quinta-feira, 26 de junho de 2008

[9mm] 1x03 Eu Sou Mais Forte

Que beleza de título, não?
Apesar do título de desenho animado, acho que esse foi o episódio que conseguiu sair-se melhor até agora. Dessa vez os investigadores estão atrás de um lutador de vale-tudo que agrediu e matou um rapaz pobre (ou um pobre rapaz) após sairem bêbados de uma balada. E a filha de Luísa ainda estava junto da turma e presencia toda a agressão. Isso até seria motivo para eu reclamar da conveniência do roteiro mais uma vez, mas na verdade acho que esse fato é exatamente o que carrega a parte mais dramática e interessante do caso. Claro que a primeira cena, justamente mostrando o crime acontecendo (numa ânsia de querer chocar mais uma vez) foi equivocada porque tirou a surpresa da revelação da menina, mas por outro lado já colocou o espectador no lugar mais confortável possível, sempre a favor dos investigadores. Além disso, como o rapaz já estava condenado desde o início do episódio, tudo que acompanhamos foi um processo bastante conturbado, levando em consideração palavras balbuciadas pela vítima antes de entrar em coma e o retrato-falado do outro rapaz agredido, que contava com um dom incrível para desenhos.

Entretanto, o grande destaque foi a discussão de como a justiça acaba emperrando quando a lei mistura-se com motivos particulares. Seja no caso de testemunhas não fazerem sua denúncia por medo de retaliação como também influências políticas na corporação. Ainda que para a advogada/mãe do playboy só faltasse o traje de Hera Venenosa para explicar tanta vilania e trejeitos, seu papel mostra o quão impotente a polícia pode ser diante de alguns casos. As duas bombas que explodiram justamente ao mesmo tempo, Tavares usando um carro apreendido e as suspeitas em cima de Horácio, também tiveram destaque por deixaram o departamento desacreditado. Às vezes parece que tudo vai terminar com o departamento se desfazendo para a próxima temporada (o que soaria como um piloto de quase 4 horas).

Ainda nessa discussão, acho bastante verdadeiro que diante de tudo isso, os policiais tenham o desejo de fazer justiça com as próprias mãos. Foi o que aconteceu com 3P, no final, mais uma vez sendo derrotado pelo playboy lutador. No entanto, minha única ressalva é que não consigo acreditar nas motivações de Horácio para ser desse jeito. A situação com sua família (que nunca entendi se é mulher, ex-mulher, irmã ou sei lá eu) é uma das coisas mais chatas que já vi na televisão. Fora isso, para um policial chamado de "velha guarda" é de se imaginar que já esteja cansado de saber como o sistema funciona. Essas suas ações, tanto o assassinato do dono de prostíbulo como a tortura no outro playboy para ele confessar, parecem fora de tom por ele nunca ter sido denunciado antes e por nem estar muito preocupado com isso. Para alguém iniciante até dá para entender, mas esse caso sim é conveniência que chega a ser inaceitável...



e.fuzii

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