quarta-feira, 5 de novembro de 2008

[FNL] 3x05 Every Rose Has Its Thorn

E bastou Smash sair, para termos o retorno de Jason Streets à série. Sem precisar de maiores explicações, já vemos Jason como pai e passando por dificuldades para manter seu emprego e cuidar da criança. A sua idéia do negócio imobiliário é interessante por fazer uso dos irmãos Riggins, que infelizmente estão ficando com histórias cada vez mais desgastadas. A grande mancada foi trazer o motoqueiro criador de furões de volta. Mas dá para desculpar por Tim ter sido Buddy-tomizado com as dicas imobiliárias e repetí-las exaustivamente. Jason ainda mostra toda sua confiança e sua lábia para conseguir boas oportunidades. Achei seu discurso para convencer Buddy Garrity um pouco fora de tom, talvez porque eles tenham uma relação próxima o suficiente para não depender só de seus grandes momentos como jogador. A notícia de que sua namorada quer voltar para a casa dos pais foi de cortar o coração, mas como Jason só deve aparecer em poucos episódios, é somente para criar um suspense mesmo.

Já tivemos na primeira cena aquilo que todos de Dillon estavam esperando: J.D. McCoy estreando num jogo "oficial". Toda a imprensa e torcida esperavam por uma atuação mágica do jogador, e ele não decepciona. Mesmo com Matt Saracen garantindo a vitória como um elemento surpresa, foi mais do que natural que J.D. saísse carregado nos braços dos torcedores. As coisas também não vão bem para Landry que tem de aguentar ver Tyra sendo levada pelo peão. Eles compartilham suas derrotas no carro, ao som de "I Remember You" do Skid Row, enquanto Matt reclama que ouvir power ballads nesses momentos é um terrível clichê.

Por outro lado, Matt está cada vez mais próximo de sua mãe, uma história que poderia ter sido adiantada já na segunda temporada. Obviamente, nesse momente serve direitinho por não sentirmos tanta pena do rapaz. Zach Gilford continua com seu ótimo trabalho ao retratar toda a introspecção de Saracen, principalmente quando ele tem a conversa final com sua mãe. Julie não precisou nem dar seu apoio nesse episódio, e acabou presa numa história simples, mas que também serviu para aproximar mãe e filha (ou para reafirmar a excelência de Tami Taylor). Acho que essa é uma das situações mais comuns para uma adolescente, fazer uma pequena tatuagem escondida e ser repreendida pelos pais, mas ainda assim foi uma boa forma de gastar tempo do episódio.

Play of the Week: Anotem aí como deixar uma cena sutilmente tensa. Coach Taylor vai até a casa de Matt para avisá-lo de que será reserva pouco antes de sua avó chegar toda empolgada pela presença do treinador. O incômodo dos dois é aparente e para evitar um silêncio constragedor, Coach Taylor decide sair o mais rápido possível dali, por mais indelicado que isso possa ser.



e.fuzii

Um comentário:

Davi Cruz disse...

Eric, concordo com tudo que foi dito - e achei esse episódio inferior aos 4 anteriores.
Falando em power ballads, o título do episódio refere-se a uma musica do POISON...

Dá uma olhada no podcast #3, que é um especial sobre FNL.

abraço,