segunda-feira, 27 de novembro de 2006

[Heroes] 1x09 - "Homecoming"


“Save the cheerleader. Save the world.”

A mensagem de um Hiro do futuro para o Peter Petrelli do presente foi o grande mote deste início de série e que vinha gerando grande interesse daqueles que a acompanham. Do lado positivo, impulsionou os personagens a um objetivo comum e criou mistério e expectativa. Do lado negativo, essa expectativa foi alimentada de uma forma muitas vezes excessiva e super valorizada, a ponto de se criar um clima de final de temporada e qualquer resolução que não se aproximasse de um clímax semelhante poderia acabar sendo decepcionante.

Pois embora houve tensão e adrenalina na tentativa de Sylar em matar Claire, o episódio esteve longe da empolgação e ação que muitos esperavam. De fato, foi muito pouco para tanta propaganda. A valorização do “save the cheerleader” não foi apenas nos vídeos promocionais e propagandas da série, mas chegou ao ponto de quase todos os personagens terem proferido a frase nos últimos episódios, incluindo aí Nathan e Simone, numa dessas informações privilegiadas que os personagens têm e que o espectador perdeu quando foi que isso ocorreu (ok, Peter supostamente contou a Simone, mas me pareceu ilógico, aliás toda a seqüência envolvendo o tal quadro me pareceu artificial). O cúmulo foi Peter Petrelli ao final do episódio, todo abobalhado, perguntar a Claire “E aí, eu salvei o mundo?” Não há necessidade dos roteiristas nos jogarem na cara a importância do momento. Deixar a coisa fluir naturalmente é o suficiente.







Seja como for, é melhor ignorar a propaganda enganosa e se concentrar no que realmente significam estes eventos na série, com apenas nove episódios já vistos. Os personagens ainda estão sendo desenvolvidos, a trama principal ainda está ganhando forma, então o encontro entre Claire, Peter e Sylar me pareceu bastante coerente: Claire, apesar de indestrutível, assustada como uma adolescente não poderia deixar de estar, Peter ciente do seu objetivo, mas sem saber como realizá-lo, e Sylar fazendo o que melhor sabe fazer, mas errando o alvo, graças a confusão feita tempos atrás envolvendo outra cheerleader e o incêndio do episódio piloto, em que Claire salva um homem. Tivemos também a oportunidade de ver como Sylar abre a cabeça de suas vítimas e não deixa de ser assustador, comprovando como ele é poderoso. O motivo, contudo, permanece um mistério.

A situação serviu para firmar a condição de herói do Peter. O personagem não tem muito carisma, o ator é fraco, mas fica óbvio que ele é central na trama. Ter visto sua própria morte através do quadro de Isaac e ainda assim buscar seu objetivo certamente contou muitos pontos para o Peter como protagonista da série (mas a forma como ele escapou dessa morte foi absolutamente previsível). Nathan, por outro lado, continua tomando decisões erradas achando que é para o bem de todos. Se futuramente os personagens se dividirem em grupos rivais, possivelmente os irmãos estarão em lados opostos.
Por algum motivo obscuro, eu não me empolgo para escrever sobre Mohinder. O máximo que vale a pena citar de sua participação é que confirmamos a existência do garoto que invade os sonhos e a sua descoberta dos arquivos do pai, essenciais para encontrar todos que detêm algum tipo de poder. Como Chandrah Suresh inventou um meio para isso é algo que eu prefiro que eles não entrem em detalhes. Deixa pra lá. Infelizmente a lista de nomes que surge na tela não revela nenhum nome conhecido que a gente já não sabia. Era uma boa oportunidade de nos surpreender.




A participação de D.L. e Micah não trouxe nada de novo para a relação dos dois, embora eu confesso que gostei da lição de moral do moleque (“foi assim que me senti quando você nos deixou”, ou algo do tipo). Niki/Jessica, no entanto, é sempre um prazer de ver. A resolução para a situação das duas será complicada para os roteiristas, porque Niki é a mocinha, mas Jessica é muito mais interessante.

Por último, foi rápida e surpreendente a participação de Eden e o haitiano sem nome (incrível como Matt e Ted concluíram exatamente a mesma nacionalidade para o rapaz!). Ela, especialmente, está ganhando cada vez mais espaço na série e tem tudo pra ser uma das personagens mais interessantes do grupo.

Episódio muito bom. Não culminou num grande clímax a tão esperada salvação da cheerleader, mas coerente com o todo, e ainda criando expectativas diversas (o que acontecerá com Sylar? E Peter? E D.L.?). Nota 9,0.


No próximo episódio: O que aconteceu 6 meses atrás? Hiro tenta salvar Charlie; Nathan e esposa sofrem um grave acidente; E mais revelações sobre as vidas de Jessica, Eden e o haitiano.

2 comentários:

Marcus Silva disse...

Está demorando muito para sair os comentários de Heroes. Mais de uma semana, e não é a primeira vez.
Sei que é fácil reclamar, mas sei lá...podiam dar um pouco mais de prioridade à série.
Os comentários estão muito bons, tava ansioso para ler.
Abraço

Comentarista Hélio disse...

Marcus, falha total minha. Mas to tentando consertar isso, tanto que o comentario do novo episódio já está aí.

É uma pena que o próximo episódio será o último antes de um intervalo de mais de um mês. Mas estaremos aí comentando outras séries e filmes. Obrigado por acompanhar os posts e, por favor, sempre que possível deixe seus comentários!

Um abraço.