quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

[24 Horas] 7a temporada - Recapitulação

A sétima temporada de 24 Horas foi uma das estréias mais esperadas da temporada, tanto pelo hiato de um ano devido à greve dos roteiristas, quanto pela expectativa de que a nova temporada fosse reerguer a série depois da sexta temporada, considerada a pior da série por muitos. Confesso que eu estava com ressalvas com relação à essa temporada, especialmente depois de saber que Tony Almeida voltaria, mas depois de 10 episódios eletrizantes, não tem como dizer que a temporada está ruim.

O 7o dia de Jack Bauer começa com seu julgamento pelas atitudes um tanto quanto anti-éticas que Jack tomou em seus anos de trabalho à CTU, e apesar do julgamento ser interrompido, o método de trabalho de Jack foi questionado inúmeras vezes nos 10 episódios já exibidos, seja por Renee, a agente do FBI que traz Jack para ajudar a resolver mais uma ameaça terrorista, seja por Moss, chefe de Renee, ou até mesmo a presidente Taylor. Jack nunca havia sido tão questionado por suas atitudes quanto nessa temporada, e o tema está sendo bem explorado, ainda mais quando há uma comparação entre Jack e Renee. Renee muitas vezes fica perdida entre o ético, e o que é necessário para fazer o que é certo, e suas hesitações em seguir o estilo Bauer de torturar deixa claro o quanto Jack teve que sacrificar de sua vida em troca da segurança para no fim ser julgado. Não dá para dizer se há um certo ou errado nesse caso, mas é bom ver uma trama pessoal para Jack, ainda mais sendo bem desenvolvida.

Mas, 24 Horas ainda é uma série de ação, e é claro que o dia de Jack estava apenas começando quando ele foi retirado do julgamento por Renne. Uma ameaça à segurança americana começava a surgir, e qual não foi a surpresa de Jack ao ver Tony Almeida envolvido? O envolvimento de Tony Almeida, no entanto é somente o começo de uma trama que tem como objetivo impedir a intervenção americana em Sangala, um país fictício da África. Além da ameaça com ações terroristas dentro de solo americano, o governo tem que lidar com a corrupção dentro da Casa Branca e de agências de segurança. A ameaça do sétimo dia prende desde o começo, com as dúvidas sobre a lealdade de Tony e o duelo dele com Jack, mas isso logo é resolvido. Tony revela que está trabalhando com Buchanan e Chloe para acabar com a corrupção dentro do governo (uma mini-CTU, rá!), e impedir que a influência de Sangala nos EUA acabem com vidas inocentes. Para conseguir isso, Jack e Tony trabalham disfarçados e entre envolver o Primeiro Ministro de Sangala, ter que fingir matar Renee e ferir/matar inocentes, a interferência de Sangala é neutralizada.


Ao fim do 10o episódio, fica a impressão de que a temporada poderia acabar por causa do ritmo frenético da temporada e as conclusões rápidas, mas a aparição de Tony para Jack, numa das cenas mais bonitas da temporada, mostra que é o fim do primeiro ato, apenas.



Observações:

* a trama do primeiro cavalheiro, que começou como as tramas de adolescentes-pentelhos das temporadas anteriores na verdade se mostrou ponto-chave para conseguir capturar Dubaku. Bem interessante ver o crescimento gradual dessa trama.
* a volta do Tony foi muito mal-explicada, mas eu sou fangirl total do Tony, e não vou reclamar do retorno dele, ainda mais quando se encaixou nos acontecimentos.
* o FBI parece uma neo-CTU. Tem uma pseudo-Chloe, um traidor, um chefe mala...

* melhor frase da temporada: "With all due respect madame President, ask around."

* na próxima semana, cobertura normal dos episódios.




Marcelle Blackstar

3 comentários:

eliza disse...

PAST!amei seu resumo!
perfeito!

aquela cena final do jack e tony no 10º epi foi cena digna de season finale!
ameii

Allan disse...

Eu não esperava nada dessa temporada, mas ela até que está sendo divertida...

Anônimo disse...

Marcelle: legal ter comentários aqui sobre 24... tava mesmo fazendo falta. Você abordou os pontos principais, está de parabéns. Quanto à série, esta temporada está empolgando. De qualquer forma, pra quem é fã como eu, cada episódio é uma delícia. Abraços (Imortal Tricolor)