segunda-feira, 24 de setembro de 2007

[DEXTER] [FOX] 1.12 Born Free

Série boa mesmo, de fato, não precisa de cliffhanger. Dex não usou esse recurso para chamar a sua 2ª temporada. Vamos acompanhar porque confiamos na qualidade da série, a melhor, em minha opinião, produzida no ano passado.

O desespero de Dex ao procurar Deb contrasta com a decepção que sentiu por Harry. E o que é mais forte? Nascer livre, como o nome do episódio, implica um novo Dex, longe do código e do seu passado. Mas é possível sair de uma vida que esteve mergulhado por tanto tempo? Sair do conforto de um ritual para matar com um significado maior que o crime em si? O Dexter cool e frio não está presente nesse episódio. E isso é soberbo.
O clima não poderia ser pior para ele, Doakes no seu apartamento e o seguindo com a certeza de que ele sabe muito mais. A pressão por Deb, LaGuerta perdendo o comando e com isso, a proteção que ele tinha.O canalha do pai dos meninos, Paul, colocando dúvidas razoáveis na cabeça de Rita. A confrontação final com seu passado, naquele contêiner onde ocorreu o massacre.
As lembranças de Dex emergindo, a casa de sua família, as brincadeiras, as unhas pintadas de cada cor de sua mãe...Alias, porque Rudy matava as prostitutas e pintava assim? Seria uma associação possível a sua mãe?

Uma cena que eu jamais vou esquecer é Dexter se negando a matar Deb e dizendo: Não Deb, eu tenho muito carinho por ela.

A cena clímax, com Dex questionando porque traiu um irmão que o conhecia e o aceitava, para salvar Deb e o código. Um grande questionamento, sem dúvida. Mas eu não acho que foi resolvido com a morte de Rudy, mas com um pequeno gesto, ao acariciar os cabelos de Deb, enquanto ela dormia, apesar de ser uma armadilha. Essa foi a escolha de Dex, seguir o código. Ser um Morgan.

Confesso que senti pena de Rudy (difícil chamá-lo de Brian), talvez a maior vítima desse massacre. Ele não teve chance alguma.

A seqüência final, com "o show de Dexter" e a alusão que, lá no fundo, desejamos ser assim, ou, pelo menos, queremos um justiceiro que faça o trabalho sujo por nós, foi maravilhosa!

O desfecho foi ousado, assim como todas as referências e frases de efeito de todos os personagens. A conclusão de LaGuerta e Masouka.
Acho que Dexter, assim como Lost em sua 1a temporada, vai mudar o modo de como fazer seriados na TV.
Go Dex, Go! Eu sou sua fã número 1.

Danielle Mística



É claro que o melhor seriado do ano passado só poderia ter um final a sua altura. E foi um desfecho, assim como o livro que é adaptado, bastante conclusivo, deixando poucas pontas soltas ou cliffhangers. Aliás, quem precisa de algum cliffhanger quando temos Dexter como personagem principal?

Para mim, foi realmente inesperada a revelação de que Rudy/Brian seria irmão do Dex, e também a forma de condenar Harry como o verdadeiro vilão. Mas para mim, ficou bastante claro o porquê de Harry ter deixado o Rudy/Brian ali. Primeiro, ele não era obrigado a pegar ninguém pra criar; segundo, eles não vinham no mesmo pacote; e terceiro, ninguém adota dois irmãos na vida real. Até o Brian diz entender o porquê de ter sido deixado ali. Estudei pouco de psicologia, mas acho que Harry parecia saber que pela idade, Dexter bloquearia aquelas memórias (até pela própria reação de cada um na cena do massacre). A indignação dele é no fato do Harry ter aprisionado os instintos do Dexter, e não por algum tipo de ciúme.
O inesperado era justamente esse sentimento fraterno que o Rudy demonstrou em relação a Dex. Todos imaginavam que seria uma possível vingança, ou até uma tentativa de fazer justiça também. Mas o que não poderíamos imaginar era que Rudy não mataria Dexter, possivelmente sob hipótese alguma, já que reencontrar o elo perdido com a família era praticamente seu único objetivo de vida. E quando ele vê que vai ser sacrificado e tudo está acabado ele… chora. A provável primeira e única lágrima do Brian. Como alguém pode não ter simpatia (e dó) de um personagem desses?

Fico imaginando se o Brian tivesse escolhido outra vítima, e não a Debra, teria sido mais fácil pra "libertar" o Dex. Mas o fato é que cada um deles tinha conceitos diferentes do que seria bem, e o que seria mal. Conseguimos entender as razões do Rudy ser assim, e era difícil de condená-lo.

É aquela história de discutir quem é o herói, que foi abordada magistralmente na última cena. Para nós, que conhecemos a história do Dex, do início ao fim, ele parece um herói, mas o que diriam todas aquelas pessoas em volta? O que diriam os policiais? E é aí, com o Doakes que temos esse contraponto, que provavelmente será bastante abordado na segunda temporada.
O final que encontramos no livro é um pouco diferente e provavelmente isso influenciará a próxima temporada. Como o livro mostra principalmente o conflito psicológico de Dexter, ele fica em dúvida até os momentos finais se seria ele o ITK. Inclusive, numa das vítimas, Debra consegue uma gravação de uma câmera de vigilância. E qual não é a surpresa quando a imagem do assassino é parecidíssima com Dexter? Ele leva essas provas para sua casa e decide encobrí-las, mas novamente cai desacordado. É acordado quando recebe um telefone da delegacia dizendo que Debra está desaparecida.

Dexter entra em pânico por achar que ele mesmo poderia ter feito isso com a irmã. Mas seguindo seus instintos, ele acha Brian, que mantém Debra como refém, ao mesmo tempo que LaGuerta consegue localizá-los também.

Por fim, LaGuerta acaba tomando uma facada de Brian e vindo a falecer, e Brian é preso. Esses desdobramentos são bastante importantes e realmente não sei como eles vão contornar essas diferenças. Mas parece que a nova Detetive, no lugar de LaGuerta, já será uma personagem importante vinda do segundo livro. Ainda bem que Dexter já recomeça essa semana na Showtime.



e.fuzii

Um comentário:

Comentarista Marcelle disse...

Adorei o post!! Ficou à altura dessa incrível season finale... Fuzii vai fazer falta na 2a temporada, mas eu te entendo...