domingo, 18 de janeiro de 2009

[Battlestar Galactica] 4x11 Sometimes a Great Notion

Primeiro: sim, o Hélio continua sendo o responsável por Battlestar Galactica aqui no blog. Mas como sei que ele está viajando, de forma extraordinária vou adiantar o processo e colocar meus comentários do primeiro entre os últimos episódios, porque realmente acho que depois de quase 4 temporadas irretocáveis a série merece uma atenção especial nessa reta final.

Depois da chegada à Terra devastada, que não era nada daquilo que a mitologia de Pythia pregava, o tom que o episódio assumiu não podia ser outro. Até porque depois de toda a jornada da série, ela praticamente atingiu um lamentável fim. Continuar com a série sabendo que nunca atingiria aquele "final feliz" talvez ainda seja perturbador, mas por outro lado, essa reviravolta prova a qualidade dos roteiristas em conduzir a série. Nesse momento, eles solucionam as principais dúvidas do espectador -- chegarão eles à Terra? quem são os Cinco Cylons? -- para deixar o caminho livre e desenvolver o final. Ou explicar o final que não existiu.

Antes de tudo gostaria de deixar o link para a excelente matéria da Mo Ryan compilando as opiniões de Ron D. Moore, dos dois roteiristas e do diretor do episódio: Battlestar Galactica's Ron Moore adresses the shocking developments of 'Sometimes a Great Notion'. A matéria é bem extensa (e toda em inglês, claro), mas vale muito a pena tanto pelas questões técnicas como pela explicação do que significa grande parte dessas revelações.
Depois disso não sobra muito o que dizer. Só reforço que durante todo o episódio estava certo de que Kara seria a última cylon e que a nave com seus restos mortais seriam da sua primeira vinda a Terra, antes de voltar de forma mágica e sem saber o que tinha acontecido para a Galactica. Ainda acho que aquilo sob nosso ponto de vista é recente, mas que sendo a "presságio da morte" é algo muito mais delicado, até vendo a reação do sempre tão frio Leoben diante dessa revelação. Foram tantas as especulações sobre a identidade do quinto cylon, que nada poderia causar tanta surpresa. Ellen funciona perfeitamente, principalmente por seu relacionamento com Tigh e a sua consciência de que eles voltariam a renascer. A revelação que toda a Terra era habitada por esses cylons, que se tornam aqui os Final Five, foi chocante e o golpe final nas esperanças da humanidade. Sim, ainda acredito que existem humanos, mas que alguém teve a brilhante idéia de sabotá-los com toda essa mitologia "Pífia" no meio do caminho.

O ar de desespero dentro da Galactica não poderia ter sido melhor retratado. A impossibilidade de Roslin dizer qualquer palavra depois da profunda frustração, as brigas, a nave pichada e o suicídio de Dualla. Completamente inesperado, mas também justo por não ter sido tomada por uma profunda tristeza e sim como uma forma de se terminar agarrada naquele último fio esperança. No entanto, a grande sentença de condenação para toda a humanidade foi Adama tentando provocar sua própria morte, num misto de covardia e auto-piedade. A cena é uma das mais fortes de toda a série e mostra mais uma vez a competência de Edward James Olmos, que mostrando toda sua raiva retorce a boca, falando sem deixar de cerrar os dentes. Acho impossível que uma atuação dessas consiga passar despercebida pelo Emmy ou pelo Globo de Ouro, a não ser que realmente estejamos vivendo num planeta de cylons.

P.S.: Quarta-feira então, tem a volta de Lost!

e.fuzii

3 comentários:

Allan disse...

Eu não posso negar que fiquei um pouco decepcionado com esse episódio. Ele foi muito bom, mas ficou abaixo do maravilhoso Revelations. Fica aparente que Sometimes a Great Notion não foi escrito como aquele que seria a volta de um hiato de meses. Quanto ao que aconteceu no episódio, bom, eu já sabia que a Ellen era o quinto há um certo tempo, então não fiquei muito surpreso. Gostei da escolha e fiquei satisfeito com o modo como a revelação foi feita. O corpo da Starbuck também era um spoiler antigo, mas saber o que ela encontraria não diminuiu nem um pouco o impacto da cena. Aquela expressão do Leoben me deixou com medo... Ele agiu como se a descoberta significasse algo terrível. Isso só me deixa mais curioso para saber qual será a resposta. Sobre esse assunto, só acredito em uma coisa: a Starbuck não é um cylon.

Adama implorando pela morte não me chocou tanto assim. Já tivemos um Adama bêbado no episódio anterior, num estado não tão debilitado, é claro, e isso diminuiu um pouco o impacto, me pareceu uma repetição.
O que melhor representou o estado da frota, na minha opinião, foi o suicídio da Dualla. Ele veio "do nada", mas revisitando o episódio tudo faz sentido. A pobre garota queria deixar a vida com a lembrança de momentos felizes depois desses três anos em busca da terra, que não valeram de nada. Uma Roslin sem palavras ao voltar da terra também foi algo chocante.

A décima terceira tribo ser composta de Cylons foi uma ótima idéia, e encaixa bem com o mantra "tudo isso aconteceu antes e acontecerá novamente". A diferença é que estes cylons antigos, provavelmente criados em Kobol, partiram como amigos da humanidade. No mais, depois dessa revelação, eu me junto ao coro dos que acreditam que este planeta que a frota chegou não é a terra. Deixa eu explicar melhor: ele é a terra da décima terceira tribo, o planeta da tumba de Atena, aquele citado nas escrituras. Mas não é a nossa terra. Aposto que a frota chegará aqui no final da série. O que eles encontrarão é uma boa pergunta.

e.fuzii disse...

É que na verdade esse episódio foi gravado logo no começo da greve (sem roteiristas para reescrever) junto com Revelations, mas decidiram que seu final não seria tão impactante (o que foi uma decisão bem sábia). Por isso, surgiu esse tanto de spoilers.

Depois fiquei pensando se a reação do Leoben não seria simplesmente por ele achar que a Starbuck era a Final Cylon. O que seria desesperador o suficiente, pelo tanto que ele a torturou desde Caprica.

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