domingo, 31 de maio de 2009

Supernatural - 4.22 Lucifer Rising (Season Finale)



Esta foi a temporada mística de Supernatural. E também marcou a despedida do grande Kim Manners, diretor de muitos episódios da série e também de Arquivo X (especialmente os episódios sobrenaturais :P ). Ele morreu em janeiro deste ano, perdeu a luta contra o câncer

Bom, os produtores diziam que anjos não seriam mote para SN, esta é uma série sobre demônios. Mas pensaram melhor e optaram pelo lógico. Não há problema algum em colocar alguns anjinhos por lá, afinal, onde há demônios, tem que ter anjos. E todo o arco Castiel, o anjo-gato, foi construído. Uma boa história interpretada por um ator muito legal, Misha Collins, presente em séries como Cold Case e CSI.

Voltando a Castiel, a "mitologia cristã" de SN foi bacana. Um contraponto interessante e resgatando a série de um possível desgaste ao repetido tema demons de sempre. Sam e Dean estão mais uma vez na encruzilhada. Dean retornou do inferno e tem trabalho a fazer, porque ninguém volta de lá para nada, não é mesmo? E Sam é parte deste trabalho, agora que resolveu chupar sangue e usar seus poderes para sabe se lá o que (ehehe, agora sabemos), salvar é a desculpa, mas...isso poderia não acabar bem. Se eles não tem mais o pai, tem Bob. O protetor sábio que os tira das confusões.

Agora que os meninos sabem a verdade sobre a sua família, que sua mãe era uma caçadora, filha de uma dinastia de caçadores, e seu pai apenas entrou no assunto por amor. Reviravolta das boas, assim como ver o meu velho conhecido Direto Assistente Skinner, de Arquivo X, como o avô dos meninos.

Mas vamos a season. Após conhecermos a história do homem que agora Castiel habita e perceber que não existe caminho de volta, e que anjos e demônios tem objetivos bem semelhantes. Confesso que para mim esta foi uma das season finales mais mornas de SN, talvez por conta dos episódios anteriores, num tom mais frenético e crescente. Ela tem muito mérito, mas temo se esta mitologia possa afundar a série. Uma escolha arriscada.

Os 65 selos foram abertos e Lilith é o 66, a sua morte trará Lúcifer de volta a Terra, iniciando a batalha entre Anjos e Demônios. Apenas Sam poderá matá-la. O ciclo das duas últimas temporadas se fecha. Sam faz o que deveria fazer, esta forte, implacável , caiu na conversa da Ruby e acabou por matar Lilith.

E agora? Um irmão trilhou e concluiu sua missão, talvez a gente possa compreender melhor a reserva de papai Winchester em relação à Sam. Cabe agora ao outro irmão, o da constante culpa cristã, Dean, que , assim como eu, também não aguenta mais essa lenga lenga de irmão mais velho com preocupação familiares, para matar Lúcifer. Sim! Dean é o soldado mais valoroso dos Anjos. Mesmo que, como foi claramente mostrado neste episódio, eles sequer sabiam o inferno que estavam se metendo.



A estrada até agora? Mitologia dos infernos esta :P Mas temos a garantia de que Castiel, com todos seus questionamentos e olhinhos azuis, estará na next season. Uhu! Castiel, Lúcifer, Sam, Dean, Ruby morta, padres blasfemando o Pai Nosso. E esta foi a seson finale de Supernatural.

Setembro tem mais. Amém!




Danielle M

**Fotos : Reprodução

Cenas e falas legais:

- Arcanjo: "Você é o nosso Russel Crowell, Dean".
- Dean para Castiel: "Não me venha com esta porcaria de destino". Vi os produtores de Lost se remexendo :P
- Dean ao saber sobre os 65 selos quebrados: "Hmm, placar interessante".
- Existe coisa mais clichê do que aquela sala verde que Dean estava? Tinha até arpa, hahaha
- Padre: Pai nosso, blá blá blá.

sábado, 30 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x25-26 "To hell... and back"




O episódio termina com um cliffhanger bem bacana para a próxima temporada. Bem bacana! Envolve aquele que foi um dos unsubs mais interessantes dessa season, Foyet (um onívoro, de quem podemos esperar tudo) e Hotch (aquele que parece ser a figura mais inabalável da equipe). O que foi aquele tiro, realmente não dá para dizer. Tudo é mera especulação. E também nem me importo tanto. O que importa é que o gancho me parece promissor por envolver duas figuras que respeito muito, numa situação de muito suspense e de uma carga emocional imensa.

As palavras de Hotch para fechar o episódio foram muito boas e destaco, em especial, a indagação que ele faz sobre os membros da equipe e “por quantas vezes eles ainda conseguirão ‘olhar para dentro do abismo’? quantas vezes até que eles não mais consigam recuperar os pedaços de si que o trabalho retira?”.


Isso é uma verdade muito dura, que exige respeito e reflexão e que, inevitavelmente, nos remete ao episódio piloto (1x01) e à citação final de Gideon (When you look long into an abyss, the abyss looks into you. – Nietzsche). Como resistir, indefinidamente, ao olhar do abismo para dentro de si??

Enfim, acho que temos motivos para crer que a quinta temporada tenha um bom começo, mas, como ele será, não me importa agora. Por hora, me basta essa ansiedade positiva, essa fé que ficou e que levarei até o 5x01, e que se sobrepõe esse fraquíssimo season finale. Fraquíssimo!

Mas, como é inevitável, falemos dele..

O episódio serviu para nos dar a certeza que a série optou por passar a fazer "pseudo-homenagens" ao que já se criou antes. Depois dos que eu já citei nos últimos episódios (“Melhor é impossível”, “Arquivo X”, ...) agora é a vez de “Hannibal”. Pois é, a audácia não tem limites.


O unsub da semana é uma figura grotesca, tetraplégico, que cria porcos e os alimenta com o corpo das vítimas. As bocarras ferozes e repulsivas em ‘close’ para imaginarmos o estrago que elas causarão, até o reconhecimento da voz para ativar telefone, computador, tudo já estava lá em 2001, no filme “Hannibal”. Até mesmo os nomes foram escolhidos para causar.... para causar não sei o que. Em mim, irritação. O fato é que a vítima de Lecter que queria vingança era Mason Verger e aqui temos Mason Turner!! Eu não consigo entender o que se quer. Mais uma vez, vergonha alheia de quem escreveu isso tudo!


Mason Verger...




... e seus porcos.



Mason Turner...



... e seus porcos.

O episódio copiou até a própria série. Fiquei me lembrando do detetive com TOC (Legacy - 2x22) que era ridicularizado por achar que pessoas de rua era vítimas de um serial killer e ninguém acreditava (“essas pessoas desaparecem mesmo, não criam raízes, bla bla bla...”). Acho que até as frases eram as mesmas!

(Eu poderia até falar dos sapatos - agora já falei! - que mais me lembraram as cenas do desperdício com as doações para as vítimas da enchente de Santa Catarina, que vimos na imprensa essa semana...)

A equipe esteve bem, dentro do que o roteiro permitia. Rossi muito bom na tortura psicológica ao unsub. Morgan, aquele que em 27.08.08 (!) eu apelidei de Rambo porque lá no 2x22 (!!) já tomava a direção de veículos em movimento, foi muito duro com a detetive que não investigou os casos. Não tem a cara dele. Garcia, às lágrimas diante do conteúdo do laptop do unsub, ótima e coerente com a personagem. JJ, well... é a JJ. Prentiss eficiente nas buscas, Reid eficiente na análise do segundo unsub. Hotch liderando como sempre. Sempre mantendo o foco da equipe.

Mas isso não basta. A série está em dívida com o público. E acho que essa pausa será providencial, ou para que eles se reposicionem, ou para que eu recarregue meus estoques de paciência e tolerância.

Vamos com fé.
Até a próxima temporada!
Célia.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

[Glee] O Piloto que todos estão comentando

Numa manobra arriscada, a Fox decidiu estrear uma de suas promessas para a próxima temporada logo após a final do American Idol, ou aquele programa visto por milhões de americanos. Enfim, levando em consideração o tema, parece não haver lugar melhor. Por outro lado, cheguei a dizer que assistir esse piloto é uma daquelas no-win situation em que ou você simplesmente detesta pelo resto de sua vida ou tem de esperar longos meses pelo resto da história. Mas pode ter certeza que as campanhas pra promover a série serão maciças daqui até lá. A recepção para mim foi surpreendente, a mídia realmente abraçou a série de uma forma que não se via desde Pushing Daisies e apesar de também ter adorado, posso entender perfeitamente quem achou insuportável. Outros comentários entuásticos podem ser lidos no Blog NaTV e no teleséries.

Depois de ter o excelente piloto de Pretty/Handsome rejeitado no ano passado, Ryan Murphy decidiu voltar às origens e dedicar-se a um trabalho que lembra sua cultuada série Popular -- releve por mais contraditória que essa frase possa parecer --, no final dos anos 90. Para quem não sabe e esteve longe de todo esse buzz, Glee passa-se em um colégio e trata do ressurgimento do antigo clube de coral, comandado por um professor que se destacou num clube como esse em sua adolescência. Obviamente, durante a seleção surgem apenas os alunos mais "estranhos" e impopulares do colégio, o que claramente já estabelece semelhanças com Freaks and Geeks. Sabe-se lá quanto tempo somos reféns de séries dramáticas que envolvem um clima "sombrio", mas depois de Pushing Daisies -- que tinha uma boa premissa, mas me enjoou com o tempo -- essa é a série que traz o sorriso de volta a nossos rostos. O grande trunfo é que seus personagens não são caricatos como num musical Disney e apesar dessa embalagem "simplesmente feliz", o conteúdo e os temas abordados são muito interessantes. Temos a competição clássica entre escolas pelo título de coral, uma disputa acirrada contra "organizações" mais populares dentro da escola (que envolve até os professores), como o futebol americano e as cheerleaders, mas claro, sem esquecer, da luta de todos os dias dessas personagens em serem reconhecidas dentro do colégio. Nas próprias palavras de Finn, que transita muito bem entre o clube de canto e o futebol, todos ali são potenciais perdedores. E apesar de atingir o clímax no apoteótico ensaio final, Glee se distancia de um musical comum exatamente porque as tramas não evoluem até chegar em números, mas são introduzidas de forma natural durante os ensaios, audições e competições.

Talvez tenha até ficado admirado demais com o piloto pela primeira vez, mas depois de reassistí-lo posso garantir que as possibilidades da série são enormes e nenhum dos atores destoa nesse extenso elenco. Meu maior medo é exatamente destruírem essa premissa tão boa, caírem no cliché de criar aquelas rivalidades que estamos cansados de ver em séries adolescentes e claro, aquele casal principal que nunca sabe se vai ou volta. Apesar de Ryan Murphy não ser alguém que transpareça inteira confiança num investimento futuro, ainda acredito que ele sabe muito bem o trunfo que tem nas mãos, até pela coragem de colocar isso no ar. Só resta esperar por esses longos meses até setembro, cantando Don't Stop Believing, um daqueles fenômenos musicais inexplicáveis que vem embalando a América desde o final de Sopranos.

e.fuzii

terça-feira, 26 de maio de 2009

[Terminator: The Sarah Connor Chronicles] S01E01 Pilot

Por Rafael S



Quando surgiu a primeira notícia sobre uma série de televisão baseada na franquia O Exterminador do Futuro, muitos torceram o nariz. O estranhamento foi ainda maior quando foi anunciado o título da série. As crônicas de Sarah Connor? Mas Sarah Connor não havia sido dada como morta em O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas? O fato é que o criador Josh Friedman havia feito uma escolha arriscada: pelas decisões de roteiro impostas pelo terceiro filme (que trouxe além da morte de Sarah, o fatídico dia do Julgamento Final), ele educadamente resolveu desconsiderá-lo e fazer da série uma sequência direta do segundo filme.

Nesse ponto cabe fazer algumas considerações: à primeira vista, essa era uma decisão ilógica. Quebrar uma franquia de tanto sucesso em duas cronologias diferentes poderia despertar a ira dos fãs e causar confusão na cabeça dos espectadores casuais, que estranhariam o fato de Sarah estar vida, a não existência da Kate Brewster, etc. Mas desconsiderar o terceiro filme foi a opção mais coerente com a proposta do Friedman. Sem entrar nos méritos da qualidade de A Rebelião das Máquinas (mas só para registrar, gosto bastante), ambientar a história em um futuro apocalíptico, com uma trama cheia de soldados e grandes batalhas épicas tem mais a cara de um blockbuster do que de uma série (e está aí O Exterminador do Futuro 4: A Salvação para comprovar isso, seguindo esta linha grandiosa). Friedman queria um show mais intimista, acreditando no potencial da Sarah como a personagem altamente complexa que é.

Então, desconsiderado o terceiro filme, estamos em 1999, dois anos* após os explosivos (literalmente) eventos que resultaram na destruição da Cyberdyne, do T-1000 e do T-800. Ainda foragida do sanatório e procurada pela acusação de matar Miles Dyson, Sarah vive fugindo junto com seu filho John (Thomas Dekker), tentando estabelecer algo próximo de uma vida normal enquanto mudam frequentemente de cidade em cidade e se escondendo sob o sobrenome Reese (em homenagem ao Derek Reese, pai de John). Mas a chegada de dois exterminadores, um para assassinar John (Cromartie) e outro para protegê-lo (Cameron), traz todo aquele inferno mais uma vez de volta a suas vidas. E para piorar, eles ainda tem que lidar com a investigação do agente do FBI James Ellison (Richard T.Jones), ainda interessado em desvendar os incidentes de dois anos antes.

Seguindo fielmente a personalidade da Sarah Connor dos filmes, Lena Headey (mais conhecida por seu papel em 300) traz uma carga dramática fortíssima ao papel. Sarah foi uma mulher obrigada a amadurecer (e endurecer) à força. Quando era apenas mais uma jovem despreocupada com a vida, ela recebeu a notícia de que seria mãe daquele que no futuro seria o líder da resistência humana contra as máquinas, e abraçou esse destino desde quando estava com John em sua barriga. Desde então, ela carrega o fardo de ser a responsável pelo futuro de humanidade, não só apenas como uma protetora, mas acima de tudo como uma mãe. Atormentada pelo constante medo da chegada de mais robôs do futuro, ela está disposta a fazer tudo pelo filho, suprimindo qualquer necessidade individual em prol dele. E logo nesse piloto ela dá uma amostra a que ponto pode chegar, ao tentar dar um tiro na própria cabeça para que Cromartie não a use como isca para encontrar John.

A maior novidade desse piloto fica por conta de Cameron, a exterminadora interpretada pela Summer Glau (da excelente série Firefly). De um modelo ainda não identificado, ela parece ser mais avançada que o clássico modelo T-800, apresentando um comportamento mais próximo do humano, sendo capaz até de se passar como uma colega de sala de John para se aproximar dele. Mas na hora de defendê-lo ela parte para a briga do velho modo bruto típico dos exterminadores, em cenas de ação muito bem feitas, principalmente para uma série. Atropelamentos, explosões de veículos, paredes destruídas são algumas das peripécias só nesse episódio.




Mas depois de tanta ação, o piloto ainda reservou uma reviravolta em seu final. Pela primeira vez, vemos uma viagem no tempo para o futuro. Para escapar da implacável perseguição de Cromartie, Cameron localiza as partes de uma máquina do tempo previamente construída no passado por um membro da resistência e viaja para o futuro com mãe e filho, especificamente para o ano de 2007. Oito anos pulados, oito anos não vividos, e agora todos eles tem que se adaptar a esse mundo diferente, onde são dados como mortos, e construir uma nova vida do zero. Mas o que não esperavam é que a cabeça de Cromartie viesse junto...

O piloto respeita e está repleto de referências aos dois primeiros filmes da franquia - a família do Miles Dyson, a clássica frase "Come with me if you wanna live", Sarah e seu passado como garçonete, o pessoal aparecendo nu depois da viagem no tempo - prova que o Friedman realmente escreveu o roteiro com conhecimento de causa. Na época de lançamento houve bastante polêmica entre os fãs, pois quando a cabeça de Cromartie é transportada no tempo, ela está puro metal, o que contradiz uma das leis de viagens no tempo na série (só viajam tecidos orgânicos), mas o próprio Friedman explicou posteriormente que isso aconteceu pois ficaria muito forte para a censura do programa mostrar uma cabeça queimando, mas que subentende-se que a pele de Cromartie ainda estava se desintegrando quando entrou no vórtex temporal.

No final das contas, um ótimo capítulo para começar a série. E como um belo toque final, nada mais justo que Sarah encerrar o episódio com um monólogo. Um pequeno relato de como ela encara toda essa responsabilidade que carrega nas costas e os desafios que vem pela frente. O momento que temos para conhecer um pouco mais dessa brava mulher, e o início das suas novas crônicas.


* Infelizmente essa é a única parte que não bate com os eventos dos outros filmes. O segundo filme se passa em 1995, e não em 1997, como a série considera.




Rafael S

http://twitter.com/rafaelsaraiva

domingo, 24 de maio de 2009

[Fast News] Cannes e Lars Von Trier


Não quero ver o novo do Almodovar, nem o de Tarantino. Meu negócio é com Lars Von Trier e o seu vaiado e incompreendido "O Anticristo".

Um filme de terror que fala mal de mulher - foi acusado de misógino - e da natureza, merece ser visto. E ainda tem a Charlotte Gainsbourg vencendo a Palma de Ouro. Já tô lá.



Danielle M

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fast News - O que fica e o que sai da programação das emissoras americanas

Todo ano, o tradicional "fica" e "sai" dos programas americanos. Alguns foram salvos pela repescagem de outras emissoras ( é o caso de Medium, que agora pertence a CBS), outros a gente já sabia que estavam com os dias contados. E há também as surpresas, juro a vocês que não sabia que Without a Trace estava mal das pernas.

Vamos a lista das canceladas, de boa, as renovadas são mais públicas e notórias. Agora é hora de chorar para alguns e rir muito para outros.


ABC: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies ( espaço para meu choro dramático :((( ], Samantha Who? , Surviving Suburbia.

CBS: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.

FOX: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.

NBC:Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (agora na CBS), My Name is Earl , My Own Worst Enemy.

CW: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged , Reaper.

Danielle M

[IN TREATMENT] Week Five

Mia

A gravidez de Mia, resultado de suas aventuras relatadas na sessão anterior, é o assunto principal desta sessão. A revelação abre a possibilidade de revisitar o passado, especificamente a decisão que Mia tomou vinte anos atrás, assim como nos mostra como Mia reage agora que conseguiu aquilo que tanto desejava, um filho.

Algo que chama atenção é o modo como Mia espera a aprovação de Paul, como se ele fosse sua consciência, e quando ele não reage como ela esperava, muda seu comportamento e em vez de ânimo e felicidade passa a mostrar preocupação, como que se desistisse de fingir que não sente medo algum quanto ao seu futuro e não se preocupa com as conseqüências de ser uma mãe solteira.

Com seus medos e preocupações vindo a tona, Mia conta a Paul sua fantasia sobre o casamento de ambos. Os motivos que levaram a criação da fantasia são óbvios e Paul sabe conduzir muito bem a situação para levar Mia a se dar conta de seus temores e, de certo modo, reviver a situação em que esteve há 20 anos. Desta vez, porém, o desfecho é outro.

April

Com urgente a necessidade de tratamento fora do caminho, esta foi a melhor sessão de April. Inclusive a atriz, que não me agradou muito nas sessões anteriores, estava ótima. Ela e Paul mostraram, nesta sessão, uma química que não havia antes e, também, ambos os atores acertaram o tom exato que cada momento da conversa necessitava para brilhar.

No mais, as conseqüências de quebrar o protocolo para ajudar April logo aparecem para assombrar Paul. A garota o vê como a pessoa que a ajudará durante o tratamento, quem estará sempre disposto a ajudá-la quando ela precisar. E April espera que Paul seja essa figura mesmo tendo uma amiga próxima, Leah, que poderia muito bem fazer esse papel. Além disso, a família de April ainda não sabe de sua doença. O problema mais urgente, o tratamento, pode estar resolvido, mas os problemas mais profundos ainda precisam ser resolvidos.

Oliver

Ao exemplo da semana anterior, esta sessão não foi focada em Oliver. Luke é quem conversa com Paul e expõe o seu lado da história, contando suas dificuldades na criação de Oliver e mostra que ele está consciente de que o modo como trata seu filho não é o ideal e procura, apesar de não conseguir, fazer o melhor para Oliver.

A conversa sobre a criação de Oliver leva Luke a relembrar eventos de sua infância e revelar um grande medo: falhar na criação de Oliver e magoar seu filho do mesmo modo que seu pai o magoou no passado, um temor também compartilhado por Paul. A relação de Luke com seu pai é muito semelhante a de Paul, o que mostra uma tentativa de mostrar as dificuldades e problemas que Paul passa com o seu divórcio através de seus pacientes.

Walter

O comportamento de Walter lembrava, em vários momentos, o comportamento de Alex na temporada passada, muitas vezes criando um paralelo entre os dois e desta vez não foi diferente. O episódio remeteu ao suicídio de Alex, mas como Walter não foi bem sucedido em sua tentativa, a sensação é de que esta sessão foi uma segunda chance a Paul, uma chance de salvar Walter, de evitar que ele tenha o mesmo destino de Alex. O relato de Walter sobre como ele planejou sua morte foi tocante e um dos melhores momentos da semana, mas a cena mais interessante foi aquela ao final do episódio, em que Natalie conta a Paul sobre os problemas de sua mãe com álcool e pílulas.

Gina

Como eu já disse antes, eu prefiro que Paul falasse sobre os pacientes nas sessões com Gina e este foi o episódio em que mais senti falta da conversa sobre os pacientes. Houve acontecimentos importantes nesta semana que mereciam ser discutidos com Gina e, em vez disso, tivemos mais uma sessão sobre o pai de Paul, assunto que para mim já cansou.

Apesar de eu não ter gostado da sessão, este episódio teve dois ótimos momentos que nada tiveram a ver com ela: Paul conversando com Kate e errando na interpretação do comportamento dela no funeral de seu pai e o encontro do terapeuta com o pai de Alex que apresentou uma proposta para retirar a ação. Não acredito que Paul vá aceitar a proposta, ao menos eu não aceitaria. Por mais que ele se culpe pelo que aconteceu com Alex, a culpa não foi dele. Além disso, assinar a carta seria uma decisão arriscada, a única garantia de que ela não será mostrada a ninguém é a palavra do pai de Alex, e caso ele decida usar a carta como prova da culpa de Paul, isso seria o fim da carreira de Paul.



Allan

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eram os Deuses Astronautas? - Lost Season Finale

Eu postei as mesmas considerações no blog parceiro Teorias Lost, apenas uma discussão e uma outra visão da Season Finale. A propósito, vi em alguns fóruns internacionais que não houve unanimidade nesta season, muitos ficaram decepcionados, assim como Fuzii. Apesar da mídia internacional ter achado , hmm, exótico, basicamente.

Eu gostei :) Parei de levar Lost a "sério". Vamos lá.


Os americanos "malucos" já falam em alienígenas.

Eu até entendo eles pensarem assim, há algumas correntes de pensamento ( de gente "doida", deixo claro :P ) que acreditam que tudo aquilo que os Incas e Astecas construíram foram com a contribuição/intervenção dos aliens.Os gregos e egípcios e suas fabulosas construções, como as Pirâmides e estátuas, também teriam a mãozinha amiga de uma inteligência extra terrestre. Isso foi até parcialmente retratado no livro : "Eram os Deuses Astronautas?", escrito pelo suíço Erich von Däniken em 1968. Numa das lendas que o livro relata, há esta em particular: “Orjina” que seria uma mulher com quatro dedos, que veio das estrelas em uma espaçonave dourada, “deu à luz a setenta filhos e regressou às estrelas”.



Se Lost for para este lado, vai ser MUITO ARQUIVO X e vou rir horrores. Na verdade ficarei decepcionada, e muito, Arquivo X foi uma série que criou, desde o primeiro episódio, uma mitologia sob esta base. Lost, não. Será que " a verdade está lá fora"? O tema não me desagrada, afinal, sou fã de Arquivo X. Mas eu realmente acho que eles não deram uma base mínima para a teoria dos aliens. Concordo que Lost foi escrita sob uma miscelânea de teorias possíveis, mas ficava, basicamente, entre a Ciência e a Fé.




Agora começarem a vender esta idéia, sei lá. É aquela coisa , Lost é feita para e com a cultura americana, por mais que eles coloquem um cast com etnias distintas, trabalhem também com folclore e culturas diferentes, são americanos. E para eles, a questão de UFOs é mais plausível do que a místico - religiosa. O "boom" religioso dos americanos foi na década de 70, com Exorcista e por aí vai, mas não é o que se prega em Lost. Isso soaria pra mim como uma trapaça, querem tanto nos surpreender que vão partir de outra direção.



Há outras questões fora do espaço sideral para analisar :P Até porque eu prefiro a versão mística sobrenatural de Jacob e "aquele que não tem nome". Acho melhor acreditar que eles são entidades brincando no Éden, nirvana, paraíso ou qualquer outro nome que esta representação de um lugar bacana, onde se pode alcançar a essência espiritual, possa ter.

Vá saber a razão do encontro de Jacob com a sua lista, como alguns aqui já disseram, foi ele quem trouxe cada uma daquelas pessoas ali, do Black Rock ao 815, proposital o acidente :P

Brincadeira, eu acho que Jacob saiu da ilha em momentos distintos após a queda do 815, assim como Alpert diz a Jack que saiu por 3 vezes da ilha e não notou nada de especial em Locke, sendo que foi instruído para isto. Bom, mas de qualquer forma, Locke foi escolhido para ser líder por Jacob. Até pq Alpert não me parece ser do tipo que questiona ordens. Ou se não foi escolhido pelo próprio, será que o nome sequer foi citado a Jacob por Alpert? Se foi isso então, a manipulação "daquele que não tem nome" foi perfeita .

Quanto ao povo do 815, acho que Jacob estava na sua missão "acredito no progresso" da humanidade, por isso as visitinhas. Mas vale lembrar que Jacob visitou Hurley depois que ele saiu da ilha, convencendo-o, inclusive, a retornar. Acredito, e muitos de vocês também, que Jacob sabia que sua morte estava planejada. Quem sabe ele tem o dom da onisciência?

Quanto a estátua, o povo dos fóruns internacionais já acredita em outra representação e não apenas Anúbis, seria a fusão de vários deuses, cada parte do seu corpo representaria estes, dentre eles o Deus egípcio Sobek, que cria o caos, mas também tem senso de justiça. O que acho beeeem Jacob.




Não podemos esquecer que muito mal foi feito em nome dele na gestão Ben Linus. E ele só fez o que fez, seguindo ordens de Jacob. Nas próprias palavras de Ben Linus "Eu sempre fiz tudo aquilo que você me pediu. Jamais questionei suas ordens, suas listas".
Ilana é realmente uma icógnita. Parece que ela já conhecia Jacob de longa data, provavelmente já viveu na ilha. Os seus ferimentos parecem estilhaços de bomba e o hospital possuía parcos recursos, dá para perceber a pobreza do lugar, me parece improvisado, como num campo de batalha, aliás, semelhante ao que os Outros levaram Ben Linus garoto no seu posterior encontro com Widmore.

Ahh, e eu tb sou do grupo que acredita que Richard Alpert , o Ricardus :P Veio no Black Rock naquela bela cena inicial do episódio.

E não acredito ainda no maniqueísmo "Bem versus Mal", do "aquele que não tem nome" e Jacob. Para mim, eles podem ser ambos "deuses gregos" brincando com os seres humanos. Ambos com senso de justiça, castigo e crueldade. Enfim, entidades. Algo realmente sobrenatural, até porque aquela cena inicial é tão reveladora, mostra inclusive que eles estão ali há muito tempo.

Ficou mais claro (e isto não significa certeza), que Locke foi manipulado também desde o começo por "aquele que não tem nome". Cada ação que o fazia "especial" pode agora ser relativa. Locke poderia mesmo ser um perdedor. Mas eu já acho que andar já seria um grande feito e permaneceria naquela ilha numa boa. Não podemos esquecer também que Widmore e Abaddon foram atrás de Locke quando ele saiu da ilha. Chegando, inclusive, a cuidar do ferimento a bala. Será que Widmore sabia mais do que supomos? Porque ele, Abaddon, o esperava. Também já sabemos que ele o procurou quando Locke estava em sua recuperação na cadeira de rodas. Ah, e sim, Abaddon também apareceu para Hurley. Talvez a conexão entre Widmore e "aquele que não tem nome" tenha algum fundamento.




Caso "aquele que não tem nome" controle realmente o Lostzilla, devemos nos lembrar que esta manifestação funciona como um juiz e carrasco. Mas com a oportunidade de dar aqueles que o encontra ver o que fizeram, lembram de Mr Eko? Está certo que ele também apareceu em outras oportunidades e nada fez. É o caso de Locke e Juliet. Nada, não. Ele "escaneava" as pessoas, aquela bela luz brilhante.



Jacob tem seus seguidores. Já "aquele que não tem nome" tem, em minha opinião, o controle dos elementos da natureza da ilha. E, quiçá, os mortos. Porque não acho que, a esta altura do campeonato, ainda podemos pensar no monstro da fumaça(Lostzilla) como algo tecnológico.

O que estamos assistindo é uma batalha maior. Maior até do que a gente pensava. E se realmente tudo não passe de um "eterno retorno" ? Assim os Losties estariam condenados a repetir este ato até que, finalmente, não fosse mais necessário ou chegasse ao objetivo final que, não faço a menor idéia de qual seja. Zerar tudo não acredito. Até porque isto acabaria com a história de Ilana e seu povo e também com próprio ato de matar Jacob e todas as implicações posteriores. E acho que ela e o "aquele que não tem nome", ainda tem muito o que mostrar.

O "They´re Coming" também é uma grande questão. Eles quem, cara pálida? Ilana e sua trupe? Juliet retornando do limbo? Ou os Losties em plena forma?




Danielle M

sábado, 16 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x24 "Amplification"




Episódio mediano, bacaninha, mas longe de ser inédito. Explico.

Um unsub que tem acesso a uma arma biológica, de destruição em massa, e passa a atingir inocentes. Seus primeiros ataques são apenas um ensaio, testes que antecedem o verdadeiro ataque, e que a BAU tem a missão de impedir (well, até Benson e Stabler já estiveram nessa, mas...) .

Nessa tarefa, contam com o apoio de grande estrutura do Departamento de Defesa. A sede do BAU fica repleta de militares uniformizados e, juntos, chegam a um professor que já fez parte do Departamento de Defesa, e que se encaixa no perfil. É numa visita a seu laboratório que nosso Reid é infectado pela cepa de antraz que Prof Nichols havia criado, com uma virulência nunca antes vista.

Mas o professor estava morto lá, há dias. O verdadeiro unsub era alguém com problemas de rejeição (rejeitado por namorada, ao emprego que tanto queria lá no Departamento de Defesa) e que se aproximou do professor para se valer dos conhecimentos técnicos dele.

A partir daí, com a ajuda da Big Brother Garcia, logo chegam a ele, e o prendem com a ajuda do General que intervém, fazendo o jogo sugerido por Hotch para que o unsub acreditasse que seu trabalho seria reconhecido.





O unsub sendo preso.

O próprio Reid descobre a cura, no inalador do professor. Assim, salva não só a si próprio como também às vítimas anteriores que ainda não haviam morrido. Mas, antes da descoberta e durante a agonia de estar diante da morte, pede à Garcia que grave uma mensagem para sua mãe. Comovente, o que nem é mais novidade. Ele fala que todos os dias da sua vida são vividos com orgulho de ser filho dela (O que mais uma mãe sonharia um dia ouvir?). E transfere a nós o seu nó na garganta.


Reid sempre me comove.


Para quem já disse ou já leu tantas vezes que ‘não é possível!, nada é capaz de fazer Hotch sorrir!!', o episódio mostrou que não é bem assim. Filho faz milagres com a gente. Ele sorri durante todo o telefonema (depois da Haley passar o telefone ao Jack!) e mostra um lindo sorriso na foto em seu escritório, ao lado do menino.




Olha lá o sorriso largo!


Ao longo do episódio, questiona-se, em vários momentos, a regra do sigilo absoluto para não causar pânico na população. JJ fica dividida entre seu dever profissional e seu instinto de proteção materno. Prentiss tem dramas de consciência, ao mentir para uma mãe que quer saber se seus filhos estão em risco, mas já se diz acostumada a isso. Rossi diz que quem tem um trabalho como o deles guarda inúmeros segredos, e que saber dos segredos só faria a população se sentir mais vulnerável ainda.

Aqui não dá mais para ficar quieta e fingir que está tudo certo com o roteiro. A cópia deslavada de cenas do filme ‘Melhor é impossível’, no 4x22, já foram constrangedoramente medíocres (eu sei, já disse isso). Mas agora foi demais! Pretensiosos ao extremo, ousam sugerir um clima de Arquivo X, que só passa relativamente impune porque grande parte do público é muito jovem e não teve a chance de viver as maravilhas da série.


O fato é que, além das insinuações de que o governo guarda segredos da população, detém armas químicas e biológicas lá em Fort Detrick que ninguém nem desconfia (para não falar nos experimentos com humanos!), que o exército está por trás de tudo etc, eles também copiaram cenas!
Mais uma vez, vimos a cópia exata e descarada de uma cena antológica ser introduzida na série. Não consegui uma imagem muito boa, mas asseguro que a cena toda é idêntica (e, com as diferenças de tecnologia de cada época, ela apareceu mais de uma vez no Arquivo X!): entram no tal ‘depósito’ no Pentágono/Departamento de Defesa para guardar um item; lemos o nome e vemos que aquilo será guardado a sete chaves; aí a câmera abre e vemos que o lugar é enorme e que, como aquele item, há milhares de outros mantidos em segredo.
Humildade, por favor, roteiristas!





Criminal Minds, em 2009.




Arquivo X, em 1993.

(Vou procurar algum trecho no youtube que mostre bem a cena e posto aqui depois.)


Semana que vem, teremos o finale e aí as coisas com certeza esquentarão. Finale é (quase!) sempre finale e parece que haverá a volta de um unsub bem bacana (quem leu spoilers já sabe qual!). Vamos com fé.
Célia Kfouri.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

[LOST] 5x16-17 The Incident

Antes de mais nada, ainda que seja avesso a comparar temporadas, não posso deixar de indicar semelhanças entre esse final e vários que já acompanhamos ao longo da série. No ano passado, lembro que a noção de que tudo não passaria de um simples fechar de pontas na história era mais do que evidente, mas a forma como tudo aquilo foi articulado, abrindo imensas possibilidades com os flashforwards dos Oceanic Six, deixou o episódio bastante interessante. Nesse caso, minha baixa espectativa já dizia que nada poderia me surpreender, mas no momento que tudo terminou naquele fade to white e com o título da série invertido, juro que não sabia se deveria rir ou chorar. Além do episódio ter seguido praticamente dentro do esperado -- o grupo liderado por Jack indo até as últimas consequências para detonar a bomba, e Locke cumprindo sua promessa de matar Jacob -- agora sobra muito pouca coisa para esperar da próxima temporada. Era como naquele final da abertura da escotilha, que poderia sair tanto um dinossauro de dentro quanto estar vazia. Claro, analisando por esse lado e lembrando que Desmond foi introduzido nesse contexto, confio plenamente que os roteiristas vão dar uma saída satisfatória para tudo isso, mas não custava nada ter aquele aperitivo "We have to go back", certo? Embora ainda acredite que nada deva mudar, e que todos aqueles que tentaram impedir o Incidente voltarão a sua linha normal do tempo, as possibilidades são tamanhas que chego a acreditar que a produção está esperando aprovações de orçamento e de elenco para tomar suas decisões. Pois é, tempos de crise...

Pra sempre, Juliet Burke. Podemos ficar meses aqui discutindo se esse foi o derradeiro último episódio de Juliet, mas ainda acredito que não. Por mais que me provem que aquela despedida e seu sacrifício seriam dignos, Juliet merece mais do que isso. Primeiro porque Elizabeth Mitchell é a melhor atriz no elenco com sobras, basta acompanhar as reações dela e Lilly enquanto a bomba caía para perceber. Segundo porque seu verdadeiro objetivo, o de reencontrar sua irmã, ainda não foi cumprido. Imaginava até que ela saísse da Ilha em 77 e esperasse por trinta anos para aproveitar esse momento único. Sua morte agora seria uma das opções mais infelizes de toda a série, ainda mais levando em consideração os motivos para isso acontecer. Ou a falta de motivos. Era tão idiota que uma pessoa racional como ela tomasse essa decisão de seguir Jack, abrindo mão de James por uma simples troca de olhares, que inseriram um flashback completamente desnecessário (por não ter Jacob e estar fora do formato do episódio) para justificar seu ato. Mais decepcionante ainda é ver o desiludido Sawyer também desistir, achando que esquecer tudo fosse a melhor solução para seus problemas. Se ainda acredito na volta de Juliet? Claro, e já que ela estava tão perto da fonte do magnetismo, que seja nos moldes de Desmond pós-implosão da escotilha.
Entre os outros personagens, nenhum dos motivos foram muito convincentes também. Kate mudou da água para o vinho na simples menção de Aaron, Miles atenta-se para o óbvio mas não tenta impedir mesmo assim e Hurley simplesmente dirige olhando para a estrada. E posso estar exigindo verossimilhança demais da série, mas não acredito que nenhum deles tenha considerado os habitantes da Dharma, que conviveram durante esses longos três anos. Ainda que eles estivessem ameaçados, nenhum deles faz o papel de mal nessa história, como se fossem agentes da Fulcrum ou qualquer organização criminosa que se preze. São afinal, simples cientistas desenvolvendo seu trabalho, e aposto que metade deles sejam muito mais bacanas que Jack ou Kate. E falando no casal sem sal, posso até acreditar que Jack teria muitas outras razões para desistir de tudo que passou na Ilha durante essas cinco temporadas, mas resumir tudo isso em seu amor por Kate foi uma das coisas mais patéticas que já acompanhei na televisão. Ele merecia tomar aquela surra de James até o final da série e honestamente, se esse triângulo for mesmo o status quo da série, ainda não sei porque perco tanto tempo assim com esses personagens. Certo, talvez por momentos como a volta de Rose e Bernard curtindo sua aposentadoria da série, na maior conversa de botas batidas (pra quem odeia losermanos, ignore o link e essa passagem).
O que mais me irritou nesse episódio é que pela primeira vez preferi a parte de mitologia de Lost. Afinal, a introdução de Jacob naquele início, só esperando a chegada de novos habitantes (no Black Rock?) ao lado de seu antagonista (Esau?), foi uma das cenas mais emblemáticas de toda a série. Essa noção de que tudo continua acontecendo indefinidamente e sempre trazendo algum tipo de progresso, é bem interessante e rege grande parte de nossas próprias vidas. Por outro lado, ainda acredito que por tudo o que cerca o mito de Jacob, existiam histórias de maior impacto para serem contadas nesses flashbacks, ainda que acredito na sexta temporada dando conta disso. Até porque, inserir um "novo" personagem na história pregressa dos sobreviventes é algo tão comum para Lost que apesar de terem sido em passagens marcantes, trazendo desastres, palavras de conforto ou direcionando esses personagens, tudo foi simples demais na minha opinião. Em todo caso, pra todos que já acreditavam que Locke estava estranho demais nessa sua ressurreição, nada mais incrível do que colocá-lo como esse antagonista de Jacob, que passou por todo tipo de provação para chegar naquele momento e usar a vingança de Ben como forma de matá-lo. Não sei até que ponto esse "Esau" já influenciava a vida dos personagens, mas não deixa de ser curioso pensar que tudo o que Ben sofreu na vida possa ter sido por sua culpa, até mesmo a morte de Alex. Nesse caso, Widmore talvez agisse sob seu comando do lado de fora, considerando até sua impossibilidade de voltar à Ilha. Mas o mais importante de tudo isso é que apesar de existir mais uma vez aquela noção de dualidade, os lados de bom e mau não ficam claros. Até porque Ben, como comandado de Jacob, utilizou-se dessa morte de Nadia pra fazer de Sayid um de seus capangas. Também ainda não faço ideia de que lado fica Ilana e seu grupo nessa disputa, ainda que ela estivesse respondendo ao pedido de ajuda de Jacob.

Por tudo isso, apesar de estabelecer um caminho fascinante com a morte de Jacob, esse final de temporada foi uma frustração imensa por não dar importância alguma aos personagens que fizeram essa história. A viagem no tempo teve sim seus momentos brilhantes, principalmente ao lado de James e Juliet, mas terminou com a jornada mais desgastante de todas e ainda com grandes chances de servir pra nada. Ou alguém ainda acredita que eles impediram o tal incidente? E que assim, o grande desenvolvimento para toda a mitologia da série, a morte de Jacob e ascensão daquele que se apresentava como Locke, poderia ser apagado nesse simples clarão? Ainda abatido pelo destino incerto de Juliet, me despeço dessa temporada de comentários agradecendo a atenção de todos e esperando a opinião de vocês. Quem sabe ainda teremos aquela rodada final de conclusões ou no mais, estarei de volta com certeza para acompanhar a terceira temporada de Mad Men em agosto. Grande abraço a todos!

Obs.: Nenhuma foto dos outros personagens, porque eles simplesmente não merecem. :P

e.fuzii

terça-feira, 12 de maio de 2009

[Dollhouse] 1x12 Omega

Depois de acompanhar essas doze semanas da série, posso garantir que pouca coisa fará falta caso Dollhouse for mesmo cancelada. Nem mesmo todo o talento envolvido na sua produção conseguiram salvar essa premissa confusa, que parecia ir se desenvolvendo semana a semana, sem ter uma base já estabelecida. A impressão era que a cada novo caso mostrando as operações da Dollhouse e sempre levantando uma certa polêmica, a história se enrolava mais e mais. Afinal, até o ponto em que essa rede secreta está espalhada por todo o globo tudo bem, mas além disso, quando boatos corriam por todo o canto, uma rede imensa de clientes usavam de seus serviços e várias pessoas estavam envolvidas na sua manutenção, ficava difícil acreditar que não atraísse suspeitas. Ainda mais quando os actives pareciam sair de controle muito facilmente.

Apesar disso, esse episódio final foi muito bom, principalmente dependendo do talento de Alan Tudyk mais uma vez, que na confusão de personalidades impressas em Alpha mostrava uma dinâmica formidável -- algo que ainda falta em Dushku. Desde a semana passada, já desconfiava que Saunders poderia ser uma active aprisionada com essa personalidade de médica, mas a revelação em meio a uma missão ao lado de Alpha foi bastante surpreendente. Numa cena tensa e muito bem dirigida, mostrando um dos clientes sendo torturado por Alpha, minha última suspeita era que Whiskey fosse esse último vértice do triângulo e dançasse daquele jeito na escuridão.
Mas a melhor parte do episódio veio exatamente do confronto entre Echo e Alpha, com cada um tendo uma visão diferente do certo a ser feito antes de desistir da sua verdadeira personalidade. A discussão ainda consegue abranger todo tipo de crença, sendo permitido dizer que era a "personalidade raiz" que deixava esses resquícios ou a própria "alma" do active. Pra dizer a verdade, preferia que Alpha tivesse sido corrompido durante sua estadia na Dollhouse, e que não fosse apenas sua mente doentia que o fizesse agir dessa forma, já que pareceu uma solução simples demais para desculpar novamente as barbaridades da empresa. Porém, acho que o grande deslize foi no momento de amarrar e concluir toda essa história. Além de um apanhado de cenas ridículas durante a perseguição na usina de energia, fazendo com que Paul Ballard salvasse a "Caroline original" enquanto caía (!?!), a decisão de Paul em continuar trabalhando para a Dollhouse em troca da liberdade de November é completamente absurda. Por mais que ele quisesse destruir a organização de dentro para fora, talvez depois de saber sobre as outras filiais espalhadas pelo mundo, não dá para entender o que fez ele mudar de idéia depois de uma temporada inteira seguindo o rastro de Echo. Parece até ter sido a forma mais confortável para estabelecer uma possível segunda temporada e manter a protagonista ainda como active.

No final, tivemos ainda uma bela montagem com "Everybody's Gonna Learn Sometime" ao fundo -- que aliás, tem uma versão belíssima também no novo disco do The Field --, música na voz de Beck e encontrada na trilha sonora de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança. O tema é bastante semelhante e acho bacana, principalmente se for o último episódio mesmo, fazer essa homenagem a uma obra melhor sucedida. Apesar de todas as irregularidades, Dollhouse foi uma boa diversão ao longo desses meses e espero que mesmo no caso de seu cancelamento ainda poder ver todo esse pessoal junto novamente em outras produções.

e.fuzii

segunda-feira, 11 de maio de 2009

[IN TREATMENT] Week Four

Mia

Esta foi uma semana de grandes progressos para os pacientes e com Mia não foi diferente. Seu comportamento esta semana não foi diferente do usual: ela continua provocando Paul, como se estivesse pedindo por atenção, desta vez invadindo o espaço pessoal do psicólogo, para desgosto dele. O desconforto de Paul é evidente. Não fosse isso suficiente, Mia, ainda na cozinha, conta a Paul que dormiu com dois estranhos no fim de semana: um jovem guitarrista e um policial de meia idade. No início do relato, ela tenta passar a idéia de que este comportamento a satisfez, de que ela não vê problemas em sua atitude, como que querendo que Paul a repreenda e a diga que seu comportamento foi errado. Como Paul não o faz, Mia, conforme continua seu relato, deixa transparecer cada vez mais como realmente se sente em relação ao que fez como tentativa de obter uma reação. Paul sabe a hora certa de interceder e o faz, obtendo o motivo de tal comportamento: Bennett.

O maior progresso no caso, porém, acontece mais adiante, quando Mia fala sobre sua relação com seu pai e declara que ele é melhor do que qualquer homem que ela já namorou. Com esta afirmativa, fica claro que a culpa dos fracassos dos relacionamentos de Mia é de sua proximidade excessiva com o pai.

April

Os episódios anteriores de April não me agradaram, mas este ao contrário, foi ótimo. Os problemas de April com sua mãe e irmão vieram a tona novamente, desta vez de modo intenso. O estado da garota segue piorando e, além disso, seu irmão, Daniel, tentou suicídio e está em Nova Iorque para se encontrar com Mr. Heath, que o tratou no passado. Daniel não comparece ao encontro e April age como se fosse a própria mãe, tentando por a situação sob controle e esquecendo completamente de seus problemas. Esta situação mostra claramente as grandes dificuldades que a garota passa devido a sua família e seu irmão, e também traz a tona seu grande medo de ter que tomar conta de Daniel até o fim de sua vida. Paul evitava, até agora, a forçar April a se tratar, afinal esse não é o papel de um psicólogo, mas não há tempo para esperar a garota tomar a decisão por conta própria. Paul perde a paciência e toma conta da situação, fazendo o que é necessário: colocar April em seu lugar, o de filha, não o de responsável por cuidar de toda a família e levá-la até o hospital para, finalmente, começar o tratamento.

Oliver

Este episódio foi interessante por quebrar o padrão dos episódios anteriores e ter sua maior parte dedicada a Bess, que fala sobre seu passado com Luke e suas dúvidas e medos agora que está solteira novamente. Chama a atenção como Bess insiste em partir em férias e que tudo está bem com Oliver, assim como interpreta tudo que Paul diz como uma crítica a sua decisão de viajar. Isso mostra que nem ela acredita que tudo está bem e que viajar neste momento é uma boa idéia. Assim que Bess parte, Paul fala com Oliver que traz a tona a verdade sobre suas mudanças de compotamento e confirma o que já era praticamente óbvio: nada mudou. Com o precedente aberto por esse episódio, seria interessante que Luke também tivesse um momento a sós com Paul, para nos mostrar seu lado da história, seus medos e dúvidas e, é claro, quebrar a o padrão repetitivo das sessões de Oliver.

Walter

Esta foi a sessão de Walter que mais gostei até o momento. Com Walter despedido, a sessão flui melhor, sem tantas interrupções ou pressa. A conversa começa girando em torno do escândalo em que Walter esteve envolvido para em seguida revelar como ele chegou ao cargo que ocupava para, por fim, traçar um paralelo entre a reação de Walter a morte do filho de Donaldson e a morte de seu irmão. Paul sabe quais momentos passados Walter precisa revisitar, porém a resistência de Walter impede que isso aconteça. Apesar de fragilizado com tudo o que aconteceu, Walter não diminuiu sua resistência. Resta esperar para ver se a resistência diminuirá com o desenrolar da situação, ou se Paul precisará encontrar um meio alternativo de quebrar a resistência.

Gina

Este episódio foi uma tentativa de frustrada de quebrar o padrão das sessões. Os diferentes saltos temporais, com Paul primeiro depondo, seguido por um encontro com Tammy, a sessão com Gina e uma visita ao pai deixaram o episódio sem foco e diminuiram o potencial impacto de vários momentos. O encontro com Tammy funcionaria melhor se mostrado em outro momento ou se o episódio não tivesse tantos saltos. A sessão com Gina foi o melhor do episódio e poderia muito bem ter se beneficiado com mais tempo. Apesar de ter falado um pouco sobre seus pacientes, Paul e sua vida ainda são o foco destas sessões. Ficamos sabendo como ele se sente com o divórcio, nos é contado sobre sua solidão e suas necessidades para voltar a um assunto tão discutido nas sessões anteriores, a relação de Paul com seu pai. Enquanto que para alguns a cena final pode ter agradao, a mim só causou indiferença. A situação não foi convincente e pareceu mais uma tentativa de causar comoção nos espectadores do que uma conversa e pedido de desculpas sincero.



Allan

domingo, 10 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x23 "Roadkill"






O episódio da semana nos traz mais uma provocação; mais um unsub para confundir nossos sentimentos em relação a ele e as suas motivações, exatamente na linha que já vínhamos comentando. E eu me pergunto por que.

O unsub da semana é um cara marcado pela tragédia: causou o acidente que matou a mulher que amava, além de deixá-lo paraplégico. Sim, um unsub cadeirante que, pela sua própria limitação e pelo significado que o carro tinha na sua culpa, escolhe-o como arma. Ele atropela e mata pessoas que dirijam carros semelhantes ao que ele dirigia e no mesmo percurso, na tentativa de ‘matar’ a própria imagem assassina que tem de si mesmo.

Enfim, trata-se de um episódio centrado na culpa.
Culpa daquele que imagina ter causado um acidente em circunstâncias semelhantes, e tem terríveis dramas de consciência, apesar de nada ter realmente acontecido.
Culpa do unsub que não suporta a idéia de ter sido ele mesmo o causador da morte da mulher e, assim, fantasiou que outro teria sido o causador, passando a matar quem se encaixasse na situação.

JJ põe fim à culpa daquele que imaginava ter causado o acidente.

O unsub preparando-se para mais um crime.

Também na breve trama paralela, a culpa marcou presença. Kevin reluta em dizer à Penélope que cogita aceitar um emprego no exterior. Como não recear a culpa de tamanha frustração para ela? Já Garcia não tem o menor pudor de hackear o processo de seleção do qual Kevin está participando, para ‘melar’ tudo e fazer com que ele fique. Ainda que pela via inversa, a questão permanece a ser a culpa, só que, agora, ausência dela.

Kevin e Garcia, tão parecidos, tão diferentes...

Mas, como eu disse no começo, ‘eu me pergunto por que’. Pois ou os roteiristas sofrem com alguma espécie de culpa (vai saber!), e ela acaba transparecendo na criação desse tipo de unsub pseudo-comovente (que já me cansaram! Eu quero ver Criminal Minds de verdade!) ou, se não sofrem, deveriam!! Deveriam por não andarem conseguindo criar perfis de verdadeiros, desviados, amorais, essencialmente maus, instigantes como Frank, Fisher King, Natural Born Killer, LDSK, os irmãos caçadores de Open Season, etc.

O episódio até que foi ok, só não se parece com a série que assistia. Vamos ver onde isso tudo vai dar, vamos ver como será a season 5.

Melhor diálogo do episódio:
Kevin: ‘You decent?’
Garcia: ‘Never!’
(adoro!)

Até a semana que vem.
Célia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

[LOST] 5x15 Follow the Leader

Nem preciso dizer que Lost sempre tenta surpreender e se superar na reta final de cada temporada. Fico imaginando como deve ser difícil para construir uma história que prenda a audiência até atingir esse clímax. Porque além de pensar no último episódio em si e nos possíveis conflitos que surgem dali, o maior problema é criar a trama que irá sustentá-lo e não deixar que tudo pareça premeditado. E se esse é só o começo do que ainda está por vir, restam poucas esperanças que alguma coisa consiga me surpreender. Pelo menos, positivamente falando. Não só temos acompanhado uma sequência de episódios mornos (comparando com a crescente que vinha na temporada) como uma das únicas coisas que achava desnecessárias nessas viagens no tempo agora é colocado em evidência: tentar mudar o futuro.
Tanto tempo foi gasto garantindo que todos aqueles que voltaram para os anos 70 estavam seguindo seu destino, que é de se espantar que tudo venha a mudar depois de três anos. Por que isso é dar muita razão ao que um físico como Faraday pensa, não? Minha aposta é que Jack não conseguirá impedir o tal incidente na Cisne, ou até que seja a causa para que isso venha a acontecer, principalmente vendo sua cara de interrogação quando é revelada a Jughead. Por outro lado, se conseguirem mesmo evitar, me pergunto se a memória das personagens simplesmente seriam apagadas -- junto, claro, com minha coleção de DVDs da série --, ou se isso ainda iria repercutir mais adiante. Seja como for, é de se pensar até que ponto essa trama vai ser importante numa visão global da série. Afinal, a teimosia de Jack, que aqui ganha força com a ajuda do destino, poderia ser a causa do acidente do Oceanic 815... mas que diferença isso faz? Pra mim, serve apenas como mais uma razão pra ele se lamentar.
Mas falando do episódio em si, acompanhamos Jack finalmente retomando sua posição de líder -- sempre ao lado de toda a razão do mundo --, enquanto Sawyer perde seu posto na Dharma e é "condenado" a viver livre ao lado de Juliet. Antes de partir, o casal tem mais um momento adorável no submarino, que logo é arruinado pela chegada da sempre intrometida Kate. Quanta falta de sorte. Do outro lado dessa linha do tempo, Locke continua mostrando por que é especial e foi escolhido pela Ilha para reviver. É de se espantar toda esse seu conhecimento, até sabendo quando ele mesmo viajaria no futuro, após ser baleado por Ethan no passado, para receber a bússola há alguns episódios atrás -- o que só de pensar já dá uma tremenda dor de cabeça. Desde que foi introduzido na terceira temporada, sempre confiamos que Jacob seria algum tipo de manifestação da própria Ilha que daria as coordenadas do que cada um dos habitantes (e em especial os Outros) deveriam fazer para sobreviver e prosperar. Por isso, não acredito que tudo passaria a ser uma farsa de repente, mas me intriga bastante como Alpert e Ben levarão todo o grupo à sua presença (se é que eles sabem como chegar lá) e principalmente, de onde surgiu essa motivação de Locke para confrontá-lo. Se as razões de Faraday no episódio anterior ficaram pouco claras, e que aqui se traduzem na idéia de Jack encontrar seu próprio "destino", toda essa determinação pós-ressurreição de Locke também continua sendo um mistério, o que até certo ponto é ruim por não permitir um envolvimento maior.

Os outros personagens, como o próprio nome do episódio sugere, estão apenas seguindo a trama e seus líderes. Fora Kate, claro, que numa atitude sensata não está disposta a jogar pelos ares todos os bons e maus momentos (quem diria que ela seria tão otimista assim?) ao longo dos últimos três anos. Já Sun é a grande decepção nessa temporada. Sua obsessão por encontrar Jin começa a irritar cada vez mais, atingindo quase o topo da escala "Michael procura por Walt" do início da série. Saudades daquele tempo em que, nutrida apenas pelas memórias de seu marido, Sun estava disposta a vingar-se de tudo e de todos. Mas a parte sensacional do episódio, com todo o respeito ao resto, foi Hurley tendo que confessar que era viajante no tempo, depois das perguntas do Dr. Chang. Além de não saber quem era o presidente americano (que aliás, ele mesmo já havia cantado essa bola há um tempo atrás), foi hilário ver Hurley suspeitando que Chang estivesse blefando em relação à Guerra da Coréia, ao mesmo tempo que Miles e Jin reagem de forma impagável. É aquele texto certo, no momento certo e para as personagens certas.
Ainda que tenha servido como preparação para o final daqui a uma semana (quantas vezes você já leu por aí que colocaram as tais peças nos seus devidos lugares?), o episódio peca por abandonar mais uma vez toda a estrutura que estamos acostumados na série, fazendo na pior das hipóteses surgir até uma curiosa relação com a estrutura de Heroes. Acho que mesmo quem não assiste/assistiu, sabe o quanto isso não é nada bom nessa altura do campeonato. Semelhanças não faltam: cenas que terminam um episódio e iniciam o seguinte (normalmente exigindo que os dois diretores estejam no mesmo set de filmagem), viajantes no tempo tentando evitar o futuro, personagens com motivações obscuras e esses tantos núcleos distintos com a eterna promessa de reuní-los. Claro, Lost leva imensa vantagem no quesito complexidade de trama e de personagens, o que faz qualquer comparação assim parecer totalmente injusta. A única coisa que espero mesmo na semana que vem é não sair frustrado, seja por ainda não saber em quem acreditar ou pela solução que trará de volta todo mundo para 2007. Ou alguém acredita nas palavras de Alpert e todo mundo ainda vai ser enterrado no passado?

P.S.: Que efeitos horrendos foram aquelas do submarino entrando na água, hein? Tá louco...

e.fuzii

terça-feira, 5 de maio de 2009

[Dollhouse] 1x11 Briar Rose

Mesmo que ao longo dessa curta temporada Dollhouse tivesse seus defeitos e não empolgasse em algumas ocasiões, a única certeza que tinha é que essa reta final seria de tirar o fôlego, até por conhecer as qualidades de Whedon em extrair o máximo nos finais de temporada. Finalmente Paul Ballard desiste de se enganar e vai fundo na investigação da Dollhouse, enquanto Mellie lamenta por não ter completado sua "missão". E até a história envolvendo Echo foi interessante tanto pela relação com essa busca de Paul como por mostrar pela primeira vez a empresa fazendo uma caridade num lar de crianças abandonadas.

Mas o destaque ficou mesmo para a invasão da Dollhouse, onde tivemos o esperado confronto entre Paul e Boyle -- ambos tentando defender da sua maneira Caroline/Echo -- e não faltaram cenas de ação, suspense e... claro, surpresas. Já imaginava que Alpha seria peça fundamental nesse final, mas confesso que fui pego de surpresa com sua revelação ("Oh, twist!"). Talvez pelo desinteresse de Kepler ou pela forma com que Alan Tudyk fez essa perfeita transformação. Vale também comentar a atuação de Enver Gjokaj enquanto interpretava os trejeitos de Dominic, impresso em Victor. Suspeitava também que Saunders fosse uma active e aqui ganhou força tanto quando Dominic chama ela de Whiskey (outro codinome para as letras do alfabeto) quanto na sua conversa com Alpha. Agora fico ansioso pelo episódio dessa semana, que provavelmente deve revelar se Echo tem um passado além da Dollhouse com o enigmático Alpha.

e.fuzii

segunda-feira, 4 de maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x22 "The Big Wheel"








Ninguém precisa me dizer. Eu sei muito bem que, se alguém se dá ao trabalho de vir ler o que escrevo, é porque é fã da série e, na maioria dos casos, não está a fim de ler críticas muito negativas. Assim, decidi que, por algum tempo (enquanto dou um tempo para que momentos melhores sejam mostrados), quando o episódio me desagradar muito, vou escrever pouco.
Dessa forma, começamos hoje, com um breve comentário.

“The Big Wheel” conta a história de um unsub portador de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) que, dentre todas as repetições de conduta e comportamento que ele não consegue evitar, está o crime. Ele repete compulsivamente o assassinato de sua mãe, que presenciou quando ainda era criança. Ele assistiu e filmou seu pai matando sua mãe, e seguiu matando, ano após ano, alguma mulher parecida com sua mãe, da mesma maneira que ela morreu.



O unsub da semana.

A imagem do menino cego presenciando a morte da mãe comoveu o unsub de modo que ele se viu querendo parar, mas sem conseguir em virtude do TOC. Ele então manda um vídeo para a BAU pedindo ajuda e a equipe se põe em campo. (Não falaram que a mensagem estava escondida no vídeo??)

Com a ‘onisciência’ da Garcia, eles vão levantando dados, pesquisando tudo, associando as informações, até chegarem à identidade do unsub e à sua ligação com o menino cego − o menino-morcego que, com sua ‘ecolocalização’, nos deu um dos únicos momentos bacanas do episódio.


Muito bacana esse menino.

Nenhuma atuação genial de nenhum dos membros da BAU, nenhum momento brilhante na investigação. O TOC do unsub foi demonstrado de maneira pífia. Na própria série, já vimos uma unsub que tinha que girar a maçaneta três vezes para abrir a porta (01x02 – ai, que saudades da season one...). A cópia descarada das cenas de Melvin Udall (Jack Nicholson em Melhor é impossível), que evita as linhas divisórias nas calçadas, ou usa uma barra de sabonete de seu estoque atrás do espelho a cada lavada de mãos, é constrangedora. (Cheguei a sentir vergonha alheia pelos roteiristas!) Não é possível que nossa série precise se valer disso. Chega a ser descaramento. Mas só serve para confirmar essa tendência de falta de criatividade que assola a série, e que eu venho apontando a tempos.

Essa dubiedade que se tem colocado nos unsubs não é só irritante. É também sinal de inconsistência, de falta de convicção e confiança nos personagens criados. “Como eles poderiam não convencer se apresentados apenas como X, dou margem para que ele também possa ser entendido como Y.” É essa a minha impressão, e é essa a única explicação que vejo para os inúmeros finais abertos, e para os inúmeros personagens (principalmente unsubs) sem uma construção fechada. Não é questão de ser maniqueísta; por óbvio que (quase) ninguém é de todo bom ou ruim. Mas tantas em questões em aberto parecem coisa de quem não quer se comprometer.

Melhor cena da episódio: o unsub colocando miolo de pão e filme plástico no seu ferimento à bala. Adoro!

Doido de pedra!
Bom, eu havia prometido escrever pouco. Já deu.
Até o 4x23 e, insh'allah, com menos rabugice.

Célia Kfouri.

(Vou voltar pra outra série que me interessou recentemente para tomar coragem de criar um post aqui. Acabei fazer uma maratona da primeira temporada de Epitáfios. Essa série, sim, corajosa! Para alguns, até demais.)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

[LOST] 5x14 The Variable

Depois do anúncio do título desse episódio, muito se especulou sobre qual relação teria com "The Constant", o episódio de Desmond na temporada passada. Seria uma sequência? Ou um complemento? Mas longe de ser aquela obra-prima que acompanhamos no ano passado, a história que envolve a volta de Faraday para estabelecer as tais variáveis e modificar o seu presente foi mais uma vez pouco convincente. Fica a impressão que, embora tivessem boas idéias para o início e o final do episódio, os roteiristas tiveram problemas para ligar as duas pontas. Claro, muito se deve ao passado de Faraday nunca ter sido explorado antes, tanto por culpa da falta de oportunidades (a breve temporada passada) como para manter suspense da identidade de sua mãe. Assim, essa sua decisão de tentar fazer a diferença no passado/presente acabou apoiada nos caminhos que levaram-no a chegar na Ilha por toda sua vida, sendo que o mais importante seria mostrar os motivos que fizeram ele acreditar que poderia fazer essas mudanças. Aliás, pensando no sentido inverso, esse flashback serviu muito mais para mostrar o porquê de Ms. Hawking tomar a decisão de tirar a vida do próprio filho.

O que questiono é o que teria feito Faraday durante todos esses anos de pesquisa acreditar que fosse possível impedir esse Incidente de acontecer, e que portanto suas ações não estivessem mais sendo traçadas por aquele destino inevitável. Ao encontrar Charlotte no balanço e fazer exatamente o mesmo procedimento para tentar salvá-la, parecia claro que tudo aquilo continuava determinado. E apesar da forma bizarra que Faraday invadiu o acampamento dos Hostis para encontrar sua mãe -- é sério que ele estava armado e rendeu todo mundo? --, é isso que teria de acontecer para fechar o ciclo e a partir daí fazer com que grande parte das decisões dos Hostis fossem tomadas com base nas anotações de Faraday. Continuo não acreditando que alguém conseguirá fazer alguma mudança no futuro, talvez impedindo até que o Oceanic 815 caísse na Ilha como Faraday sugeriu, porque não faria sentido modificar uma trama de 4 temporada à essa altura. À partir de agora, Ms Hawking também não tem noção do que está por vir, como ela disse durante a visita a Penny para certificar-se que Desmond estava bem.
Ainda considero toda essa estadia de Sawyer e seu grupo na época áurea da Iniciativa Dharma como o arco mais bacana de toda a série, e confesso que é triste ver essa história terminar. Claro que eles não iriam passar o resto de suas vidas fingindo (até porque o Incidente está logo aí), mas não sei se é minha simpatia por LaFleur e Juliet que me fez ficar angustiado com a presença de Phil no armário e a visita surpresa de Radzinsky. A reunião para decidir o rumo a partir de agora também foi interessante, principalmente Hurley citando a época de Fonzie (Heeeey!) e Juliet entregando o código da cerca sônica depois de ouvir um simples "freckles" de James. Agora resta saber se o casal também precisará revelar que são viajantes no tempo ou conseguirão fugir de algum jeito.

Já os flashbacks, apesar de terem esclarecido pouco para sua jornada, mostraram bem como Faraday foi conduzido à Ilha na temporada passada. A cronologia parecia confusa à primeira vista, mas em 77 Daniel provavelmente já era nascido e aquela sua conversa no piano parece ter sido a primeira vez que Eloise tenta afastar o filho dessas distrações inúteis. Mas que tipo de maldição é essa, que faz alguém abrir mão do próprio filho para respeitar o inevitável? Sinceramente, por ninguém fazer a menor idéia de quais são as motivações de Hawking, Widmore ou Linus, às vezes parece frustrante ver tantos personagens vivendo e morrendo como peças nessa grande disputa. Claro que os mistérios são o motivo para muita gente assistir Lost até hoje, mas não faria mal nenhum se a morte de alguns personagens não parecessem aleatórias ou simples formas de amarrar a história. Porém, a única certeza nesse chocante final de episódio é que chegamos à ironia das ironias: a mãe sacrificando a vida do próprio filho, que acreditava ser a mais importante das variáveis e acaba morrendo como a mais infeliz das constantes.

e.fuzii