheia de vida e nos brindou (é, não resisti) com cenas hilariantes na curta visita à Sterling Cooper, num excelente trabalho da atriz-mirim (mas não posso dizer o mesmo de Bobby). Acho difícil desses casos com a bebida serem meros detalhes, principalmente pelo cuidado em registrar o copo em sua mão nesse episódio.

No próximo episódio, Don recebe os cuidados de uma nova secretária e mais uma das participações de Bobbie, que prometem dar uma idéia melhor dos rumos para essa temporada.



e.fuzii

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

[Mad Men] 2x03 The Benefactor

Esse terceiro episódio de "Mad Men" poderia facilmente ser inserido em qualquer outro momento da história. Afinal, o único indício óbvio de que acontece num momento posterior é Salvatore alterando um dos rascunhos da Mohawk para a American Airlines. Durante grande parte do episódio acompanhamos Harry tentando encontrar sua função e importância na Sterling Cooper, oferecendo espaço publicitário no controverso episódio tratando de aborto da série "The Defenders", que -- adivinhe -- tem exatamente o mesmo título "The Benefactor". Como já era de se esperar (por todo o cuidado histórico da produção) esse episódio realmente aconteceu nessa época, e teve de fato seus patrocinadores recuando pelo assunto abordado. A série por si só já era controversa, tratando de forma ambígua muitos dos casos defendidos nos tribunais, mas obteve reconhecimento ao ganhar três prêmios Emmy seguidos entre os anos de 1962 e 1964. Para maiores informações, recomendo lerem sobre a série no The Museum of Broadcast Communications.
Apesar de não conseguir ter a idéia aprovada pelo representante da Belle Jolie, Harry teve seu sonhado aumento, além de ficar encarregado do setor de mídia da agência -- o que está bem atrasada para ser estabelecido nessa época. Porém, o mais fascinante é a forma de Harry compartilhar sua tristeza com sua esposa, buscando uma relação mais próxima após sua traição ter sido descoberta. Essa talvez tenha sido a idéia combinada entre os dois para tentar salvar o casamento. Peggy também teve uma pequena participação no episódio e embora estivesse clara demais sua relação com a cena de "The Defenders" (principalmente pela câmera flagrá-la ao fundo), é interessante imaginar o que ela estaria pensando ou se até consideraria o aborto assim como a personagem.

Don Draper demorou para aparecer, mas foi quem trouxe a dinâmica necessária para "The Benefactor" funcionar. Após ter sido indiretamente responsável pelo escândalo de Jimmy Barrett, Don é obrigado a demitir sua nova secretária, por não conseguir "administrar expectativas". Isso é parte importante da sua personalidade, tanto em sua profissão como publicitário -- e ainda mais pelos ideais românticos que ele tanto preza -- como na forma de tratar os clientes e pessoas ao seu redor. Se até aqui Don esteve passivo demais diante de tudo que acontecia, dessa vez ele precisou tomar decisões drásticas para resolver o empasse criado por Jimmy. Tenho até de defender Don por mais um caso de infidelidade: no sexo durante a chuva de granizo, ele enxergou uma forma de corresponder àquilo que Bobbie, a mulher/empresária de Jimmy, estava esperando. E quando Bobbie tenta mais uma vez seduzí-lo para conseguir o que quer -- repare como ela espera Don providencialmente no corredor do restaurante --, ele precisa colocá-la de volta em seu lugar. Até porque, ela já sabia que o contrato não previa nenhum tipo de "perdão" e levou Don para encurralá-lo durante o jantar.

Pelo envolvimento entre os dois ser puramente sexual, Draper pega em seu ponto fraco (literalmente falando) e consegue a desculpa que precisava. Foi uma cena controversa, bastante comentada em fóruns de discussão e censurada por muita gente (principalmente pelas mulheres), mas não posso negar que Bobbie pediu por isso. Para quem não viu e ficou curioso, a própria AMC usou a cena como propaganda da série essa semana.

Entretanto, quem surpreendeu mais uma vez foi Betty, na constante procura por seus limites. Ela já vinha perdendo sua ingenuidade desde o final da temporada, mas foi nesse intervalo que ela parece ter mudado definitivamente. Em outro excelente trabalho de January Jones, transmitindo desde a segurança até seus receios apenas na mudança de tom de voz, Betty agora adota uma postura semelhante a Don, mantendo seus segredos e experimentando até onde sua sexualidade pode levá-la. Além disso, motivado por aquele seu pensamento de que Don parece fazer sexo com ela enquanto satisfaz outra mulher, Betty tenta ser essa outra mulher seduzindo o cavaleiro solteiro. Mas na hora que o rapaz analisa a tristeza no rosto de Betty -- que de forma hilária justifica ser de origem nórdica -- e aceita essas provocações, ela recua por passar do limite imposto, talvez ainda algum resquício de sua ingenuidade quase infantil. Mas ela ainda quer manter sua "amizade" com o rapaz, porque isso lhe convêm. É após o jantar que o casal Draper protagoniza a cena mais ambígua do seriado até aqui, também amplamente discutida e analisada. Betty diz chorar por felicidade e que os dois formam um grande time, mas isso não me convenceu. Embora Betty enxergue que fez seu papel durante o jantar e esteja contente por corresponder às expectativas de Don -- e dos Schillings, que são os benfeitores em questão --, ela não parece feliz por sujeitar-se a isso. Mesmo que essa tenha sido uma de suas exigências após o final da temporada passada, não parece ser o que Betty deseja para sua vida. Para mim, ela é uma personagem ainda mais misteriosa do que o próprio Don e estou bastante ansioso para saber até que ponto o casal Draper chegará para se adaptar às expectativas dessa sociedade.



e.fuzii

terça-feira, 19 de agosto de 2008

[CSI:NY] 5x01 Veritas (spoiler)

Mac está em uma estrada de New Jersey, machucado e tentando acenar para um carro, pedindo ajuda. A maioria dos carros passa reto. Então Mac vai para a estrada e faz um motorista parar para evitar que o atinja.

Lauren Santana, a motorista, é cautelosa e não baixa o vidro do carro. Mac diz a ela que é do NYPD e que só precisa usar o celular. Ao perceber que Mac está realmente machucado, ela aceita e empresta o celular, com a condição que ele fique fora do carro. Logo depois um helicóptero sobrevoa a área.

Jersey City e a polícia de New Jersey State vão até o local onde Mac estava, que agora é tido como cena do crime. Enquanto Mac é atendido por um paramédico, Stella fica por perto. Ele tem dor de cabeça e a visão embaçada. O paramédico informa que Mac tem um ferimento grave na cabeça. Stella tenta convencê-lo que ele deve ir a um hospital, mas nem ela consegue convencer Mac.

O carro da polícia que Mac dirigia no final de "Hostage" é retirado da água pela polícia de New Jersey. Perto dali, dois mergulhadores encontram o corpo de Derrick James (Dayo Ade), o homem que matou o gerente do banco no primeiro assalto. Um ferimento a bala em Derrick faz Flack acreditar que algo está errado.

Enquanto todos tentam encontrar o atirador misterioso, "Joe"/Douglas (Elias Koteas), as coisas se complicam ainda mais depois que outro corpo é encontrado: o de Lauren Santana, a mulher que ajudara Mac. Flack pede a Adam duas horas antes de informar aos outros que o carro que Laura dirigia pertencia a irmã dele, Melanie.

Flack visita a irmã, uma bartender de vinte e poucos anos, para verificar se ela está envolvida no que aconteceu. Melanie diz não fazer idéia sobre o que Flack está falando, que ela apenas deixou a amiga pegar o carro emprestado. Obviamente a relação entre os dois irmãos é complicada. Flack diz que não irá ajudá-la de novo se ela entrar em confusão.

Tatiane
tatiane@comentariosemserie.com

[CSI] Lawrence Fishburne confirmado

Depois de certo suspense sobre os possíveis substitutos de William Petersen — que sai da série na próxima temporada — Lawrence Fishburne (Morpheus em Matrix) foi confirmado como um professor (ainda sem nome) com perfil genético de serial killer.

Mas, de acordo com o colunista Michael Ausiello, Grissom e o 'professor' — que será csi nível 1 — ainda vão trabalhar juntos no episódio nove ou dez. Outra boa notícia é que, pelo menos nesse episódio, Catherine Willows irá liderar os CSIs com o auxílio de Nick Stokes.

Tatiane
tatiane@comentariosemserie.com

domingo, 17 de agosto de 2008

[Fast News] Ellen DeGeneres se casa

Vivendo há quatro anos com a sua companheira gata Portia de Rossi (De Ally Macbeal, lembram?),Ellen resolveu formalizar a situação, neste sábado as moças se uniram na frente de 19 super seletos convidados . Agora na Califórnia é permitido o casamento entre homossexuais. Viva a diversidade!

Ellen, uma das maiores apresentadoras da TV americana, junto a Oprah Winter, vestia calça e coletes brancos. Já Portia arrasou com um modelo Zac Posen de frente única. Lindas e felizes.


Fotos: People Magazine

Quase um conto de fadas, moderno, estiloso e com final feliz! Sucesso, meninas.

Danielle M

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

[Mad Men] 2x02 Flight 1

Costumo sempre dizer que considero Mad Men muito mais do que uma simples série de época. Chego a brincar que é até uma série da época, já que poderia facilmente servir de retrato da sociedade na televisão dos anos 60. O que para mim é o principal mérito de Mad Men é seu roteiro e personagens serem apenas conseqüências do que aconteceu naquela época. Era interessante, por exemplo, perceber como as pessoas lidavam com a eleição de Kennedy e Nixon -- com cada candidato simbolizando um ideal -- ou nesse episódio acompanhar a reação dos funcionários ao trágico acidente aéreo em Nova York, no dia 1o. de Maio de 1962 (que ocorreu juntamente com a parada para homenagear o astronauta americano John Glenn). Isso é algo que a História não conta, mas deveria. Ainda por manter a trama num ritmo cadenciado, somos praticamente cúmplices dos acontecimentos e nos aproximamos cada vez mais dessa época onde tantas mudanças de comportamento aconteceram.

Não quero parecer deselegante, mas Weiner fez um belo trabalho para incorporar na história a morte do ator Christopher Allport, que faleceu tragicamente no começo do ano após uma avalanche na Califórnia. Encarando a morte do pai no vôo da American Airlines, Pete teve outra vez um episódio centrado na turbulenta relação entre os dois. Como Alan Sepinwall publicou em sua resenha, Weiner revelou numa conferência suas inpirações para escrever o episódio:

"O segundo episódio para mim é sobre… como você deve reagir a qualquer coisa e como as pessoas esperam que você reaja, […] você deveria sentir algo, mas nem sempre está pronto para sentir, e isso leva tempo. Pelo menos para mim. Essa é a tensão que acontece para mim nesses casos, e é para Pete, para Don, para Duck, para Roger, também para Peggy. É assim que esse episódio reside emocionalmente para mim."

Isso é bastante flagrante na forma como Pete não consegue chorar, ou não encontra vontade nem de voltar para casa. É preciso Don convencê-lo a tomar essa decisão. Se as sessões de terapia com o doutor Paul (de In Treatment) me ensinaram alguma coisa, Pete sempre procurou uma figura paterna para amenizar seu conflito com o pai. Após sua morte, ele procura isso em Don Draper, mas devido aos problemas que lhe perseguem (obrigado a recusar a carteira da Monhawk para salvar a AA), Pete também acaba rejeitado. E é assim que Pete acaba mordendo a isca deixada por Duck Phillips. Confesso que não havia percebido a forma ardilosa de Duck ao oferecer o job da American Airlines para Pete. Foi só depois de ser apresentado como "o melhor" ao presidente da empresa que minha ficha caiu. Duck planejou tudo para alimentar esse desejo de vingança de Pete, coincidentemente através da publicidade, o principal ponto de discórdia entre ele e seu pai. Mais um excelente trabalho de roteiro por humanizar o personagem e guardar essa reviravolta para o final. Agora mais do que nunca, com Duck e Pete juntos, Don Draper terá sérios problemas para enfrentar na Sterling Cooper.

Como se não bastasse, a situação na casa dos Draper também não é das melhores. Por mais impagável que fosse ouvir Don concordar com Betty apenas para evitar uma briga, parece óbvio que o casal passa por um momento turbulento. Ainda mais pela discussão ter envolvido a felicidade do casal Francine e Carlton. A forma como as crianças são tratadas também parece chocante, sendo pela negligência de Betty ou por Don ensinar a filha a preparar drinks. Mesmo as queixas de Betty em relação à cópia do desenho feita pelo filho parecem ser direcionadas a Don, tentando encurralá-lo ao condenar suas mentiras. Algo que me deixa ainda mais interessado nesse começo de temporada é o fato de praticamente não sabermos nada desses quinze meses que passaram e tentarmos descobrir analisando os momentos mais sutis das personagens.

Por outro lado, grande parte da história de Peggy foi revelada nesse episódio. Como desconfiava, seu filho continua pelo menos em seu campo de visão, sob a guarda da irmã. Se existia uma crítica a ser feita na temporada passada era o absurdo de Peggy passar nove meses sem ter a menor noção de estar grávida. Esse tratamento psicológico que ela foi submetida foi uma explicação bastante convincente e ainda garantiu que o filho fosse criado pela irmã, talvez pelo Estado ter decidido isso. Mesmo que a mãe de Peggy parecesse condizente com essa situação, acho que a própria ida a Igreja mostra o quanto a família desaprova suas atitudes. Mas depois de um ano, os conflitos já estão mais dispersos. Peggy quer mesmo é aproveitar a vida, principalmente agora com sua posição na Sterling Cooper.
Só para completar, não acredito que Joan tenha sido exatamente racista ao confrontar Paul. Sim, não posso deixar de concordar que na festa e até na casa dos Draper com sua empregada, a maneira como os negros são tratados -- e até aceitam ser tratados -- demonstra que a sociedade é racista. Mas nesse caso específico, Joan parece mirar diretamente em Paul, como uma vingança por revelar sua vida pessoal. Se ela atingiu a garota foi apenas resultado, para condenar o namoro de Paul com uma negra só para parecer de vanguarda.



e.fuzii

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

[Mad Men] 2x01 For Those Who Think Young

Pois é, sei que não sentiram minha falta, mas estou de volta. E nada melhor do que voltar comentando minha menina dos olhos entre as séries de televisão no ano passado: Mad Men. Talvez uma das poucas séries que ainda consiga desenvolver um roteiro intrigante e sutil, sempre respeitando a inteligência do telespectador. Foram tantas manobras de marketing, maratonas de reprises e críticas positivas (entre elas as indicações ao Emmy) que a série re-estreou em sua segunda temporada com recorde de audiência para o canal AMC, conseguindo o dobro da média da temporada passada. Mas chega de falar dos bastidores e vamos falar dos fascinantes anos 60, palco da última grande mudança da sociedade americana.

Ao som de "Let's Twist Again", grande sucesso de Chubby Checker que já chegou a embalar uma das danças de Peggy em "The Hobo Code", acompanhamos cenas com algumas mudanças nas personagens 15 meses depois de Don Draper abandonar sua família no Dia de Ação de Graças. Sim, já estamos no ano de 1962, mais precisamente no dia dos namorados, como podemos constatar com o programa de televisão mostrando uma visita à Casa Branca apresentada por Jackie Kennedy.
O título "For Those Who Think Young" refere-se ao slogan da Pepsi no começo dos anos 60 e representa tudo aquilo que Don Draper tenta renegar. Enquanto os fantasmas da idade começam a preocupá-lo, com a consulta médica e a falha durante sua relação sexual com Betty, Don continua a manter sua postura romântica em relação à comunicação com seu público -- como no seu emocionante discurso sobre o carrossel em "The Wheel" -- sem perceber que a publicidade está cada vez mais sendo tomada pela racionalidade e ironia. Don tem razão em criticar aquilo que lhe parece ser uma geração sem sensibilidade e acima de tudo respeito, como fica evidente na cena do elevador em que um grupo de jovens continua disparando barbaridades mesmo na presença de uma mulher. E esse espírito jovem, antes incorporado em Peter, agora encontra apoio de Duck, que como pudemos ver na temporada anterior -- quando sugeriu a mudança de foco da Sterling Cooper -- conta com confiança total de Roger Sterling, tornando-se um oponente muito mais ameaçador para Don Draper. No entanto, chega a causar surpresa Don aceitar o desafio de que o livro de Frank O'Hara não seria para ele. Talvez ele enxergasse pelo título uma forma de aliviar seu stress. Embora tudo leva a crer que ele esteja enviando aqueles versos para Midge, não deixa de ser misteriosa a carta de Draper no final do episódio.

E falando em mistério, é interessante também desvendar o que poderia ter acontecido entre as duas temporadas, principalmente em relação a Peggy. A única coisa que se sabe através dos outros funcionários é que ela teria ficado três meses afastada, o que não descartaria a possibilidade de continuar com seu filho. Sua promoção de cargo também adicionou uma dinâmica interessante, repreendendo as fofocas pelos corredores e querendo mostrar superioridade à nova secretária de Don Draper. E com Joan desafiando Peggy, ao colocar em sua sala a máquina de Xerox, mais um confronto parece formar-se para a temporada.

Porém, a maior mudança e que deve gerar novos desdobramentos para Don Draper é a situação de sua mulher, Betty. O que aconteceu com o casal após aquele Dia de Ação de Graça deve ser revelado aos poucos, mas até pela presença da empregada doméstica em seu lar, parece visível como Betty está mais independente. Deslumbrada pela sexualidade cada vez mais recorrente, que nesse caso a atinge por uma ex-colega estar fazendo programas, Betty toma para si grande parte das opiniões de Don enquanto conversa com sua amiga. Além disso, ela chega a desafiar os seus próprios limites quando tenta ganhar de forma provocante um desconto com o mecânico (aliás, tive receio até dele usar de violência para concretizar essa fantasia).

No escritório, a única mudança digna de nota é Salvatore, que agora aparece casado. Mas duvido que sua saída do armário termine aí. Por tudo isso, a segunda temporada de Mad Men chega ainda mais promissora do que a anterior, com Don Draper e sua resistência pelo novo estar atingindo o limite. Sei que estou atrasado nos comentários, mas espero colocar tudo em dia na próxima semana. Até lá.



e.fuzii

domingo, 3 de agosto de 2008

[Pushing Daisies] Novidades da 2a temporada e trailer



Depois de terminar a 1a temporada com apenas 9 episódios, devido a greve dos roteiristas, Pushing Daisies retorna nos EUA à partir de primeiro de outubro.

As principais novidades anunciadas na Comic Con são:

- Crescimento dos hilários personagens secundários na trama, Olive e Emerson
- Ned terá irmãos(meio irmãos) e eles vão aparecer.
- Nova personagem que chega e poderá ficar, uma investigadora particular.


De acordo com o Piemaker, Brian Füler anunciou os nomes dos primeiros episódios:

Ep. 2.01: Bzzzzzzzzz
Ep. 2.02: Circus Circus

Ep. 2.03: Bad Habits

Ep. 2.04: Frescorts
Ep. 2.05: Dim Sum Lose Some
Ep. 2.06: Oh Oh Oh It’s Magic


Danielle M