quinta-feira, 10 de abril de 2008

[CRIMINAL MINDS] 3x15 "A higher power"





O episódio da semana me pareceu bem diferente da maioria. Digo isso por diversas razões.

Primeiro, por ver Prentiss em evidência. Ela costuma ser a coadjuvante por excelência e dessa vez teve muito destaque. E acho que deu conta do recado. Gosto mais dela do que da JJ, que é bonitinha demais para o papel. Foram interessantes as cenas em que ela questionou até que ponto o trabalho desenvolvido por eles ‘faz alguma diferença’. Um pouco de crise pessoal é sempre bem-vindo. Serve para reposicionar; quebrar repetições de comportamentos já automatizados; trazer uma certa ‘novidade’.



Prentiss em evidência.

Além disso, estranhei muito a resistência do Morgan em visualizar que ali havia um caso para o BAU. Ok, ele podia não pressentir de início a atuação de um unsub, mas nunca fechar os ouvidos aos argumentos dos demais.


Ainda, senti por Hotch se ausentar por questões de família. Ele pediu a Rossi que contornasse sua ausência pois precisava conversar com seu filho. Bom, para mim, isso é papo de maluco. Nas cenas finais ele narra ao Rossi o ‘diálogo’ que teve com seu filho e a ‘resposta’ que esse deu. Ué? Ele não é um bebê? Ainda que uma season signifique um ano transcorrido na vida dos personagens, o menino deve ter dois anos! Reconheço que, fantasiosa em termos cronológicos ou não, Hotch parecia verdadeiramente devastado. Seu semblante estava mais austero e pesado do que nunca. E o bom gancho que a questão rendeu foi a atitude de Rossi. Ele pareceu sincero no seu apoio, até mesmo carinhoso em relação ao Hotch, bem a estilo do Gideon (ai, Gideon... por onde andas?? - Para mim, eles tentam, tentam, mas vc continua bem à frente!).


Hotch e sua dor.


Bom, mas ainda não falei do unsub da semana! Mais um anjo da morte. E bem interessante pelo seu modus operandi!
"Anjo da morte" é o nome que se dá a um serial killer que mata ‘movido por boas intenções’. Alguém que crê que, ao matar, está fazendo o bem para sua vítima. Mata por piedade ou por compaixão. Caso clássico de médicos ou enfermeiros que, ‘por piedade’, praticam eutanásia em inúmeros pacientes terminais.




Unsub da semana.

No ep da semana, o unsub se infiltra em grupos de ajuda como Alcoólicos Anônimos, Neuróticos e/ou Narcóticos Anônimos. Ele escolhe vítimas por julgar que não conseguirão lidar com sofrimento que expõem ao grupo e, assim, mata-os, por comiseração (tudo tendo origem numa história pessoal não muito original de abuso por parte do pai, do irmão vitimizado, etc). O vínculo estabelecido entre os membros é o fator de confiança de que ele necessita. O caráter anônimo das reuniões é o escudo por detrás do qual se esconde. E, convenhamos, ele é muito perturbado!! A cena da mãe balançando enforcada no cômodo logo ao lado do bebê chorando é macabra!!





Macabro!

Pra concluir, o grande destaque do episódio, para mim, foi todo o know-how que Dr Reid demonstrou possuir sobre esses grupos de ajuda mútua (foi o que levou ao esclarecimento do caso!). Ele estava falando por experiência própria? É assim que ele vem lidando com o problema com drogas mostrado na 2ª temp? O recado a mim transmitido foi esse.


Dr Reid, grande diferencial da série.


Por falar em Reid, o episódio da próxima semana promete! É centrado nele (na promo, ele diz que sabe exatamente como o unsub se sente!! Está perturbado e perturbador!) e tem como roteirista o escritor da maioria dos ‘clássicos’ de Criminal Minds.

Que venha, então!!

Célia.

2 comentários:

Ribas disse...

Pois é
Pois é
Pois é

Eu achei muito confusa a trama desse anjo da vez, tudo levava a crer que seria alguem ligado ao tal desastre, todas as vitimas tinham ligaçao ao problema, maaaaaaaaas derrepente tudo (p/mim) toma outro rumo, apressam, acha-se o anjo e finito...

Confesso que não gostei desse ep...

Vou ver o próx. já já

Até breve

Diego disse...

a cena da criança é realmente perturbadora.
vi isso na madrugada e fiquei perplexo.
nem via a série mas agora fiquei curioso