segunda-feira, 10 de novembro de 2008

[CRIMINAL MINDS] 4x06 "The Instincts"




Bom, muito bom! Não só esse episódio como também o tanto que promete o próximo!! Ele será a segunda parte de um episódio duplo, que se iniciou com um caso entremeado com sonhos do nosso amigo Dr Spencer Reid.


O episódio começa com Reid sonhando (enquanto a equipe está no jato, viajando para resolver o caso da semana) com um menino assassinado, após ter sido violentado. Um bebê também aparece no sonho e parece-lhe ser o bebê da JJ. Quando ele acorda e comenta o sonho com a equipe, têm início as análises psicológicas que permearam o episódio − algumas interessantíssimas. O bebê seria, na verdade, ele mesmo, num porão que, em regra, representa a infância, por ser a primeira parte da casa a ser construída.




A cena recorrente no sonho de Reid.


O unsub da semana seqüestrou e matou um menino, após mantê-lo durante uma semana e tê-lo tratado muito bem. Agora, está com o segundo bebê e a BAU precisa encontrá-lo logo.


Ótimo comentário da Prentiss quando ela e Rossi visitam o local em que acharam o corpo: a cena do crime está bagunçada e ela diz que esses investigadores de cena de crime (vulgo CSI...) resolvem bancar detetives ao invés de se aterem ao que é o trabalho deles, e acabam bagunçando tudo. Detalhe: o episódio se passa em Las Vegas e, nessa cena, eles estão bem no deserto!!



Prentiss para Rossi: os CSI não deveriam se meter a detetives.


Enquanto Morgan e Reid passam a noite na casa do menino desaparecido, Reid sonha novamente e acorda a família. Rola uma saia-justa, mas, além disso, rende uma ótima cena entre os dois, conversando no quarto do menino.


A equipe tenta identificar o criminoso no enterro do primeiro garoto, mas acaba prendendo a pessoa errada. Por sinal, mais um freak desses que vivem à solta, e resolveu filmar o caixão da criança!


A elucidação do caso (como já ocorrera em momentos brilhantes da série) começou com uma conversa de Reid com a mãe (lembrando que ela vive internada numa clínica para doentes mentais lá em Las Vegas) e com a análise da gravação do telefonema entre o unsub, a mãe da vítima e Hotch. Reid percebe que o unsub é mulher e, a partir daí, tudo logo se esclarece.
Um ponto daqueles que não me convencem, que soam forçados: que papo é esse de ‘cabelos da nuca que se arrepiam ao sentirmos medo e que nos dizem − sem erro − quem é o desconhecido que realmente significa perigo'?? Eu juro que preferia que tivessem identificado a unsub de outra maneira que não a 'adivinhação' da mãe do menino.


A unsub da semana: cara de anjo.


Voltando ao que interessa − sim, a questão envolvendo Reid é mais interessante do que o caso da semana −, o que temos são sonhos que se repetem desde que ele era bem pequeno; a sensação dele de já ter estado naquele cemitério quando criança, com a mãe; a mãe que pressentia que ele estava em perigo por volta dos quatro anos de idade; o caso concreto que Morgan descobre que ocorreu de verdade, na época que coincide com a idade de Reid criança. Muito interessante foi Morgan citando Jung e concluindo que Reid poderia ter tomado qualquer rumo na vida; se decidiu estar na BAU e lidar com esse tipo de crime e de criminoso, há razões inconscientes para isso.



Morgan: um bom amigo para Reid.

Mal sabíamos qual razão seria essa, e que ela estava a dois minutos de ser revelada: o pai de Reid. Sim, quando criança ele viu o pai (ou achou que viu!!!) como responsável pela morte do tal menino Riley. Daí a mãe senti-lo em perigo nessa idade!!

O melhor do episódio: Reid vai dormir com a mãe e, finalmente, tem coragem de ver o rosto do pai no sonho. Por quê?? Porque está protegido, com a mãe a seu lado. Seu ‘Shelter from the storm’ (seu refúgio, seu abrigo, sua proteção durante a tempestade), como na maravilhosa canção de Bob Dylan que toca ao fundo. Que bom gosto! Que presente!


Reid dormindo ao lado da mãe.

Semana que vem saberemos da história toda. Quem sabe embalada com mais Dylan...


Até o 4X07.
Célia.

PS. Não, eu não vou dizer, como muitos andam escrevendo por aí, que não é possível tanta desgraça na vida de uma só pessoa como no caso do Reid. Tudo bem que é muita caca mesmo, mas só assim para justificar essa personalidade tão incomum: muita coisa incomum deve ter ocorrido com ele, então. E, por enquanto, tudo me parece se encaixar.

4 comentários:

jackie disse...

Assim, como você gostei desse episódio. Achei, interessante saber que não se tratava de um pedófilo mas, de uma mulher doente pela perda do filho.

Achei, que os delírios do Reid foram excessivos. Ele teve o que....uns 3 delírios??? Creio, que um só, bem feito seria suficiente para entendermos que havia uma identificação dele com o caso. As cenas do Reid com sua mãe foram bem legais, espero que eles melhorem o seu relacionamento. E fica aqui o mistério....será que o pai do Reid é um assassino???

A Prentiss dando uma pressa no pedófilo....show! Adorei, a cara dela dizendo...."A morte te excita", muito boa! Tanto que o Rossi ficou mudo depois dessa.

Enfim, foi um bom episódio e espero que próximo seja melhor e que a explicação dos delírios do Reid seja boa também!

Nos vemos no próximo episódio, até mais!!!

Jackie (comunidade Criminal Minds Brasil)

PS: Só eu e vc que comentamos os episódios de CM, aqui e na comunidade, que pena, né?

Celia Kfouri disse...

Acho que o que aconteceu com Reid foi que suas memórias foram despertadas pelo caso que estavam investigando. Um menino, de idade parecida, na mesma cidade. E essas lembranças (que em parte sempre existiram, nos sonhos dele) começaram a se revelar.

Quanto aos episódios, é uma pena que não sejam muitos os que comentam. Eu sei de gente que só não comenta para não ter que meter o pau... Realmente a 1a e a 2a temporadas foram superiores, mas acho que tem muita coisa boa ainda, e muita coisa boa por vir!! (fingers crossed!!)

Gabriela Spinola disse...

Não, não é impossível, e sim, isso se reflete na personalidade dele. Reid não é exatamente o tipo de pessoa mais "aberta" à conversas e contatos humanos que existe. Mas se você olhar a infÂncia dele, é totalmente justificável.

Spencer Reid é igual à Lilly Rush, de Cold Case (exceto pelo fato de ela ser mulher, e que nós, mulheres, temos maior autocontrole). Ela, aos 6 anos, foi abusada pelo pai, que a abandonou com a mãe, que tinha acabado de ter a 2ª filha, Christina. A mãe dela, Ellen Rush, era drogada e viciada, que acabou por se casar outras duas vezes. Lilly tomou consciência que não queria - tampouco podia - acabar igual à mãe. Duas semanas antes de se casar, encontrou o noivo, Patrick, no "rala-e-rola" com sua irmã, o que foi a gota d'água. Foi a primeira mulher no depto. de Homicídios da Filadélfia, teve um caso com seu ex-parceiro que era casado, diabético e fumante (não, tia Stiehm, eu não caio nessa história de transferência por problemas de saúde, especialmente depois que o Chris Lassing murmurou "sorry Lil, I've got a wife at home waiting for me), viu sua irmã sair com seu atual parceiro, Scotty Valens (o que rendeu um bom tempo de "briguinhas" entre Rush e Valens), foi traída ou levou um pé-na-bunda de todos os namorados que teve, foi "forçada" 9com muitas aspas mesmo) a seduzir um suspeito para obter uma confissão, foi feita de refém e levou um tiro... A única sorte dela até agora, com a série já na 6ª temporada, foi ter "fcado" (poxa, seis episódios é MUITO tempo pra ter acabado em só um beijinho, um strike e uma taça de vinho!) com o Eddie Saccardo, o ex-Vince D'Angelo de "Will & Grace".

Me fala só se não é Lei de Murphy pra esses detetives?

Celia Kfouri disse...

Olá, Gabriela!

Concordo com você. Só muita, mas muita coisa junta para delinear uma personalidade como a de Reid.

Quanto a Cold Case, assisto esporadicamente. Fiquei até com vontade de acomoanhar melhor!

Apareça mais!