terça-feira, 10 de novembro de 2009

[V] - Pilot

por Tatah
obs.: esse post tá BEM descritivo sobre o episódio.

ABERTURAPOST

 

Ok. Taí a maior “promessa” de sucessora pros/as viúvos/as de Lost.

Diferente de Flashfoward… acho que essa vai hein??

Pra começo de conversa, V é um remake. Já teve minissérie, série, enfim, não é nenhuma novidade: foi de muito sucesso nos anos 80. Mas como o tema é bão, o elenco é bão e os efeitos melhoraram muito de lá pra cá (aleluia!), há esperanças nesta releitura.

Por quê?

Bom… digamos que é uma série que mistura religião com ficção científica; em que existe uma resistência que pouco sabe sobre estranhos ameaçadores, mas ainda precisa se defender contra “eles”, num evento que ninguém consegue entender por completo...

Daí você pensa onde viu essas coisas ultimamente e conclui porque ela tem características bem interessantes pra pegar o público de Lost.

ve

(agora, que essa abertura com o nome da série virandinho em fade com uma música só num tom foi CARA-DE-PAU, ah, foi. xD)

Enfim.

Tudo começa com a pergunta: “onde você estava no assassinato de JFK? onde você estava no 11/09? onde você estava esta manhã?”. É nessa hora que a gente vê que é uma série americana; afinal, comparar o assassinato do JFK, um evento nacional dos EUA com uma invasão interplanetária em escala mundial é algo necessário em qualquer produção audiovisual americana que trate de alienígenas.

Aliás, fiquei chocada que nossos personagens não incluem o presidente íntegro, moral, justo e honesto dos EUA! yet :D

Mas, nossos personagens principais são:

juliet

 
Juliet Erica, uma agente do FBI divorciada que é a única em todo o FBI que saca uma célula terrorista “ativa” enquanto a zona toda acontece;

 

padre

 

Padre Jack, que é o único em todo o mundo religioso a desconfiar da “devoção” que os Vs causam;

 

negão


Ryan, que não só está na cota para negros como também na cota para Vs: ele é um V que “desertou” do plano maligno e agora ajuda os humanos;

 

filho


Tyler, filho de Erica; é o adolescente rebelde incompreendido e burro que se deixa levar pelas “goshtoza” aliens e pela “mensagem de paz” dos V e


jornalista


Chad, o jornalista âncora que provavelmente só está lá por causa do teste do sofá, e agora que quer evoluir na carreira só enxerga uma chance ajudando a propaganda dos V.

 

Há também a noiva de Ryan, mas ela é tão secundária que nem quis perder meu tempo com um screen. :D

Enfim, pelo início já vemos que a coisa vai ser boa. A apresentação dos personagens se dá só pela resposta da pergunta inicial, então vemos onde cada um estava quando as naves chegaram e se posicionaram em cima das maiores cidades.

Agora o pensamento que todos tivemos, na boca de dois figurantes:

figurantes- “É o Independence Day!”
- “Que é uma cópia de qualquer antecessor sobre invasão alienígena”

HEHEH.

 

NA CARA

do Roland Emmerich!

 

Caham.

Depois de juntarmos as pecinhas dos personagens e sermos jogados com eles dentro da zona toda, aparece ela, a linda e bela Anna, chefona dos ETs, com sua imagem projetada embaixo de cada nave passando para todo o mundo a alegria dos “Visitantes” ao encontrarem outra vida inteligente no universo.

anna

Mas o melhor de tudo é que não tivemos um português podrão jogado goela abaixo já que Morena Baccarin, a atriz que interpreta Anna, é brasileira! :D

brazilcomo conseguir a “devoção” do público brasileiro em 30s

A partir daqui a coisa começa pra valer. Os personagens vão entrando em suas historinhas até tudo convergir pra cena final.

 

juliet_carinha Juliet Erica continua rastreando a tal “célula terrorista” cuja comunicação se intensificou durante a chegada dos Vs. Ela e seu parceiro Dale acabam encontrando, no meio do nada, embaixo de uma cabaninha de madeira podrona: uma quantidade fenomenal de C4, identidades genialmente falsificadas e um cara assassinado. Depois de identificar o pobre morto, Juliet Erica descobre que o cara também sabia dessa célula terrorista, e iria numa reunião para descobrir mais.

Obviamente, ela e Dale resolvem ir na reunião no lugar dele, já que, pela mensagem encontrada no celular do infeliz, era uma reunião com um monte de gente desconhecida entre si. Dale fica de guarda, ela entra no meio da galere.

 

liderresistencia Enquanto isso, no lustre do castelo, Ryan tem sua paciência enchida por um estranho cara que não pára de ligar para seu celular – o que, no final das contas, acaba causando ciúme na sua noiva. Na real, este cara é o líder da resistência, e pela conversinha dos dois sacamos que esse negócio não é de hoje e que Ryan era “das antigas”, mas resolveu sair do grupo para manter a noiva chata em segurança.

 

malucoepadre Depois de um sermão com o tema: “será que devemos acreditar tanto assim nos Vs, às cegas?” do querido Padre Jack, um homem que ouviu tudo volta à igreja, baleado, com um estranho envelope. Antes de morrer, diz que o padre precisa ir até o endereço indicado e levar o conteúdo do envelope – e ainda, insiste na importância de tudo aquilo.

 

interior navezona Já o filho adolescente burro revolts mané de Erica, Tyler, consegue visitar com o amigo o interior da nave dos V. Depois de entrar numa navezinha super Jornada das Estrelas (sério!! revival total), eles entram na “nave-mãe” e vislumbram a cena da foto acima.

Lá também encontram a “V loira goshtoza”, que os SEDUZ. HAHAH. Enfim, ela sugere que eles se inscrevam no programa “embaixadores da paz”, pra saírem por aí pregando a boa palavra dos V. Precisa ter mais de 18 anos, eles tem 17, e aí a gente já saca que vão falsificar a assinatura né. Até porque Tyler tem uma discussão com Erica quando ela descobre sua “obsessão” pelos Vs, dizendo que ele precisa pensar por si próprio… e obviamente, como um bom adolescente burro revolts, ele dá a mínima.

 

entrevistaDepois de “salvar” Anna dos jornalistas depois de uma declaração na ONU, Chad é convocado por ela para uma entrevista exclusiva, para tentar controlar a reação violenta que algumas pessoas resolveram ter em relação aos Visitantes. Ele super fica feliz, subir na carreira oba MAS, pouco antes de entrar ao vivo, a coisa desanda.

Anna diz que ele não deve fazer perguntas difíceis e que comprometam os Vs; que ele deve agir como fez anteriormente, na ONU (ele simplesmente perguntou sobre a beleza dos Vs, tsc). Obviamente Chad fica todo WTF, mas quando vê que Anna realmente se recusa a dar a entrevista caso não esteja nestes termos.. bom, ele cede.

E é mais um sacando que os Vs podem não ser tão confiáveis e nem tão gente boa (mesmo que Anna tenha dito que a intenção é fornecer um sistema de saúde universal e gratuito pra humanidade).

Mas, a reunião.

 

REUNIAO 2 Nesta reunião, o líder da galera primeiro começa dizendo que todos vão ser anestesiados porque é necessário checar se todos têm CRÂNIO. Se não tiverem, são Vs.

Depois, dá um panorama geral da coisa: os Vs, na verdade, não são amiguinhos coisa nenhuma. Eles definitivamente não têm aquela aparência: são répteis que clonaram a pele humana para se disfarçar, andar entre nós. Estão aqui há anos… se infiltrando em todos os campos possíveis: no governo, na milícia, tudo. O plano deles é gigantesco, e a fase final é essa, se mostrar a todos. Aos poucos, a idéia é eles se firmarem como os salvadores, conseguirem a devoção da humanidade e, com isso, vão destruindo geral: guerras desnecessárias, economia zoadíssima, fé transformada em extremismo.

Ou seja… aqui, na verdade, está a grande promessa da série. Não queremos só ver um bando de ETs disfarçados de gente simplesmente sendo um bando de ETs disfarçados de gente. A série abre um leque de possibilidades, seja com dramas políticos, econômicos, sociais e até religiosos (afinal, um padre é protagonista). Manipulação velada e efeitos especiais maneiros? TAMOS AÍ GALERA.

Bom, obviamente Juliet Erica não acredita muito nesse papinho de conspiração, mas tudo muda quando o padre Jack mostra seu envelopinho com as provas: um monte de fotos de supostos Vs disfarçados. E, numa dessas fotos, Erica reconhece um homem das tais identidades falsas que ela encontrou ao lado daquele C4 todo.

E conclui: há também uma célula terrorista V.

Mas aí tudo desanda, claro.

A reunião é interrompida por uma bombinha V que mata parte da galera. Vários Vs invadem o lugar, lutinhas em geral, mas um deles… é Dale, o parceiro de Erica!!! :O (ok, eu saquei desde a metade do episódio que o cara não era ‘normal’). Enfim, ela acerta ele, e depois ainda o mata.

zoio do v “oie, eu sou o Dale, ó meu zóio q bonito”

Mas, DO NADA, Ryan também surge pra ajudar. Acaba levando um corte, o líder (deu pra sacar que eu realmente não consigo lembrar o nome do cara né?) se liga que seu velho companheiro de luta é um “inimigo” e vem a explicação: o cara realmente é um desertor, sabe da existência de outros como ele e agora quer ajudar a resistência.

Claro, ele ainda vai pra casa pra dizer pra noivinha mala que “não dá mais bem, sou um ET que precisa ajudar os humanos not”, mas encontra a mulher desolada com o anel de noivado que ele tinha comprado e, pelo jeito, desiste de contar.

 

peacealways

 

 

 

 

 

(eu tinha feito uma longa análise do quanto V pode ser boa, mas a luz piscou na hora que eu fui apertar o “salvar”, e eu ESTOU PUTA, e vocês vão ficar sem. mas imaginem – tava bem bom!! hahaha)

 

 

 

 

 

Hoje a noite teremos mais um episódio de V… vamos que vamos, que a série tem tudo pra ser excelente!! :D

 

Té!

o/

 

 
  @tatahb_ 

(fotos: reprodução)

3 comentários:

netiteve disse...

Eu era um V-fã na década de 1980. Então essa estreia era muito esperada.

Como você disse a série tem uma premissa tão forte que nem importa que seja um remake ou que as centenas de cópias que vieram tornasse o tema um repeteco.

O que eu mais gostei é que fizeram uma mistura de personagens e situações e não estragaram nada. Pra falar a verdade ficou bem melhor que o original que tinha uma dezena de personagens.

O grande problema de V (2009) é como fazer a série durar em temporadas de vinte e tantos episódios. Nesse piloto eles praticamente usaram um terço do visto na primeira minissérie.

Vou ver agora mesmo o segundo episódio e conferir se tudo continua ótimo.

Talitha disse...

bom, eu não vi a original, mas eu acho que dá bastante pano pra manga ainda.

o bom dessa série é q ela realmente não PRECISA de tanto ponto de virada e clímax como Flashfoward precisa pra se manter. se apostar no drama, dá pra ter bastante episódio bom em que a trama não precisa andar tanto, mas mostre aspectos interessantes da invasão/manipulação/etc.

e tbm, vou ver o segundo episódio pra saber se essa minha idéia vai continuar valendo... XD

[ Alison do Vale ] disse...

eu achei DU CARAJO.
super-produção; personagens bem desenhados e a trama dá pano pra manga. acho que não será problema desenvolver a temporada numa boa sem encheção de linguiça. bom, assim espero... =p